Nova funcionalidade permite que pessoas físicas e jurídicas solicitem a desistência de parcelamentos de débitos previdenciários de forma totalmente digital, sem necessidade de atendimento presencial na maioria dos casos
Área do Cliente
Notícia
Saúde mental deixa de ser benefício corporativo e vira obrigação legal com nova NR-1
Atualização obriga empresas a gerenciar riscos psicossociais e reforça saúde mental como tema central no trabalho
A atualização da NR-1 entra em vigor na terça, 26, passando uma nova responsabilidade formal para as empresas: identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Fatores como assédio moral, metas excessivas, sobrecarga, jornadas exaustivas, pressão constante por resultados e conflitos organizacionais deixam de ser tratados apenas como temas de clima interno ou bem-estar corporativo e devem integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos.
A mudança altera o olhar das empresas para a saúde mental dos trabalhadores: aspectos ligados à organização do trabalho e à gestão de pessoas passam a fazer parte do mesmo sistema de prevenção, saúde e segurança do trabalho. Na prática, isso significa que as organizações precisam demonstrar conhecimento sobre fatores capazes de contribuir para o adoecimento mental de seus empregados e que adotaram medidas concretas para reduzir esses riscos.
A nova redação da NR-1 não transforma o ambiente corporativo em um espaço sem cobrança ou sem metas: acompanhar desempenho, estabelecer objetivos e buscar produtividade ainda continua sendo possível. O que muda é a exigência de que essas práticas sejam compatíveis com condições saudáveis de trabalho. Metas inalcançáveis, cobranças desproporcionais e pressão permanente por resultados podem, dependendo do contexto, ser interpretadas como fatores de risco psicossocial.
A adequação não se resume a atualizar documentos, exigindo uma atuação mais integrada entre recursos humanos (RH), lideranças, medicina e segurança do trabalho. O RH ainda ganha protagonismo especialmente na prevenção, no monitoramento do clima organizacional, na capacitação de gestores e no acompanhamento de indicadores, mas a responsabilidade não é exclusiva da área.
A norma engloba desde empresas de todos os portes, obrigando a identificação e o controle de riscos a todos empregas. A única ressalva está na complexidade das medidas adotadas, que variam de acordo com a realidade operacional de cada organização.
Pesquisas de clima, entrevistas, canais de denúncia, avaliações periódicas e indicadores de afastamento crescem em importância. Estes instrumentos passam a funcionar como evidências de que a empresa está monitorando riscos e tratando problemas antes que eles se agravem.
Os canais de denúncia, por sua vez, precisam ser estruturados a fim de garantir confidencialidade, imparcialidade na apuração e proteção contra retaliações para que sejam considerados efetivos. Se existir apenas formalmente, sem inspirar confiança nos trabalhadores, o canal dificilmente será suficiente para demonstrar prevenção real.
A não adequação às exigências pode resultar em autuações administrativas, aplicação de multas e notificações para regularização por parte dos órgãos fiscalizadores. Além disso, a ausência de medidas efetivas de prevenção e gerenciamento dos riscos psicossociais poderá ser utilizada como elemento de prova em reclamações trabalhistas envolvendo doenças ocupacionais, assédio, afastamentos previdenciários e pedidos de indenização por danos morais.
Nesse contexto, a documentação e o registro das medidas efetivamente implementadas tornam-se um dos aspectos mais sensíveis da adequação. Não basta apenas formalizar políticas internas; será essencial comprovar, de forma contínua e estruturada, a realização de treinamentos, campanhas, avaliações, acompanhamentos e demais ações práticas adotadas pela empresa para prevenção e gerenciamento dos riscos psicossociais.
A fiscalização ficará a cargo da Inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego, que poderá exigir documentos, relatórios, registros e evidências concretas relacionadas à gestão dos riscos psicossociais. Além das fiscalizações de rotina, denúncias de empregados, aumento de afastamentos por questões de saúde mental, ações judiciais e indicadores internos elevados de adoecimento poderão servir como fatores de alerta para atuação dos órgãos competentes.
A nova redação da NR-1 representa uma mudança significativa de paradigma na gestão de saúde e segurança do trabalho. Saúde mental no trabalho deixa de ser tratada como iniciativa opcional ou benefício adicional e passa a ocupar lugar formal na gestão de riscos ocupacionais. Para as empresas, o desafio será transformar uma obrigação regulatória em prática real de gestão. Afinal, se o ambiente de trabalho pode contribuir para o adoecimento, ele também deve ser continuamente prevenido, monitorado e adequadamente gerenciado.
Notícias Técnicas
Receita Federal esclarece que mudanças nos códigos de classificação fiscal não afastam a redução a zero das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, desde que os requisitos legais sejam atendidos
Identifique NF-e indevidas, controle documentos e evite problemas com o Fisco. Entenda os eventos
Saiba o que conferir sobre CID, prazos, eSocial e evite multas
Norma publicada no DOU orienta empresas a considerarem a atividade com maior número de trabalhadores em cada unidade para definir a alíquota
Obrigatoriedade de adaptação dos documentos fiscais com os novos campos começou nesta segunda-feira (3) e faz parte da transição para o novo modelo tributário
Entenda como identificar incorreções e quando cabe pedido de revisão
Sem faturamento, mas com prazos: veja quais obrigações acessórias ainda devem ser entregues
A Resolução CGIBS nº 14/2026 estima alíquota de IBS em 18,7% apenas para cálculos metodológicos e financiamento do Comitê Gestor. A alíquota definitiva será divulgada em 2029
A Portaria RFB nº 702/2026 altera o julgamento de recursos administrativos de empresas enquadradas como devedoras contumazes, redefinindo o órgão responsável pela análise das autuações fiscais
Notícias Empresariais
Embora a flexibilidade seja valorizada, profissionais também precisam definir princípios e limites inegociáveis para orientar decisões e preservar sua integridade
Promover profissionais sem preparo para liderar pode comprometer o desempenho, aumentar o desengajamento e resultar na perda de talentos
Modelo de carreira em Y cria caminhos de evolução para especialistas que desejam crescer, ampliar remuneração e assumir maior influência sem necessariamente liderar equipes
Caso não cumpra com as regras, o empreendedor pode ser desenquadrado da categoria
Diferença entre regime de competência e fluxo financeiro explica falta de liquidez
Ferramentas podem ser acessadas a partir de hoje
Em comum, pesquisas recentes indicam que o problema deixou de ser a falta de estratégia e passou a ser a dificuldade de transformar decisões em entendimento e ação dentro das organizações
Estratégias de diversidade e inclusão passam por reavaliação global, mas seguem indispensáveis para o mercado e a nova geração de trabalhadores
O maior problema das empresas não é a falta de informação: é a quantidade de decisões tomadas sem método
Com o fim de julho, empresas ganham uma nova oportunidade para acelerar campanhas, reativar clientes e transformar o segundo semestre em uma temporada de crescimento
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade