Estão disponíveis a partir de 1º de novembro de 2026 evoluções nos emissores nacionais que permitem a alternância de perfis e o acesso por representação
Área do Cliente
Notícia
IA sem governança pode transformar produtividade em risco para o RH
Empresas precisam criar regras claras para evitar vazamento de dados, decisões sem controle e uso inseguro da inteligência artificial
A inteligência artificial deixou de ser uma ferramenta restrita às áreas de tecnologia. Hoje, profissionais de marketing, finanças, jurídico, atendimento, operações e recursos humanos já conseguem criar textos, automatizar tarefas, gerar relatórios, estruturar fluxos e até desenvolver protótipos de sistemas utilizando comandos simples em linguagem natural.
Esse movimento acelera a produtividade, amplia a criatividade e reduz barreiras técnicas. Ao mesmo tempo, cria uma nova preocupação para as empresas: o uso descontrolado da IA pelos colaboradores, sem regras claras, validação técnica ou proteção adequada dos dados.
Para Mateus Magno, CEO da Magnotech e especialista em inteligência artificial aplicada aos negócios, esse cenário exige uma mudança de postura das organizações e coloca o RH em uma posição estratégica. Segundo ele, a governança da inteligência artificial não pode ser vista apenas como responsabilidade da tecnologia. O tema também envolve cultura organizacional, comportamento, gestão de pessoas, segurança e produtividade.
Um dos fenômenos que mais simbolizam essa nova fase é o chamado “vibe coding”. O conceito descreve uma forma de programar em que a pessoa explica, em linguagem natural, aquilo que deseja criar e deixa a inteligência artificial gerar o código. O resultado é aceito muitas vezes pela percepção de que parece funcionar, sem que exista compreensão completa sobre o que foi produzido.
Na prática, esse modelo abre portas para que profissionais de diversas áreas criem soluções rapidamente. Um analista pode montar uma automação, um gestor pode testar um fluxo de atendimento e uma equipe pode validar uma ideia em poucos minutos. A velocidade chama a atenção. De acordo com Mateus Magno, a IA assistida pode reduzir o tempo de desenvolvimento de automações entre 60% e 70%.
O problema surge quando a velocidade passa a substituir o critério. A mesma ferramenta capaz de criar uma solução rapidamente também pode colocar sistemas em funcionamento com falhas de segurança, acesso inadequado a informações ou exposição de dados sensíveis.
Para o RH, o alerta ganha proporções ainda maiores. O uso da inteligência artificial não está restrito a tarefas operacionais. Ele já alcança processos seletivos, avaliações de desempenho, comunicação interna, gestão de carreira, folha de pagamento e decisões relacionadas aos colaboradores.
Sem governança, organizações podem acabar compartilhando informações sensíveis sem perceber. Dados pessoais, avaliações internas, históricos profissionais e até informações de saúde podem ser inseridos em ferramentas externas sem qualquer controle.
É nesse contexto que cresce o chamado “shadow AI”, uma evolução do conhecido “shadow IT”. Antes, o risco estava em softwares instalados sem autorização. Agora, o problema pode surgir quando um colaborador utiliza ferramentas de inteligência artificial não aprovadas pela empresa para acelerar entregas e resolver problemas do dia a dia.
Segundo Mateus Magno, o ponto mais delicado é que, na maioria dos casos, não existe má-fé. Normalmente trata-se de profissionais tentando ganhar agilidade e melhorar resultados. Por isso, proibir simplesmente não resolve o problema. O caminho mais eficiente é oferecer alternativas seguras, homologadas e acompanhadas pela empresa.
Entre os dados mais vulneráveis estão informações protegidas pela LGPD, como CPF, dados de saúde, folha salarial, avaliações de desempenho, processos disciplinares, contratos, informações estratégicas e propriedade intelectual.
No caso do RH, o cuidado precisa ser ainda maior porque a área trabalha diariamente com dados que impactam diretamente a vida das pessoas e decisões que exigem critérios claros e responsabilidade.
Para minimizar riscos, especialistas defendem a criação de políticas formais de uso da inteligência artificial. Não basta enviar um comunicado interno. É necessário estabelecer regras oficiais que classifiquem informações, definam quais ferramentas podem ser utilizadas e indiquem limites claros para cada área.
Mateus Magno também destaca que o RH terá papel decisivo na preparação das equipes. O objetivo não é transformar todos os profissionais em especialistas técnicos, mas garantir que cada colaborador saiba o que pode fazer, o que não pode fazer e quais riscos estão envolvidos.
Outro desafio importante será o redesenho de cargos e trilhas de desenvolvimento. Com a inteligência artificial assumindo tarefas repetitivas, habilidades como pensamento crítico, análise, julgamento e tomada de decisão ganham ainda mais valor.
Para decisões que afetam pessoas, a recomendação é manter a presença humana obrigatória. Contratações, desligamentos, promoções, avaliações de desempenho e outras decisões sensíveis não devem depender exclusivamente de sistemas automatizados.
A inteligência artificial pode acelerar processos e abrir novas possibilidades de crescimento. Mas, para o RH, o desafio será garantir que a tecnologia não avance mais rápido do que a capacidade das empresas de orientar pessoas, proteger dados e construir uma cultura responsável. O futuro da IA não será definido apenas pela tecnologia disponível, mas pela forma como as organizações escolherão utilizá-la.
Notícias Técnicas
Valores vencidos devem ser acompanhados nas contas a receber, com avaliação do risco de recuperação e documentação das tentativas de cobrança
Escrituração segregada, movimentação financeira e apuração tributária precisam permitir a identificação das operações de cada incorporação
Depois do prazo de entrega, contribuinte pode corrigir informações, mas deve manter a opção entre desconto simplificado e deduções legais
Procedimentos incluem verificar declarações pendentes, organizar o patrimônio e cumprir exigências durante o inventário e a transferência dos bens aos herdeiros
Cálculo deve considerar parcelas salariais além do valor fixo; primeira parcela precisa ser paga até 30 de novembro
Saldos credores poderão ser utilizados após a extinção das contribuições, mas dependem de registro na escrituração fiscal e do cumprimento das regras legais
Transição prevê dois dias de descanso remunerado e redução gradual da carga horária, sem corte salarial; sindicatos e empregadores também devem revisar acordos coletivos
A Nota Técnica 2026.008 cria novos campos na NF-e para identificar o valor líquido dos produtos, sem a inclusão dos tributos
A proposta de alíquota de referência de 11,3% para a CBS, calculada pelo TCU, surpreendeu empresas e especialistas, que trabalhavam com estimativas próximas de 9%
Notícias Empresariais
A pressa para abrir um negócio pode levar a decisões precipitadas. Sem planejamento, escolhas sobre localização, fornecedores e custos podem gerar prejuízos e comprometer o início da operação
A regra 70/20/10 coloca ousadia no orçamento sem perder o controle. Desde que o 10% não seja o primeiro a passar por corte
Vender bem não garante dinheiro disponível para pagar as contas. Para evitar esse problema, o pequeno empreendedor precisa acompanhar as entradas e saídas de recursos
Apoio financeiro está em estruturação; critérios definitivos, documentos e calendário de acesso ainda serão divulgados
Definir o escopo do trabalho, as condições de pagamento e as regras para alterações e cancelamentos ajuda a reduzir dúvidas e disputas entre contratantes e prestadores
Mensalidade mais barata nem sempre representa economia. Empresários precisam antes conferir taxas de transferência, serviços incluídos, pendências fiscais e condições contratuais
Débitos ainda estão visíveis e só serão oficialmente extintos em 1º de janeiro de 2027; entenda
Com a abertura de novos mercados, pequenas empresas precisam considerar variação cambial, custos de operação e prazos de pagamento para aproveitar oportunidades sem comprometer a rentabilidade
Com dívida pública perto de 83% do PIB, juros ainda em dois dígitos e incertezas sobre tributação e mercado de trabalho, empresas entram em 2027 sem clareza sobre alguns dos fatores que mais influenciam investimento, contratações e expansão
Decreto limita a espera ao telefone a 20 segundos na maioria das ligações, proíbe menus com mais de cinco etapas e passa a valer para fintechs
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade