Nova versão permitirá consultas incrementais, reduzindo o tempo de processamento e tamanho dos arquivos gerados
Área do Cliente
Notícia
A confiança do cliente entrou na era da inteligência artificial
A inteligência artificial já faz parte da rotina das pequenas e médias empresas, mas uma nova discussão começa a ganhar força
Uma pequena empresa instala um novo atendimento pelo WhatsApp. As respostas ficam mais rápidas. O cliente recebe retorno em poucos segundos. As dúvidas são resolvidas. O empresário comemora: menos custos, mais produtividade e atendimento disponível 24 horas por dia.
Dias depois, surge uma reclamação inesperada do consumidor: "Se eu soubesse que estava falando com uma inteligência artificial, teria pedido para conversar com uma pessoa."
Até pouco tempo atrás, essa observação talvez parecesse irrelevante. Hoje, ela está no centro de um dos debates mais importantes sobre relações de consumo e tecnologia.
No início de agosto, a União Europeia começou a aplicar as primeiras regras de transparência do AI Act, legislação que determina, em diversas situações, que empresas informem claramente quando consumidores estiverem interagindo com sistemas de inteligência artificial. A lógica é simples: quem conversa com uma máquina tem o direito de saber que está conversando com uma máquina.
O Brasil ainda não possui uma regra semelhante. Mas talvez o pequeno e o médio empresário devessem começar a pensar sobre isso desde já. Afinal, a inteligência artificial já deixou de ser privilégio das grandes empresas.
Segundo o Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), o uso de IA pelas empresas brasileiras passou de 13% para 17% entre 2024 e 2025. Entre as pequenas empresas, o crescimento foi ainda mais acelerado. O Sebrae aponta que 44% dos pequenos negócios já utilizam ferramentas baseadas em inteligência artificial, enquanto pesquisa da Serasa Experian mostra que 58,7% das pequenas e médias empresas relatam aumento de produtividade com essa tecnologia. A redução de custos, a automação de tarefas e a melhoria no atendimento aparecem entre os principais benefícios percebidos pelos empresários.
Não é difícil entender por quê. Hoje, a inteligência artificial responde mensagens, organiza agendas, produz campanhas de marketing, elabora propostas comerciais, auxilia na cobrança e atende consumidores durante 24 horas por dia. Para quem empreende, representa eficiência, economia e competitividade.
Até aqui, a conversa girou em torno da tecnologia. Mas talvez a pergunta mais importante não seja sobre inteligência artificial. Seja sobre confiança.
Durante décadas, o empresário aprendeu que precisava informar ao consumidor o preço, as condições de pagamento, os riscos do produto, os prazos de entrega e as limitações de um serviço. Não porque isso fosse mera burocracia, mas porque o Código de Defesa do Consumidor (CDC) exige, e também a transparência gera confiança. E confiança reduz conflitos.
Essa lógica está no próprio Código de Defesa do Consumidor. O artigo 6º, ao tratar dos direitos básicos do consumidor, garante o acesso à informação adequada e clara sobre produtos e serviços.
Talvez seja justamente esse princípio que passe a orientar, nos próximos anos, uma nova discussão: informar também quando o consumidor estiver interagindo com uma inteligência artificial. Avisar quando o atendimento é realizado por inteligência artificial.
É verdade que o Código de Defesa do Consumidor não trata especificamente da inteligência artificial. Seria impossível. A lei foi publicada em 1990, décadas antes dos chatbots, da IA generativa e dos assistentes virtuais. O desafio, portanto, não é encontrar uma resposta pronta na legislação, mas compreender como princípios consolidados do direito do consumidor podem ser aplicados a uma tecnologia que simplesmente não existia quando o CDC foi criado.
É justamente por isso que especialistas e reguladores passaram a discutir um conceito relativamente novo: transparência algorítmica. O nome parece complicado. Mas a ideia é bastante simples.
Se uma decisão relevante ou um atendimento está sendo realizado por inteligência artificial, o consumidor deve saber disso. Porque essa informação pode influenciar a forma como ele percebe a relação de consumo, deposita confiança na empresa e decide continuar aquela interação.
Essa discussão já ultrapassou o campo acadêmico. Como vimos acima, na Europa, ela virou regra. O AI Act determina que, em diversos casos, a informação de que o consumidor está interagindo com uma IA seja apresentada desde o início da conversa, de forma clara e acessível. O objetivo é reduzir riscos de engano, fortalecer a confiança e preservar a autonomia das pessoas nas relações digitais.
Independentemente de quando ou como esse debate chegará ao Brasil, existe uma reflexão que interessa desde já às pequenas e médias empresas. Quem utiliza inteligência artificial apenas para reduzir custos provavelmente enxergará a tecnologia como uma ferramenta operacional. Quem a utiliza para fortalecer o relacionamento com seus clientes perceberá que transparência também pode se transformar em vantagem competitiva.
Porque, no fim das contas, quando o consumidor descobre que foi atendido por uma inteligência artificial, sua reação dificilmente será determinada pela tecnologia. Ela será determinada pela confiança que sente na empresa.
O Código de Defesa do Consumidor transformou a informação em um direito. A inteligência artificial pode transformar esse direito em um novo dever: informar não apenas o que está sendo oferecido ao consumidor, mas também quem — ou o quê — está do outro lado da conversa.
Os empresários que compreenderem essa mudança antes dos demais não estarão apenas preparados para uma futura regulamentação. Construirão algo muito mais valioso: relações de consumo baseadas na confiança.
Notícias Técnicas
Soluções propostas deverão assegurar interoperabilidade, disponibilidade, segurança e integração das informações
Nota Técnica 2025.002 v.1.51 adiou a trava que geraria a rejeição 1115 em produção, sem afastar as exigências aplicáveis aos fatos geradores desde 3 de agosto
Previsto na LC nº 214/2025, mecanismo poderá ser utilizado por adquirentes do regime regular quando o instrumento de pagamento não permitir a segregação dos tributos
Entrada efetiva da CBS em 2027 amplia a urgência para corrigir cadastros, parametrizações, integrações e controles que sustentam a apuração tributária
Empresas devem revisar salários, médias, afastamentos e valores antecipados nas férias antes dos pagamentos do fim do ano
Mudanças na NR-1 incluem riscos psicossociais no gerenciamento ocupacional e ampliam a atenção às condições de trabalho
Calendário reúne entregas e pagamentos ao longo da segunda metade do mês, com maior concentração de compromissos no dia 30
Produtores rurais que emitem a NFF agora podem fazê-lo pelo computador, sem o aplicativo. O SVRS lançou o Emissor de NFF Web, que permite emitir e gerenciar documentos fiscais pelo portal
A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat atualizaram a tabela NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul)
Notícias Empresariais
A mudança afeta contas externas integradas ao Gmail
Existe uma infraestrutura essencial nas organizações que raramente aparece nos relatórios de gestão. Ela não está registrada no balanço patrimonial nem nas demonstrações financeiras
Marca empregadora é construída também por candidatos rejeitados, profissionais que pensam em sair e ex-colaboradores. Para o RH, as críticas dessas pessoas podem revelar mais do que uma campanha de atração
Pesquisa mostra que 94% dos profissionais da área de recursos humanos já utilizam inteligência artificial, principalmente em tarefas operacionais
Juros altos, crédito mais caro e consumo retraído afetam microempresas, que têm mais dificuldade para superar crises
O compliance que ainda funciona por revisões periódicas, opera sobre uma fotografia de um mundo que já se moveu
Saiba mais sobre os títulos: O Velho Sábio e a Verdadeira Riqueza, O Tabuleiro da Existência e O buzz nosso de cada dia
Índice usado para reajustar salários ficou em -0,32% no oitavo mês
Condições especiais, brindes, atendimento personalizado e comunicação nas redes sociais podem gerar resultados relevantes para pequenas e médias empresas
A responsabilidade pelo futuro da empresa vai além do planejamento estratégico: envolve decisões presentes que podem gerar riscos, custos e oportunidades para as próximas gerações
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade