Apartir de 01/11/2026, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes do Simples Nacional devem emitir a NFS-e exclusivamente pelo Emissor Nacional (Web ou API)
Área do Cliente
Notícia
STJ mantém créditos de PIS e Cofins na base de cálculo do IRPJ e da CSLL
O STJ decidiu que créditos de PIS e Cofins apurados no regime não cumulativo devem integrar a base de cálculo do IRPJ e da CSLL, conforme decisão da ministra Regina Helena Costa no REsp 2.294.972/RS
O Superior Tribunal de Justiça, por meio de decisão monocrática da Ministra Regina Helena Costa, proferiu entendimento favorável ao fisco no âmbito do Recurso Especial 2.294.972/RS. A decisão ratificou o entendimento de que os créditos de PIS e Cofins, apurados sob o regime da não cumulatividade, devem integrar a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O julgamento manteve o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que já havia negado a pretensão de uma indústria metalúrgica de excluir tais valores do custo de aquisição de mercadorias e insumos para fins de apuração do lucro real.
No caso em exame, uma indústria metalúrgica interpôs o recurso especial fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea a, da Constituição Federal, alegando ofensa a diversos dispositivos infraconstitucionais. A recorrente sustentou que houve violação aos artigos 11, 489, 490, 1.022 e 1.025 do Código de Processo Civil (CPC), em virtude de uma suposta omissão no enfrentamento de questões jurídicas centrais. No mérito tributário, a contribuinte apontou contrariedade aos artigos 97 e 108 do Código Tributário Nacional (CTN), bem como ao artigo 13 do Decreto-Lei 1.598/1977, defendendo que os valores correspondentes aos créditos de PIS e Cofins integram o preço efetivamente pago na aquisição de insumos e, portanto, deveriam ser deduzidos do lucro tributável.
A fundamentação da decisão monocrática do STJ destacou que a controvérsia foi examinada de forma satisfatória pelas instâncias ordinárias, não havendo vícios de fundamentação. A ministra relatora ressaltou que a forma de apuração do lucro real decorre estritamente de lei, exigindo ajustes específicos previstos na norma. Entre as hipóteses legais de ajuste, não se encontra a exclusão dos créditos de PIS e de Cofins apurados pelo regime não cumulativo, conforme estabelecido pelas Leis 10.637/2002 e 10.833/2003. A decisão pontuou que a não cumulatividade dessas contribuições sociais possui o efeito de apurar créditos para desconto posterior nas próprias contribuições, não interferindo na mensuração do lucro para fins de IRPJ e CSLL.
A decisão técnica amparou-se no artigo 301 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/2018), que dispõe sobre a determinação do custo das mercadorias revendidas e das matérias-primas. O parágrafo 3º do referido artigo estabelece que os impostos recuperáveis por meio de créditos na escrita fiscal não integram o custo de aquisição. Contudo, o entendimento aplicado foi o de que essa previsão é restrita aos impostos propriamente ditos, não se estendendo às contribuições sociais do PIS e da Cofins no contexto da apuração do lucro real. O texto decisório reforçou que a pretensão da contribuinte resultaria em um aproveitamento duplo do crédito, uma vez que o valor seria descontado da base das contribuições mensais e, simultaneamente, reduziria o lucro tributável como custo do bem.
Adicionalmente, a Ministra Regina Helena Costa citou precedentes consolidados das Turmas de Direito Público do Superior Tribunal de Justiça. Foram invocados o AgInt no REsp 1.349.422/RS, da Primeira Turma, e o AgInt no AREsp 1.457.339/AM, da Segunda Turma. Ambos os julgados reiteram que os créditos escriturais apurados pelos contribuintes no regime não cumulativo do PIS e da Cofins devem compor a base de cálculo do IRPJ e da CSLL. A justificativa técnica reside no fato de que o artigo 3º, parágrafo 10, da Lei 10.833/2003 visa evitar a cumulatividade especificamente quanto às contribuições, sem repercussão automática nos fatos geradores e bases de cálculo distintos do imposto sobre a renda e da contribuição social sobre o lucro.
No que tange aos aspectos processuais e honorários, a decisão aplicou os Enunciados Administrativos 3 e 7 do STJ, além da tese fixada no Tema 1.059/STJ. Ficou estabelecido que a majoração de honorários recursais prevista no artigo 85, parágrafo 11, do CPC pressupõe o desprovimento integral do recurso. Como o recurso especial não obteve êxito, a estrutura da sucumbência foi preservada conforme fixada na origem, observando as regras de desestímulo à interposição de recursos contra jurisprudência dominante da Corte. A decisão monocrática foi fundamentada nos artigos 932, inciso IV, do CPC e nos artigos 34 e 255 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (RISTJ).
O desfecho do julgamento reafirma a separação normativa entre os regimes de não cumulatividade das contribuições sociais e a sistemática de apuração do lucro real. A decisão enfatiza que a legislação tributária federal exige que o custo de aquisição seja apurado com base no valor dos estoques e registros permanentes, de acordo com o artigo 14 do Decreto-Lei 1.598/1977. Assim, a manutenção dos créditos de PIS e Cofins na base de cálculo do IRPJ e da CSLL é apresentada como uma aplicação direta da disciplina legal que rege os ajustes do lucro líquido, conforme as diretrizes do artigo 13 do Decreto-Lei 1.598/1977 e do artigo 301 do Regulamento do Imposto de Renda.
Referência: Decisão Monocrática no REsp 2294972 – RS
Data da publicação da decisão: 09/10/2026
Notícias Técnicas
O Comitê Gestor na Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (CGNFS-e) divulga aos municípios, contribuintes emissores e desenvolvedores de sistemas orientações sobre o leiaute em vigor no ambiente oficial, as regras de validação para os novos tributos
O Confaz publicou três novos convênios ICMS, aprovados durante a 433ª Reunião Extraordinária, realizada em 27 de outubro de 2026
A Receita Federal prorrogou para 30 de dezembro de 2026 o prazo de adesão às modalidades de transação tributária previstas nos Editais RFB nº 9 e nº 10, ambos de 13 de julho de 2026
A Solução de Consulta COSIT nº 208/2026 reconheceu a possibilidade de dedução, no lucro real, de despesas com royalties pelo uso de marcas pagos a empresas que possuem sócios pessoas físicas em comum, desde que não integrem o quadro societário da pagadora
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS aprovaram novas especificações técnicas para documentos fiscais eletrônicos, incluindo NF-e, NFC-e, CT-e e outros modelos. As atualizações adequam leiautes e regras de emissão à implementação do IBS e da CBS
A IN RFB nº 2.346/2026 regulamenta a autorregularização de débitos tributários para empresas com Selos Confia e Sintonia, permitindo quitar valores sem multa de mora, à vista, em até 60 parcelas ou por compensação
A Resolução Gecex nº 976/2026 atualiza as alíquotas do Imposto de Importação para produtos classificados nas NCMs 7005.29.00, 7610.90.00 e 7615.10.00, com percentuais de até 35%
Programa está disponível no site da Receita Federal; comunicado foi atualizado em 28 de outubro, mas mantém data original de publicação em julho
Normas alteram regras que definem o valor do imposto cobrado por unidade de combustível e estabelecem novos parâmetros para 2027
Notícias Empresariais
A contabilidade gerencial transforma dados financeiros e operacionais em informações estratégicas para a tomada de decisões. O desafio está em garantir que os indicadores de desempenho reflitam as reais necessidades e prioridades do negócio
Tecnologia e inteligência artificial dependem de fluxos claros, dados confiáveis e responsabilidades bem definidas para gerar resultados
Entenda as diferenças entre reembolso e cartão corporativo, os impactos para funcionários e gestores e o que avaliar antes de escolher
Mais de 90% da capitalização global está representada por empresas que divulgam dados de sustentabilidade, segundo a OCDE
Recurso de até R$ 5 mil busca alavancar os negócios dos microempreendedores individuais
Página de perguntas e respostas da PGFN, atualizada em 28 de outubro, informa que regulamentação será editada pelos dois órgãos; benefício está previsto para janeiro de 2027
Recursos equivalem a 1% dos valores garantidos pelo Fundo de Garantia de Operações; cerca de R$ 5 milhões devem financiar iniciativa para apoiar organizações do setor
O crescimento das plataformas digitais modificou a maneira como as pessoas descobrem, avaliam e escolhem empresas
Black Friday, feriados nacionais e datas de conscientização estão entre os eventos que podem orientar as estratégias comerciais e o planejamento dos pequenos negócios no mês
Para ministro, medida pode elevar arrecadação em até R$ 4 bilhões
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade