A nova versão 1.3.0 da documentação técnica da DeRE traz atualizações no Manual de Orientação, novos eventos transacionais, regras de validação aprimoradas e ajustes nos leiautes
Área do Cliente
Notícia
Os profissionais mais preparados para a IA talvez não sejam os mais técnicos
Com o avanço da inteligência artificial, empresas começam a discutir quais competências humanas serão diferenciais em um mercado cada vez mais automatizado
Enquanto empresas aceleram investimentos em inteligência artificial (IA) e ampliam programas de capacitação técnica, uma pergunta começa a ganhar espaço entre lideranças de RH: quais competências realmente diferenciam os profissionais em um mercado no qual a tecnologia passa a executar, cada vez melhor, tarefas antes consideradas exclusivamente humanas?
A resposta talvez seja contraintuitiva. Existe uma crença bem-intencionada de que o caminho para preparar as equipes é contratar mais engenheiros, treinar mais pessoas em programação e ampliar trilhas de desenvolvimento voltadas ao uso de ferramentas de IA. Acredito que essa seja uma boa solução, mas não acho que será suficiente para formar os profissionais de que as organizações precisarão nos próximos anos.
Conforme a inteligência artificial evolui tecnicamente, o diferencial competitivo das pessoas tende a migrar para capacidades que a tecnologia ainda não consegue reproduzir da mesma forma: interpretar contextos complexos, navegar na ambiguidade, construir consenso, liderar mudanças, tomar decisões com informações incompletas e estabelecer relações de confiança.
Durante muito tempo, chamamos essas competências de soft skills. Um nome que talvez não faça jus à habilidade e que na era da IA se torna quase inadequado. Isso porque estamos falando das habilidades mais difíceis de desenvolver. São mais complexas de avaliar e, cada vez mais, extremamente valiosas para organizações que operam em ambientes de transformação constante.
Os dados já mostram esse movimento. O relatório LinkedIn Skills on the Rise 2026, que analisou as habilidades com maior crescimento em contratação ao longo do último ano, aponta simultaneamente para a valorização de competências ligadas à inteligência artificial e habilidades como comunicação com stakeholders, liderança, gestão de pessoas e desenvolvimento de relacionamentos.
O mercado parece já ter entendido que capacidades técnicas e humanas deixaram de competir entre si e passaram a ser complementares.
Os desafios do RH (com ou sem a IA)
Outro estudo, o LinkedIn Talent Velocity Advantage Report 2026, ajuda a explicar esse fenômeno. Segundo o levantamento, empresas mais avançadas na adoção de IA apresentam uma vantagem de 33 pontos percentuais em segurança psicológica quando comparadas às demais organizações. Não é coincidência: ambientes em que as pessoas se sentem confortáveis para experimentar, compartilhar dúvidas e aprender continuamente criam condições muito mais favoráveis para que a inteligência artificial gere impacto real nos negócios.
É exatamente isso que tenho observado na prática, acompanhando empresas em diferentes estágios de adoção da IA. Os profissionais que mais prosperam não são necessariamente os que dominam todas as ferramentas disponíveis, mas sim aqueles que fazem as perguntas certas, conseguem traduzir o que a tecnologia produz para a realidade do negócio, transitam com facilidade entre diferentes áreas e mantém capacidade de adaptação diante de mudanças constantes. A inteligência artificial amplia o potencial desses profissionais porque eles sabem interpretar, contextualizar e transformar informação em decisão.
Esse cenário coloca o RH diante de dois desafios que, na minha visão, precisam de urgência. O primeiro é de seleção: os critérios que funcionavam para identificar talentos em um mercado mais estável já não dão conta de um ambiente em transformação permanente. Um currículo tecnicamente impecável diz pouco sobre como essa pessoa vai reagir quando o processo que ela dominava for automatizado em seis meses, e esse prazo está ficando cada vez mais curto.
O segundo desafio está no desenvolvimento. Pensamento crítico, colaboração e adaptabilidade não se constroem com e-learning passivo. Não se desenvolve tolerância à ambiguidade em culturas que punem o erro. E não se cria capacidade de colaboração entre áreas em estruturas que operam em departamentos. Essas competências dependem de cultura, liderança e ambientes onde experimentar, aprender e errar fazem parte da rotina, não de treinamento pontual.
Tecnologia não substituirá competências humanas
Esse, para mim, é o maior paradoxo que a IA trouxe para o mundo do trabalho. A tecnologia não diminui a importância das competências humanas, ela as torna ainda mais estratégicas. Quanto mais a IA assume o que é previsível e operacional, maior passa a ser o valor do que permanece exclusivamente humano.
Por isso, quando me perguntam o que o RH deveria estar fazendo agora em relação à IA, minha resposta começa sempre pelo mesmo lugar: antes de escolher a próxima ferramenta, olhe para o time. Os questionamentos sobre quais competências as organizações precisam desenvolver para operar bem com IA não são perguntas técnicas. Na verdade, são as mais estratégicas de gestão de pessoas que existem hoje. E quem não estiver respondendo vai encontrar a conta chegando mais cedo do que espera.
Notícias Técnicas
Receita Federal inicia o envio de cartas para contribuintes de todo o país com o objetivo de incentivar a autorregularização de quem está com a declaração IRPF 2026 retida em malha fiscal
Nova emenda constitucional impacta prazos de pagamento, atualização e mercado de cessão de créditos judiciais
Saiba quem é o responsável, as alíquotas e o prazo para recolher o IR na fonte
Desvende como o novo mecanismo tributário afeta seu caixa e operações logísticas
Como garantir objetividade e segurança jurídica na gestão de riscos ocupacionais
Resolução publicada em 5 de outubro estabelece alíquotas de 9% a 20%, conforme o produto; novo período de aplicação começa no dia 17
Orientações do CFC e ajustes no plano de contas para os novos tributos
O modelo é regulamentado pela Lei nº 6.019/1974 e exige contratação por empresa de trabalho temporário registrada no Ministério do Trabalho
Em 1º de outubro de 2026, foram publicadas notas técnicas que ajustam os leiautes fiscais ao IBS e à CBS, no âmbito da Reforma Tributária
Notícias Empresariais
É comum associarmos a excelência nos negócios a grandes resultados. Um contrato conquistado, um crescimento expressivo ou um reconhecimento do mercado
Quando o desempenho vira um formulário preenchido uma vez por ano, o RH perde a chance de corrigir rotas, desenvolver pessoas e conectar resultados individuais à estratégia do negócio
Mudanças tecnológicas, avanço da inteligência artificial e novas exigências de negócio aumentam o peso de habilidades específicas nos processos seletivos
A estabilidade na carreira de millennials passa por profundas transformações no mercado atual. Diante de incertezas econômicas e avanços tecnológicos
Melhore a gestão de contas a pagar e receber da sua microempresa
Controle suas finanças, negocie com consciência e evite armadilhas comuns para quitar débitos
Vibe coding amplia o uso de aplicações criadas com IA e traz novos desafios de segurança, governança, controle de dados e infraestrutura
O problema não está em crescer, mas sim em não ter critérios claros de retorno, caixa e capacidade de execução
O economista afirma que os bancos já estão diminuindo a oferta de crédito diante da inadimplência elevada, dos juros altos e do maior endividamento
Ibovespa cai 0,74%, acompanhando bolsas internacionais
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade