Apartir de 01/11/2026, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes do Simples Nacional devem emitir a NFS-e exclusivamente pelo Emissor Nacional (Web ou API)
Área do Cliente
Notícia
Educação financeira é processo, não campanha de conscientização
A educação financeira nas empresas precisa ir além de palestras pontuais. Para gerar impacto, deve fazer parte de uma estratégia contínua, com ações que ajudem os colaboradores a lidar com orçamento, dívidas e investimentos
É relativamente fácil colocar educação financeira no calendário corporativo. Escolhe-se uma data, convida-se um especialista, organiza-se uma palestra sobre orçamento, dívidas ou investimentos e, algumas horas depois, o assunto desaparece da agenda.
O problema é que as decisões financeiras dos trabalhadores não acontecem uma vez por ano.
Elas aparecem quando chega o salário, nas compras parceladas, no uso do crédito, nas férias, diante de uma emergência familiar, no nascimento de um filho, na renegociação de uma dívida e, cada vez mais, na facilidade de acessar uma plataforma de apostas pelo celular.
É justamente nesse contexto que pode estar uma das principais fragilidades das estratégias de bem-estar financeiro das empresas: tratar um desafio permanente como uma campanha de conscientização.
Na visão de Renato Gonçalves, VP de Vendas, Cobrança e CX da Creditas, informar é importante, mas dificilmente suficiente para provocar mudanças duradouras. “Campanhas de conscientização normalmente trabalham informação. Elas ajudam a aumentar o conhecimento sobre um tema, mas têm impacto limitado na mudança de comportamento porque acontecem em momentos pontuais e, muitas vezes, desconectados da realidade financeira das pessoas”, pontua.
A alternativa, segundo o executivo, é incorporar a educação financeira à própria jornada do colaborador, conectando conteúdo, benefícios e acesso a soluções aos momentos em que as decisões realmente precisam ser tomadas. Contratação, férias, volta às aulas, chegada de filhos e reorganização de dívidas são alguns dos exemplos.
Um problema que não fica do lado de fora da empresa
A discussão ganha importância diante da vulnerabilidade financeira dos trabalhadores brasileiros.
Há, então, uma diferença significativa entre conhecer conceitos financeiros e conseguir aplicá-los quando o orçamento está pressionado.
E os reflexos podem chegar ao expediente antes mesmo de o profissional verbalizar que enfrenta dificuldades.
De acordo com o VP da Creditas, os primeiros sinais costumam ser silenciosos: problemas de concentração, estresse, presenteísmo, absenteísmo e maior disposição para trocar de emprego diante de uma necessidade imediata de renda.
“Quem está preocupado constantemente com contas, dívidas ou cobranças tem menos disponibilidade cognitiva para resolver problemas complexos e tomar decisões”, explica
Isso deixa claro que o desafio do RH está em não esperar que a dificuldade financeira apareça apenas quando já se transformou em queda de desempenho, pedido de desligamento ou problema de saúde.
E as bets entraram nessa conversa
Se as dificuldades financeiras já vinham atravessando os muros das empresas, a expansão das apostas online acrescentou uma nova camada ao problema.
Dados apresentados por Gonçalves, de uma pesquisa da Creditas Benefícios e do Wellz by Wellhub em parceria com a Opinion Box, ajudam a dimensionar o fenômeno: 51% dos trabalhadores consultados afirmaram que poderiam utilizar o 13º salário com apostas. Além disso, 24% disseram que o assunto já precisou ser discutido dentro da empresa após episódios de colaboradores apostando durante o expediente. Entre as lideranças, 36% avaliam que a prática já produz impactos negativos no ambiente de trabalho.
O problema já ganhou dimensão de saúde pública. Em julho, o Ministério da Saúde lançou uma Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online, destacando possíveis impactos do uso problemático sobre saúde mental, finanças, rotina e relações sociais. O governo também disponibilizou atendimento pelo SUS e mecanismos de autoexclusão das plataformas autorizadas.
Renato elucida que o avanço das bets tornou mais visível uma questão que já existia. “O papel da empresa não é controlar decisões individuais. É criar condições para que seus colaboradores façam escolhas financeiras mais conscientes antes que uma dificuldade financeira afete sua qualidade de vida, sua produtividade e o clima organizacional.”
Essa distinção é particularmente importante. Uma política de bem-estar financeiro não deve significar monitorar como alguém utiliza seu salário, tampouco transformar o RH em uma espécie de tutor financeiro dos trabalhadores.
O objetivo está em oferecer repertório e apoio.
Educação financeira precisa conversar com saúde mental?
O crescimento das apostas também evidencia como separar completamente saúde financeira e saúde emocional pode limitar a capacidade de prevenção das empresas.
No levantamento citado pelo executivo de Vendas, 80% das lideranças acreditam que programas de apoio psicológico podem contribuir para prevenir comportamentos relacionados às apostas.
O próprio Ministério da Saúde reforça essa conexão. O transtorno do jogo é reconhecido como um transtorno de comportamento aditivo, e sinais como preocupação frequente com apostas e alterações no sono, humor, rotina ou relacionamentos são apontados como situações que merecem atenção.
Para as empresas, isso sugere que iniciativas isoladas podem perder eficácia justamente porque os problemas não aparecem isoladamente.
Educação financeira, benefícios, saúde emocional e acesso a apoio responsável podem precisar conversar entre si.
Existe ainda outra discussão delicada para os RHs: se o trabalhador já está financeiramente pressionado, oferecer crédito como benefício não pode aumentar o problema?
Gonçalves esclarece que a resposta depende de como essa oferta é construída. “Existe, e justamente por isso o crédito precisa ser tratado como ferramenta, não como incentivo ao consumo. Um benefício financeiro responsável combina três elementos: informação, orientação e acesso.”
Isso significa explicar custos, riscos, alternativas e situações em que determinada modalidade pode ou não fazer sentido. A função da empresa, ressalta, não é estimular a contratação, mas aumentar o repertório para que o trabalhador consiga decidir com mais consciência.
Notícias Técnicas
O Comitê Gestor na Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (CGNFS-e) divulga aos municípios, contribuintes emissores e desenvolvedores de sistemas orientações sobre o leiaute em vigor no ambiente oficial, as regras de validação para os novos tributos
O Confaz publicou três novos convênios ICMS, aprovados durante a 433ª Reunião Extraordinária, realizada em 27 de outubro de 2026
A Receita Federal prorrogou para 30 de dezembro de 2026 o prazo de adesão às modalidades de transação tributária previstas nos Editais RFB nº 9 e nº 10, ambos de 13 de julho de 2026
A Solução de Consulta COSIT nº 208/2026 reconheceu a possibilidade de dedução, no lucro real, de despesas com royalties pelo uso de marcas pagos a empresas que possuem sócios pessoas físicas em comum, desde que não integrem o quadro societário da pagadora
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS aprovaram novas especificações técnicas para documentos fiscais eletrônicos, incluindo NF-e, NFC-e, CT-e e outros modelos. As atualizações adequam leiautes e regras de emissão à implementação do IBS e da CBS
A IN RFB nº 2.346/2026 regulamenta a autorregularização de débitos tributários para empresas com Selos Confia e Sintonia, permitindo quitar valores sem multa de mora, à vista, em até 60 parcelas ou por compensação
A Resolução Gecex nº 976/2026 atualiza as alíquotas do Imposto de Importação para produtos classificados nas NCMs 7005.29.00, 7610.90.00 e 7615.10.00, com percentuais de até 35%
Programa está disponível no site da Receita Federal; comunicado foi atualizado em 28 de outubro, mas mantém data original de publicação em julho
Normas alteram regras que definem o valor do imposto cobrado por unidade de combustível e estabelecem novos parâmetros para 2027
Notícias Empresariais
A contabilidade gerencial transforma dados financeiros e operacionais em informações estratégicas para a tomada de decisões. O desafio está em garantir que os indicadores de desempenho reflitam as reais necessidades e prioridades do negócio
Tecnologia e inteligência artificial dependem de fluxos claros, dados confiáveis e responsabilidades bem definidas para gerar resultados
Entenda as diferenças entre reembolso e cartão corporativo, os impactos para funcionários e gestores e o que avaliar antes de escolher
Mais de 90% da capitalização global está representada por empresas que divulgam dados de sustentabilidade, segundo a OCDE
Recurso de até R$ 5 mil busca alavancar os negócios dos microempreendedores individuais
Página de perguntas e respostas da PGFN, atualizada em 28 de outubro, informa que regulamentação será editada pelos dois órgãos; benefício está previsto para janeiro de 2027
Recursos equivalem a 1% dos valores garantidos pelo Fundo de Garantia de Operações; cerca de R$ 5 milhões devem financiar iniciativa para apoiar organizações do setor
O crescimento das plataformas digitais modificou a maneira como as pessoas descobrem, avaliam e escolhem empresas
Black Friday, feriados nacionais e datas de conscientização estão entre os eventos que podem orientar as estratégias comerciais e o planejamento dos pequenos negócios no mês
Para ministro, medida pode elevar arrecadação em até R$ 4 bilhões
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade