Empresas que já tem CNPJs ativos não precisarão alterar suas inscrições; é recomendável que sistemas informatizados sejam adaptados para tratar corretamente o novo formato
Área do Cliente
Notícia
Congresso Nacional aprova lei que estabelece o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa
Texto contou com contribuições do Ministério da Fazenda, destaca a subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Cristina Reis
A aprovação do projeto de lei que estabelece o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (19/11) é uma grande conquista para o Brasil, uma vitória que merece ser muito celebrada, comemorou a subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda (MF), Cristina Reis. Ela destacou que o texto foi aprovado justamente no momento em que está sendo realizada a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), em Baku, no Azerbaijão, que será concluída na próxima sexta-feira (22/11).
O Ministério da Fazenda apoiou desde o início o Projeto de Lei sobre o SBCE aprovado nesta terça-feira. A proposta está alinhada às diretrizes do Plano de Transformação Ecológica (PTE) do MF. “O Ministério da Fazenda contribuiu para o texto aprovado. Reforça pontos como a natureza jurídica, tributação, uso de receitas, governança, plano nacional de alocação”, aponta a subsecretária do MF. A aprovação do projeto de lei pela Câmara dos Deputados conclui a tramitação no Congresso Nacional (o texto já havia sido apreciado pelo Senado Federal). Agora o material segue para sanção presidencial, firmando as bases para a construção do mercado regulado de carbono no Brasil.
“O Brasil assume aí a sua trilha para COP 30, em Belém”, completou Cristina Reis. A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) será realizada em Belém (PA), em novembro de 2025.
“A aprovação do mercado de carbono, que versa tanto pelo lado regulado quanto para o lado voluntário, vai estabelecer um sistema de comércio de emissões entre as maiores fontes emissoras de gás de efeito estufa. Também vai possibilitar o desenvolvimento do mercado voluntário, com projetos de sustentabilidade, por exemplo, no campo de agricultura e floresta”, comentou a subsecretária.
“Temos uma grande oportunidade de negócios que vai motivar a inovação tecnológica. Também possibilitará o cumprimento das nossas metas climáticas. Ainda estabelece uma lógica de retroalimentação: as receitas que vierem desse mercado serão investidas no próprio financiamento daquelas indústrias que querem descarbonizar e daqueles projetos que querem inovar para gerar créditos de carbono com integridade”, completou Cristina Reis.
Argumentos
Recentemente, artigo da subsecretária Cristina Reis e do coordenador-geral de Finanças Sustentáveis do MF, José Pedro Neves, destacou que o mecanismo agora aprovado para o Brasil já é adotado em mais de 28 jurisdições, incluindo México e Colômbia. O material aponta que a regulação do mercado de carbono é um instrumento eficaz no combate à crise climática, além de gerar oportunidade para o desenvolvimento tecnológico e de novos negócios.
No artigo, a subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável e o coordenador-Geral de Finanças Sustentáveis do MF ressaltam, ainda, que o Brasil tem papel de protagonista no enfrentamento climático, com anos de debates sobre a questão envolvendo o setor produtivo, organizações da sociedade civil e instituições de pesquisa. Apontam que o SBCE também representa um potencial de crescimento, ao impulsionar o desenvolvimento tecnológico e produtivo em setores de vanguarda, como o das energias renováveis.
“Entre as várias políticas possíveis, o mercado de carbono é uma das mais eficazes. Para o Brasil, a adoção do SBCE traz ganhos evidenciados em estudos preliminares do Ministério da Fazenda junto ao Banco Mundial. Esperam-se efeitos positivos no PIB [Produto Interno Bruto] e na geração de empregos, além de uma necessidade de investimentos privados em descarbonização R$ 100 bilhões menor em relação a regulações alternativas”, destaca o artigo de Cristina Reis e José Pedro Neves.
Diretrizes
O SBCE é central dentro do Plano de Transformação Ecológica. Com base em experiências exitosas em outros países, ele estabelece um teto de emissões para alguns setores da economia formados por empresas de grande porte com alta emissão. As grandes empresas passarão a negociar licenças de emissão com outras que emitirem menos que sua cota ou de agentes que capturam carbono da atmosfera, como a atividade de reflorestamento, por exemplo. Cristina Reis já apontou que regulação pode gerar um grande incentivo econômico para se evitar o desmatamento, um dos grandes problemas do país.
Com o novo sistema, o teto de emissões para todos vai caindo ao longo do tempo, exigindo que as empresas invistam em melhorias nos seus processos produtivos e inovação para poderem cumprir suas metas em emitir menos gases de efeito estufa.
O Brasil está comprometido a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 48% até 2025 e em 53% até 2030, em relação às emissões de 2005. Esses parâmetros estão presentes na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira, que havia sido alterada pelo governo anterior, mas foi ajustada no ano passado, retomando a ambição apresentada em 2015, no Acordo de Paris. O país também mira em emissão líquida zero em 2050. Na última quarta-feira (13/11), durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, o Brasil submeteu a NDC à Convenção do Clima. O documento apresenta meta de reduções de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) para 2035 e detalha quais as medidas estão sendo adotadas para atingir o compromisso voluntário. A meta de redução entre 59% e 67% de redução de GEE, comparado aos níveis de 2005, envolve todos os setores da economia (economy-wide ). Os números são consistentes com uma redução absoluta entre 1,05 e 0,85 GtCO2 e conforme o inventário nacional mais recente.
O Plano de Transformação Ecológica (PTE) tem por objetivo promover uma mudança nos paradigmas econômicos, tecnológicos e culturais em prol do desenvolvimento a partir de relações sustentáveis com a natureza e seus biomas, de forma a possibilitar a geração de riqueza e sua distribuição justa e compartilhada, com melhoria na qualidade de vida das gerações presentes e futuras.
Notícias Técnicas
Nova regra simplifica o cumprimento das obrigações fiscais e adapta a tributação aos modelos de negócios digitais
Contribuintes poderão se regularizar e manter seu benefício fiscal
O pagamento dos valores apurados será efetuado no decorrer do dia 15 de julho de 2026, diretamente na conta do contribuinte vinculada à chave Pix do tipo CPF
Solução de consulta confirma que a legislação brasileira não permite descontar da base de cálculo do Imposto de Renda os valores recolhidos a sistemas previdenciários estrangeiros
Trabalhadores com saldo no FGTS em 31 de dezembro de 2025 receberão parte do lucro do fundo até o fim de agosto; valores serão depositados automaticamente pela Caixa
A estabilidade provisória da gestante passa a ser reconhecida pelo TST também em contratos de trabalho temporário, em alinhamento ao entendimento do STF no Tema 542
Empresas precisam de maturidade operacional para novas obrigações e evitar inconsistências
Entenda o que diz a CLT quando o assunto é férias do colaborador
Mudança mexe na cobrança de 1,5% de Imposto de Renda sobre taxas de intermediação
Notícias Empresariais
Empresas gastam 10x mais em ferramentas de IA do que em clareza estratégica. Resultado: 82% dos projetos de IA fracassam. Você tem uma Ferrari, mas usa uma bicicleta velha como mapa
Alternar constantemente entre tarefas aumenta o desgaste mental, reduz a qualidade das entregas e pode comprometer a produtividade no longo prazo
À primeira vista, essas perguntas ajudam a selecionar candidatos. Mas, em essência, revelam como cada profissional encara sua trajetória, aprende com as experiências e se prepara para os desafios do futuro
Orçamento apertado, dívidas e medo de emergências moldam a insegurança financeira no país
O ideal é que o crédito ajude a impulsionar a empresa, e não se transforme em um peso para o fluxo de caixa. Saiba quando vale a pena recorrer a esse serviço
Muitas empresas confundem organização com eficiência, criando uma falsa sensação de produtividade. Equilibrar controle e agilidade é essencial para tornar as operações mais eficientes e alcançar melhores resultados
Demanda por seguro de crédito cresce em cenário macroeconômico desafiador com casos emblemáticos de recuperação judicial
Deficiências nos órgãos e leis permitem esquemas de lavagem de dinheiro e sequestro de empresas
Vivemos a era da atualização permanente. Novas metodologias, novas plataformas, novos discursos, novas tendências surgem diariamente como se tudo o que veio antes tivesse perdido valor
Pequenas mudanças na rotina podem reduzir distrações, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade das decisões
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade