Plataforma centralizada de publicações aumenta transparência e rastreabilidade
Área do Cliente
Notícia
Exclusão do ISS da base do PIS e da Cofins ganha força nos TRFs
A exclusão do ISS da base do PIS e da Cofins segue em disputa no Judiciário, com decisões dos TRFs formando um cenário favorável aos contribuintes enquanto o STF não conclui o Tema 118
A discussão sobre a exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins continua avançando no Judiciário. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não conclui o julgamento do Tema 118, os Tribunais Regionais Federais (TRFs) vêm consolidando um cenário amplamente favorável aos contribuintes.
O movimento acompanha a lógica adotada pelo STF na chamada “tese do século”, que afastou o ICMS da base de cálculo das contribuições sociais. Para empresas sujeitas ao PIS e à Cofins, especialmente aquelas que discutem a recuperação de valores pagos nos últimos cinco anos, o cenário reforça a importância de acompanhar a evolução do tema.
TRFs ampliam precedentes favoráveis às empresas
Levantamento realizado pelo escritório Velloza Advogados identificou que 72,5% dos 740 acórdãos publicados pelos Tribunais Regionais Federais entre janeiro de 2025 e meados de julho de 2026 foram favoráveis aos contribuintes.
A análise considerou apenas julgamentos de mérito em segunda instância (apelações).
O panorama por Tribunal Regional Federal demonstra predominância de decisões favoráveis:
- TRF-1: maioria favorável aos contribuintes;
- TRF-2: maioria favorável;
- TRF-3: maioria favorável;
- TRF-4: único tribunal com entendimento predominantemente desfavorável às empresas;
- TRF-5: aproximadamente 41,3% dos julgamentos favoráveis;
- TRF-6: único precedente localizado também favorável ao contribuinte.
Além das apelações, decisões em agravos de instrumento também vêm aplicando, de forma provisória, o entendimento construído pelo STF na tese do século.
O que está sendo discutido?
A controvérsia envolve a possibilidade de excluir o ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins.
O principal fundamento é semelhante ao utilizado pelo STF no julgamento do Tema 69, que afastou o ICMS dessas contribuições.
Segundo essa tese, determinados valores apenas transitam pelo caixa da empresa e não representam receita própria nem faturamento, razão pela qual não deveriam compor a base de incidência das contribuições.
É justamente esse raciocínio que diversos tribunais vêm aplicando ao ISS.
Como está o julgamento no STF?
O tema continua pendente de conclusão no Supremo Tribunal Federal (Tema 118).
Até o momento, considerando os votos já conhecidos, o cenário indica uma disputa bastante equilibrada.
No plenário físico:
- Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram pela manutenção do ISS na base de cálculo;
- André Mendonça votou pela exclusão.
Também permanecem válidos os votos anteriormente proferidos pelos ministros aposentados Celso de Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, todos favoráveis aos contribuintes.
Como esses ministros já participaram do julgamento, seus sucessores não votarão.
Na prática, a definição do caso dependerá dos votos ainda pendentes, sendo que grande parte da expectativa do mercado está voltada ao posicionamento do ministro Luiz Fux.
Impacto financeiro pode ultrapassar R$ 35 bilhões
A relevância da discussão também aparece nas estimativas fiscais da União.
Segundo o Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, uma decisão definitiva favorável aos contribuintes pode gerar impacto estimado em R$ 35,4 bilhões para os cofres públicos.
Esse valor demonstra a importância econômica do julgamento, tanto para a arrecadação federal quanto para as empresas que discutem judicialmente a matéria.
Reforma Tributária aumenta a atenção sobre o tema
A proximidade da implementação da Reforma Tributária também influencia o comportamento das empresas.
Com a futura substituição do PIS e da Cofins pela CBS, muitas organizações passaram a avaliar a necessidade de discutir judicialmente valores recolhidos nos últimos anos antes da transição do sistema tributário.
Outro fator relevante é a possibilidade de o STF modular os efeitos da decisão.
Caso isso ocorra, empresas que já tenham ajuizado ações antes do julgamento definitivo poderão preservar direitos que eventualmente não sejam estendidos aos contribuintes que permanecerem inertes.
Empresas já obtêm decisões favoráveis
Os precedentes não se limitam aos tribunais de segunda instância.
Recentemente, uma Vara Federal do Rio de Janeiro reconheceu o direito de uma empresa excluir o ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins, além de autorizar a restituição ou compensação dos valores recolhidos indevidamente nos cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação.
Embora decisões individuais não vinculem outros processos, elas demonstram que o entendimento favorável vem sendo aplicado em diferentes instâncias do Judiciário.
O que muda para as empresas?
Independentemente do desfecho do julgamento no STF, a evolução da jurisprudência exige acompanhamento próximo pelas áreas tributária e financeira.
As empresas devem avaliar, entre outros pontos:
- existência de recolhimentos potencialmente indevidos;
- impacto financeiro de eventual recuperação de créditos;
- necessidade de adoção de medidas judiciais;
- possíveis efeitos da modulação pelo STF;
- reflexos da Reforma Tributária sobre estratégias de recuperação de créditos.
Cada situação exige análise individual, considerando o regime tributário adotado, o histórico de recolhimentos e a existência de medidas judiciais em andamento.
Atenção: tema não se confunde com outras discussões tributárias
É importante distinguir essa controvérsia de outros debates atualmente em andamento.
Em março deste ano, por exemplo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do Tema 1312, decidiu que empresas tributadas pelo lucro presumido devem incluir o PIS e a Cofins na base de cálculo do IRPJ e da CSLL.
Também já havia sido fixado entendimento pelo STJ de que o ISS integra a base de cálculo do IRPJ e da CSLL no lucro presumido.
Esses precedentes possuem fundamentos jurídicos distintos e não alteram diretamente a discussão sobre a exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins.ddjdund
A exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins continua ganhando força no Judiciário, especialmente nos Tribunais Regionais Federais, enquanto o STF ainda não conclui o julgamento do Tema 118. O elevado número de decisões favoráveis reforça a tendência observada desde a consolidação da “tese do século”, mas a definição definitiva dependerá do posicionamento da Suprema Corte e da eventual modulação dos efeitos da decisão.
Para as empresas, o momento recomenda atenção redobrada. A análise da viabilidade de medidas judiciais, do potencial de recuperação de valores e dos impactos da Reforma Tributária deve fazer parte do planejamento tributário, especialmente diante da possibilidade de mudanças relevantes no cenário jurisprudencial.
Notícias Técnicas
Com a abertura deste lote, foi cumprido o cronograma previsto para os quatro primeiros lotes de restituição do IRPF 2026
Módulo abordará as novas regras aplicáveis ao setor, com foco nos impactos da Reforma Tributária do Consumo para produtores rurais e cooperativas agrícolas
Nova versão inclui códigos de natureza de rendimento e outras alterações nas tabelas da versão 2.1.2 da EFD-Reinf
Novas regras ampliam a interoperabilidade do benefício e integram mudanças no PAT; empresas devem observar contratos, taxas e utilização dos cartões
Entenda como a DFC distingue dinheiro da operação de liquidez por dívidas ou prazos maiores
Nova exigência para optantes do Simples Nacional entra em vigor em 1º de novembro de 2026 e exige revisão de sistemas, cadastros e processos de emissão
Levantamentos e especialistas apontam que, enquanto a adequação tecnológica avança, a qualidade dos dados cadastrais pode comprometer a correta aplicação das novas regras
A Solução de Consulta COSIT nº 153 confirmou a manutenção da alíquota reduzida de retenção previdenciária durante a transição para a reoneração gradual da folha
A Solução de Consulta COSIT nº 152/2026 esclareceu que a simples inscrição no CNPJ como empresário individual não gera, por si só, a incidência do salário-educação sobre a atividade rural
Notícias Empresariais
Faturamento costuma receber toda a atenção, mas sozinho diz pouco sobre a saúde de um negócio. Alguns indicadores simples ajudam a descobrir se vender mais está realmente deixando a empresa melhor
Existe uma frase que ganhou espaço nas conversas sobre carreira: “Você precisa encontrar uma empresa que tenha fit com você”
Escassez de mão de obra chega a 84% entre empregadores de tecnologia, enquanto programas internos de capacitação ganham espaço como alternativa para preencher vagas e desenvolver profissionais
Selo do Sebrae integra a Plataforma Crescimento Sustentável, que já promoveu mais de 24 mil atendimentos para apoiar micro e pequenas empresas a crescerem com equilíbrio e resultados
Sebrae-SP e contadores reforçam gestão como prioridade para pequenas empresas
Especialistas veem espaço para prefixados curtos e Tesouro IPCA+ de prazo médio, mas pedem cautela com crédito privado e recomendam esperar sinais concretos antes de mexer na carteira
Responsabilidade limitada protege os bens dos sócios, mas não é um escudo absoluto
A pergunta que empresas e profissionais deveriam fazer não é qual IA utilizar, mas onde existe uma tarefa, um processo ou uma decisão que poderia ser realizada de maneira mais inteligente, rápida e eficiente com seu apoio
Vender mais é uma boa notícia. Mas o crescimento começa a cobrar seu preço quando processos, pessoas e decisões não conseguem acompanhar o novo tamanho da operação
Sobrecarga não aparece apenas como cansaço. Antes disso, ela pode surgir em decisões apressadas, esquecimentos e pequenas falhas cometidas por profissionais que normalmente apresentam ótimo desempenho
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade