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Inovar é buscar formas diferentes de enfrentar desafios

Autor: Dilma TavaresEspecialista Clóvis Tavares destaca que inovar é enxergar o óbvio e isso pode fazer a diferença para o sucesso de uma empresaBrasília - Para uma empresa ser inovadora, não significa, necessariamente, ter dinheiro para investir, basta, entre outras ações, que o empresário deixe a comodidade, busque formas diferentes de trabalhar e enfrentar os desafios do mercado, não se atendo à tendência atual que só busca preço e prazo. Tudo levando em conta um ingrediente essencial: a emoção. Essa é uma das orientações do especialista Clóvis Tavares, em palestra na terça-feira (1°) a integrantes do Sebrae."Hoje, a empresa precisa não apenas atender pessoas, mas encantar pessoas", reforçou o especialista. Para isso, explicou, o empresário precisa exercer multifunções, tomar várias atitudes e realizar diversas medidas ao mesmo tempo e que envolvem ações como planejamento, definição de metas, organização, motivação, treinamento, trabalho em equipe, identidade do produto, imagem do negócio e estar sempre aberto ao novo, a correr riscos calculados, diferenciar o empreendimento, sempre com foco no cliente. É o que define como inovação com flexibilidade.Ele avalia que o empresário precisa estar preparado para atender um cliente cada vez mais exigente e capaz de focar em várias opções. Exemplificou com crianças de hoje, capazes de, ao mesmo tempo, assistir à televisão, conversar na internet, comer hamburguer, fazer diversas outras atividades e ainda dizer que está estudando. "Esse é o seu futuro cliente", reforçou falando da necessidade de adequação ao mercado."A acomodação é o grande pecado do mundo", disse salientando que o empresário precisa inovar desde padrões a produtos. "É preciso ver o que não se usa, reciclar e tornar isso um diferencial do negócio". As mudanças, ressaltou, podem ser aplicadas até naquilo que é novo e exemplificou com criações e inovações de Santos Dumont. "Por que depois de criar o 14-Bis, com asas atrás e que já voava, ele inovou e criou o Demoiselle, com asas na frente? Por que criar outro se o modelo anterior já voava?", indagou lembrando que, com as devidas inovações, esse modelo de aeronave é utilizado ainda hoje.Outro exemplo de inovação de sucesso citado foi o Cirque Du Soleil, criado por artistas de rua que mudaram o conceito de circo abolindo uso de animais, inovando nas apresentações e no processo de gestão, encantando espectadores e transformando o negócio em bilionário. Um dos segredos, explicou, é que todos são responsáveis pelo espetáculo. "Todos são importantes na empresa", disse, reforçando que "crescimento é para todos que têm organização". Outro fato: apesar de fazer as apresentações diariamente e para platéias diferentes, os artistas continuam treinando e buscando novas formas de cativar a atenção do público.Ver o óbvioClóvis Tavares destacou que "Inovação é ver o óbvio" e exemplificou com uma história. Contou que certa vez, quando comia em um restaurante da Região Sul do País, deixou cair a colher. De imediato, sem que desse tempo de pedir, o garçom lhe entregou outra. Ficou intrigado e perguntou: "Como você sabia que minha colher cairia?". A resposta: "o dono fez um levantamento sobre o número de vezes que colheres e talheres caiam enquanto os clientes comiam e determinou aos garçons estarem preparados para o pronto atendimento". Clóvis conta que passou a levar amigos lá "não só pela comida, mas para ver os garçons em ação", disse reforçando o fato do dono do restaurante ter transformado um simples incidente em oportunidade.O especialista lembrou, porém, que para ter percepção de cada detalhe, o empresário precisa ter visão do todo, da empresa, do mercado, das tendências e das oportunidades. Quanto ao cliente, é dar a ele até mais do que espera. Fazer bem feito a primeira vez, encantar, para que ele queira voltar. Isso envolve desde a forma de atendimento, a atenção, a qualidade do produto ou serviço entregue, sua identidade e imagem. "As pessoas não compram só produto e serviço, compram imagem, identidade", reforçou.Para tudo isso, lembrou, é preciso capacitação, inclusive para fazer o cliente ver que o seu produto tem valor agregado. "As empresas hoje só querem conseguir preço e prazo. Mas se não tiver capacitação, não tem nada na mão", assegura.A apresentação de Clóvis Tavares é exemplo de inovação. Ele une palestra e mágica, num show que envolve a participação de público e emoção. Foi, explica, um nicho de mercado que encontrou ainda jovem, há cerca de 35 anos, e que o tem levado a trabalhar em vários países. Ele é formado em propaganda e publicidade pela Universidade Anhembi-Morumbi de São Paulo, com especialização na State University of New York, (EUA). Também é autor de livros que tratam do tema

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