Apartir de 01/11/2026, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes do Simples Nacional devem emitir a NFS-e exclusivamente pelo Emissor Nacional (Web ou API)
Área do Cliente
Notícia
A nova economia da inteligência artificial
Enquanto empresas comemoram ganhos de produtividade, uma nova estrutura de custos começa a surgir silenciosamente
Durante décadas, a forma de calcular investimentos em tecnologia foi relativamente previsível. Empresas compravam servidores, adquiriam licenças de software, contratavam infraestrutura em nuvem e estimavam seus custos com razoável precisão.
Quanto maior a operação, maior o investimento, mas a lógica permanecia praticamente a mesma: a maior parte da despesa estava concentrada na aquisição e manutenção da tecnologia. A inteligência artificial, porém, está mudando essa equação.
Grande parte das discussões sobre IA gira em torno da produtividade, da automação ou do impacto sobre o mercado de trabalho. Pouco se fala sobre uma transformação igualmente importante: a mudança na economia da própria tecnologia.
Pela primeira vez, empresas começam a utilizar um recurso cujo custo cresce na mesma proporção em que ele é consumido. Cada pergunta feita a um assistente virtual, cada documento analisado, cada agente executado e cada fluxo automatizado representa processamento computacional, e isso tem custo.
Tokens: a nova unidade da economia digital
Na prática, esse consumo é medido em tokens, a unidade utilizada pelos modelos de inteligência artificial para contabilizar o processamento realizado. Cada pergunta enviada, cada resposta gerada, cada documento analisado e cada agente executado consomem uma determinada quantidade de tokens.
Individualmente, o custo é pequeno, mas em larga escala, milhões de interações diárias transformam os tokens em um novo componente da estrutura de custos das empresas.
É uma mudança significativa. Durante muito tempo, as organizações compravam software para utilizá-lo praticamente sem limites. Com a inteligência artificial, essa lógica muda.
Quanto maior o uso, maior o consumo e, consequentemente, maior a conta. Essa lógica muda completamente a forma de avaliar retorno sobre investimento.
O desafio de medir o retorno da IA
Hoje, muitas empresas comemoram os ganhos de produtividade proporcionados pela IA. Um colaborador produz relatórios em minutos, analisa contratos com mais rapidez ou automatiza tarefas repetitivas. O benefício é evidente.
O que ainda recebe pouca atenção é quanto custa manter essa produtividade em escala.
Individualmente, cada interação parece insignificante. O custo de um único prompt é quase imperceptível. Mas organizações não operam em unidades isoladas. Operam em dezenas de colaboradores, milhares de consultas e incontáveis processos automatizados.
O que hoje parece um custo marginal pode rapidamente se transformar em uma das principais despesas operacionais relacionadas à tecnologia. Essa realidade inaugura uma nova disciplina dentro das empresas: a gestão econômica da inteligência artificial.
A nova governança econômica da tecnologia
Até pouco tempo, governança de IA significava discutir ética, privacidade, vieses e segurança. Todos esses temas continuam fundamentais. Mas, em breve, outro assunto deverá ocupar espaço crescente nas reuniões entre CIOs, CFOs e conselhos de administração: eficiência econômica.
Não bastará perguntar se determinado modelo produz boas respostas. Será necessário perguntar se o ganho obtido justifica o custo do processamento consumido.
Da mesma forma que empresas aprenderam a otimizar infraestrutura de nuvem para reduzir despesas, precisarão aprender a utilizar inteligência artificial de forma inteligente.
Isso significa escolher o modelo adequado para cada tarefa, evitar desperdícios, medir consumo e entender que nem toda atividade exige o modelo mais sofisticado e mais caro disponível.
A maturidade na adoção da IA deixará de ser medida apenas pelo número de iniciativas implementadas.
Será medida também pela capacidade de equilibrar desempenho e custo. Esse movimento tende a transformar a própria forma como investimentos em tecnologia são avaliados.
Durante anos, indicadores como custo por usuário, custo por licença e custo por servidor ajudaram a medir eficiência operacional. A inteligência artificial introduz uma nova lógica, na qual o consumo passa a ser tão importante quanto a aquisição.
Talvez, em breve, executivos passem a acompanhar indicadores como custo por automação, custo por agente inteligente ou até custo por decisão assistida por IA.
Não porque a tecnologia ficou mais cara, mas porque ela deixou de ser apenas um ativo e passou a funcionar como um serviço consumido continuamente. E isso muda a forma de planejar orçamentos, calcular retorno e definir prioridades de investimento.
O futuro da eficiência com inteligência artificial
Empresas que compreenderem essa transformação mais cedo terão uma vantagem importante. Não necessariamente porque utilizarão mais inteligência artificial, mas porque saberão utilizá-la de maneira economicamente sustentável.
No fim, a próxima vantagem competitiva talvez não esteja em quem possui os modelos mais avançados, mas em quem consegue extrair mais valor de cada interação com eles.
A inteligência artificial inaugurou uma nova economia dentro das empresas.
E, como toda mudança econômica, ela não será definida apenas pela tecnologia disponível, mas pela capacidade de utilizá-la com eficiência, critério e visão de longo prazo.
Notícias Técnicas
O Comitê Gestor na Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (CGNFS-e) divulga aos municípios, contribuintes emissores e desenvolvedores de sistemas orientações sobre o leiaute em vigor no ambiente oficial, as regras de validação para os novos tributos
O Confaz publicou três novos convênios ICMS, aprovados durante a 433ª Reunião Extraordinária, realizada em 27 de outubro de 2026
A Receita Federal prorrogou para 30 de dezembro de 2026 o prazo de adesão às modalidades de transação tributária previstas nos Editais RFB nº 9 e nº 10, ambos de 13 de julho de 2026
A Solução de Consulta COSIT nº 208/2026 reconheceu a possibilidade de dedução, no lucro real, de despesas com royalties pelo uso de marcas pagos a empresas que possuem sócios pessoas físicas em comum, desde que não integrem o quadro societário da pagadora
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS aprovaram novas especificações técnicas para documentos fiscais eletrônicos, incluindo NF-e, NFC-e, CT-e e outros modelos. As atualizações adequam leiautes e regras de emissão à implementação do IBS e da CBS
A IN RFB nº 2.346/2026 regulamenta a autorregularização de débitos tributários para empresas com Selos Confia e Sintonia, permitindo quitar valores sem multa de mora, à vista, em até 60 parcelas ou por compensação
A Resolução Gecex nº 976/2026 atualiza as alíquotas do Imposto de Importação para produtos classificados nas NCMs 7005.29.00, 7610.90.00 e 7615.10.00, com percentuais de até 35%
Programa está disponível no site da Receita Federal; comunicado foi atualizado em 28 de outubro, mas mantém data original de publicação em julho
Normas alteram regras que definem o valor do imposto cobrado por unidade de combustível e estabelecem novos parâmetros para 2027
Notícias Empresariais
A contabilidade gerencial transforma dados financeiros e operacionais em informações estratégicas para a tomada de decisões. O desafio está em garantir que os indicadores de desempenho reflitam as reais necessidades e prioridades do negócio
Tecnologia e inteligência artificial dependem de fluxos claros, dados confiáveis e responsabilidades bem definidas para gerar resultados
Entenda as diferenças entre reembolso e cartão corporativo, os impactos para funcionários e gestores e o que avaliar antes de escolher
Mais de 90% da capitalização global está representada por empresas que divulgam dados de sustentabilidade, segundo a OCDE
Recurso de até R$ 5 mil busca alavancar os negócios dos microempreendedores individuais
Página de perguntas e respostas da PGFN, atualizada em 28 de outubro, informa que regulamentação será editada pelos dois órgãos; benefício está previsto para janeiro de 2027
Recursos equivalem a 1% dos valores garantidos pelo Fundo de Garantia de Operações; cerca de R$ 5 milhões devem financiar iniciativa para apoiar organizações do setor
O crescimento das plataformas digitais modificou a maneira como as pessoas descobrem, avaliam e escolhem empresas
Black Friday, feriados nacionais e datas de conscientização estão entre os eventos que podem orientar as estratégias comerciais e o planejamento dos pequenos negócios no mês
Para ministro, medida pode elevar arrecadação em até R$ 4 bilhões
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade