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Uma realidade incontestável que a população do Nordeste do Brasil precisa refletir
O Nordeste do Brasil, com nove estados da Federação, com suas potencialidades econômicas e geográficas, tem uma população aproximada de 54,6 milhões de habitantes, está recebendo grandes investimentos dos parceiros
"Se sua relação laboral quer seja pública ou privada não lhe garante a sua continuidade, imagine o educando e o futuro profissional que não está se capacitando ou se qualificando, diante dos fatos e acontecimentos que nos envolvem."
INTRODUÇÃO
O Nordeste do Brasil, com nove estados da Federação, com suas potencialidades econômicas e geográficas, tem uma população aproximada de 54,6 milhões de habitantes, está recebendo grandes investimentos dos parceiros dos BRICS+ e dos demais investidores, onde provavelmente muitas empresas de portes hão de se estabelecer, mas com seletividades tecnológica e utilizando a IA para redução de custos e despesas, pois desejam ÁGIO e Retorno Operacional Positivo de seus investimentos.
Diante do tempo, e dos recursos aplicáveis (público e privado), na busca de elevar a capacitação e qualificação dos educandos e futuros profissionais, tendem a aumentar o know how, expertise e background de somente 20% dessa população, por motivos variáveis, ficando o restante a ser atendido pela Renda Básica Universal, chamado de programas assistencialistas governamental.
Entendam, o sol nasceu para todos, mas somente os escolhidos hão de passar pelo buraco da agulha, pois viverás, beberás e comerás com o suor do teu rosto, mesmo sabendo que errarás, mas aprenderás com esses erros, pois és a imagem e semelhança do divino.
A nossa recomendação para manter a sobrevivência do presente e do futuro que nos avizinha, sempre:
a) Aprender novas habilidades, competências e eixos práticos;
b) Ter criatividade, humanismo, senso crítico, Fé em DEUS, livre arbítrio;
c) Capacidade para resolver problemas complexos e acionar sua inteligência emocional;
d) Aprender matemática, álgebra e estatistica;
e) Estudar e aprender os idiomas dos BRICS+;
f) Aprender a utilizar a inteligência artificial, criar seu próprio Agente de IA, e estudar a computação quântica;
g) Estudar a Economia, Administração, além o STEM;
h) Entender o significado de sistemas controladores e Life Long Learning.
A população do Nordeste do Brasil precisa quebrar certos paradigmas, pois os fins justificam os meios, e é melhor ser temido de que ser amado, já que a colonização dos sistemas controladores, pensão que a verdade é incômoda, imprevisível e libertadora e por isso poucos a suportam e muitos preferem o sonho do que a realidade, e aplicam:
a) Quanto mais MEDO, mais CONTROLE;
b) Quanto mais IGNORÂNCIA mais OBEDIÊNCIA;
c) Quanto mais DISTRAÇÃO mais CONSUMO.
Esse breve insight precisa ser lido e entendido pela população dessa região, pois os fatos são verossímeis e devem afetar a sobrevivência de todos nós
DIAGNÓSTICO QUE A IA NOS INFORMA
Vou abordar isso com a franqueza que você pediu. Não há resposta confortável aqui — apenas uma radiografia do que resta quando a porta do mercado formal se fechar.
1. O diagnóstico estrutural
O nordestino que não se adequou não é, na maioria dos casos, alguém que recusou a oportunidade. É alguém que:
- Saiu da escola cedo (abandono escolar no NE ainda é o maior do país);
- Mora em município sem ecossistema produtivo (60% dos municípios nordestinos têm menos de 20 mil habitantes e zero indústria);
- Não tem rede de contatos para acesso a cursos técnicos ou indicações;
- Vive em região onde o Estado é ausente ou predatório, e a economia formal é dominada por poucos.
O novo mercado exige: fluência digital, inglês básico, ensino médio completo, disponibilidade para migrar, e capital social. Quem não tem isso não é recusado — é invisível para o sistema.
2. As alternativas reais de sobrevivência
A) A informalidade de subsistência (a base da pirâmide)
O que é: Venda ambulante, serviços de bico (pintura, pedreiro, diarista, moto-táxi irregular), catador, pequeno comércio de produtos importados da China (R$ 1,99).
Lógica econômica: É a única economia onde a barreira de entrada é zero. Não exige CNPJ, nota fiscal, ou diploma. O lucro é a diferença entre o preço de compra (atacado ou importação) e o preço de venda, menos a proteção contra a fiscalização (polícia, prefeitura, concorrentes).
Geopolítica: Essa camada é alimentada pela desvalorização do real frente ao dólar (produtos chineses ficam caros) e pela entrada de mercadorias paraguaias/bolivianas. Quanto mais fechada a fronteira, mais caro o estoque. Quanto mais desvalorizado o real, menor a margem.
Tecnologia: O WhatsApp é a infraestrutura. Grupos de revenda, Pix para pagamento, e Instagram para divulgação. Quem não domina isso está em desvantagem brutal.
O problema: É uma armadilha de renda. A informalidade não acumula capital (sem previdência, sem crédito bancário, sem patrimônio). Um dia de chuva, uma apreensão da prefeitura, ou uma doença, e o ciclo reinicia do zero.
B) O bolsa-família e os programas de transferência
O que é: Para quem não consegue nem a informalidade, resta o auxílio. No NE, milhões de famílias vivem com renda composta por: Bolsa Família + BPC + aposentadoria rural (fator previdenciário baixíssimo).
Lógica econômica: Não é sobrevivência em atividade econômica lucrativa — é sobrevivência assistida. Mas é economicamente racional: o custo de oportunidade de trabalhar formalmente (transporte, alimentação fora, roupas) muitas vezes supera o salário de um emprego de entrada. O auxílio é mais eficiente.
Geopolítica: Depende inteiramente do equilíbrio fiscal federal. Em cenário de austeridade (como 2015-2019) ou de colapso de receita (pós-pandemia), esse piso é cortado primeiro. O nordestino depende de Brasília, não de sua própria produção.
O problema: Não gera mobilidade. É anestesia, não cirurgia.
C) A migração circular (São Paulo, Sul, Centro-Oeste)
O que é: O nordestino viaja para a colheita de cana, para a construção civil em São Paulo, para o frigorífico no Sul, ou para a limpeza de condomínios em Brasília. Trabalha 6-10 meses, volta para o NE, gasta o dinheiro, e repete.
Lógica econômica: É a venda da força de trabalho não qualificada onde ela ainda tem demanda. A construção civil paulista, por exemplo, ainda absorve pedreiro sem registro em carteira. O frigorífico paga mal, mas paga.
Geopolítica: Depende da taxa de câmbio (quando o real cai, exportação de carne e soja sobe, e os frigoríficos contratam mais) e do ciclo de commodities. Também depende da política de imigração interna — não há barreiras, mas há discriminação regional velada.
Tecnologia: As grandes empresas (JBS, Marfrig, Odebrecht no passado) usam sistemas de gestão que exigem digitalização até do pedreiro (app de ponto, treinamento online). Quem não consegue interagir com isso é descartado mais rápido.
O problema: É desgaste físico extremo. A colheita de cana destrói colunas. O frigorífico tem índice de doença ocupacional altíssimo. E é precário: quando a recessão vem, o nordestino é o primeiro demitido.
D) O crime organizado e a economia ilegal
O que é: Não estou falando apenas do tráfico de drogas. Estou falando de: contrabando de cigarros e eletrônicos do Paraguai, pirataria de DVDs (em declínio), furto de energia, agiotagem local, jogo do bicho, e o "gato" de TV/internet.
Lógica econômica: É o mercado preenchendo vazios que o Estado e a economia formal não atendem. A agiotagem, por exemplo, existe porque o banco não empresta para quem tem nome sujo e sem renda comprovada. O juro é de 10-20% ao mês, mas é o único crédito disponível.
Geopolítica: O crime no NE está cada vez mais integrado ao crime nacional e internacional. O PCC e o CV atuam no Ceará, Pernambuco e Bahia. O contrabando do Paraguai alimenta o comércio de eletrônicos em cidades como Juazeiro do Norte e Caruaru.
Tecnologia: O crime usa tecnologia melhor que o Estado. Pix para lavagem, Telegram para comunicação, drones para monitorar a polícia. Quem entra nesse ecossistema precisa ter alguma fluência digital — ou serve apenas como soldado de bairro, com vida útil curta.
O problema: A expectativa de vida é baixa. A prisão é quase certa em algum nível. E a lucratividade é ilusória para a base da pirâmide — quem fica rico é quem está no topo, não o menino do bairro.
E) A economia do agronegócio local (trabalho precário no campo)
O que é: O NE tem agronegócio: soja no oeste da Bahia, fruticultura no Vale do São Francisco, cana-de-açúcar em Alagoas e Pernambuco. Mas quem não se qualificou não é o engenheiro agrônomo — é o cortador, o irrigador, o aplicador de veneno sem EPI.
Lógica econômica: O agronegócio nordestino é altamente mecanizado e capitalizado. A mão de obra não qualificada é substituída por máquinas. O que sobra é trabalho sazonal, mal pago, e sem direitos.
Geopolítica: Depende da exportação para China e Europa. Uma guerra comercial, uma seca (cada vez mais frequente), ou uma queda no preço internacional, e o emprego some.
Tecnologia: O agro 4.0 exige operador de drone, técnico em irrigação de precisão, analista de dados. O cortador de cana não tem lugar nisso.
F) A economia criativa/artesanal de nicho
O que é: O artesanato de Ceará, as rendeiras de Paraíba, o barro de Maragogipinho, o forró e a cultura popular. Turismo cultural em cidades históricas (Olinda, São Luís, Salvador).
Lógica econômica: Funciona para poucos. O artesão que vende para o turista estrangeiro em Olinda pode ter renda boa. Mas o turista estrangeiro é 1% do fluxo. A maioria vende para turista brasileiro de classe média baixa, que negocia até o último centavo.
Geopolítica: Depende da imagem do Brasil no exterior (que oscila) e da estabilidade doméstica (quando a violência sobe, o turismo cai).
Tecnologia: Quem consegue vender pelo Etsy, Instagram ou WhatsApp Business tem vantagem. Quem depende apenas da venda física na rua está preso à sazonalidade.
3. A síntese brutal
Para o nordestino que não se adequou ao mercado formal, não existe atividade econômica lucrativa sustentável dentro da legalidade plena. As opções são:
| Caminho | Lucratividade | Sustentabilidade | Risco |
| Informalidade de subsistência | Baixa | Nenhuma | Médio |
| Auxílios/aposentadoria | Zero (transferência) | Depende do Estado | Alto (político) |
| Migração circular | Média | Baixa (desgaste físico) | Alto |
| Crime/economia ilegal | Média/Alta para poucos | Nenhuma | Extremo |
| Agronegócio local | Baixa | Baixa | Médio |
| Artesanato/turismo | Média para poucos | Média | Médio |
4. O que a análise geopolítica e tecnológica revela
Geopolítica: O Nordeste está preso numa posição de periferia interna do Brasil. A geopolítica econômica brasileira prioriza o eixo Sul-Sudeste-Centro-Oeste (agronegócio exportador, indústria, serviços financeiros). O NE é visto como eleitorado a ser comprado com transferências, não como polo produtivo a ser desenvolvido. A transposição do São Francisco, os portos do Pecém e Suape, e as refinarias de Abreu e Lima são exceções que não mudam a regra.
Tecnologia: A automação e a digitalização não estão vindo — já chegaram. O caixa de supermercado foi substituído pelo autoatendimento. O moto-táxi informal será substituído por app (e já está sendo). O pedreiro sem registro será substituído por pre-fabricação. Quem não tem qualificação está sendo deslocado não pelo concorrente, mas pela máquina.
5. A única saída realista (e não é fácil)
Não há atalho. Para quem já está fora do mercado formal, as alternativas são:
1. Ocupar nichos que a tecnologia ainda não alcançou — cuidado de idosos, serviços domésticos de alta confiança, reparos que exigem presença física (encanador, eletricista). Mas isso exige alguma qualificação mínima.
2. Migração definitiva para polos produtivos — não a migração circular, mas a mudança estrutural. O problema é que exige capital inicial (passagem, aluguel, alimentação) que não existe.
3. Agricultura familiar de subsistência + venda de excedente — voltar ao quintal, plantar, criar galinhas, vender na feira. É pobreza, mas é autonomia. Funciona em cidades pequenas onde o terreno ainda é barato.
4. Apropriação tecnológica por baixo — usar o celular para vender, para aprender no YouTube, para fazer delivery. Não é qualificação formal, mas é adaptação.
Conclusão
O nordestino que não se adequou ao mercado não tem alternativas de sobrevivência em atividade econômica lucrativa no sentido que o mercado liberal entende. Ele tem estratégias de reprodução da vida — algumas legais e de renda baixa, algumas ilegais e de risco alto, e muitas dependentes do Estado ou da caridade.
A pergunta que o Brasil não responde é: o que fazer com milhões de pessoas para quem o mercado não tem lugar? A resposta histórica brasileira tem sido: deixar na informalidade, subsidiar com programas sociais, e reprimir quando a desesperança vira violência. Não é um plano. É uma gestão de crise permanente.
Se você quer uma resposta otimista, não posso dar. Se quer uma resposta honesta, é essa.
O QUE DEVE ACONTECER SEGUNDA A IA
Vou buscar dados atualizados sobre desemprego no Nordeste, propostas de Renda Básica Universal no Brasil e o impacto da IA no mercado de trabalho para fundamentar a análise.
A pergunta que você coloca é, na verdade, um conjunto de questões interligadas que exigem destrinchar o raciocínio em etapas. Vou fazê-lo com os dados disponíveis, sem omitir as contradições.
1. O diagnóstico real do Nordeste: o problema não é só "desemprego"
A primeira premissa do seu raciocínio precisa ser calibrada. No Nordeste, a taxa de desocupação aberta foi de 7,1% no 4º trimestre de 2025 (acima dos 5,1% nacionais), mas a taxa composta de subutilização da força de trabalho atingiu 22,6% na mesma região — mais que o triplo do registrado no Sul (7,2%).
Isso significa que, para cada pessoa oficialmente desempregada no Nordeste, há outras duas em situações de precariedade: os subocupados (que trabalham menos horas do que precisam) e a força de trabalho potencial — majoritariamente os desalentados, que simplesmente desistiram de procurar emprego.
A informalidade no Nordeste é de 50,8% — metade dos trabalhadores.
Raciocínio: O desemprego formal é apenas a ponta do iceberg. A Renda Básica Universal (RBU) teria de absorver não apenas os desempregados, mas milhões de subocupados, informais e desalentados. O universo de demanda é muito maior do que a taxa de desemprego sugere.
2. A IA como acelerador do desalento estrutural
A OIT estima que 37% dos postos de trabalho no Brasil estão expostos à IA generativa — cerca de 37 milhões de trabalhadores.
O estudo do IBRE/FGV projeta três cenários até 2030. No cenário mais provável — transição gerenciável, onde a automação avança mais rápido que a requalificação — o desemprego no Brasil subiria para 6% a 7,5%, a informalidade permaneceria entre 38% e 40%, e a renda real cresceria apenas entre 12% e 18%.
No cenário pessimista — automação excludente — o desemprego alcançaria 8% a 10%, a informalidade subiria para 42% a 45%, e a renda real cresceria apenas 5% a 8%.
Raciocínio: A IA não elimina empregos inteiros de imediato, mas reconfigura tarefas, eliminando funções operacionais e administrativas rotineiras — exatamente as ocupações que concentram a mão de obra menos qualificada do Nordeste. O problema não é a destruição total, mas a erosão de funções intermediárias, empurrando trabalhadores para a informalidade ou para o desalento. Sem capacitação em escala massiva, a transição é dolorosa e concentrada regionalmente.
3. O custo da Renda Básica Universal no Brasil
Aqui entramos no cerne da questão: de onde viria o dinheiro?
O FMI estima que, para países emergentes, o custo da RBU fica em média em 3,8% do PIB. No caso brasileiro, simulações apontam 4,6% do PIB para uma transferência equivalente a 25% da renda mediana per capita.
Considerando o PIB brasileiro projetado para 2026 em torno de R$ 13,8 trilhões, uma RBU robusta custaria aproximadamente R$ 525 bilhões a R$ 635 bilhões por ano.
Para contextualizar: o PLOA 2026 prevê receita primária bruta da União de R$ 3.185,8 bilhões (23% do PIB) e receita primária líquida de R$ 2.577,4 bilhões (18,6% do PIB).
Raciocínio: A RBU consumiria cerca de 20% a 25% de toda a receita primária líquida da União. Isso é um valor estratosférico. Para viabilizar, o governo teria de encontrar fontes novas e massivas de receita, ou extinguir dezenas de programas. Não há espaço fiscal para isso dentro da estrutura orçamentária atual.
4. As fontes orçamentárias possíveis: uma análise realista
Vamos destrinchar onde o governo poderia buscar esses recursos, com os números do PLOA 2026:
4.1. Consolidação de programas sociais existentes
A ideia de unificar programas sociais na RBU é teoricamente elegante, mas numericamente insuficiente. O PLOA 2026 prevê:
- Bolsa Família: R$ 40,0 bilhões (em operações de crédito excedentes)
- BPC (Benefício de Prestação Continuada): R$ 30,0 bilhões
- Outros programas de assistência social e transferência de renda
Mesmo somando todos, não se chega próximo aos R$ 500+ bilhões necessários. Um estudo da UFRGS mostrou que, mesmo aglutinando todos os programas de assistência social, não é possível chegar próximo ao custo estimado de uma RBU de R$ 300 mensais.
Veredito: A consolidação de programas existentes cobriria, no máximo, 10% a 15% do custo. É insuficiente.
4.2. Taxação da automação, IA e robótica
Esta é uma das propostas mais debatidas internacionalmente: um imposto sobre robôs ou sobre a substituição de mão de obra humana por capital tecnológico. A lógica é redistributiva: se a IA destrói empregos e concentra renda nas empresas que a adotam, taxar esses ganhos de produtividade para financiar a RBU.
Problemas:
- Definição operacional: Como definir robô ou substituição por IA legalmente? Um algoritmo de atendimento ao cliente conta? Um sistema de automação de escritório?
- Fuga de capital: Empresas podem migrar operações para jurisdições sem essa taxação.
- Base tributária incerta: No Brasil, a adoção de IA ainda é incipiente fora dos grandes centros. A arrecadação seria baixa no curto prazo.
Veredito: É uma fonte conceitualmente coerente, mas não gera receita suficiente no curto e médio prazo para financiar uma RBU completa. Serve como complemento, não como pilar.
4.3. Reforma tributária e ampliação da base de impostos diretos
O FMI destaca que a RBU pode ajudar a reunir apoio para reformas estruturais impopulares, como eliminar subsídios para alimentação e energia ou para a ampliação da base de impostos sobre consumo.
No Brasil:
- A carga tributária já é alta (~33% do PIB), mas concentrada em impostos indiretos (consumo).
- A sonegação fiscal é estimada em centenas de bilhões de reais anuais.
- O PLOA 2026 já inclui receitas condicionadas de R$ 19,8 bilhões (otimização de benefícios tributários) e receitas extraordinárias de R$ 30 bilhões.
Veredito: Uma reforma tributária profunda — reduzindo benefícios fiscais, combate efetivo à sonegação, e possivelmente aumentando impostos diretos sobre renda e patrimônio — poderia gerar dezenas de bilhões adicionais. Mas mesmo assim, dificilmente cobriria a totalidade do custo da RBU sem elevar a carga tributária a patamares economicamente inviáveis.
4.4. Redirecionamento de royalties do petróleo e dividendos de estatais
O PLOA 2026 prevê:
- Royalties e participações do petróleo: R$ 91,5 bilhões (mas já vinculados a educação, saúde, Fundo Social e repasses a estados/municípios).
- Dividendos de estatais: cerca de R$ 54 bilhões.
Problema: Esses recursos já estão compromissados. Os royalties do petróleo têm destinação constitucional vinculada (educação e saúde). Desviá-los exigiria mudança constitucional e retiraria recursos de setores essenciais.
Veredito: Não é uma fonte realista sem desmontar investimentos em saúde e educação — exatamente as áreas que precisam de mais recursos para capacitar a população.
4.5. Corte de despesas com pessoal e custeio da máquina pública
O Brasil gasta parcela significativa do orçamento com a folha de pagamento do setor público e custeio administrativo. Reduzir essas despesas liberaria recursos.
Problema:
- É politicamente extremamente difícil.
- O funcionalismo público é uma categoria organizada e com forte poder de veto político.
- Cortes drásticos poderiam paralisar o Estado.
Veredito: Tecnicamente possível, politicamente improvável no curto prazo.
4.6. Emissão de dívida pública (operações de crédito)
O PLOA 2026 já prevê operações de crédito excedentes ao limite constitucional de R$ 313,5 bilhões, sendo R$ 243,5 bilhões para benefícios previdenciários, R$ 40 bilhões para Bolsa Família e R$ 30 bilhões para BPC.
Problema: Financiar RBU com dívida é inflacionário e insustentável. O Brasil já tem dívida pública elevada. Usar empréstimos para pagar transferência de renda corrente é um caminho para crise fiscal.
Veredito: Economicamente inviável como estratégia permanente.
5. A síntese do raciocínio: onde o governo obteria os recursos?
Juntando as peças, o quadro é o seguinte:
| Fonte | Receita potencial anual | Viabilidade |
| Consolidação de programas sociais | ~R$ 100-120 bi | Baixa (cobre <25% do custo) |
| Taxação da automação/IA | ~R$ 20-50 bi (estimativa incerta) | Média (conceitualmente coerente, mas base ainda pequena) |
| Reforma tributária + combate à sonegação | ~R$ 100-200 bi | Média-Alta (exige reforma profunda) |
| Corte de subsídios e benefícios fiscais | ~R$ 50-100 bi | Média (resistência política) |
| Redirecionamento de royalties/estatais | ~R$ 50-100 bi | Baixa (já vinculados constitucionalmente) |
| Corte de despesas com pessoal/custeio | ~R$ 50-150 bi | Baixa (resistência política massiva) |
| TOTAL OTIMISTA | ~R$ 370-720 bi | Incerto |
O custo da RBU está na faixa de R$ 525-635 bilhões/ano.
Conclusão do raciocínio: Mesmo em um cenário otimista, onde o governo implementasse todas as medidas acima simultaneamente, o financiamento da RBU exigiria:
1. Uma reforma tributária profunda e impopular, expandindo impostos diretos e eliminando dezenas de benefícios fiscais.
2. Um corte estrutural de despesas, incluindo possivelmente a máquina pública.
3. Uma taxação incipiente da automação, que ainda não tem base econômica suficiente no Brasil.
4. Aceitação de um aumento da carga tributária total, possivelmente para além de 35% do PIB.
Ou seja: não há fonte orçamentária pronta e disponível. A RBU exigiria uma reconfiguração fiscal do Estado brasileiro quase equivalente a uma nova Constituição tributária.
6. A contradição central que o seu cenário revela
Aqui está o nó do problema: para financiar a RBU, o governo precisaria de mais arrecadação. Mas mais arrecadação depende de mais atividade econômica formal. E mais atividade econômica formal depende de mão de obra qualificada — exatamente o que a IA está destruindo no Nordeste por falta de capacitação.
O estudo da OIT mostra que, no Brasil, apenas 40% dos profissionais mais desfavorecidos têm acesso a tecnologias digitais no trabalho, mesmo que 8,5% deles pudessem se beneficiar da IA.
A região Nordeste concentra o maior contingente de desalentados, a maior informalidade e a menor densidade industrial. A IA chega lá não como ferramenta de produtividade, mas como substituta de mão de obra barata e pouco qualificada — em atendimento, logística, serviços administrativos e comércio.
O paradoxo: A RBU é defendida como resposta à destruição de empregos pela IA. Mas, sem capacitação prévia, a massa de desempregados cresce mais rápido do que a base tributária que poderia sustentá-los. O governo ficaria tentando financiar uma RBU para milhões de desempregados com uma economia que está justamente perdendo a capacidade de gerar a renda tributável necessária.
7. Resposta final: de onde viriam os recursos?
Demonstrado o raciocínio, a resposta direta é:
O governo brasileiro não tem, hoje, fontes orçamentárias suficientes para uma Renda Básica Universal robusta sem reconfigurar drasticamente o Estado. As fontes seriam uma combinação de:
1. Reforma tributária estrutural — ampliando impostos diretos (renda, patrimônio, herança) e eliminando subsídios.
2. Taxação dos ganhos de produtividade da automação — ainda incipiente, mas conceitualmente necessária.
3. Corte de privilégios fiscais e da máquina pública — politicamente custoso.
4. Redução de outras despesas sociais — o que contraria o próprio objetivo da RBU.
5. Endividamento controlado — insustentável como regra.
No cenário mais realista, o que o governo faria seria uma Renda Básica de Emergência (não universal, mas focalizada), financiada por consolidação de programas existentes + emissão de dívida + alguma reforma tributária parcial. Mas isso não é RBU — é um Bolsa Família ampliado.
A RBU verdadeiramente universal, no contexto de desemprego estrutural crescente no Nordeste impulsionado pela IA e pela falta de qualificação, só seria viável se o Brasil resolvesse primeiro o problema da capacitação em massa (para que a IA gerasse produtividade tributável em vez de apenas desemprego) e depois reformasse o sistema tributário para capturar essa produtividade. Fazer o contrário — implementar RBU antes da base produtiva e tributária — seria financiar um déficit permanente com dívida ou inflação.
A manutenção do Governo atual, já que sabemos que estamos no caminho certo, deve ser mantida, por motivos, óbvios, pois qualquer dos concorrentes não tem a mínima noção do que deve acontecer, e só pensam em tirar proveito da massa eleitoral que está passando por momento necessários para alcançarmos as devidas melhorias.
Em caso de dúvidas, favor rever os fatos e acontecimentos que vitimaram a nossa Nação, deixando uma mácula que jamais devemos nos esquecer.