A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, nesta terça-feira (2.jun.2026), a Nota Técnica 2025.002-RTC – Versão 1.50, com atualizações na NFe e na NFCe
Área do Cliente
Notícia
Nova NR-1 amplia demanda por ouvidorias externas nas empresas
Mudança na norma que obriga companhias a mapear riscos psicossociais acelera adoção de canais independentes de escuta e mediação
A entrada em vigor da nova NR-1, que obriga empresas e organizações a mapear e mitigar os riscos psicossociais, joga ainda mais luz sobre uma das ameaças mais graves à reputação de qualquer empresa: os casos de assédio. Na tentativa de evitar riscos e tratar de maneira correta esse tipo de ocorrência, empresas de todos os tipos e portes estão recorrendo às ouvidorias externas.
Embora, no Brasil, a auditoria externa (ou independente) seja obrigatória apenas para empresas de capital aberto, instituições financeiras, empresas de setores regulados e sociedades de grande porte, empresas ou grupos sob controle comum que possuem ativos totais superiores a R$ 240 milhões ou receita bruta anual acima de R$ 300 milhões, muitas outras estão implantando o recurso.
E os números mostram que elas têm razão em se preocupar. Segundo o estudo Panorama da Saúde Mental nas Organizações Brasileiras (2023), 38% de todas as licenças do INSS estão relacionadas a transtornos de saúde mental. Entre 2020 e 2024, a Justiça do Trabalho recebeu 458.164 novas ações envolvendo pedidos de indenização por dano moral decorrente de assédio moral no trabalho. Apenas entre 2023 e 2024, houve crescimento de 28%.
Ao mesmo tempo, a pesquisa Trabalho Sem Assédio 2025, conduzida pela Think Eva, em parceria com o LinkedIn, revela que quase metade dos profissionais já vivenciou assédio moral no trabalho. Porém, 48,5% deles não denunciaram por medo de demissão ou retaliação. O problema, portanto, não está apenas na existência dos canais, mas na forma como a escuta é estruturada.
Para a fundadora da Escuta Ativa, empresa especializada em ouvidoria externa 360, Juliana Filizzola, boa parte das empresas não sabe encaminhar a solução para denúncias de casos de assédio, e a ouvidoria acaba funcionando apenas como um receptor de reclamações.
“Um erro das empresas é contratar ouvidorias que são apenas plataformas, sem nenhuma interação humana. Quem denuncia, especialmente colaboradores, está com um problema grave, na maioria das vezes já tentou resolvê-lo e já passou por muitos constrangimentos. Conversar com uma máquina não é a melhor opção nesses casos. Dificilmente a pessoa vai conseguir expor a situação sem revelar quem é ou envolver terceiros. Isso coloca o anonimato em risco e, por isso, as pessoas não confiam e acabam desistindo de buscar ajuda. Se ela tem, do outro lado, uma pessoa treinada e independente da empresa ou instituição, tudo fica mais fácil”, explica Juliana Filizzola.
Atendimento humanizado amplia confiança nos canais de denúncia
Para prestar esse tipo de serviço, a Escuta Ativa conta com um time de profissionais com diferentes formações, todos capacitados em mediação e treinados para encaminhar o problema relatado para a área responsável da empresa.
“Nenhuma empresa tem bons resultados sem passar pelas pessoas. A ampliação da NR-1 é uma das legislações mais importantes. Uma empresa tem a obrigação de não piorar o estado mental e psíquico dos seus trabalhadores. Os riscos psicossociais não são tangíveis, são silenciosos e exigem uma escuta ativa, não apenas um formulário. Por outro lado, ouvir de forma estruturada permite identificar padrões, antecipar riscos e compreender a cultura corporativa real, aquela vivida no dia a dia”, pontua.
Para a executiva mineira, o caminho da denúncia dentro da empresa precisa ser estruturado e ágil. O relato recebido e analisado pelo especialista gera um relatório simplificado que é enviado à empresa sempre por duas áreas, RH e jurídico/compliance, por exemplo, de acordo com a natureza do episódio. A partir daí, a empresa tem 48 horas para dar a resposta, que pode ser contestada pelo manifestante, que deve receber o retorno final em até 72 horas úteis.
Até agora, a Escuta Ativa registrou 478 manifestações, das quais 339 foram finalizadas e 139 seguem em atendimento; 374 manifestações relacionadas a riscos psicossociais; categorização por severidade e tema, assédio, discriminação, jornada, acessibilidade etc.; dashboards anonimizados em tempo real com métricas de temperatura organizacional e recomendações, corretivas, preventivas, de comunicação e treinamentos.
“Evitamos o rótulo de ‘canal de denúncia’, priorizamos a confidencialidade e a mediação, possuímos atendimento por telefone, WhatsApp, site e e-mail, o que nos diferencia frente a plataformas automatizadas. Nós indicamos o caminho, mas a decisão é sempre da empresa. Não adianta ela ter os dados se a alta liderança não estiver verdadeiramente imbuída de atacar os problemas de assédio e mitigar os riscos psicossociais na raiz. Vemos muitas empresas que não dão autonomia para o RH, reduzindo-o às tarefas operacionais do dia a dia”, avalia a fundadora da Escuta Ativa.
O que muda com a nova NR-1
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) ampliou a responsabilidade das empresas sobre os chamados riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A regra exige que organizações identifiquem, avaliem e adotem medidas para prevenir fatores que possam comprometer a saúde mental dos trabalhadores.
Entre os riscos que passam a demandar atenção estão:
- assédio moral e sexual
- excesso de pressão e sobrecarga
- conflitos interpessoais recorrentes
- discriminação
- jornadas exaustivas
- ambientes organizacionais tóxicos
Na prática, especialistas avaliam que a mudança aumenta a pressão sobre as empresas para estruturar canais de escuta, investigação e prevenção, além de políticas internas voltadas à saúde mental e à gestão de pessoas.
Segundo dados da Justiça do Trabalho, entre 2020 e 2024 foram registradas mais de 458 mil ações relacionadas a assédio moral no trabalho. Apenas entre 2023 e 2024, o crescimento foi de 28%.
Notícias Técnicas
A Receita Federal definiu que a imunidade tributária para livros não se estende ao PIS/Pasep e à Cofins sobre livros digitais, pois o benefício constitucional abrange apenas impostos
Empresas de serviços de saúde no lucro presumido podem aplicar presunção reduzida de 8% para IRPJ e 12% para CSLL, desde que sejam sociedade empresária e cumpram normas da Anvisa
Estudo do IBPT indica que o trabalhador brasileiro destinou os primeiros meses de 2026 exclusivamente ao pagamento de impostos, até 30 de maio
Omissão da DASN-SIMEI gera multa automática, bloqueios fiscais e pode levar ao cancelamento definitivo do cadastro empresarial
Falhas na escrituração ou divergências entre obrigações acessórias podem gerar inconsistências identificadas nos cruzamentos eletrônicos da Receita Federal
Empresas de segmentos específicos do comércio passam a depender de negociação coletiva para funcionar em feriados, além de cumprir regras previstas na legislação municipal
Confira o novo cronograma de pagamento da restituição do Imposto de Renda 2026
Versão passa a ser permitida a utilização de caracteres alfabéticos e numéricos no registro do CNPJ Alfanumérico
Bloqueio do sistema afetará quem não elevar o nível de segurança da conta. Folha de maio é a última no formato antigo
Notícias Empresariais
O mercado finalmente percebeu o que o burnout custa. Mas poucos sabem o que a saúde emocional organizacional produz — e o número é mais alto do que você imagina
Estudos e práticas adotadas por grandes empresas mostram que excesso de reuniões pode prejudicar produtividade, decisões e inovação
Empresas precisam criar regras claras para evitar vazamento de dados, decisões sem controle e uso inseguro da inteligência artificial
Conheça os gargalos financeiros que destroem o lucro do seu negócio e aprenda estratégias para blindar as finanças
Organização contábil e transparência financeira são os fatores decisivos para multiplicar o valor de mercado de um negócio ou afastar investidores
Análise de desempenho, motivação e conflitos são cruciais para entender as mudanças no topo das empresas
Especialista em recrutamento de CEOs e conselheiros explica as competências que aceleram ou travam a ascensão à alta liderança
Os Estados Unidos propuseram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros em resposta a uma investigação do USTR, segundo comunicado divulgado na noite de segunda-feira (1º.jun.2026).
Em um mercado mais competitivo, a forma como o empresário decide, lidera e aprende pode ser tão importante quanto o produto que vende
Aristóteles diria aos novos líderes que liderança não começa no cargo, mas na formação do caráter capaz de decidir, responder e sustentar consequências
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade