Apartir de 01/11/2026, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes do Simples Nacional devem emitir a NFS-e exclusivamente pelo Emissor Nacional (Web ou API)
Área do Cliente
Notícia
O fim da escala 6×1 vai acabar com o varejo amador: o empresário precisa estar no jogo, não na torcida
Enquanto parte do mercado espera a definição sobre o fim da escala 6x1, empresas mais preparadas aceleram a digitalização, automatizam processos e fortalecem a eficiência operacional
A discussão sobre a escala de trabalho no Brasil ganhou força nos últimos meses.
E enquanto a maioria dos empresários está sentada esperando o Congresso decidir o futuro do país, o cara que é inteligente já está fazendo a única pergunta que realmente importa: a minha operação aguenta o tranco se o cenário mudar amanhã?
O maior risco para o varejo não é o que o Senado vai aprovar. É você descobrir, no dia em que a canetada acontecer, que a sua empresa era um castelo de cartas que só funcionava porque você sobrecarregava a sua equipe no operacional.
Se a sua empresa só dá lucro na base da sobrecarga, você não tem um negócio, você tem um problema cronometrado.
O número que o mercado precisa engolir
A Fecomercio SP estimou que a mudança para 40 horas semanais custaria R$ 158 bilhões às empresas brasileiras. O impacto é real, é pesado e o ecossistema precisa sim lutar por segurança jurídica.
Mas vamos falar a verdade que ninguém quer ouvir? Uma fatia gigante desse custo não é culpa da lei.
É a “taxa da incompetência” de operações que nunca foram otimizadas, que têm processos processos ineficientes e que agora teriam que resolver toda a eficiência acumulada de uma vez só.
Quem já investiu em processo, automação e, principalmente, em cultura de resultado, está olhando para esse cenário com muito mais calma. Não porque o custo trabalhista no Brasil seja leve — todo mundo sabe o desafio que é empreender aqui.
Mas porque esses caras construíram operações que produzem mais por hora. Eles não gerenciam relógio de ponto, gerenciam entrega.
O que o mundo já testou (e o choque de realidade do varejo)
Redução de jornada não é assunto novo. Vários países já testaram isso no laboratório. E os dados trazem uma lição cirúrgica para quem vende na ponta.
Na Islândia, entre 2015 e 2019, o governo testou a redução de jornada com mais de 2.500 trabalhadores em setores variados. No Reino Unido, em 2022, 61 empresas e cerca de 3.000 funcionários participaram do maior teste de semana de 4 dias já realizado no mundo.
Os testes mostraram aumento de produtividade, receita subindo e rotatividade de pessoal despencando. Lindo no papel, né? Mas aqui está o dado que o varejista brasileiro precisa tatuar no braço:
Na Espanha, quando municípios da região de Valência testaram feriados concentrados — criando na prática dias a menos na semana de operação — o varejo foi o único setor que registrou queda de vendas. Hospitalidade cresceu. Turismo cresceu. O varejo caiu.
Sabe por quê? Porque o varejo tradicional, sem processo estruturado, depende de “corpo presente” para faturar.
Se o atendente não está lá atendendo presencialmente o cliente, a venda não acontece. Isso mostra que falta tecnologia, faltam canais alternativos (o famoso omnichannel na prática) e treinamentos. Quando falta processo, qualquer mudança no RH quebra a empresa.
A pergunta que separa os amadores dos profissionais
Eu converso com centenas de donos de PMEs de varejo toda semana no G4. O que mais me assusta não é a falta de vontade de crescer; é ver empresas milionárias que ainda usam a presença física do dono ou do gerente como o principal mecanismo de controle.
É gestão da era industrial em pleno 2026.
A provocação que eu faço para você hoje é simples: Se amanhã você perdesse uma pessoa por turno na sua operação, o que travaria primeiro? Se a sua resposta for “trava tudo”, desculpa o papo reto, mas o seu problema não é o 6×1. É a sua gestão.
A Zara opera com design para prateleira em 15 dias. Não porque tem mais gente. Porque tem processo. A Wellhub usa inteligência artificial para escalar atendimento sem aumentar o headcount proporcionalmente.
Não porque tem mais orçamento. Porque decidiu tratar tecnologia como vantagem competitiva, não como custo de infraestrutura. E isso não é privilégio de uma empresa grande. É escolha de liderança. É mentalidade de eficiência.
O que as empresas mais preparadas já estão fazendo
Existe um grupo de varejistas que mentoramos e que não está gastando energia reclamando do governo. Eles estão blindando o negócio agora. O que esses caras fazem de diferente?
- Processos documentados e replicáveis: A operação não depende de uma pessoa específica para funcionar. Qualquer membro do time bem treinado executa os procedimentos críticos com consistência.
- Automação do que é repetível: Se o seu time perde tempo fazendo escala no Excel, conferindo estoque na caderneta ou respondendo a mesma dúvida no WhatsApp cem vezes por dia, você está jogando dinheiro no lixo. Deixe a máquina fazer o trabalho repetitivo e use as pessoas para o que exige olho no olho e estratégia
- Cultura de output, não de Input: Parar de cobrar hora sentada e começar a cobrar meta entregue. Isso muda o que se contrata, como se lidera e como o time se desenvolve.
- Tecnologia na mesa do CEO: Isso foi dito literalmente em uma das mesas fechadas da Brazil Week em Nova York, em maio. E é o maior gap que vejo nas PMEs de varejo brasileiras hoje: tecnologia tratada apenas como um item do orçamento do TI nunca vai virar vantagem competitiva. Tecnologia hoje é pauta de sobrevivência do dono do negócio
O jogo mudou. E aí, vai chorar ou vai vender lenço?
Momentos de disrupção regulatória criam os novos líderes de mercado. Quando o ambiente muda de forma brutal, quem tem processo adapta rápido e engole a concorrência.
Quem opera no improviso fica na defensiva e perde competitividade.
O varejo brasileiro passou anos surfando o volume de um mercado de consumo aquecido. Só que crescer no faturamento sem fortalecer a estrutura é ilusão de ótica.
A escala de trabalho pode mudar, o governo pode mudar, o mercado pode oscilar. Mas uma operação eficiente, enxuta e focada em processos é o único ativo que ninguém consegue tirar de você.
Sai da torcida, pare de reclamar do cenário e vai arrumar a sua casa.
Notícias Técnicas
O Comitê Gestor na Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (CGNFS-e) divulga aos municípios, contribuintes emissores e desenvolvedores de sistemas orientações sobre o leiaute em vigor no ambiente oficial, as regras de validação para os novos tributos
O Confaz publicou três novos convênios ICMS, aprovados durante a 433ª Reunião Extraordinária, realizada em 27 de outubro de 2026
A Receita Federal prorrogou para 30 de dezembro de 2026 o prazo de adesão às modalidades de transação tributária previstas nos Editais RFB nº 9 e nº 10, ambos de 13 de julho de 2026
A Solução de Consulta COSIT nº 208/2026 reconheceu a possibilidade de dedução, no lucro real, de despesas com royalties pelo uso de marcas pagos a empresas que possuem sócios pessoas físicas em comum, desde que não integrem o quadro societário da pagadora
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS aprovaram novas especificações técnicas para documentos fiscais eletrônicos, incluindo NF-e, NFC-e, CT-e e outros modelos. As atualizações adequam leiautes e regras de emissão à implementação do IBS e da CBS
A IN RFB nº 2.346/2026 regulamenta a autorregularização de débitos tributários para empresas com Selos Confia e Sintonia, permitindo quitar valores sem multa de mora, à vista, em até 60 parcelas ou por compensação
A Resolução Gecex nº 976/2026 atualiza as alíquotas do Imposto de Importação para produtos classificados nas NCMs 7005.29.00, 7610.90.00 e 7615.10.00, com percentuais de até 35%
Programa está disponível no site da Receita Federal; comunicado foi atualizado em 28 de outubro, mas mantém data original de publicação em julho
Normas alteram regras que definem o valor do imposto cobrado por unidade de combustível e estabelecem novos parâmetros para 2027
Notícias Empresariais
A contabilidade gerencial transforma dados financeiros e operacionais em informações estratégicas para a tomada de decisões. O desafio está em garantir que os indicadores de desempenho reflitam as reais necessidades e prioridades do negócio
Tecnologia e inteligência artificial dependem de fluxos claros, dados confiáveis e responsabilidades bem definidas para gerar resultados
Entenda as diferenças entre reembolso e cartão corporativo, os impactos para funcionários e gestores e o que avaliar antes de escolher
Mais de 90% da capitalização global está representada por empresas que divulgam dados de sustentabilidade, segundo a OCDE
Recurso de até R$ 5 mil busca alavancar os negócios dos microempreendedores individuais
Página de perguntas e respostas da PGFN, atualizada em 28 de outubro, informa que regulamentação será editada pelos dois órgãos; benefício está previsto para janeiro de 2027
Recursos equivalem a 1% dos valores garantidos pelo Fundo de Garantia de Operações; cerca de R$ 5 milhões devem financiar iniciativa para apoiar organizações do setor
O crescimento das plataformas digitais modificou a maneira como as pessoas descobrem, avaliam e escolhem empresas
Black Friday, feriados nacionais e datas de conscientização estão entre os eventos que podem orientar as estratégias comerciais e o planejamento dos pequenos negócios no mês
Para ministro, medida pode elevar arrecadação em até R$ 4 bilhões
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade