Fiscalização da Receita Federal analisou pedidos de ressarcimento e compensação em diferentes estados e identificou créditos considerados incompatíveis com a legislação tributária
Área do Cliente
Notícia
Decidir sob incerteza: quando esperar pela informação perfeita é perder
Ambiente volátil exige decisão rápida. Muitos líderes ainda esperam pela informação perfeita e o custo da paralisia cresce a cada dia
Um CEO de um banco médio estava diante de uma decisão de investimento em infraestrutura de dados. Orçamento: R$ 8 milhões. Payback: 18 a 24 meses. Incerteza: altíssima, porque o mercado regulatório poderia mudar, a concorrência poderia se mover e a demanda dos clientes poderia evoluir de forma diferente do planejado.
Ele pediu mais análises, solicitou cenários adicionais e aguardou estudos de benchmarking. Seis meses depois, a decisão seguia suspensa.
Enquanto isso, dois concorrentes menores já tinham construído e operacionalizado a mesma infraestrutura. Um deles, ainda que com menos recursos, conseguia entregar valor 40% mais rápido ao cliente.
Essa é a realidade da liderança em 2026. Não se trata mais de escolher entre uma decisão certa e uma decisão errada. É escolher entre uma decisão boa agora e uma “decisão perfeita nunca”.
O paradoxo da informação
Vivemos em um ambiente inundado por dados. Temos mais informação do que nunca. Dashboards em tempo real, BI avançado e algoritmos capazes de prever cenários. Paradoxalmente, muitos executivos afirmam que têm mais dificuldade para decidir. Mas, por quê?
Ter mais informação não elimina a incerteza. Apenas torna mais visíveis as alternativas, os riscos e as razões para não agir. Quando você tem poucos dados, a decisão parece simples porque existem menos elementos para questionar. Quando tem muitos, passa a enxergar mais cenários possíveis, mais riscos e mais dúvidas.
Dados são um pré-requisito. Sabedoria é saber quando os dados já são suficientes para decidir.
O custo real da indecisão
Aqui está a parte incômoda, indecisão também tem custo e, frequentemente, esse custo é maior do que o de uma decisão errada.
Segundo o Fórum Econômico Mundial (2024), em ambientes de alta volatilidade, o custo de oportunidade, ou aquilo que deixa de ser feito enquanto se decide, pode ser até três vezes maior do que o custo de uma decisão que precisou ser corrigida rapidamente.
Pense na matemática. No cenário A, você decide com 70% de confiança, implementa, descobre que errou em 20%, corrige em três meses e alcança 90% de efetividade. O custo da correção é conhecido e gerenciável.
No cenário B, você espera pela informação perfeita, adia a decisão por seis meses e, quando finalmente age, o mercado já se moveu, os concorrentes avançaram e você passa a correr atrás em vez de liderar. O custo da indecisão é invisível, mas imenso.
A maioria dos líderes concentra sua atenção no risco de errar. Poucos dedicam a mesma energia ao risco de não fazer nada.
Por que líderes adiam
A autora Margaret Heffernan, que escreveu extensamente sobre decisões organizacionais, destaca algo crucial, “quando um ambiente é complexo demais, as pessoas congelam”. Não por falta de informação, mas por excesso de possibilidades.
E aqui está o problema, as organizações recompensam conservadorismo. “Não erre” é uma mensagem mais clara que “erre rápido e aprenda”. Então, líderes protegem suas carreiras adiando decisões controversas. O resultado: a empresa não erra, mas também não avança.
A decisão que está sendo evitada
A pergunta não é “tenho dados suficientes?”. A pergunta correta é “qual é o custo de esperar mais uma semana? Mais um mês? Mais um trimestre?”. Quando você responde isso com honestidade, automaticamente define seu horizonte de decisão. E ele determina se você está conduzindo o mercado ou apenas reagindo a ele.
A professora Herminia Ibarra, da London Business School, estudou amplamente liderança em momentos de transição e autenticidade sob pressão. Uma de suas principais conclusões é que líderes que demoram excessivamente para decidir acabam perdendo autoridade moral, porque sinalizam falta de convicção.
Quando isso acontece, duas consequências surgem. A primeira é que a organização deixa de levar a visão do líder tão a sério. Afinal, se ele não decide, por que sua equipe deveria agir? A segunda é que, quando a decisão finalmente chega, muitas vezes já é tarde demais para capturar seu valor.
O que fazer: três movimentos
O primeiro passo é definir o horizonte de decisão antes de pedir mais informação. Em vez de perguntar quanto tempo é necessário para decidir bem, pergunte quanto tempo o mercado permite que você espere. Limite a coleta de informações ao prazo disponível.
Por exemplo, se você tem quatro semanas para decidir sobre a expansão para um novo produto, utilize três semanas para coletar informações e reserve a última para deliberação. O limite precisa ser claro.
O segundo movimento é definir sua tolerância ao risco e sair do limbo. Você consegue tolerar 20% de erro e corrigir rapidamente?
Ou precisa de mais certeza e aceita apenas 10%? Defina isso com seu conselho ou sua equipe e registre formalmente. Quando a tolerância ao risco é clara, o volume de informação necessário também se torna mais claro.
O terceiro ponto é separar decisão de implementação. Muitos líderes adiam decisões porque acreditam estar escolhendo entre certo e errado. Na prática, estão decidindo apenas se vale a pena tentar. É durante a implementação que se descobre o que funciona e o que precisa ser ajustado.
O lado inverso: quando não fazer isso
Nem toda decisão pode seguir a lógica de que 70% de certeza é suficiente. Existem decisões de alta irreversibilidade, como demitir um executivo, descontinuar uma linha de negócios, vender um ativo estratégico ou realizar uma aquisição relevante. Nesses casos, uma análise mais rigorosa faz sentido.
A pergunta, portanto, é: sua decisão é reversível ou irreversível? Se for reversível, decida rápido e ajuste em tempo real. Se for irreversível, invista mais tempo em análise, mas estabeleça um limite claro para a decisão.
Liderar em ambientes voláteis não significa ter mais dados. Significa ter coragem para decidir com dados suficientes, sabendo que “suficiente” nunca será sinônimo de “perfeito”.
Muitos CEOs perderam grandes oportunidades não porque decidiram errado, mas porque não decidiram. Enquanto isso, alguém mais ousado tomou uma decisão, aprendeu com ela e avançou.
As perguntas que ficam são simples: qual é a decisão que você está adiando porque ainda espera pela informação perfeita? Quanto tempo mais pretende esperar? E o que está deixando de ganhar enquanto espera?
Notícias Técnicas
O DANFSe passa a contar com um bloco específico para IBS e CBS, acompanhando as mudanças da Reforma Tributária
Sistema terá declaração pré-preenchida e será adaptado para a apuração do IBS e da CBS a partir de 2027.
Importadores terão de informar local da operação de consumo e outros tributos por item; códigos CST e cClassTrib passarão a ser definidos pelo próprio sistema
Regra impede que empresa que recebeu ressarcimento volte a recolher IBS e CBS pelo regime único no ano corrente e no seguinte; demais tributos permanecem no Simples
Receita Federal adia em duas semanas a implantação do novo esquema e mantém 31 de agosto como prazo para entrega do 1º semestre de 2026
Entenda como a decisão do Supremo impacta empresas e o planejamento tributário na Reforma Fiscal
O CARF reconheceu a decadência e impediu o Fisco de revisar o IRPJ de 2015 após o prazo legal de cinco anos, garantindo decisão favorável ao contribuinte
O Split Payment muda a forma de recolhimento do IBS e da CBS e pode impactar diretamente o fluxo de caixa e o capital de giro das empresas
Essa gestão pode influenciar o cumprimento das obrigações previdenciárias e contribuir para reduzir riscos e inconsistências nas informações enviadas pelas empresas
Notícias Empresariais
Vender mais é uma boa notícia. Mas o crescimento começa a cobrar seu preço quando processos, pessoas e decisões não conseguem acompanhar o novo tamanho da operação
Sobrecarga não aparece apenas como cansaço. Antes disso, ela pode surgir em decisões apressadas, esquecimentos e pequenas falhas cometidas por profissionais que normalmente apresentam ótimo desempenho
Em operações espalhadas pelo país, autonomia local é necessária. O problema começa quando cada unidade passa a contratar, avaliar e liderar de um jeito tão diferente que a empresa deixa de parecer uma só
Entenda as diferenças entre MEI, SLU e Sociedade Limitada para garantir segurança jurídica e organização financeira
Com dívidas em patamares elevados, restrição ao crédito e juros altos, atrasos de pagamento afetam famílias, vendas e a saúde financeira dos negócios
Abrir um negócio é rápido; construir uma empresa exige gestão, disciplina, capacidade financeira e persistência para superar desafios e manter a operação sustentável
Programa permite renegociar dívidas de cartão, cheque especial e crédito pessoal; veja quem tem direito, condições e como fazer o acordo
Levantamento do primeiro semestre de 2026 revela que empreendedores priorizam capacitações em finanças, marketing, liderança, atendimento e inteligência emocional
Consenso rápido costuma transmitir eficiência, mas equipes em que ninguém questiona decisões podem estar trocando pensamento crítico por conformidade
A multipotencialidade pode se tornar uma vantagem competitiva quando diferentes competências são integradas de forma estratégica e comunicadas com clareza, gerando valor para profissionais e organizações
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade