Apartir de 01/11/2026, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes do Simples Nacional devem emitir a NFS-e exclusivamente pelo Emissor Nacional (Web ou API)
Área do Cliente
Notícia
Receita define critérios para incentivos fiscais à inovação com IA no Simples Nacional
A Cosit nº 193/2026 esclarece quando atividades de IA, automação e integração de sistemas podem ser consideradas inovação tecnológica para fins dos incentivos fiscais da Lei do Bem
A Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, por meio da Solução de Consulta COSIT nº 193, publicada em 29 de setembro de 2026, estabeleceu um entendimento parcialmente favorável quanto à possibilidade de enquadramento de atividades ligadas à inteligência artificial como inovação tecnológica. O documento esclarece as condições necessárias para que serviços de análise de processos, automação e integração de sistemas inteligentes possam usufruir dos incentivos fiscais previstos na Lei nº 11.196, de 2005, conhecida como Lei do Bem. Embora tenha admitido a viabilidade técnica do enquadramento em determinadas circunstâncias, o órgão fiscalizador declarou a ineficácia de parte dos questionamentos apresentados por uma empresa prestadora de serviços de tecnologia, especialmente no que tange à aplicação de isenções para optantes pelo Simples Nacional e benefícios para terceiros contratantes.
De acordo com o relatório da administração tributária, uma empresa que atua no diagnóstico e otimização de processos produtivos buscou esclarecimentos sobre a possibilidade de suas atividades serem consideradas inovação tecnológica. A consulente descreveu que seus serviços abrangem desde a identificação de gargalos operacionais até a implementação de soluções de inteligência artificial, incluindo o desenvolvimento de comandos específicos (prompts) para modelos de linguagem e a integração de sistemas. O entendimento manifestado pela Receita Federal indica que a caracterização da inovação tecnológica depende da demonstração de que tais atividades resultam em aprimoramento substancial de produtos ou processos, gerando ganhos efetivos de qualidade e produtividade que aumentem a competitividade da pessoa jurídica no mercado.
A fundamentação técnica da decisão ressalta que a inovação tecnológica, nos termos do artigo 17 da Lei nº 11.196, de 2005, pressupõe a concepção de um novo produto ou processo de fabricação ou a agregação de funcionalidades que tragam melhorias incrementais. O órgão pontuou que o simples uso de ferramentas tecnológicas já disponíveis no mercado não configura inovação para fins de incentivos fiscais. No caso específico da inteligência artificial, o fisco determinou que a mera utilização de modelos de linguagem pré-treinados por meio de comandos em linguagem natural, sem o desenvolvimento de novas arquiteturas, algoritmos ou estruturação inédita de conjuntos de dados, reflete apenas o uso de tecnologia preexistente. Para que o incentivo seja aplicável, deve haver um esforço genuíno de pesquisa tecnológica que supere a rotina técnica de mercado.
Quanto à operacionalização dos benefícios, a autoridade fiscal reforçou a necessidade de cumprimento de requisitos formais rigorosos. Segundo o entendimento exarado, a pessoa jurídica que pretende usufruir dos incentivos deve obrigatoriamente elaborar um projeto de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, mantendo um controle analítico de todos os custos e despesas vinculados ao projeto incentivado. Além disso, o parágrafo 7º do artigo 17 da Lei nº 11.196, de 2005, em conjunto com o artigo 14 do Decreto nº 5.798, de 2006, impõe a obrigatoriedade de encaminhamento das informações sobre os programas de inovação ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), conforme os procedimentos estabelecidos na Portaria MCTI nº 6.536, de 2022.
Sobre a aplicação dos benefícios aos contratantes dos serviços tecnológicos, a Receita Federal declarou o questionamento ineficaz devido à ilegitimidade da consulente. O fundamento utilizado foi o de que a empresa prestadora dos serviços não possui legitimidade para formular consultas sobre obrigações tributárias de seus clientes, que seriam os eventuais beneficiários da dedução de dispêndios. A decisão baseou-se nos artigos 2º e 27 da Instrução Normativa RFB nº 2.058, de 2021, que impedem a prestação de assessoria jurídica ou contábil-fiscal por parte da Secretaria da Receita Federal. O órgão destacou que o instituto da consulta visa dirimir dúvidas sobre a interpretação da legislação tributária aplicável a fato determinado do próprio sujeito passivo.
Em relação à pretensão de isenção tributária sobre os valores recebidos para o desenvolvimento de inovação, a solução de consulta concluiu que as empresas optantes pelo Simples Nacional não podem usufruir do benefício de exclusão de receita previsto no parágrafo 2º do artigo 18 da Lei nº 11.196, de 2005. O fisco esclareceu que a norma que dispensa a tributação de importâncias recebidas para pesquisa tecnológica não é aplicável às microempresas e empresas de pequeno porte que aderiram ao regime especial unificado de arrecadação. Essa restrição está expressamente disciplinada no parágrafo 6º do artigo 4º da Instrução Normativa RFB nº 1.187, de 2011, que veda a aplicação desse incentivo específico para as optantes pelo Simples Nacional devido à sistemática diferenciada de apuração desses contribuintes.
Para a delimitação do que constitui pesquisa tecnológica passível de benefício, a Receita Federal remeteu às definições contidas no artigo 2º do Decreto nº 5.798, de 2006. As atividades são classificadas em pesquisa básica dirigida, que visa a compreensão de novos fenômenos para sistemas inovadores, pesquisa aplicada, focada na aquisição de novos conhecimentos para aprimoramento de produtos, e desenvolvimento experimental, que envolve trabalhos sistemáticos para comprovar a viabilidade técnica de novos sistemas. O texto normativo também inclui tecnologia industrial básica e serviços de apoio técnico indispensáveis à execução dos projetos, desde que respeitados os limites de dedutibilidade previstos na legislação de regência e na Instrução Normativa RFB nº 1.187, de 2011.
Receita Federal define critérios para enquadramento de inteligência artificial como inovação tecnológica para fins de benefícios fiscais
Referência: Solução de Consulta COSIT nº 193 – 2026
Data da publicação da decisão: 29/09/2026
Notícias Técnicas
O Comitê Gestor na Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (CGNFS-e) divulga aos municípios, contribuintes emissores e desenvolvedores de sistemas orientações sobre o leiaute em vigor no ambiente oficial, as regras de validação para os novos tributos
O Confaz publicou três novos convênios ICMS, aprovados durante a 433ª Reunião Extraordinária, realizada em 27 de outubro de 2026
A Receita Federal prorrogou para 30 de dezembro de 2026 o prazo de adesão às modalidades de transação tributária previstas nos Editais RFB nº 9 e nº 10, ambos de 13 de julho de 2026
A Solução de Consulta COSIT nº 208/2026 reconheceu a possibilidade de dedução, no lucro real, de despesas com royalties pelo uso de marcas pagos a empresas que possuem sócios pessoas físicas em comum, desde que não integrem o quadro societário da pagadora
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS aprovaram novas especificações técnicas para documentos fiscais eletrônicos, incluindo NF-e, NFC-e, CT-e e outros modelos. As atualizações adequam leiautes e regras de emissão à implementação do IBS e da CBS
A IN RFB nº 2.346/2026 regulamenta a autorregularização de débitos tributários para empresas com Selos Confia e Sintonia, permitindo quitar valores sem multa de mora, à vista, em até 60 parcelas ou por compensação
A Resolução Gecex nº 976/2026 atualiza as alíquotas do Imposto de Importação para produtos classificados nas NCMs 7005.29.00, 7610.90.00 e 7615.10.00, com percentuais de até 35%
Programa está disponível no site da Receita Federal; comunicado foi atualizado em 28 de outubro, mas mantém data original de publicação em julho
Normas alteram regras que definem o valor do imposto cobrado por unidade de combustível e estabelecem novos parâmetros para 2027
Notícias Empresariais
A contabilidade gerencial transforma dados financeiros e operacionais em informações estratégicas para a tomada de decisões. O desafio está em garantir que os indicadores de desempenho reflitam as reais necessidades e prioridades do negócio
Tecnologia e inteligência artificial dependem de fluxos claros, dados confiáveis e responsabilidades bem definidas para gerar resultados
Entenda as diferenças entre reembolso e cartão corporativo, os impactos para funcionários e gestores e o que avaliar antes de escolher
Mais de 90% da capitalização global está representada por empresas que divulgam dados de sustentabilidade, segundo a OCDE
Recurso de até R$ 5 mil busca alavancar os negócios dos microempreendedores individuais
Página de perguntas e respostas da PGFN, atualizada em 28 de outubro, informa que regulamentação será editada pelos dois órgãos; benefício está previsto para janeiro de 2027
Recursos equivalem a 1% dos valores garantidos pelo Fundo de Garantia de Operações; cerca de R$ 5 milhões devem financiar iniciativa para apoiar organizações do setor
O crescimento das plataformas digitais modificou a maneira como as pessoas descobrem, avaliam e escolhem empresas
Black Friday, feriados nacionais e datas de conscientização estão entre os eventos que podem orientar as estratégias comerciais e o planejamento dos pequenos negócios no mês
Para ministro, medida pode elevar arrecadação em até R$ 4 bilhões
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade