A nova versão 1.3.0 da documentação técnica da DeRE traz atualizações no Manual de Orientação, novos eventos transacionais, regras de validação aprimoradas e ajustes nos leiautes
Área do Cliente
Notícia
A sucessão que ninguém quer discutir pode colocar o negócio em risco
Planejamento sucessório vai além da transferência de patrimônio e pode ser decisivo para preservar a gestão, o patrimônio e a continuidade das empresas familiares
Ainda hoje, existe uma forte contradição que permeia as empresas familiares. Enquanto fundadores passam anos ou até mesmo décadas planejando projetos, investimentos e expansões, deixam para depois uma das decisões mais importantes para garantir a continuidade do negócio: quem estará no comando no longo prazo.
O principal erro está em tratar sucessão como sinônimo de herança. Enquanto esta diz respeito à transferência de patrimônio, a primeira envolve muito mais a transferência de poder, responsabilidade e capacidade de decisão. São, portanto, dimensões diferentes e, quando não planejadas conjuntamente, tendem a criar um problema jurídico justamente quando a empresa mais precisa de estabilidade.
Segundo levantamento da Mardô Family House Integration, apenas 11% das empresas familiares brasileiras têm um plano estruturado de sucessão. A título de comparação, a média global é de 64%. Isso ajuda a entender o cenário de sobrevivência intergeracional das empresas familiares, que representam mais de 90% dos negócios do País. Segundo estimativas do SEBRAE e IBGE, apenas 30% chegam à segunda geração, 12%, à terceira e menos de 3% à quarta.
É fundamental entender que a sucessão não pode começar somente quando o fundador morre, se aposenta ou perde a capacidade de administrar. O planejamento desse processo – englobando o âmbito jurídico, governança e institucional – precisa de antecedência, quando ainda é possível, por exemplo, definir a transferência de quotas, estabelecer regras societárias, organizar o patrimônio e determinar os limites entre propriedade e gestão.
É justamente aí que instrumentos como holdings, acordos de sócios, testamentos, doações de quotas e cláusulas de governança ganham relevância. Nenhum deles, isoladamente, resolve uma sucessão. A estrutura precisa ser construída a partir de uma análise sobre as características da família, do patrimônio e da empresa. O objetivo final nada mais é do que criar previsibilidade para uma situação que, sem planejamento, pode ser marcada por conflitos entre herdeiros e familiares.
Muitos empresários ainda evitam discutir a sucessão por receio de antecipar eventuais disputas dentro da família. O paradoxo, porém, é que o silêncio não elimina essas divergências. Apenas as transfere para um momento em que as partes podem estar menos dispostas ao diálogo. Sem regras previamente estabelecidas, desacordos sobre patrimônio, quotas e gestão podem chegar ao Judiciário e comprometer justamente aquilo que o planejamento buscava preservar: a continuidade da empresa.
Outro ponto fundamental é entender que herdeiro e sucessor não são necessariamente a mesma pessoa. Uma sucessão bem-desenhada pode preservar o patrimônio dentro da família e, ao mesmo tempo, estabelecer critérios objetivos para a gestão. Além disso, é um equívoco imaginar que o planejamento sucessório precisa retirar o fundador imediatamente da operação. Aliás, muito pelo contrário. Quanto mais cedo a estrutura for estabelecida, maior será a possibilidade de se promover uma transição gradual. A próxima geração pode assumir responsabilidades progressivamente, enquanto documentos e estruturas societárias são ajustados. O fundador continua participando, mas deixa de ser o único elemento capaz de fazer a empresa funcionar.
Em suma, planejar a sucessão significa impedir que a ausência de uma pessoa determine de maneira improvisada o futuro de toda uma empresa. Quanto antes a estrutura jurídica for desenhada, maior será a possibilidade de preservar patrimônio, estender a longevidade e proteger o controle do negócio e reduzir conflitos. Para uma organização familiar, o plano sucessório precisa ser visto como instrumento que permite a continuidade das operações e não um ponto final.
Notícias Técnicas
Receita Federal inicia o envio de cartas para contribuintes de todo o país com o objetivo de incentivar a autorregularização de quem está com a declaração IRPF 2026 retida em malha fiscal
Nova emenda constitucional impacta prazos de pagamento, atualização e mercado de cessão de créditos judiciais
Saiba quem é o responsável, as alíquotas e o prazo para recolher o IR na fonte
Desvende como o novo mecanismo tributário afeta seu caixa e operações logísticas
Como garantir objetividade e segurança jurídica na gestão de riscos ocupacionais
Resolução publicada em 5 de outubro estabelece alíquotas de 9% a 20%, conforme o produto; novo período de aplicação começa no dia 17
Orientações do CFC e ajustes no plano de contas para os novos tributos
O modelo é regulamentado pela Lei nº 6.019/1974 e exige contratação por empresa de trabalho temporário registrada no Ministério do Trabalho
Em 1º de outubro de 2026, foram publicadas notas técnicas que ajustam os leiautes fiscais ao IBS e à CBS, no âmbito da Reforma Tributária
Notícias Empresariais
É comum associarmos a excelência nos negócios a grandes resultados. Um contrato conquistado, um crescimento expressivo ou um reconhecimento do mercado
Quando o desempenho vira um formulário preenchido uma vez por ano, o RH perde a chance de corrigir rotas, desenvolver pessoas e conectar resultados individuais à estratégia do negócio
Mudanças tecnológicas, avanço da inteligência artificial e novas exigências de negócio aumentam o peso de habilidades específicas nos processos seletivos
A estabilidade na carreira de millennials passa por profundas transformações no mercado atual. Diante de incertezas econômicas e avanços tecnológicos
Melhore a gestão de contas a pagar e receber da sua microempresa
Controle suas finanças, negocie com consciência e evite armadilhas comuns para quitar débitos
Vibe coding amplia o uso de aplicações criadas com IA e traz novos desafios de segurança, governança, controle de dados e infraestrutura
O problema não está em crescer, mas sim em não ter critérios claros de retorno, caixa e capacidade de execução
O economista afirma que os bancos já estão diminuindo a oferta de crédito diante da inadimplência elevada, dos juros altos e do maior endividamento
Ibovespa cai 0,74%, acompanhando bolsas internacionais
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade