A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, nesta terça-feira (2.jun.2026), a Nota Técnica 2025.002-RTC – Versão 1.50, com atualizações na NFe e na NFCe
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Notícia
Autuação fiscal exige reação rápida e defesa bem fundamentada
Contribuinte deve analisar o auto de infração, reunir provas e observar o prazo legal para impugnação na esfera administrativa
Receber uma autuação fiscal exige resposta imediata e análise técnica cuidadosa. O primeiro passo é examinar os fundamentos do lançamento, identificar quais fatos, documentos e argumentos embasaram a cobrança e verificar se há inconsistências na apuração do crédito tributário.
No âmbito federal, o processo administrativo fiscal é regido pelo Decreto nº 70.235/1972, que disciplina a exigência de créditos tributários da União e o rito de defesa do contribuinte.
A revisão do auto deve incluir pontos como eventual prescrição, correção de alíquotas, incidência de juros e multas e regularidade dos demais lançamentos. Mesmo quando a cobrança aparenta estar formalmente correta, a análise de jurisprudência, soluções de consulta e orientações administrativas pode revelar fundamentos para contestação.
A defesa administrativa, quando cabível, deve ser apresentada dentro do prazo legal e acompanhada de argumentação técnica e documentação de suporte.
Na esfera federal, a Receita Federal informa que, via de regra, o contribuinte tem 30 dias do recebimento para contestar o lançamento.
Em outra orientação administrativa, o órgão também registra hipóteses em que o prazo de impugnação é de 20 dias úteis, contados da ciência da notificação ou do auto, conforme o tipo de procedimento. Por isso, a conferência do prazo indicado no próprio auto é essencial em cada caso concreto.
Primeira providência é revisar os fundamentos da autuação
A leitura do auto de infração ou da notificação fiscal deve ser detalhada desde o início. O contribuinte precisa identificar qual foi a base legal utilizada, quais provas foram apontadas pela fiscalização e de que forma o Fisco calculou o valor exigido.
Essa etapa é importante porque a defesa administrativa depende da identificação precisa dos pontos que podem ser questionados. Erros no enquadramento legal, na quantificação do tributo, na multa aplicada ou na contagem do prazo decadencial e prescricional podem alterar de forma relevante o resultado do processo.
Defesa administrativa pode discutir fatos e fundamentos jurídicos
Depois da lavratura do auto, o contribuinte pode apresentar impugnação administrativa para contestar tanto os fatos quanto a base jurídica da exigência tributária.
No processo administrativo fiscal federal, o rito está previsto no Decreto nº 70.235/1972, que rege a determinação e exigência dos créditos tributários da União. A impugnação é a principal ferramenta do contribuinte para tentar reverter a cobrança antes de eventual discussão judicial.
A Receita Federal também informa, em seus canais oficiais, que a impugnação pode ser apresentada por meio de processos digitais, conforme o tipo de lançamento e de procedimento.
Prazo legal precisa ser observado com rigor
O prazo é um dos pontos mais sensíveis para quem recebe uma autuação fiscal.
A Receita Federal informa que os prazos constam nas próprias notificações e autos de infração e que, em regra, o contribuinte tem 30 dias do recebimento para contestar o lançamento. Em outra orientação oficial sobre julgamento administrativo, o órgão registra que o prazo de apresentação de impugnação pode ser de 20 dias úteis, contado da ciência da notificação de lançamento ou do auto de infração, em determinadas hipóteses previstas no artigo 15 do Decreto nº 70.235/1972.
Na prática, isso exige atenção máxima ao documento recebido, porque o prazo aplicável pode variar conforme a natureza do procedimento.
Contribuinte só deve apresentar o que for requisitado formalmente
A fiscalização deve formalizar suas diligências e solicitações por escrito. Os artigos 196 e 197 do Código Tributário Nacional (CTN) tratam da forma de atuação fiscalizatória e da requisição de livros, documentos, mercadorias e outros elementos necessários à apuração tributária.
Isso significa que, durante a fiscalização, a apresentação de documentos deve estar vinculada a requisição formal da autoridade fiscal. A organização dessa documentação é importante tanto para o atendimento à fiscalização quanto para eventual defesa posterior.
Provas podem mudar o resultado do processo
A impugnação administrativa precisa ser acompanhada de documentação e provas que sustentem a tese do contribuinte.
Contratos, livros fiscais, demonstrativos contábeis, comprovantes de pagamento, documentos societários e demais registros pertinentes podem ser decisivos para demonstrar erro de cálculo, fato gerador inexistente, duplicidade de cobrança ou irregularidade no enquadramento fiscal.
No processo administrativo, a prova documental costuma ter papel central, especialmente quando a discussão envolve a própria constituição do crédito tributário.
Nem toda defesa administrativa exige advogado
Na esfera administrativa, a defesa não precisa necessariamente ser apresentada por advogado. A legislação do processo administrativo fiscal não impõe, de forma geral, representação exclusiva por profissional do Direito para a apresentação da impugnação inicial.
Na prática, contadores, administradores e outros profissionais com conhecimento técnico da matéria costumam atuar na organização da defesa administrativa, especialmente quando o debate envolve lançamentos contábeis, documentos fiscais e memória de cálculo. O ponto central é que a impugnação seja tecnicamente consistente e bem instruída.
Regras variam entre União, estados e municípios
No âmbito federal, vale o rito do Decreto nº 70.235/1972. Já nas autuações estaduais e municipais, o procedimento de defesa segue a regulamentação própria de cada ente federativo.
Por isso, em casos de fiscalização de ICMS, ISS ou tributos locais, o contribuinte precisa consultar a legislação processual aplicável no respectivo estado ou município autuante. Essa diferença de rito pode afetar prazo, forma de apresentação da defesa, instâncias recursais e meios admitidos para produção de prova.
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