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07/10/2026 09:50:48

AR Eletrônica permite emissão autônoma e deve acelerar mercado de certificação digital no Brasil

O modelo de AR Eletrônica elimina necessidade de atendimento presencial ou por videoconferência, beneficiando mais de 55 milhões de brasileiros e reduzindo custos para rede de distribuição

O modelo de AR Eletrônica elimina necessidade de atendimento presencial ou por videoconferência, beneficiando mais de 55 milhões de brasileiros e reduzindo custos para rede de distribuição

A regulamentação da AR eletrônica, em abril deste ano, deve acelerar a adoção do certificado digital no Brasil, ao eliminar a necessidade de atendimento presencial ou por videoconferência. O modelo, ainda em fase de testes em empresas de certificação digital, permite que o usuário emita o certificado A3 em nuvem de forma completamente autônoma, usando apenas o celular e validação por bases de dados oficiais, como da Carteira de Identidade Nacional, que conta com mais de 55,8 milhões de brasileiros cadastrados em seu novo formato.

Segundo Gustavo Mohr, diretor de operações da Syngular, a mudança é estrutural para o mercado de certificação digital, que hoje concentra mais de 60% das emissões no formato de videoconferência. “A AR eletrônica é um divisor de águas. Ela massifica o acesso ao certificado digital porque elimina a dependência de infraestrutura física ou agendamento. Qualquer pessoa com celular e presença nas bases oficiais pode emitir o certificado em minutos, sem sair de casa”, afirma.

Para a rede de distribuição de certificados digitais, formada por Autoridades de Registro (ARs) e unidades de atendimento, a AR eletrônica representa um ganho de eficiência operacional. O modelo reduz custos com infraestrutura física, equipe de atendimento e agendamento, permitindo que a mesma estrutura atenda um volume maior de clientes.

“A resistência inicial é natural em qualquer mudança tecnológica, mas o mercado já passou por isso com a videoconferência durante a pandemia. A AR eletrônica segue a mesma lógica: é um canal complementar que aumenta a produtividade com menor investimento, dando lugar a vendedores estratégicos para o negócio”, diz Gustavo.

A modalidade não substitui os canais tradicionais. “Assim como totens de autoatendimento em mercados e lojas de departamento, os outros formatos de compra permanecem ativos, não é algo excludente“, exemplifica Gustavo. “O mercado de certificação carecia de um formato autônomo simples e descomplicado.”

Segmentos como pessoas politicamente expostas (PEPs) e magistrados do Judiciário, no entanto, permanecem restritos à emissão presencial ou por videoconferência, mantendo a existência de modelos de atendimento.

Conforme a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), apenas no primeiro semestre deste ano, o Brasil emitiu mais de 6,9 milhões de certificados digitais, número que vem crescendo com a digitalização de processos em setores como contabilidade, saúde, educação e administração pública.

“A AR eletrônica chega ao mercado como alternativa para atender essa demanda crescente com maior escalabilidade e menor custo de distribuição, especialmente em regiões com infraestrutura de atendimento limitada”, afirma Gustavo.

Segurança baseada em biometria e validação oficial

Na prática, a AR eletrônica funciona por meio de validação biométrica e cruzamento de dados em bases oficiais do governo, como Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A tecnologia segue os padrões de segurança da ICP-Brasil, com múltiplos fatores de autenticação, criptografia de ponta a ponta e armazenamento do certificado em ambiente de nuvem homologado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), órgão regulador do setor.

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