Apartir de 01/11/2026, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes do Simples Nacional devem emitir a NFS-e exclusivamente pelo Emissor Nacional (Web ou API)
Área do Cliente
Notícia
STJ impede extensão de benefício fiscal de PIS/Cofins-Importação a montadora com base em suspensão de IPI
O STJ restabeleceu decisão que negou à montadora a extensão da suspensão de PIS/Cofins-Importação ao regime tributário automotivo, limitando o benefício às hipóteses previstas em lei
O Superior Tribunal de Justiça, por meio de decisão monocrática proferida pelo ministro Gurgel de Faria, deu provimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional no processo REsp 2250986, reformando acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. O julgamento restabeleceu a sentença de primeiro grau que denegou a segurança a uma montadora de veículos, decidindo pela impossibilidade de estender a suspensão do PIS-Importação e da Cofins-Importação ao regime tributário específico previsto para o setor automotivo. A controvérsia central residia na interpretação do artigo 14 da Lei 10.865 de 2004 e se ele permitiria abranger a suspensão de tributos prevista no artigo 5º da Lei 9.826 de 1999, que trata do Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na importação de autopeças e componentes.
A empresa recorrida, uma montadora de motocicletas e veículos similares, buscava o reconhecimento do direito de importar componentes, chassis, carroçarias e acessórios com a suspensão das contribuições sociais, equiparando o benefício do IPI já usufruído ao tratamento dado aos regimes aduaneiros especiais. Na origem, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região havia acolhido a tese da contribuinte sob o fundamento de que o regime da Lei 9.826 de 1999 possuiria características materiais de regime aduaneiro especial, tais como a suspensão de tributos sob condição resolutiva de industrialização e o controle fiscal posterior. O tribunal regional utilizou uma interpretação funcional e sistemática, baseada no princípio da isonomia tributária, para evitar o que classificou como uma tributação assimétrica entre impostos e contribuições sobre o mesmo fato gerador.
Contudo, ao analisar o mérito do recurso especial, o ministro relator destacou que a extensão de benefícios fiscais exige previsão legal expressa e interpretação literal, conforme determina o ordenamento jurídico tributário nacional. A fundamentação da decisão ressaltou que o artigo 14 da Lei 10.865 de 2004 delimita o alcance da suspensão das contribuições aos regimes aduaneiros especiais e aos regimes aplicados em áreas específicas, como a Zona Franca de Manaus. Segundo o magistrado, não basta que um determinado regime tributário possua finalidade econômica equivalente ou mecanismos de controle semelhantes aos regimes aduaneiros para que ocorra a suspensão automática das contribuições de PIS e Cofins no desembaraço aduaneiro.
A decisão reforçou a distinção técnica entre regimes tributários especiais e regimes aduaneiros especiais. Enquanto os regimes aduaneiros, disciplinados pelo Decreto-Lei 37 de 1966 e pelo Regulamento Aduaneiro, como o drawback e a admissão temporária, submetem a mercadoria a um controle aduaneiro específico quanto à permanência e extinção do regime, a suspensão do IPI para o setor automotivo vincula-se estritamente à natureza do produto e à sua destinação industrial. O ministro relator pontuou que a circunstância de o desembaraço ocorrer com suspensão de IPI não converte automaticamente o procedimento em um regime aduaneiro especial, uma vez que tal suspensão decorre de uma norma de política setorial interna que também se aplica às operações no mercado doméstico.
Um dos pilares da decisão favorável ao fisco foi a aplicação do artigo 111 do Código Tributário Nacional, que prescreve a interpretação literal para normas que dispõem sobre outorga de isenção ou suspensão de tributos. O magistrado destacou que o Poder Judiciário não pode atuar como legislador positivo para ampliar o alcance de benefícios fiscais além do que foi estritamente delimitado pelo legislador ordinário. O relator citou precedentes da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, incluindo o julgamento do Tema Repetitivo 250 e do REsp 1.814.919, que reforçam a tese de que o silêncio da lei não autoriza a construção de regimes híbridos ou a ampliação de isenções por analogia, independentemente da justiça social ou econômica da medida pretendida.
A decisão monocrática também afastou a tese de violação ao pacto federativo ou à isonomia tributária no âmbito infraconstitucional, argumentando que a diferenciação entre regimes é uma escolha política legislativa válida. O texto decisório sublinhou que a interpretação teleológica realizada pela corte regional desrespeitou o espírito do artigo 14 da Lei 10.865 de 2004, que visou beneficiar apenas categorias específicas de importação sob controle aduaneiro estrito. Com a reforma do acórdão, a fabricante de veículos fica sujeita ao recolhimento regular do PIS-Importação e da Cofins-Importação sobre os insumos importados, independentemente da suspensão aplicável ao Imposto sobre Produtos Industrializados.
Ao concluir o julgamento, o ministro relator asseverou que a segurança jurídica no sistema tributário depende da observância rigorosa das competências e das limitações impostas pela legislação de regência. A interpretação restritiva aplicada ao caso veda a equiparação funcional entre a sistemática da Lei 9.826 de 1999 e os regimes de exceção aduaneira previstos no Decreto 6.759 de 2009. Assim, a decisão foi fundamentada na estrita legalidade tributária, na vedação à analogia para exclusão de crédito tributário e na necessidade de autorização legislativa específica para qualquer forma de desoneração, conforme os ditames do Código Tributário Nacional e da Constituição Federal.
Referência: Decisão Monocrática no REsp 2250986 – PE
Data da publicação da decisão: 14/10/2026
Notícias Técnicas
O Comitê Gestor na Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (CGNFS-e) divulga aos municípios, contribuintes emissores e desenvolvedores de sistemas orientações sobre o leiaute em vigor no ambiente oficial, as regras de validação para os novos tributos
O Confaz publicou três novos convênios ICMS, aprovados durante a 433ª Reunião Extraordinária, realizada em 27 de outubro de 2026
A Receita Federal prorrogou para 30 de dezembro de 2026 o prazo de adesão às modalidades de transação tributária previstas nos Editais RFB nº 9 e nº 10, ambos de 13 de julho de 2026
A Solução de Consulta COSIT nº 208/2026 reconheceu a possibilidade de dedução, no lucro real, de despesas com royalties pelo uso de marcas pagos a empresas que possuem sócios pessoas físicas em comum, desde que não integrem o quadro societário da pagadora
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS aprovaram novas especificações técnicas para documentos fiscais eletrônicos, incluindo NF-e, NFC-e, CT-e e outros modelos. As atualizações adequam leiautes e regras de emissão à implementação do IBS e da CBS
A IN RFB nº 2.346/2026 regulamenta a autorregularização de débitos tributários para empresas com Selos Confia e Sintonia, permitindo quitar valores sem multa de mora, à vista, em até 60 parcelas ou por compensação
A Resolução Gecex nº 976/2026 atualiza as alíquotas do Imposto de Importação para produtos classificados nas NCMs 7005.29.00, 7610.90.00 e 7615.10.00, com percentuais de até 35%
Programa está disponível no site da Receita Federal; comunicado foi atualizado em 28 de outubro, mas mantém data original de publicação em julho
Normas alteram regras que definem o valor do imposto cobrado por unidade de combustível e estabelecem novos parâmetros para 2027
Notícias Empresariais
A contabilidade gerencial transforma dados financeiros e operacionais em informações estratégicas para a tomada de decisões. O desafio está em garantir que os indicadores de desempenho reflitam as reais necessidades e prioridades do negócio
Tecnologia e inteligência artificial dependem de fluxos claros, dados confiáveis e responsabilidades bem definidas para gerar resultados
Entenda as diferenças entre reembolso e cartão corporativo, os impactos para funcionários e gestores e o que avaliar antes de escolher
Mais de 90% da capitalização global está representada por empresas que divulgam dados de sustentabilidade, segundo a OCDE
Recurso de até R$ 5 mil busca alavancar os negócios dos microempreendedores individuais
Página de perguntas e respostas da PGFN, atualizada em 28 de outubro, informa que regulamentação será editada pelos dois órgãos; benefício está previsto para janeiro de 2027
Recursos equivalem a 1% dos valores garantidos pelo Fundo de Garantia de Operações; cerca de R$ 5 milhões devem financiar iniciativa para apoiar organizações do setor
O crescimento das plataformas digitais modificou a maneira como as pessoas descobrem, avaliam e escolhem empresas
Black Friday, feriados nacionais e datas de conscientização estão entre os eventos que podem orientar as estratégias comerciais e o planejamento dos pequenos negócios no mês
Para ministro, medida pode elevar arrecadação em até R$ 4 bilhões
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade