Regras de validação que exigem informações da CBS e do IBS serão alteradas para evitar rejeição de documentos fiscais
Área do Cliente
Notícia
Todo mundo quer ser chefe, exceto… todo mundo
As empresas precisam de líderes, mas os profissionais não têm tanta certeza disso
O título pode soar exagerado, mas carrega — no mínimo — um pingo de verdade.
Durante décadas, a ascensão na hierarquia corporativa foi tratada como o destino natural de uma carreira bem-sucedida.
A lógica parecia simples: trabalhar mais, assumir maiores responsabilidades, conquistar promoções e, eventualmente, chegar a uma posição de liderança.
Mas uma combinação de pesquisas recentes sugere que essa equação está mudando.
De um lado, os jovens continuam dizendo que gostariam de liderar algum dia — quem sabe… De outro, muitos profissionais que já chegaram ao topo demonstram sinais de desgaste e questionam se o cargo realmente vale o preço cobrado.
O resultado é um paradoxo curioso: nunca se falou tanto sobre a importância da liderança, mas os sinais de desinteresse pela função começam a aparecer em diferentes gerações.
Topo da carreira perdeu parte do encanto
O dado mais surpreendente vem do recém-lançado Índice de Competitividade de Talentos (ICT) 2026, desenvolvido pela LHH.
O estudo ouviu mais de 4.600 líderes e revelou que 60% dos executivos brasileiros afirmam desejar mudar de carreira, mesmo ocupando posições estratégicas e de alta responsabilidade.
Para Gustavo Coimbra, diretor da Divisão de Recrutamento Executivo da LHH, o fenômeno revela uma transformação mais profunda do que uma simples insatisfação profissional.
“Estamos diante de uma crise silenciosa de sentido na liderança”, sentencia Coimbra. “Crescer na carreira não blindou esses profissionais contra o desalinhamento, o esgotamento e a perda de propósito.”
Durante muito tempo, alcançar cargos executivos foi visto como sinônimo de realização. Salário elevado, influência nas decisões e reconhecimento de mercado eram considerados a recompensa máxima da trajetória profissional.
Agora, esses benefícios parecem dividir espaço com preocupações relacionadas a bem-estar, propósito e qualidade de vida.
Jovens ainda querem liderar — mas não agora
O desejo de ocupar cargos de liderança permanece elevado. O que mudou foi o momento em que as novas gerações pretendem buscar essa posição.
O estudo Global Gen Z and Millennial Survey, da Deloitte, mostra que 69% dos profissionais da Geração Z e 74% dos millennials afirmam que gostariam de ocupar cargos de liderança em algum momento da carreira.
Mas apenas 6% dos jovens da Geração Z e 8% dos millennials apontam a liderança como prioridade neste momento.
A diferença entre desejo e prioridade ajuda a explicar uma mudança silenciosa que vem ocorrendo no mercado de trabalho.
As novas gerações continuam interessadas em crescer. O que mudou foi a urgência.
Ao contrário das gerações anteriores, que frequentemente associavam sucesso profissional à ascensão hierárquica, muitos jovens parecem mais preocupados em construir uma trajetória sustentável do que em acelerar a chegada ao topo.
O custo da liderança ficou mais alto
Dados de pesquisas recentes ajudam a entender as razões do fenômeno.
Nos últimos anos, a função de liderança acumulou responsabilidades.
Além das metas de desempenho, gestores passaram a lidar com demandas relacionadas a engajamento, saúde mental das equipes, retenção de talentos, transformação digital, trabalho híbrido e, mais recentemente, inteligência artificial.
Ao mesmo tempo, os indicadores de bem-estar seguem preocupando as empresas.
Dados da Previdência Social mostram que o Brasil registrou cerca de 546 mil benefícios concedidos por transtornos mentais em 2025.
Levantamentos analisados pela Gupy também indicam que cerca de quatro em cada 10 trabalhadores apresentam algum nível de risco psicossocial.
Nesse contexto, ocupar uma posição de liderança deixou de significar apenas mais autonomia e remuneração. Significa também assumir uma parcela maior da pressão organizacional.
Inteligência artificial chegou à diretoria
Durante décadas, a automação foi tratada como uma preocupação principalmente para funções operacionais.
Mas estudos recentes indicam que a inteligência artificial passou a apoiar atividades associadas à gestão, à análise de informações e à tomada de decisão, funções tradicionalmente concentradas nos níveis mais altos das organizações.
Na pesquisa Diretrizes para Adoção Ética e Estratégica de IA no Trabalho Corporativo, da Inesplorato, especialistas apontam que a tecnologia está levando executivos a reavaliar o próprio papel dentro das organizações.
Atividades que antes dependiam exclusivamente da experiência acumulada dos gestores passaram a ser parcialmente apoiadas por sistemas inteligentes.
A consequência é uma mudança simbólica importante: a transformação tecnológica deixou de ser um desafio apenas para as equipes operacionais e passou a alcançar também os cargos de liderança.
Em outras palavras, a inteligência artificial chegou ao andar da diretoria, impondo uma rápida adaptação ou, para aqueles que não conseguirem se adaptar rapidamente, uma possível ameaça.
O problema não é falta de líderes
A conclusão dos estudos não sugere uma geração menos ambiciosa nem uma crise generalizada da liderança. O que emerge é algo mais complexo.
O próprio levantamento da LHH mostra que fatores como propósito, flexibilidade, qualidade da liderança e experiência de trabalho ganharam peso semelhante — ou até superior — à remuneração na hora de avaliar uma oportunidade profissional.
Segundo Gustavo Coimbra, as empresas já começam a perceber essa mudança.
“O desafio atual não é apenas encontrar profissionais disponíveis”, afirma o diretor da Divisão de Recrutamento Executivo da LHH. “É competir por competências escassas em um mercado onde as expectativas sobre trabalho mudaram profundamente.”
Durante décadas, o sucesso profissional foi definido pela velocidade com que alguém conseguia subir na hierarquia.
Agora, os dados sugerem uma transformação mais profunda.
As pessoas continuam querendo crescer. Mas, cada vez mais, querem fazer isso sem abrir mão da própria vida no caminho.
Notícias Técnicas
Novo padrão amplia as possibilidades de registro de empresas sem impactar os CNPJs já existentes, que permanecem válidos
Nota Técnica nº 2026.001 – Versão 1.02b adia para outubro de 2026 a implantação do PAA, que permitirá assinatura digital e transmissão de NF-e por empresas homologadas
Empresas do Lucro Real e Lucro Presumido precisam preencher novos campos da nota fiscal para garantir a autorização dos documentos
Profissional responde pelo registro das receitas e despesas no sistema da Justiça Eleitoral, acompanha os limites legais de gastos e auxilia candidatos e partidos no cumprimento das regras do TSE
Modelo com contribuições flexíveis busca atender profissionais com renda variável e ampliar a formalização previdenciária no Brasil
Tribunal entendeu que o tempo excedente ocorreu durante o deslocamento até o relógio de ponto e reforçou que a aplicação da justa causa depende da gravidade da conduta e da proporcionalidade da punição
Entenda a divisão por atividades e saiba como a escolha correta dos códigos determina a alíquota de impostos do seu negócio
O STJ manteve entendimento de que benefícios fiscais de ICMS só podem ser excluídos do IRPJ e da CSLL com comprovação imediata dos requisitos legais, conforme Tema Repetitivo 1.182
O CARF afastou a cobrança de tributos e multas de transportadora aérea ao concluir que mercadorias não desembarcadas no país não geram incidência de II, IPI, PIS e Cofins na importação
Notícias Empresariais
Reconhecer um bom trabalho é essencial para qualquer líder. Mas a forma como esse reconhecimento acontece pode incentivar o crescimento da equipe ou produzir exatamente o efeito contrário
Inteligência artificial, mudanças nas profissões e novas expectativas sobre carreira ampliam a demanda por habilidades humanas, equilíbrio emocional, fluência tecnológica e aprendizado permanente
O desaprendizado executivo é o maior desafio para líderes sêniores no mercado atual. À medida que acumulam experiência, executivos enfrentam a armadilha da competência e rotinas defensivas
Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) afirma que relatos de dívidas de milhares de reais e crises familiares ligadas a perdas nas apostas chegam aos departamentos de recursos humanos pelo País
Levantamento aponta avanço do uso de inteligência artificial no Brasil, mas especialistas alertam que resultados dependem de informações estruturadas
Especialistas alertam que separar as finanças da família e da empresa, profissionalizar a gestão e definir regras claras são medidas essenciais para garantir a longevidade do negócio
A inteligência artificial não diminuirá a vocação empreendedora brasileira. Mas a falta de preparo pode limitar sua trajetória. O futuro pertencerá a quem souber transformar tecnologia em produtividade
Levantamento encontrou mais de 500 anúncios em dois meses e meio
Conhecimento técnico abre portas, mas existe uma atitude que faz determinados profissionais continuarem sendo lembrados muito depois de uma reunião, um projeto ou até mesmo da troca de emprego
Mais do que discursos e compromissos institucionais, empresas são desafiadas a transformar decisões da alta gestão em mudanças concretas para colaboradores e comunidades
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade