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O que empresas ainda precisam revisar em agosto por causa da Reforma Tributária
Adaptação dos documentos fiscais, atualização de processos e acompanhamento dos próximos marcos da transição tributária devem fazer parte do planejamento das empresas
Agosto reúne etapas importantes da implementação da Reforma Tributária que exigem atenção das empresas, especialmente nas áreas fiscal, contábil, financeira e de tecnologia. Embora parte das novas exigências ainda esteja em fase de adaptação, este é o momento de revisar processos, sistemas e documentos para evitar dificuldades nas próximas fases da transição.
Desde 3 de agosto, empresas de determinados regimes tributários passaram a adaptar os documentos fiscais eletrônicos para inclusão das informações relacionadas ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Além disso, outras mudanças previstas para os próximos meses tornam agosto um período estratégico para o planejamento interno.
Confira os principais pontos que ainda merecem atenção ao longo do mês.
1. Confirmar se os sistemas fiscais foram atualizados
A primeira providência é verificar se os sistemas emissores de documentos fiscais já estão preparados para os novos leiautes da Reforma Tributária.
A adaptação envolve documentos como Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), entre outros documentos abrangidos pelo cronograma oficial.
Embora a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS tenham informado que, neste momento, notas fiscais sem os novos campos não serão rejeitadas automaticamente, a atualização dos sistemas continua sendo necessária.
A revisão também deve incluir integrações com ERPs, softwares fiscais e plataformas utilizadas pela empresa.
2. Revisar cadastros de produtos, serviços e operações
Outro ponto importante é conferir se os cadastros utilizados para emissão de documentos fiscais estão atualizados.
Produtos, serviços, operações fiscais e regras tributárias devem ser revisados para garantir que as futuras informações sobre IBS e CBS sejam preenchidas corretamente quando a obrigatoriedade passar a ser exigida integralmente.
Também é recomendável verificar tabelas fiscais, parametrizações e regras utilizadas pelos sistemas internos.
Essa conferência reduz o risco de inconsistências durante a transição.
3. Acompanhar os próximos marcos da implementação
A Reforma Tributária será implantada em diversas etapas e agosto antecede novos marcos previstos para este ano.
Entre os próximos marcos da implementação estão a adaptação da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), prevista para 1º de outubro de 2026, e as mudanças aplicáveis às operações de locação de bens e administração de condomínios, programadas para 1º de dezembro de 2026.
Já em 1º de janeiro de 2027, as empresas optantes pelo Simples Nacional passam a informar IBS e CBS nos documentos fiscais, entra em vigor a CBS em substituição ao PIS/Pasep e à Cofins e inicia-se a cobrança do Imposto Seletivo.
Conhecer esse calendário permite organizar investimentos e cronogramas internos.
4. Capacitar as equipes envolvidas
A adaptação à Reforma Tributária não depende apenas dos sistemas tecnológicos.
Equipes das áreas fiscal, contábil, financeira, compras, faturamento e tecnologia também precisam compreender as mudanças previstas para o novo modelo tributário.
Treinamentos internos ajudam a padronizar procedimentos, reduzir dúvidas operacionais e preparar os profissionais para as próximas fases da implementação.
A integração entre os setores tende a facilitar a adequação das empresas.
5. Reavaliar processos internos e impactos tributários
Agosto também pode ser utilizado para revisar processos que serão impactados pelo novo sistema de tributação sobre o consumo.
Fluxos de emissão de documentos fiscais, controles internos, apuração de tributos, contratos e rotinas operacionais devem ser analisados para identificar possíveis ajustes necessários.
A revisão antecipada permite distribuir as adequações ao longo do período de transição, evitando concentração de mudanças em prazos mais próximos da obrigatoriedade.
Empresas que iniciam esse planejamento com antecedência também conseguem acompanhar com mais facilidade as atualizações normativas.
Contadores terão papel estratégico durante a transição
A implementação da Reforma Tributária amplia a necessidade de acompanhamento constante das normas publicadas pela Receita Federal, Comitê Gestor do IBS, estados e municípios.
Nesse cenário, os escritórios de contabilidade passam a desempenhar papel relevante na orientação das empresas sobre adequação de sistemas, revisão de processos e interpretação das novas regras.
Além do cumprimento das obrigações acessórias, os profissionais deverão acompanhar alterações em documentos fiscais eletrônicos, novos leiautes, cronogramas de implementação e futuras regulamentações.
A atuação preventiva pode contribuir para reduzir inconsistências e facilitar a adaptação das empresas ao novo modelo tributário.
Agosto é um período de preparação para as próximas fases
Embora diversas medidas da Reforma Tributária ainda estejam em fase de adaptação, agosto representa uma oportunidade para que empresas avancem na organização interna.
A revisão de sistemas, cadastros, processos e cronogramas permite que as equipes acompanhem as próximas etapas da implementação com maior previsibilidade.
Como a transição seguirá até 2033, o acompanhamento contínuo das regulamentações e dos prazos oficiais será fundamental para manter a conformidade tributária durante todo o período de mudança.
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