Nova funcionalidade permite que pessoas físicas e jurídicas solicitem a desistência de parcelamentos de débitos previdenciários de forma totalmente digital, sem necessidade de atendimento presencial na maioria dos casos
Área do Cliente
Notícia
Reforma Tributária em 2026: o que sua empresa precisa fazer agora durante a fase de testes da CBS e do IBS
Prepare sua empresa para a CBS e o IBS e evite problemas na transição
A Reforma Tributária deixou de ser um assunto distante. Desde 1º de janeiro de 2026, todas as empresas que emitem documentos fiscais eletrônicos passaram a conviver, na prática, destacar, em caráter informativo, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). E embora 2026 seja oficialmente um "ano de testes", as decisões tomadas agora vão definir se a sua empresa vai atravessar a transição com previsibilidade ou correndo atrás de problemas em 2027.
Neste artigo, vou direto ao ponto: o que mudou, o que sua empresa precisa fazer ainda em 2026 e quais são os erros mais comuns que estou vendo no dia a dia.
O cenário atual: fase de testes, mas com obrigações reais
A Lei Complementar nº 214/2025A Reforma Tributária (Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas futuras Leis Complementares) instituiu o novo modelo de tributação sobre o consumo, substituindo gradualmente PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pela CBS (federal) e pelo IBS (estadual e municipal). A implementação será gradual até 2033, mas a fase atual já exige ação.
Em 2026, os contribuintes precisam destacar a CBS (à alíquota simbólica de 0,9%) e o IBS (0,1%) nas notas fiscais eletrônicas. Esses valores não compõem o total da operação, têm caráter exclusivamente informativo, e o montante arrecadado será compensado com o que é devido de PIS e Cofins no mesmo período de apuração. Ou seja: nesse momento, a empresa não paga a mais por causa da reforma, mas precisa demonstrar que está apta a operar dentro do novo modelo.
Importante: empresas optantes pelo Simples Nacional estão dispensadas dessa obrigação em 2026 e só começarão a destacar a CBS e o IBS a partir de 2027.
Outro ponto crítico que muitos empresários ainda não absorveram: até o primeiro dia do quarto mês seguinte à publicação da parte comum dos regulamentos do IBS e da CBS, não haverá aplicação de penalidades por inconsistências, desde que o contribuinte atue de boa-fé e demonstre esforço genuíno de adequação. Esse "respiro" tem prazo de validade. A partir de agosto de 2026, a tendência é que a fiscalização passe a aplicar sanções com mais rigor.
O cronograma resumido até 2033
Para que o empresário tenha clareza do que vem pela frente:
2026 — Fase de testes. CBS a 0,9% e IBS a 0,1%, ambos informativos. Compensação automática com PIS/Cofins.
2027 — Entrada em vigor da CBS com alíquota cheia, substituindo definitivamente PIS, Cofins e IPI (este último com alíquotas zeradas, exceto para produtos que concorrem com a Zona Franca de Manaus). Início do Imposto Seletivo sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
2029 a 2032 — Transição gradual do IBS, com redução proporcional do ICMS e do ISS.
2033 — ICMS e ISS são extintos. O novo modelo passa a vigorar integralmente.
A alíquota padrão combinada (CBS + IBS) deve ficar entre 26,5% e 28%, segundo estimativas, o que coloca o futuro IVA brasileiro entre os mais altos do mundo.
O que sua empresa precisa fazer agora
A fase de testes não é tempo de espera. É tempo de preparação ativa. Listo abaixo as ações mais urgentes:
- Atualize seu sistema emissor de notas fiscais. Verifique se o ERP ou sistema fiscal que sua empresa utiliza já está homologado para emitir documentos com o destaque da CBS e do IBS conforme as Notas Técnicas publicadas pela Receita Federal. NF-e, NFC-e, NFS-e, CT-e, MDF-e e demais documentos eletrônicos passaram a ter campos específicos. Empresas que ainda não migraram correm o risco real de emitir notas inválidas em 2027, quando a cobrança efetiva começar.
- Revise os cadastros de produtos e serviços. O novo modelo exige classificação correta para enquadramento nos regimes específicos (saúde, educação, transporte, agronegócio, entre outros). NCM, CFOP e demais códigos fiscais precisam ser revisados produto a produto. Erros aqui geram problemas em cascata na apuração.
- Mapeie os contratos comerciais. Como a base de cálculo, a forma de creditamento e a alíquota efetiva vão mudar entre 2026 e 2033, contratos longos com fornecedores e clientes precisam de cláusulas que prevejam o reequilíbrio em função da transição. Esse é um trabalho que não pode ficar para o último trimestre de 2026.
- Treine o time fiscal e contábil. A coexistência de dois sistemas tributários nos próximos anos (modelo atual e novo) vai exigir profissionais que dominem ambos. A capacitação tem que começar agora, não em 2029.
- Avalie o impacto na precificação. Setores hoje beneficiados por regimes cumulativos ou benefícios fiscais estaduais sentirão a maior diferença. Simulações de carga tributária para 2027 e 2033 são essenciais para planejar reajustes e renegociar margens.
Os erros mais comuns que tenho observado
No contato com empresas de pequeno e médio porte, alguns equívocos se repetem:
Tratar 2026 como "ano sem obrigações". Não é. As notas precisam ser emitidas corretamente, e a dispensa de penalidades tem prazo. Empresas que entrarem em 2027 sem ter feito a lição de casa vão enfrentar autuações reais.
Achar que o Simples Nacional fica fora da reforma. Em 2026, sim, está dispensado. Mas a partir de 2027 também precisará destacar os novos tributos, e o regime simplificado tem suas particularidades dentro do novo modelo que merecem análise caso a caso.
Confiar que "o sistema resolve sozinho". Nenhum software substitui revisão humana do cadastro fiscal e do enquadramento dos produtos. Ferramentas ajudam, mas a parametrização correta depende de decisão técnica.
Postergar a conversa com o contador. A reforma é, antes de tudo, um problema de planejamento. Empresas que conversaram com seus contadores em 2025 já estão muito mais bem posicionadas que aquelas que ainda vão começar essa discussão em meados de 2026.
O recado final
A Reforma Tributária é a maior mudança no sistema tributário brasileiro em décadas. Empresas que encararem a fase de testes como uma oportunidade de ajustar processos, sistemas e estratégia sairão na frente. Aquelas que tratarem 2026 como um ano normal vão sentir o peso da transição em 2027, quando a CBS entrar em vigor com alíquota cheia e o período de tolerância acabar.
A boa notícia é que o tempo ainda é seu aliado. A janela entre hoje e o início da cobrança efetiva existe justamente para isso: preparar a empresa, sem pressa e sem improviso. O empresário que aproveitar esse intervalo vai descobrir que a reforma, apesar dos desafios, traz simplificação real e mais previsibilidade no médio prazo.
Não espere a primeira autuação para começar a se adaptar.
Notícias Técnicas
Receita Federal esclarece que mudanças nos códigos de classificação fiscal não afastam a redução a zero das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, desde que os requisitos legais sejam atendidos
Identifique NF-e indevidas, controle documentos e evite problemas com o Fisco. Entenda os eventos
Saiba o que conferir sobre CID, prazos, eSocial e evite multas
Norma publicada no DOU orienta empresas a considerarem a atividade com maior número de trabalhadores em cada unidade para definir a alíquota
Obrigatoriedade de adaptação dos documentos fiscais com os novos campos começou nesta segunda-feira (3) e faz parte da transição para o novo modelo tributário
Entenda como identificar incorreções e quando cabe pedido de revisão
Sem faturamento, mas com prazos: veja quais obrigações acessórias ainda devem ser entregues
A Resolução CGIBS nº 14/2026 estima alíquota de IBS em 18,7% apenas para cálculos metodológicos e financiamento do Comitê Gestor. A alíquota definitiva será divulgada em 2029
A Portaria RFB nº 702/2026 altera o julgamento de recursos administrativos de empresas enquadradas como devedoras contumazes, redefinindo o órgão responsável pela análise das autuações fiscais
Notícias Empresariais
Embora a flexibilidade seja valorizada, profissionais também precisam definir princípios e limites inegociáveis para orientar decisões e preservar sua integridade
Promover profissionais sem preparo para liderar pode comprometer o desempenho, aumentar o desengajamento e resultar na perda de talentos
Modelo de carreira em Y cria caminhos de evolução para especialistas que desejam crescer, ampliar remuneração e assumir maior influência sem necessariamente liderar equipes
Caso não cumpra com as regras, o empreendedor pode ser desenquadrado da categoria
Diferença entre regime de competência e fluxo financeiro explica falta de liquidez
Ferramentas podem ser acessadas a partir de hoje
Em comum, pesquisas recentes indicam que o problema deixou de ser a falta de estratégia e passou a ser a dificuldade de transformar decisões em entendimento e ação dentro das organizações
Estratégias de diversidade e inclusão passam por reavaliação global, mas seguem indispensáveis para o mercado e a nova geração de trabalhadores
O maior problema das empresas não é a falta de informação: é a quantidade de decisões tomadas sem método
Com o fim de julho, empresas ganham uma nova oportunidade para acelerar campanhas, reativar clientes e transformar o segundo semestre em uma temporada de crescimento
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade