A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, nesta terça-feira (2.jun.2026), a Nota Técnica 2025.002-RTC – Versão 1.50, com atualizações na NFe e na NFCe
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Imposto de Renda: como declarar bens e investimentos no exterior?
O simples recebimento de rendimentos como dividendos, juros ou ganhos com aplicações financeiras no exterior já torna obrigatória a entrega da declaração neste ano
Regras de bens no exterior para o IRPF 2026 (ano-calendário 2025)
Contribuintes que tiveram rendimentos fora do país em 2025 precisam redobrar a atenção ao preencher a Declaração do Imposto de Renda 2026. O simples recebimento de rendimentos como dividendos, juros ou ganhos com aplicações financeiras no exterior já torna obrigatória a entrega da declaração neste ano. Todos os bens e direitos mantidos fora do Brasil devem ser informados, incluindo contas, imóveis e participações societárias. Saiba agora como declarar investimentos no exterior no Imposto de Renda!
Existem contribuintes que acreditam que só precisam declarar quando trazem o dinheiro para o Brasil. Isso não é verdade. Os ganhos obtidos em aplicações financeiras no exterior precisam ser informados para fins de tributação na declaração, quando efetivamente percebidos pela pessoa física, independentemente da repatriação dos rendimentos.
O que mudou com a tributação anual?
Recentemente, houve a criação de uma alíquota única de 15% sobre rendimentos de aplicações financeiras no exterior, aplicada diretamente no momento da declaração anual. Antes, a depender do tipo de rendimento, a tributação ocorria mensalmente e com alíquotas progressivas. Essa alteração simplificou o recolhimento, mas aumentou a responsabilidade do contribuinte em consolidar corretamente os dados.
Ou seja, a tributação anual trouxe mais previsibilidade ao investidor, mas exige organização ao longo do ano para registrar rendimentos, prejuízos e impostos pagos fora do país. Sem esse controle, o risco de inconsistências na declaração aumenta significativamente e pode levar o contribuinte a malha fina.
| Tipo de ativo | Regra de Tributação (Lei 14.754) |
|---|---|
| Aplicações financeiras | Alíquota única de 15% na Declaração Anual |
| Entidades controladas (Offshores) | Opção de transparência fiscal ou tributação de lucros |
| Venda de imóveis | Ganho de capital via GCAP (Regras específicas) |
Como declarar investimentos no exterior no Imposto de Renda?
Para declarar os investimentos fora do Brasil, o contribuinte deve preencher a ficha “Bens e Direitos”, indicando o tipo de ativo e o país onde ele está localizado. Cada investimento deve ser informado individualmente, com dados como valor investido, instituição financeira e rendimentos obtidos.
No caso de aplicações financeiras, os rendimentos devem ser informados diretamente na ficha do ativo correspondente, incluindo dividendos, juros e lucros com vendas. O próprio programa da Receita Federal calcula o imposto devido após a inclusão dessas informações.
Ganhos de capital e imóveis no exterior
Embora a regra tenha padronizado a tributação de aplicações financeiras, alguns ativos continuam sujeitos ao regime antigo. É o caso da venda de imóveis no exterior ou da variação cambial de moeda estrangeira em espécie acima de US$ 5 mil por ano. Nesses casos, o lucro obtido é considerado ganho de capital e deve ser apurado por meio do GCAP, com recolhimento do imposto até o último dia útil do mês seguinte à venda.
Vale lembrar que operações como venda de imóveis no exterior exigem atenção especial porque possuem prazos específicos de pagamento.
Compensação de impostos e risco de bitributação
Em países que possuem acordo para evitar dupla tributação é possível descontar parte do imposto pago no exterior do valor devido no Brasil, respeitando os limites legais. E entender esse mecanismo pode evitar pagamento indevido de tributos.
Afinal, muitos investidores desconhecem que podem compensar impostos pagos no exterior. Esse desconhecimento pode levar ao pagamento duplicado, o que impacta diretamente o retorno do investimento.
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