Publicação do manual e do Swagger marca o início da preparação tecnológica para implementação do Split Payment da CBS e do IBS
Área do Cliente
Notícia
CNJ detalha benefícios que redução da judicialização promove sobre execução fiscal
Equipe do Conselho Nacional de Justiça também apresentou novas tecnologias que ajudarão na recuperação de créditos públicos
Os elevados índices de litigiosidade no Brasil — com alta participação das execuções fiscais nesse universo — e as alternativas construídas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para reduzir esses indicadores foram analisados e detalhados, na quarta-feira (14/8), no painel “Justiça 4.0 — Conselho Nacional de Justiça”. O debate fez parte da programação do 1º Congresso Nacional da Dívida Ativa, evento promovido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), em Brasília. A juíza auxiliar da presidência do CNJ Ana Lúcia Andrade de Aguiar (juíza federal na 4ª Região) apontou que há 83 milhões de processos no país (considerando as esferas da justiça federal, estaduais e trabalhista). Entre todo esse estoque, 25 milhões são processos de execução fiscal (30% do total), liderando o ranking.
“Temos três vezes mais processos que a China e a Índia”, apontou o juiz de direito do Tribunal de Justiça do estado do Mato Grosso Gabriel da Silveira Matos, alertando para a diferença entre as populações do Brasil (215,3 milhões), China (1,412 bilhão) e Índia (1,417 bilhão). “São países com bilhões de pessoas e aqui temos três vezes mais processos”, afirmou, alertando que o excesso de litigância não representa resultados efetivos na recuperação de créditos públicos. O alto volume de processos gera outro complicador: a demora. Do estoque total, há 8,4 milhões de processos sem julgamento há mais de 15 anos (11% do acervo), apontou a equipe do CNJ.
O procurador-geral Adjunto de Gestão da Dívida Ativa da União e do FGTS da PGFN, João Henrique Chauffaille Grognet, relembrou que “durante muito tempo, fomos imaturos, judicializando tudo”, mas que agora o foco está sendo voltado para a eficácia e a razoabilidade (por exemplo, com a priorização dos processos economicamente relevantes), permitindo a efetiva recuperação de créditos públicos. “Carta de fiança bancária e seguro garantia não viabilizam políticas públicas”, disse Grognet.
Mudanças
A juíza auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça Keity Mara Ferreira de Souza e Saboya (juíza de direito do Tribunal de Justiça do estado do Rio Grande do Norte) relatou que “aos poucos” estão sendo enfrentadas as causas da judicialização elevada e da ineficiência da cobrança do crédito público. Nesse cenário, ressaltou o êxito dos atos colaborativos e de consensualidade, permitindo focar esforços e dispêndios para a resolução de casos em que há realmente possibilidade de recuperação de créditos.
Em complementação ao relato da juíza Keity Mara, a juíza Ana Lúcia relatou haver recente tendência de queda nas execuções fiscais na Justiça Federal e creditou essa retração aos impactos da Resolução nº 547/2024 do CNJ. Essa decisão considera legítima a extinção de execução fiscal de baixo valor pela ausência de interesse de agir. A orientação levou em conta o princípio constitucional da eficiência administrativa, respeitada a competência constitucional de cada ente federado.
Com a Resolução 547 do CNJ, ficou estabelecido ainda que o ajuizamento da execução fiscal dependerá da adoção prévia de tentativa de conciliação ou adoção de solução administrativa e de protesto do título, salvo por motivo de eficiência administrativa, comprovando-se a inadequação da medida. Para adoção desses passos, os entes federados podem, inclusive, pedir a suspensão de processos de execução fiscal que estejam em andamento. Após essa resolução, houve um “ajuizamento mais seletivo”, acrescentou Keity Mara. A redução dos ajuizamentos, paralelamente, garantiu fôlego para a Justiça avançar sobre a análise dos casos mais antigos, desafogando o Judiciário.
Inovações
A tecnologia está sendo parceira diante do desafio de qualificar os esforços de execução fiscal, detalhou o coordenador do Programa Justiça 4.0, juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça, Dorotheo Barbosa Neto (Juiz do Trabalho). Ele explicou que o Sistema Nacional de Investigação Patrimonial e Recuperação de Ativos (Sniper) será expandido dentro de pouco tempo, com foco em pedidos judiciais de bloqueio e constrição de bens (Sniper BC).
Esse novo instrumento permitirá, entre outros pontos, a obtenção de relatórios consolidados de informações patrimoniais, societárias e parentais, facilitando a identificação de grupos econômicos/agentes e a constrição de bens. Ou seja, a solução proporcionará mais rapidez e exatidão nas ações de recuperação de créditos. O mecanismo deverá estar em funcionamento em setembro de 2025, apontou Dorotheo Barbosa Neto.
Outras iniciativas capitaneadas pelo Conselho Nacional de Justiça também já estão em curso, relatou o juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça Frederico Montedonio Rego (Juiz Federal na 2ª Região). Nova edição da Semana Nacional de Regularização Tributária será realizada em fevereiro do ano que vem, amparada nos preceitos estabelecidos pela Resolução CNJ nº 471/2022 (que instituiu a Política Nacional de Tratamento da Alta Litigiosidade Tributária). A primeira edição, realizada no ano passado, resultou na arrecadação de R$59 milhões e na regularização de outros R$857 milhões, ressaltou.
Montedonio Rego anunciou também a realização do Prêmio de Eficiência Tributária, que dará reconhecimento a iniciativas exitosas no setor, também promovendo a difusão dessas boas práticas por todo o país. Além disso, o juiz ressaltou que já está em gestação o estabelecimento de sistema capaz de executar o bloqueio de criptomoedas (“CriptoJud”), diante da iminente regulação dessa prática. “Precisamos enfrentar a nova realidade. Hoje não existem contas judiciais de criptomoedas como há, por exemplo, uma conta judicial de bloqueio de ativos financeiros”, explicou. “A força de trabalho das procuradorias é limitada, por isso precisamos priorizar os nossos esforços no sentido de obter os melhores resultados na execução fiscal”, completou.
Reflexão
“Está claro o que o CNJ está fazendo. E nós, o que precisamos fazer? Temos 5.400 entes tentando fazer a recuperação de seus ativos, 5.400 gestores tentando dar o seu melhor. Mas não adianta se cada um estiver indo para um lado. Aí entra a proposta de governação da dívida ativa”, disse o procurador-geral Adjunto de Gestão da Dívida Ativa da União e do FGTS da PGFN na conclusão do painel. Segundo ele, elevar conjuntamente a maturidade de todos os entes que cuidam da dívida ativa, em um universo que considera todos os estados e municípios, possibilitará um ambiente nacional conjunto e parceiro para recuperação e gestão dos ativos cada vez melhor.
Notícias Técnicas
Mudança será a partir de segunda-feira, 15/6
Medida garante maior justiça fiscal e equilíbrio concorrencial no mercado
A Receita Federal, junto ao Comitê Gestor do IBS e ao Encat, publicou em 8/06/2026 a Nota Técnica 2026.004 – versão 1.01
Ao todo, mais de 29 mil empresas já foram notificadas pelo órgão para regularizarem suas situações
Envio da RAIS em 2026 será referente aos anos-base de 1976 a 2022 e prazo vai até agosto
Corte considerou inconstitucional regra criada pela Reforma da Previdência e altera normas para trabalhadores expostos a agentes nocivos
Nova regra já está em vigor e exige que empresas e escritórios contábeis acelerem o monitoramento das NF-es emitidas contra seus CNPJs
A NF-e e Reforma Tributária entram em uma etapa decisiva com a publicação da Nota Técnica 2025.002 v.1.40. As novas regras exigem adaptações operacionais e tecnológicas para evitar riscos de rejeição
Plataforma será utilizada pelo Comitê Gestor do IBS para automatizar o cálculo dos créditos e dos valores devidos
Notícias Empresariais
Missão, visão e valores estão presentes em praticamente todas as organizações modernas
Entenda os impactos contábeis e fiscais da perda de ativos e conheça soluções tecnológicas
Plataformas centralizam contratação, administração e flexibilização de benefícios, reduz processos manuais e permite que profissionais de RH direcionem mais tempo para iniciativas voltadas à experiência dos colaboradores
Reduzir valores pode aumentar vendas no curto prazo, mas comprometer margem, percepção de valor e crescimento sustentável
Medida ajuda impactados pelo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos
Pessimismo toma conta dos mercados mundiais e afeta previsões para o Brasil. IBGE divulga, nesta terça-feira, IPCA de maio, que virá alto
Durante décadas, a liderança foi associada à capacidade de orientar pessoas, tomar decisões e fornecer respostas
Estudo da Jitterbit revela avanço acelerado da automação inteligente e coloca RH diante do desafio de preparar pessoas, lideranças e culturas para a nova era do trabalho
Práticas simples ajudam a reduzir riscos, melhorar decisões e fortalecer relações profissionais. Especialista compartilhou os aprendizados
A estrutura de grandes eventos pode servir de referência para empresas que buscam mais eficiência e menos falhas operacionais
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade