Plataforma moderniza o cadastro e a gestão de informações do Programa de Alimentação do Trabalhador, ampliando a segurança, a transparência e a eficiência das operações
Área do Cliente
Notícia
Entenda como deve ser o pagamento do adicional de periculosidade
Especialista esclarece quem tem direito ao adicional de periculosidade, como funciona o pagamento e quais responsabilidades legais cabem às empresas
O adicional de periculosidade é um direito trabalhista destinado a profissionais expostos a atividades que envolvem risco acentuado, como inflamáveis, explosivos, energia elétrica ou situações de violência física. Apesar de ser amplamente conhecido no cotidiano das relações de trabalho, sua aplicação prática, seus requisitos legais, a forma de pagamento e as responsabilidades do empregador ainda geram dúvidas.
A seguir, Amanda Borges Pires da Fonseca, advogada da área Trabalhista, Sindical e Remuneração de Executivos da Innocenti Advogados, esclarece quando o adicional é devido, como funciona a contratação em atividades perigosas e quais cuidados as empresas devem observar.
1. Quem tem direito ao adicional de periculosidade e qual é a base legal?
O adicional de periculosidade está previsto nos arts. 193 a 197 da CLT e é regulamentado pela Norma Regulamentadora nº 16 (NR-16). Ele é devido aos trabalhadores que exercem atividades ou operações que os exponham a risco acentuado em razão da manipulação ou da presença de inflamáveis, explosivos ou energia elétrica, bem como àqueles sujeitos a roubos ou outras formas de violência física, como vigilantes e profissionais de segurança pessoal ou patrimonial. Também é devido aos agentes da autoridade de trânsito, em razão do risco de colisões, atropelamentos ou outros acidentes decorrentes da natureza de suas atividades.
2. Como funciona a contratação para funções perigosas?
Para os trabalhadores contratados para exercer funções classificadas como perigosas, a empresa deve assegurar capacitação inicial e periódica, além de fornecer instruções sobre procedimentos de emergência e emitir orientações de segurança adequadas ao risco da atividade. Essa condição, contudo, não precisa constar expressamente na CTPS.
3. Como é feito o pagamento e quais são as principais diferenças em relação a outros adicionais?
O adicional de periculosidade corresponde a 30% do salário-base do empregado, nos termos do art. 193, § 1º, da CLT. O pagamento deve ser realizado enquanto houver exposição ao risco, independentemente do uso efetivo de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que não afasta o direito ao adicional.
Esse adicional não se incorpora de forma permanente ao salário, podendo ser suprimido caso o risco seja efetivamente eliminado e essa condição seja comprovada. Do contrário, a supressão caracteriza alteração contratual lesiva.
As principais diferenças entre o adicional de periculosidade e outros adicionais, como o de insalubridade e o de transferência, decorrem da distinta base de cálculo e do fato gerador específico de cada um. Vejamos:
O adicional de insalubridade é calculado sobre o salário-mínimo da região, podendo ser devido em grau mínimo, médio ou máximo, nos termos do art. 192 da CLT, conforme a exposição do trabalhador a agentes químicos, físicos ou biológicos, de acordo com a NR-15. Nessa hipótese, a efetividade do EPI poderá afastar o direito ao recebimento, caso ocorra a eliminação ou neutralização do agente nocivo.
O adicional de transferência, por sua vez, corresponde a 25% da remuneração do empregado e é devido nas hipóteses de mudança provisória do local de trabalho, enquanto perdurar essa situação.
Ressalte-se que o adicional de insalubridade não pode ser cumulado com o adicional de periculosidade, cabendo ao empregado optar pelo mais vantajoso.
4. Qual é a responsabilidade da empresa ao contratar profissionais para atividades perigosas?
A contratação de empregados para funções classificadas como perigosas impõe ao empregador responsabilidades específicas relacionadas à prevenção, à segurança, à gestão de riscos e ao cumprimento das normas legais, sob pena de autuações administrativas, responsabilização civil e, em determinadas situações, repercussões criminais. Cabe à empresa verificar se as atividades exercidas se enquadram como perigosas e assegurar a implementação integral das medidas de prevenção correspondentes.
5. Quais são as obrigações da empresa quanto aos equipamentos de proteção?
Ainda que o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) não afaste o direito ao adicional de periculosidade, sua entrega é obrigatória e deve ser formalizada mediante documento assinado pelo trabalhador. Além disso, os empregados devem receber treinamento para o uso correto dos equipamentos, competindo ao empregador fiscalizar sua utilização e providenciar a substituição sempre que necessária.
6. Quais são os principais riscos envolvidos nessa atividade?
As atividades perigosas envolvem risco acentuado de dano grave ou morte, decorrente de sua própria natureza. Entre os principais riscos estão explosões, incêndios, inalação de vapores tóxicos, choque térmico, choque elétrico, assaltos à mão armada, agressões físicas, ameaças diretas, ferimentos ou morte por arma de fogo, sequestros, atropelamentos, entre outros.
Notícias Técnicas
Solução de Consulta Cosit nº 88/2026 confirma a incidência de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre valores recebidos a título de direito de arrependimento em operações de aquisição de unidades empresariais
Nova versão do Guia Prático consolida orientações para a EFD ICMS/IPI, reforça regras relacionadas à Reforma Tributária e traz ajustes para a escrituração fiscal digital
Atualização do Informe Técnico 2025.002 inclui novos códigos de classificação tributária relacionados aos créditos presumidos de IBS e CBS; validações passam a valer em 10 de julho de 2026
CNJ define regras para trabalho de crianças em redes sociais e exige alvará para posts recorrentes com monetização e publicidade. Medida segue o ECA Digital e decreto federal
Com possibilidade de jogos da Seleção em horário comercial na Copa 2026, especialistas detalham limites legais, regras no home office e impacto do ponto facultativo no setor público e privado
Publicação no Diário Oficial da União traz a lista definitiva de habilitados
Pesquisas acendem o alerta para o esgotamento na profissão; Brasil lidera casos de depressão na América Latina
O Imposto Seletivo segue avançando nas discussões da Reforma Tributária e pode trazer impactos relevantes para setores ligados à produção, distribuição e comercialização de bebidas alcoólicas
O CARF decidiu a favor do contribuinte, no processo 16327.900245/2018-23, ao excluir da base da Cofins, no regime cumulativo, as receitas de venda de bens em arrendamento mercantil
Notícias Empresariais
A maior competição do futebol também é um laboratório de gestão
Em muitas empresas há profissionais competentes que passam despercebidos. Eles entregam resultados, sustentam a operação e ajudam o time em momentos críticos, mas não têm visibilidade
Nova medida provisória corrige falha técnica em programa de R$ 17 bilhões e reforça garantias para financiamentos de microempreendedores e transportadores autônomos
As empresas precisam de líderes, mas os profissionais não têm tanta certeza disso
Economista e filósofo destaca a importância de novas métricas além do PIB e a urgência de uma sociedade mais consciente e cooperativa em tempos de crises globais
Consultas podem ser feitas no portal Repis Cidadão
Profissionais que sabem se comunicar com clareza costumam conquistar mais espaço, influência e oportunidades dentro das empresas
Mudanças no mercado, no comportamento do consumidor e nos movimentos da concorrência podem tornar planos elaborados no início do ano menos aderentes à realidade do segundo semestre
Editais da PGFN e do programa Desenrola Rural oferecem abatimentos de até 100% em juros e multas
O emprego estável voltou a ficar moderno — e os jovens estão ajudando a explicar por quê
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade