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Crise não restringirá crédito para MPEs

Fonte: PEGN

Não há falta de recursos para capital de giro, investimento e exportação, e não haverá daqui para frente. E, independentemente do cenário adverso que o mercado vive atualmente, o apoio às garantias de crédito seguirá no mesmo ritmo. As afirmações foram feitas pelo gerente executivo da Diretoria de Micro e Pequena Empresa do Banco do Brasil, Kedson Pereira Macedo, na quarta-feira (15), no II Fórum Brasileiro Sistemas de Garantias de Crédito, em Salvador, informa a Agência Sebrae de Notícias.A avaliação é justamente de que o momento econômico atual abre espaço para fortalecer as Sociedades de Garantia de Crédito (SGC), já que elas reduzem riscos na tomada de recursos bancários, facilitando o acesso ao crédito e ajudando a movimentar a economia. Para Kedson Macedo, os benefícios e vantagens das Sociedades de Garantia de Crédito (SGC) estão no fato de atuarem como instrumento mitigador de risco e gerador de negócios.Ele lembrou ainda que o Banco do Brasil atua em três frentes para facilitar o acesso dos pequenos negócios às garantias. "O Banco do Brasil tem trabalhado com três mecanismos facilitadores de acesso às garantias: Fundo de Aval das Micro e Pequenas Empresas (Fampe), Fundo de Aval de Geração de Emprego e Renda (Funproger), e Sociedade de Garantia de Crédito da Serra Gaúcha", disse.O Fampe é gerido pelo Sebrae e tem o Banco do Brasil como instituição conveniada. O patrimônio do Fundo junto ao Banco do Brasil é da ordem de R$ 143 milhões. As operações garantidas já somam quase R$ 1,3 bilhão. Mais de 36 mil micro e pequenas empresas aderiram e acessaram essa garantia para trabalhar junto aos seus empréstimos. O índice de alavancagem do Fundo é de 85%, o que representa R$ 200 milhões ainda disponíveis para garantir as operações.Segundo Kedson Macedo, o Funproger, que pertence ao Conselho do Fundo do Amparo ao Trabalhador (Codefat) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e tem como gestor o Banco do Brasil, recebeu aporte do governo federal de R$ 325 milhões para a sua constituição como fundo de aval voltado apenas para micro e pequenas empresas. A alavancagem do Fundo, informa o diretor do Banco do Brasil, é da ordem de R$ 3,5 bilhões."Sobre a GarantiSerra, além de aceitar a garantia da Sociedade de Garantia, damos condições diferenciadas para o empresário que é associado, o que reverte em prazos melhores das operações, carências maiores, fluxo operacional previsto, e taxas menores (1,6%), enquanto o mercado trabalha com taxa de 2.20%", afirmou Kedson Macedo. Dentro desse projeto, mais de 52 operações foram aceitas pelo Banco do Brasil, o que representa 20% de todas as garantias concedidas pela GarantiSerra.Banco do Nordeste O Banco do Nordeste (BNB), também presente no Fórum Brasileiro, assim como o Banco do Brasil, apresentou seu modelo de atuação junto às Sociedades de Garantia de Crédito, além de produtos e serviços disponibilizados e perspectivas de negócios futuros. As ações empreendidas pelo BNB para facilitar o acesso ao crédito vão desde a dispensa de garantia real nos negócios de até R$ 50 mil à necessidade de aval de apenas um dos sócios da firma limitada, além de planos de negócios simplificados.Para o gerente da Área de Negócios com Micro e Pequenas Empresas do BNB, Lauro Campos, a constituição da Sociedade de Garantia de Crédito evidencia o atendimento as exigências legais, contribui para democratizar o acesso das micro e pequenas empresas ao crédito, estabelece mecanismos e padrões que asseguram os princípios de boa governança, guarda aderência a Lei Complementar 123/2006, atua segundo o cooperativismo e o associativismo, fortalece os arranjos produtivos locais, e colabora para a capacitação e o gerenciamento das micro e pequenas empresas.Em 2007, o volume de recursos orçados pelo BNB para crédito a microempresas e empresas de pequeno porte foi de R$ 600 milhões. O volume de operações contratadas superou em 25% o orçamento previsto, atingindo um montante de R$ 753,1 milhões. Para 2008, foi estabelecido um orçamento de R$ 1 bilhão. Em junho de 2008, já tinham sido realizados 49,5%, com um volume de contratações na ordem de R$ 495,4 milhões, e a concretização de 32.551 operações.