Estão disponíveis a partir de 1º de novembro de 2026 evoluções nos emissores nacionais que permitem a alternância de perfis e o acesso por representação
Área do Cliente
Notícia
Sindicatos voltam a ser decisivos com novas regras sobre trabalho em feriados
O advogado Marcel Cordeiro, especialista nas áreas trabalhista e previdenciária, explica os efeitos para o comércio da portaria que exige convenção coletiva para o trabalho em feriados
A portaria que exige convenção coletiva para o trabalho em feriados em parte do comércio entrou em vigor na última segunda-feira (1º), após vários adiamentos. O texto modificou dispositivos da Portaria nº 671/2021, que autorizava o trabalho em feriados mediante ajuste direto entre empregador e empregado.
Além do respaldo coletivo, a Portaria MTE Nº 3.665/2023 também diz que as empresas devem respeitar a legislação municipal. O advogado especialista nas áreas trabalhista e previdenciária, Marcel Cordeiro, sócio do escritório Miguel Neto Advogados, acompanha o tema desde 2023. Em entrevista ao Diário do Comércio, ele faz uma análise técnica dos aspectos jurídicos das novas regras e dos impactos e eventuais problemas que os empresários podem enfrentar.
Diário do Comércio – Com a Portaria MTE Nº 3.665/2023 em vigor, o que muda para os empresários dos setores atingidos?
Marcel Cordeiro – Essa portaria revoga, no Anexo IV da Portaria MTP nº 671/2021, uma série de subitens do item “II – Comércio” e faz isso com fundamento expresso no artigo 6º-A da Lei nº 10.101/2000, segundo o qual o trabalho em feriados nas atividades do comércio em geral só é permitido se houver autorização em convenção coletiva e observância da legislação municipal. Em termos práticos, isso retira a base normativa que antes dispensava, para aqueles subitens revogados, a autorização convencional específica. Então, para os empresários dos setores atingidos, a consequência objetiva é: não basta mais o ajuste direto com o empregado para o trabalho em feriado no comércio em geral, e passa a haver a necessidade de convenção coletiva de trabalho, além do respeito à legislação municipal.
É a volta do protagonismo dos sindicatos?
Cordeiro – A leitura mais segura é que há, sim, uma recentralização da negociação coletiva. Isso decorre do próprio artigo 6º-A da Lei nº 10.101/2000, que condiciona o trabalho em feriados no comércio à autorização em convenção coletiva, e também da lógica protetiva descrita na CLT, segundo a qual as normas de tutela prevalecem sobre os contratos individuais. Em linguagem mais coloquial, os sindicatos voltam a ter papel decisivo porque a autorização para o trabalho em feriados, no comércio, sai da esfera individual e retorna à esfera coletiva.
Quais segmentos do comércio são mais afetados?
Cordeiro – Os segmentos atingidos são aqueles do item ‘Comércio’ da Portaria nº 671/2021, cujos subitens foram revogados pela Portaria nº 3.665/2023. Na lista nominal, isso alcança desde varejistas de peixe, carnes, frutas, verduras, aves e ovos até farmácias, comércio em hotéis, comércio em geral, atacadistas, distribuidores, revendedores de veículos e o varejo em geral. Para esses ramos, a consequência é a perda da autorização permanente que existia na Portaria 671, com retorno à exigência de convenção coletiva e observância da legislação municipal para o trabalho em feriados.
Quais são os riscos e penalidades para o empresário que convocar empregados sem respaldo coletivo?
Cordeiro – A resposta expressa está na própria Lei nº 10.101/2000: o artigo 6º-B determina que as infrações ao disposto nos artigos 6º e 6º-A, portanto, incluindo o regime de trabalho em feriados no comércio, serão punidas com a multa prevista no artigo 75 da CLT, e que a fiscalização, autuação e imposição de multas seguem o Título VII da CLT. Em termos objetivos, o risco documentalmente demonstrado é: autuação administrativa e aplicação de multa trabalhista, nos moldes remissivos da própria Lei nº 10.101/2000.
O que o trabalhador precisa saber sobre seus direitos se atuar em feriados?
Cordeiro – No comércio em geral, o trabalhador não está mais submetido apenas à vontade individual do empregador, mas a uma autorização coletiva formal.
Se a empresa possuir acordo coletivo, o trabalhador é obrigado a aceitar a escala de feriado?
Cordeiro – Fala-se expressamente em “convenção coletiva de trabalho” para autorizar o trabalho em feriados no comércio em geral. Logo, se o assunto foi devidamente encartado em contrato coletivo de trabalho, o empregado está, sim, obrigado a aceitar a escala de feriado, preferencialmente se seu empregador tiver indicado essa regra, de forma antecipada, no contrato de emprego quando da admissão.
Os sucessivos adiamentos da portaria MTE Nº 3.665/2023 indicavam expectativa de acordo entre empresas e trabalhadores?
Cordeiro – Não é possível afirmar se havia ou não uma expectativa do poder público de que empresas e trabalhadores chegassem a um acordo antes da lei entrar em vigor.
Notícias Técnicas
Valores vencidos devem ser acompanhados nas contas a receber, com avaliação do risco de recuperação e documentação das tentativas de cobrança
Escrituração segregada, movimentação financeira e apuração tributária precisam permitir a identificação das operações de cada incorporação
Depois do prazo de entrega, contribuinte pode corrigir informações, mas deve manter a opção entre desconto simplificado e deduções legais
Procedimentos incluem verificar declarações pendentes, organizar o patrimônio e cumprir exigências durante o inventário e a transferência dos bens aos herdeiros
Cálculo deve considerar parcelas salariais além do valor fixo; primeira parcela precisa ser paga até 30 de novembro
Saldos credores poderão ser utilizados após a extinção das contribuições, mas dependem de registro na escrituração fiscal e do cumprimento das regras legais
Transição prevê dois dias de descanso remunerado e redução gradual da carga horária, sem corte salarial; sindicatos e empregadores também devem revisar acordos coletivos
A Nota Técnica 2026.008 cria novos campos na NF-e para identificar o valor líquido dos produtos, sem a inclusão dos tributos
A proposta de alíquota de referência de 11,3% para a CBS, calculada pelo TCU, surpreendeu empresas e especialistas, que trabalhavam com estimativas próximas de 9%
Notícias Empresariais
A pressa para abrir um negócio pode levar a decisões precipitadas. Sem planejamento, escolhas sobre localização, fornecedores e custos podem gerar prejuízos e comprometer o início da operação
A regra 70/20/10 coloca ousadia no orçamento sem perder o controle. Desde que o 10% não seja o primeiro a passar por corte
Vender bem não garante dinheiro disponível para pagar as contas. Para evitar esse problema, o pequeno empreendedor precisa acompanhar as entradas e saídas de recursos
Apoio financeiro está em estruturação; critérios definitivos, documentos e calendário de acesso ainda serão divulgados
Definir o escopo do trabalho, as condições de pagamento e as regras para alterações e cancelamentos ajuda a reduzir dúvidas e disputas entre contratantes e prestadores
Mensalidade mais barata nem sempre representa economia. Empresários precisam antes conferir taxas de transferência, serviços incluídos, pendências fiscais e condições contratuais
Débitos ainda estão visíveis e só serão oficialmente extintos em 1º de janeiro de 2027; entenda
Com a abertura de novos mercados, pequenas empresas precisam considerar variação cambial, custos de operação e prazos de pagamento para aproveitar oportunidades sem comprometer a rentabilidade
Com dívida pública perto de 83% do PIB, juros ainda em dois dígitos e incertezas sobre tributação e mercado de trabalho, empresas entram em 2027 sem clareza sobre alguns dos fatores que mais influenciam investimento, contratações e expansão
Decreto limita a espera ao telefone a 20 segundos na maioria das ligações, proíbe menus com mais de cinco etapas e passa a valer para fintechs
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade