Nova versão permitirá consultas incrementais, reduzindo o tempo de processamento e tamanho dos arquivos gerados
Área do Cliente
Notícia
A teoria da proximidade: por que algumas pessoas aceleram nossa carreira
A ciência das redes de relacionamento mostra que oportunidades profissionais raramente surgem apenas da competência. Elas também dependem das pessoas que ampliam nosso repertório
A ciência das redes de relacionamento mostra que oportunidades profissionais raramente surgem apenas da competência. Elas também dependem das pessoas que ampliam nosso repertório, nossa visibilidade e nossa capacidade de enxergar novas possibilidades.
Competência continua sendo indispensável. Mas ela não explica, sozinha, por que algumas profissionais chegam mais longe do que outras. A resposta pode estar em um ativo invisível que a maioria de nós nunca aprendeu a construir: o capital social.
Durante décadas, fomos ensinadas a acreditar que uma carreira bem-sucedida seguia uma lógica relativamente simples: estudar, adquirir experiência, trabalhar com dedicação e entregar resultados consistentes. Essa narrativa moldou gerações de profissionais e, em grande medida, continua verdadeira. Afinal, conhecimento técnico, disciplina e capacidade de execução permanecem sendo pilares de qualquer trajetória sólida. Ainda assim, basta observar o mercado por alguns anos para perceber que essa explicação está longe de ser suficiente.
Todos nós conhecemos profissionais extremamente competentes que permanecem anos na mesma posição, enquanto outras pessoas, com currículos semelhantes ou até menos robustos, assumem projetos estratégicos, conquistam posições de liderança ou são constantemente lembradas para oportunidades relevantes. A diferença nem sempre está no talento. Muitas vezes, ela está na forma como essas pessoas estão inseridas em redes de relacionamento, circulação de informação e ambientes de influência.
Foi justamente para explicar esse fenômeno que diferentes pesquisadores passaram a estudar um tipo de patrimônio pouco discutido fora da academia: o capital social. O conceito ganhou força principalmente a partir das contribuições do sociólogo francês Pierre Bourdieu, que defendia que nossa posição na sociedade não é determinada apenas pelo dinheiro que possuímos ou pelo conhecimento que acumulamos, mas também pelas relações que somos capazes de construir ao longo da vida.
Bourdieu propôs que diferentes formas de capital coexistem e se influenciam mutuamente. O capital econômico corresponde aos recursos financeiros e patrimoniais. O capital cultural reúne formação acadêmica, repertório intelectual, habilidades e conhecimentos adquiridos ao longo da vida. Já o capital social representa o conjunto de relações que oferecem acesso a informações, oportunidades, recursos e reconhecimento. Mais tarde, o cientista político Robert Putnam ampliaria essa discussão ao demonstrar que redes de confiança fortalecem não apenas indivíduos, mas também organizações e sociedades inteiras, tornando a cooperação mais eficiente e a circulação de conhecimento mais rápida.
Essa perspectiva muda profundamente a maneira como costumamos falar sobre networking. Durante anos, o termo foi associado à ideia de conhecer pessoas, trocar cartões em eventos ou aumentar o número de conexões nas redes profissionais. Embora essas práticas possam fazer parte do processo, elas representam apenas a superfície do fenômeno. Capital social não é a quantidade de pessoas que conhecemos. É a qualidade das relações que construímos e, principalmente, o nível de confiança que essas relações produzem ao longo do tempo.
Essa diferença é importante porque confiança não surge em um café de negócios ou em uma solicitação de conexão aceita no LinkedIn. Ela é construída a partir de interações consistentes, entregas bem-feitas, generosidade intelectual, reciprocidade e credibilidade. É por isso que capital social se comporta muito mais como um patrimônio do que como uma habilidade. Ele se acumula lentamente, pode ser fortalecido ao longo dos anos e costuma produzir resultados justamente quando menos esperamos.
Foi essa percepção que levou outro pesquisador a questionar uma crença igualmente difundida: a ideia de que as melhores oportunidades surgem por meio das pessoas mais próximas. Em 1973, o sociólogo americano Mark Granovetter publicou um estudo que se tornaria um dos trabalhos mais influentes da sociologia contemporânea: The Strength of Weak Ties. Seu objetivo era compreender como as pessoas encontravam novas oportunidades de emprego e quais relações exerciam maior influência nesse processo.
O resultado surpreendeu a comunidade acadêmica. Ao contrário do que se imaginava, as oportunidades mais relevantes não surgiam, em sua maioria, por intermédio dos amigos íntimos ou familiares. Elas apareciam através dos chamados “laços fracos”: ex-colegas de trabalho, conhecidos, antigos clientes, professores, parceiros de projetos ou pessoas com quem mantínhamos contato esporádico.
A explicação é simples e, ao mesmo tempo, extremamente poderosa. Pessoas muito próximas costumam compartilhar os mesmos ambientes, consumir informações semelhantes e conhecer praticamente as mesmas pessoas. Em outras palavras, pertencem ao mesmo ecossistema. Já os laços fracos transitam por contextos completamente diferentes. Trabalham em empresas distintas, frequentam outros mercados, participam de novas discussões e têm acesso a informações que dificilmente chegariam até nós por meio do nosso círculo mais íntimo.
É justamente essa diversidade que torna essas conexões tão valiosas. Elas funcionam como pontes entre universos que normalmente permaneceriam isolados. Não por acaso, muitas mudanças de carreira, novos negócios e grandes oportunidades começam com uma conversa aparentemente comum entre pessoas que não convivem diariamente.
Mas talvez o aspecto mais interessante dessa teoria não esteja apenas na possibilidade de receber uma indicação profissional. O maior valor das nossas relações pode ser outro: elas ampliam a maneira como interpretamos o mundo. É difícil imaginar um caminho que nunca vimos de perto. Quando convivemos apenas com pessoas que compartilham trajetórias semelhantes às nossas, nossa percepção sobre o que é possível tende a se limitar ao universo que conhecemos. Em contrapartida, o contato com profissionais de diferentes setores, gerações, experiências e modelos de carreira expande nosso repertório e nos apresenta possibilidades que antes sequer faziam parte do nosso horizonte.
Uma executiva que conhece alguém atuando em conselhos de administração passa a compreender que esse pode ser um próximo passo de carreira. Uma especialista que conversa com uma empreendedora percebe novas formas de transformar conhecimento em negócio. Uma pesquisadora que se aproxima do mercado descobre possibilidades de atuação que jamais haviam sido discutidas dentro da universidade. Em todos esses casos, o que muda não é apenas o acesso à oportunidade. Muda, antes de tudo, a capacidade de enxergar novos caminhos.
Isso explica por que tantas decisões importantes tenham origem em uma conversa e não em um processo seletivo. Antes de abrir portas, as boas relações ampliam repertórios. Antes de gerar indicações, elas transformam perspectivas. O crescimento profissional não acontece apenas porque alguém nos apresentou à pessoa certa, mas porque determinadas conexões mudam a forma como pensamos, interpretamos problemas e projetamos o nosso futuro.
No fim das contas, talvez tenhamos passado tempo demais investindo apenas em conhecimento e pouco tempo refletindo sobre os ambientes em que esse conhecimento circula. Competência continua sendo indispensável, mas ela raramente percorre longas distâncias sozinha. Ideias precisam de pessoas. Projetos precisam de confiança. Oportunidades precisam de relações capazes de conectar mundos diferentes.
O verdadeiro patrimônio de uma carreira não está apenas naquilo que sabemos fazer, mas também nas pessoas que ampliam nossa forma de pensar, desafiam nossas certezas e nos apresentam possibilidades que jamais descobriríamos sozinhas. Porque, em um mercado cada vez mais conectado, crescer profissionalmente depende não apenas do conhecimento que acumulamos, mas da qualidade das redes que ajudam esse conhecimento a chegar mais longe.
Notícias Técnicas
Soluções propostas deverão assegurar interoperabilidade, disponibilidade, segurança e integração das informações
Nota Técnica 2025.002 v.1.51 adiou a trava que geraria a rejeição 1115 em produção, sem afastar as exigências aplicáveis aos fatos geradores desde 3 de agosto
Previsto na LC nº 214/2025, mecanismo poderá ser utilizado por adquirentes do regime regular quando o instrumento de pagamento não permitir a segregação dos tributos
Entrada efetiva da CBS em 2027 amplia a urgência para corrigir cadastros, parametrizações, integrações e controles que sustentam a apuração tributária
Empresas devem revisar salários, médias, afastamentos e valores antecipados nas férias antes dos pagamentos do fim do ano
Mudanças na NR-1 incluem riscos psicossociais no gerenciamento ocupacional e ampliam a atenção às condições de trabalho
Calendário reúne entregas e pagamentos ao longo da segunda metade do mês, com maior concentração de compromissos no dia 30
Produtores rurais que emitem a NFF agora podem fazê-lo pelo computador, sem o aplicativo. O SVRS lançou o Emissor de NFF Web, que permite emitir e gerenciar documentos fiscais pelo portal
A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat atualizaram a tabela NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul)
Notícias Empresariais
A mudança afeta contas externas integradas ao Gmail
Existe uma infraestrutura essencial nas organizações que raramente aparece nos relatórios de gestão. Ela não está registrada no balanço patrimonial nem nas demonstrações financeiras
Marca empregadora é construída também por candidatos rejeitados, profissionais que pensam em sair e ex-colaboradores. Para o RH, as críticas dessas pessoas podem revelar mais do que uma campanha de atração
Pesquisa mostra que 94% dos profissionais da área de recursos humanos já utilizam inteligência artificial, principalmente em tarefas operacionais
Juros altos, crédito mais caro e consumo retraído afetam microempresas, que têm mais dificuldade para superar crises
O compliance que ainda funciona por revisões periódicas, opera sobre uma fotografia de um mundo que já se moveu
Saiba mais sobre os títulos: O Velho Sábio e a Verdadeira Riqueza, O Tabuleiro da Existência e O buzz nosso de cada dia
Índice usado para reajustar salários ficou em -0,32% no oitavo mês
Condições especiais, brindes, atendimento personalizado e comunicação nas redes sociais podem gerar resultados relevantes para pequenas e médias empresas
A responsabilidade pelo futuro da empresa vai além do planejamento estratégico: envolve decisões presentes que podem gerar riscos, custos e oportunidades para as próximas gerações
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade