Plataforma moderniza o cadastro e a gestão de informações do Programa de Alimentação do Trabalhador, ampliando a segurança, a transparência e a eficiência das operações
Área do Cliente
Notícia
Integração tecnológica no setor jurídico: 5 tendências para 2026
A integração tecnológica se reflete na adoção de sistemas capazes de estruturar dados, reduzir atividades manuais e oferecer previsibilidade
A integração tecnológica vem influenciando de maneira crescente a organização de processos e o uso da informação em diferentes campos da economia brasileira.
No setor jurídico, esse movimento se reflete na adoção de sistemas capazes de estruturar dados, reduzir atividades manuais e oferecer maior previsibilidade às rotinas operacionais.
Com isto, a tecnologia passa a cumprir um papel relevante na forma como informações jurídicas são analisadas, interpretadas e incorporadas às decisões das organizações.
Nesse contexto, a Inteligência Artificial passou a ocupar um espaço permanente nas agendas de modernização das empresas como parte da estrutura operacional dos negócios. Sua aplicação tem se concentrado, sobretudo, na análise de grandes volumes de informação, no apoio à execução de tarefas recorrentes e na padronização de fluxos que antes dependiam exclusivamente de intervenção humana.
No setor jurídico, a incorporação de tecnologia ocorre em um ambiente marcado por aumento da complexidade regulatória, maior volume de informações e pressão constante por eficiência operacional.
Departamentos jurídicos e escritórios passaram a lidar com demandas que exigem controle mais rigoroso de prazos, custos e riscos, ao mesmo tempo em que precisam garantir conformidade e qualidade técnica.
Nesse cenário, a integração entre ferramentas digitais, bases de dados e processos internos tem se mostrado decisiva para sustentar a operação e ampliar a capacidade de entrega de valor às organizações.
Como a Inteligência Artificial está sendo usada em escritórios jurídicos
A adoção de IA no setor jurídico vem tornando a competitividade do mercado ainda mais assídua, sobretudo pela capacidade de organizar informações, reduzir retrabalho e dar maior previsibilidade às rotinas.
À medida que essas ferramentas passam a ser incorporadas aos sistemas jurídicos, sua utilização passa a influenciar diretamente a maneira como atividades são distribuídas, acompanhadas e avaliadas ao longo do tempo.
De acordo com o levantamento Análise Advocacia 2026, que avaliou 723 escritórios atuantes na advocacia empresarial, 47% já incorporaram soluções de inteligência artificial em seus fluxos de trabalho.
O dado indica um estágio de adoção ainda desigual, mas suficiente para demonstrar que a integração tecnológica começa a ocupar espaço relevante nas rotinas jurídicas, especialmente em organizações que lidam com grande volume de processos e informações.
Na prática, o uso da IA no ambiente jurídico tem se concentrado em atividades que exigem alto volume de leitura, organização e padronização de informações. Entre elas estão a gestão de pastas e processos, a elaboração de subsídios para peças iniciais e contestações, a revisão de documentos jurídicos e o apoio ao contencioso de massa.
Ao assumir essas tarefas, os sistemas reduzem o tempo dedicado a rotinas repetitivas e contribuem para maior consistência na produção jurídica, sem interferir em decisões que envolvem interpretação ou estratégia.
Dentro desse processo, a automação tende a avançar prioritariamente sobre atividades que não envolvem decisões jurídicas sensíveis ou risco direto à estratégia processual. A padronização de documentos, o uso de assistentes virtuais voltados a dúvidas recorrentes, a criação de dashboards analíticos e a revisão automatizada de cláusulas contratuais são exemplos de aplicações já em curso.
Em um estágio mais estruturado, nos chamados Smart Contracts Jurídicos, aqueles com regras previamente definidas, permitem a execução automática de obrigações, como renovações e notificações, desde que submetidas a critérios claros de controle e validação. O efeito mais imediato dessas iniciativas é a redução de falhas operacionais e atrasos, além da redistribuição do tempo das equipes para atividades que exigem análise jurídica qualificada.
Outro movimento relevante diz respeito à integração tecnológica dessas funcionalidades aos sistemas jurídicos já utilizados pelas organizações. Em vez de operar ferramentas isoladas, departamentos jurídicos passam a concentrar dados, documentos e fluxos de trabalho em plataformas únicas, o que reduz inconsistências e facilita o acompanhamento das atividades.
Essa integração tecnológica altera a forma como informações são consultadas, atualizadas e compartilhadas, criando condições mais estáveis para controle, rastreabilidade e tomada de decisão ao longo dos processos.
Jurimetria: como prever resultados processuais com dados
Diante do volume crescente de informações processuais e contratuais, a jurimetria passou a ocupar espaço relevante na gestão jurídica. Ao organizar dados históricos de decisões, valores envolvidos, prazos e desfechos, essa abordagem permite uma leitura mais estruturada do comportamento dos processos ao longo do tempo. Com isso, gestores conseguem avaliar probabilidades, identificar padrões recorrentes e embasar decisões com maior consistência, especialmente em carteiras de grande escala.
Ao longo dos últimos anos, a análise de dados no campo jurídico passou a incorporar métodos capazes de apoiar projeções financeiras e avaliações de risco. A aplicação de modelos baseados em IA que incluem técnicas de Processamento de Linguagem Natural (NLP) e Machine Learning permite lidar com grandes volumes de documentos e históricos processuais, oferecendo subsídios para estimar desembolsos, acompanhar tendências de decisões e identificar padrões relevantes dentro das carteiras jurídicas.
Com esse avanço, a gestão jurídica passa a ter impacto mais direto sobre a administração financeira das organizações. A leitura antecipada de cenários permite organizar provisões com maior previsibilidade e reduzir assimetrias entre risco jurídico e planejamento orçamentário.
Nesse contexto, as informações produzidas pelo jurídico deixam de circular isoladamente e passam a dialogar com indicadores financeiros, como EBITDA, por exemplo, contribuindo para decisões mais alinhadas entre as áreas responsáveis por controle, desempenho e governança corporativa.
Segurança da informação jurídica: como proteger dados sensíveis
À medida que o uso de IA, automação e bases digitais se amplia no setor jurídico, a exposição a riscos relacionados à segurança da informação também cresce. A concentração de dados sensíveis em ambientes tecnológicos exige atenção permanente à proteção desses ativos, especialmente diante do aumento de tentativas de acesso indevido e do uso de ferramentas digitais por agentes mal-intencionados. Nesse contexto, a gestão da informação passa a ser uma dimensão crítica da atuação jurídica, com impacto direto sobre a continuidade das operações e a conformidade regulatória.
Segundo dados do relatório de cenário de ameaças da Fortinet, o Brasil registrou cerca de 315 milhões de tentativas de ataque em 2025, concentrando 84% das tentativas da América Latina, que sofreu 374 milhões, o que amplia o grau de atenção exigido das organizações. Assim, escritórios e departamentos jurídicos passam a concentrar grande parte dessa preocupação, uma vez que lidam diretamente com informações estratégicas e dados sensíveis.
Isso significa que o ambiente digital exige o reforço das medidas de proteção dos acessos aos dados que circulam nos departamentos das companhias e também entre empresas terceirizadas, considerando todo o fluxo tecnológico por onde informações e processos transitam.
Com isso, as empresas precisam manter atenção constante às novas formas de proteção da informação, o que inclui a adoção de certificações de segurança, como SOC 1 e SOC 2 Tipo 2, voltadas à gestão e ao controle da informação. Também é necessário assegurar conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece diretrizes para evitar a exposição ou o uso indevido de dados pessoais.
Governança de dados e ESG no departamento jurídico
O processo de reorganizar e realinhar pontos estratégicos que comportam os riscos de ameaças cibernéticas sofisticadas, tornam sistemas de governança importantes no processo de transição, desde o monitoramento ético da cadeia de suprimentos até a gestão rigorosa da privacidade de dados.
Assim, a segurança da informação e as certificações de conformidade, como a SOC 2, passam a integrar os critérios de confiança adotados pelo mercado. Nesse contexto, o jurídico assume a responsabilidade de assegurar que a informação circule com integridade entre departamentos internos e parceiros externos. A integração tecnológica aos sistemas de gestão contribui para organizar fluxos, reduzir retrabalho e dar visibilidade a atividades que antes permaneciam dispersas ao longo dos processos.
Desta maneira, as qualificações e garantias relacionadas à proteção de dados tendem a se consolidar como pré-requisitos para parcerias e fornecimento de tecnologia. Organizações preparadas para lidar com riscos e preservar a integridade das informações demonstram maior solidez operacional, enquanto o setor jurídico passa a atuar como elemento de apoio à governança e à organização financeira, especialmente em um ambiente de negócios marcado por maior complexidade e exigências regulatórias.
Notícias Técnicas
Solução de Consulta Cosit nº 88/2026 confirma a incidência de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre valores recebidos a título de direito de arrependimento em operações de aquisição de unidades empresariais
Nova versão do Guia Prático consolida orientações para a EFD ICMS/IPI, reforça regras relacionadas à Reforma Tributária e traz ajustes para a escrituração fiscal digital
Atualização do Informe Técnico 2025.002 inclui novos códigos de classificação tributária relacionados aos créditos presumidos de IBS e CBS; validações passam a valer em 10 de julho de 2026
CNJ define regras para trabalho de crianças em redes sociais e exige alvará para posts recorrentes com monetização e publicidade. Medida segue o ECA Digital e decreto federal
Com possibilidade de jogos da Seleção em horário comercial na Copa 2026, especialistas detalham limites legais, regras no home office e impacto do ponto facultativo no setor público e privado
Publicação no Diário Oficial da União traz a lista definitiva de habilitados
Pesquisas acendem o alerta para o esgotamento na profissão; Brasil lidera casos de depressão na América Latina
O Imposto Seletivo segue avançando nas discussões da Reforma Tributária e pode trazer impactos relevantes para setores ligados à produção, distribuição e comercialização de bebidas alcoólicas
O CARF decidiu a favor do contribuinte, no processo 16327.900245/2018-23, ao excluir da base da Cofins, no regime cumulativo, as receitas de venda de bens em arrendamento mercantil
Notícias Empresariais
A maior competição do futebol também é um laboratório de gestão
Em muitas empresas há profissionais competentes que passam despercebidos. Eles entregam resultados, sustentam a operação e ajudam o time em momentos críticos, mas não têm visibilidade
Nova medida provisória corrige falha técnica em programa de R$ 17 bilhões e reforça garantias para financiamentos de microempreendedores e transportadores autônomos
As empresas precisam de líderes, mas os profissionais não têm tanta certeza disso
Economista e filósofo destaca a importância de novas métricas além do PIB e a urgência de uma sociedade mais consciente e cooperativa em tempos de crises globais
Consultas podem ser feitas no portal Repis Cidadão
Profissionais que sabem se comunicar com clareza costumam conquistar mais espaço, influência e oportunidades dentro das empresas
Mudanças no mercado, no comportamento do consumidor e nos movimentos da concorrência podem tornar planos elaborados no início do ano menos aderentes à realidade do segundo semestre
Editais da PGFN e do programa Desenrola Rural oferecem abatimentos de até 100% em juros e multas
O emprego estável voltou a ficar moderno — e os jovens estão ajudando a explicar por quê
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade