Uma nota técnica (2014.002 – versão 1.40) atualiza o Web Service de Distribuição de Documentos Fiscais Eletrônicos para se adequar ao CNPJ alfanumérico, que passará a conter letras e números.
Área do Cliente
Notícia
Esclarecimento sobre os novos caminhos na Lei de Informática
Coordenador de Inovação da Assespro – Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação.
Coordenador de Inovação da Assespro – Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação.
No dia 08 de dezembro foi publicada a MP 810 – uma Medida Provisória há muito tempo esperada por todo o Setor, que trouxe novidades importante na Lei de Informática. Trata-se de um avanço que era urgente, a ser celebrado, com destaque para:
- Estabelece mecanismo para que as empresas possam parcelar e reinvestir valores glosados em anos anteriores (a ser regulamentado);
- Permite investimento direto em fundos de investimentos destinados à capitalização de empresas de base tecnológica (a ser regulamentado);
- Resolve insegurança quanto a investimentos em Programas Prioritários (a ser regulamentado);
- Transfere parcialmente a análise dos relatórios anuais das empresas para auditorias credenciadas pela CVM e MCTIC/MDIC (a ser regulamentado);
Entretanto, a MP apresenta algumas deficiências. Como é sabido, depois de uma década sem conseguir avaliar a totalidade dos relatórios anuais das empresas, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) finalmente os avaliou. A falta de feedback em tempo real às empresas e o estabelecimento de novos critérios de avaliação (divulgados em 2017) fez com que a maioria esmagadora dos relatórios (desde 2006) estejam sendo rejeitados por insuficiência de informações (ou elementos comprobatórios) para avaliar o enquadramento dos projetos de P&D na legislação, segundo critérios que foram estabelecidos concomitantemente ao processo que viabilizou a solução do passivo de RDAs pendentes de análise.
O processo e os novos critérios de avaliação são bons, porém os relatórios do passado foram escritos sob outra ótica, é natural que não os atendam (à época, o que era solicitado foi entregue, no processo e formato exigidos, causou grande estranheza a nova exigência surgir e ser eliminatória) .
Como consequência dessa rejeição grande parte das empresas beneficiárias (510 empresas em 2014) está se vendo forçada a reescrevê-los, visando fundamentar contestações para pleitear revisão das glosas lançadas, num esforço que deve gerar cerca de meio milhão de páginas de relatórios, movimentar mais de um milhão de horas de trabalho e custar quase R$ 140 milhões para tentar protege-las de penalidades que podem chegar a mais de R$ 15 bilhões. É importante lembrar que provavelmente na esmagadora maioria dos casos efetivamente houve realização em Pesquisa e Desenvolvimento.
A MP publicada permite o reinvestimento dos valores glosados e seu parcelamento em até 48 meses. Trata-se de medida emergencial e fundamental para a sobrevivência das empresas. No entanto, exige contrapartidas pesadas:
- Obriga que as empresas abdiquem de 40% do valor a ser reinvestido, pois destina 30% aos Projetos Prioritários e outros 10% ao FNDCT;
- Determina que a empresa, ao optar por parcelamento e reinvestimento, renuncie de qualquer tipo de defesa em âmbito administrativo ou judicial – a própria legalidade de glosas relativas a investimentos mais antigos que 5 anos tem sido questionada.
A MP 810 peca por deixar de tocar em pontos importantes – alguns deles podem ser tratados no decreto de regulamentação que deverá ser publicado após a transformação da MP em lei:
- A análise das contestações às glosas precisa ser feita de uma forma simplificada. Os relatórios que demoraram muito tempo para serem avaliados foram rejeitados em grande parte por falta de detalhes. Ato contínuo, as contestações apresentam muito mais detalhes, e o volume de material sendo gerado é pelo menos o dobro do original. Se o MCTIC pretender analisar as contestações comparando os novos relatórios com os antigos, teremos o triplo do material para ser lido, formando quebra-cabeças sem solução. Ou o processo de análise se simplifica ou poderemos ter muitos anos de espera pela revisão das contestações;
- Dentre os novos critérios existentes para avaliação dos relatórios, existem alguns (C3 e C4) que temporariamente não serão empregados para Avaliação de Mérito (que é a linha de corte para o enquadramento dos projetos). A inexistência de uma definição a respeito de quando passarão a ser empregados gera grande insegurança, quase como uma bomba relógio aguardando ser acionada;
- Não se prevê autorização para que as empresas aloquem os custos da elaboração das contestações e geração de novos relatórios nos seus custos de Lei de Informática. Porém, os valores envolvidos em muitos casos poderão ser elevados, montando mais de 10% do investimento anual, já que demandam o envolvimento de profissionais das equipes de P&D (na maioria das vezes os recursos humanos mais experientes, escassos e caros). A regulamentação aceitar seu enquadramento seria de grande ajuda para as empresas, em especial durante a lenta retomada após um longo processo recessivo.
Porém, o ponto mais importante que não foi tocado na presente MP é a questão do Contencioso com a União Européia e Japão junto à Organização Mundial do Comércio, relativo ao suposto descumprimento de acordos internacionais de livre comércio por parte do modelo de incentivos à P&D previsto na Lei de Informática.
Trata-se de um processo que vem ocorrendo desde 2013, onde o Brasil já perdeu e cuja última instância da defesa será julgada nos próximos meses – é grande o risco de que em meados de 2018 o Brasil receba um ultimato de alteração do atual modelo de investimentos em P&D da Lei de Informática num prazo de 90 dias. A criação de uma nova Política de Estado relativa ao segmento é gritantemente urgente, pois se o provável ocorrer e a atual situação não puder ser mantida. Diante disso, é fundamental que tenhamos algo para colocar em seu lugar, sob pena de total paralisação (ou desmantelamento) do ecossistema existente.
Temos, portanto, muito a celebrar com a publicação da MP 810. No entanto, precisamos fazer uma comemoração rápida, pois a quantidade de trabalho que se tem pela frente é imensa.
É necessário promover um intenso diálogo com a Sociedade (Empresas, ICTs, Universidades, profissionais de P&D,…) com vistas a construir um novo modelo, que preserve o que foi construído após esforços de mais de duas décadas, mas que avance sobre questões que nunca foram contempladas numa política setorial para fomento ao setor de TIC (como por exemplo, o acesso a mecanismos que apoiem a internacionalização, a integração a cadeias globais de valor, o intercâmbio de pesquisadores de empresas e institutos de P&D, o estabelecimento de metas setoriais e de indicadores que as avaliem, entre outras medidas). Houve somente um passo – importante, urgente, porém pequeno.
Notícias Técnicas
A Receita Federal terá a partir de 1º de setembro de 2026 um acompanhamento contínuo e automatizado de empresas que utilizam benefícios fiscais
A Solução de Consulta Cosit nº 100/2026 confirma que empresas e responsáveis do mesmo grupo econômico podem usar créditos de prejuízo fiscal e base negativa da CSLL em transações
Capacitação gratuita do CFC e Receita Federal explora mecanismos de compensação, ressarcimento e créditos da Reforma Tributária do Consumo. Saiba como participar!
Alerta para DFC, provisões e instrumentos financeiros em companhias abertas
Especialistas alertam que respostas geradas por IA devem ser conferidas em documentos oficiais, especialmente em temas tributários sujeitos a constantes atualizações
Empresas com débitos, omissão de declarações ou irregularidades cadastrais devem agir rapidamente para evitar multas, exclusão do Simples Nacional e até a inaptidão do CNPJ
Entenda a validade jurídica, tipos de assinatura e como o DP digitaliza fluxos
Nova regulamentação encerra a antiga divisão de mais de 5 mil sistemas municipais e estabelece prazos rígidos para a transição
A Receita Federal publicou, em 16 de junho, a Solução de Consulta Cosit nº 91, divulgada no Diário Oficial da União no dia 23
Notícias Empresariais
Nos momentos mais importantes da gestão, a diferença não está em encontrar a resposta perfeita, mas em decidir com critérios, contexto e responsabilidade
Expandir o negócio exige planejamento e capacitação, pois o crescimento sustentável depende de decisões estruturadas e seguras, e não do acaso ou do medo de avançar
A agenda ESG ganha cada vez mais importância, influenciando critérios de bancos, organismos internacionais e órgãos públicos na aprovação de projetos e concessão de financiamentos
Com a IA transformando profissões e automatizando tarefas, diploma deixa de ser garantia de sucesso e passa a ser apenas parte da estratégia de carreira, afirma Charles Mendlowicz
Mobilidade profissional cresce, permanência diminui e empresas descobrem que um bom processo seletivo já não basta para reter talentos
Saúde das finanças pode ser impactada por ações do dia a dia sobre o dinheiro e os tipos de despesa priorizados no orçamento familiar
Resoluções definem juros, prazos e regras dos programas
Micro e pequenas empresas e negócios maduros concentram endividamento no País
Empresas gastam 10x mais em ferramentas de IA do que em clareza estratégica. Resultado: 82% dos projetos de IA fracassam. Você tem uma Ferrari, mas usa uma bicicleta velha como mapa
Alternar constantemente entre tarefas aumenta o desgaste mental, reduz a qualidade das entregas e pode comprometer a produtividade no longo prazo
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade