Regras de validação que exigem informações da CBS e do IBS serão alteradas para evitar rejeição de documentos fiscais
Área do Cliente
Notícia
Franquias: caminho para fidelizar geração Z é manter identidade do negócio sem 'forçar'
Redes de serviços e alimentação apostam em conveniência, autenticidade e experiências híbridas para atrair esses consumidores. Desafio das marcas inclui seguir com propósito firme para não afugentar demais faixas etárias.
Algumas redes de franquias têm procurado se reinventar diante das novas demandas de consumo e comportamento da Geração Z - pessoas nascidas entre 1997 e 2012 em um ambiente 100% digital. Segundo levantamento do Sebrae com base em dados do IBGE, aqui no Brasil há 47 milhões de pessoas nessa faixa etária. Desse total, 48% são economicamente ativos e fazem parte do mercado de trabalho.
Para eles, as experiências são mais importantes do que os produtos ou serviços. Por isso, customizar produtos e atendimentos é essencial. Além disso, preferem experiências autênticas que reflitam a realidade local, em vez de ambientes apenas instagramáveis.
Mas como não criar um relacionamento fake - para usar um termo do atual contexto? Cativar a Geração Z exige autenticidade e adaptação, sem perder a essência da marca ou descaracterizar o relacionamento com outros públicos. O maior erro das empresas hoje é tentar parecer jovem de forma forçada: a 'GenZ' percebe rapidamente quando a comunicação não é verdadeira.
"As marcas que conseguem se conectar são justamente as que mantêm um posicionamento forte, propósito claro e linguagem atual, sem abandonar sua identidade", analisa Ycaro Martins, especialista em expansão e negócios de alta performance, CEO e fundador da Maxymus Expand, empresa focada em estruturação estratégica, aceleração e crescimento de operações comerciais em diversos segmentos.
Para Martins, o segredo está em construir experiências mais fluidas, digitais e rápidas, mas que continuem fazendo sentido para todas as faixas etárias. "A Geração Z valoriza velocidade, transparência, posicionamento e pertencimento. Mas isso não significa que as outras gerações não valorizem também", afirma. "O consumidor mudou como um todo. O que muda é a intensidade e a forma de consumo. Empresas inteligentes não criam uma marca para cada geração, elas criam uma cultura forte capaz de conversar com todas."
Sobre o momento certo para investir na construção desse relacionamento, não se trata mais de uma opção futura, mas de uma necessidade estratégica imediata. A GenZ já influencia consumo, tendências e reputação de mercado em tempo real. Quem espera o momento perfeito acaba chegando atrasado: o investimento precisa começar quando a empresa entende que relacionamento não é mais suporte ou marketing, é ativo estratégico de crescimento.
"Vale ressaltar também que a construção desse vínculo não acontece apenas nas redes sociais, mas em toda a jornada do cliente. Não adianta ter um TikTok moderno e uma operação engessada. A experiência precisa ser coerente do digital ao atendimento. A nova geração compra conexão, propósito e agilidade. E as empresas que entenderem isso primeiro vão construir marcas muito mais fortes nos próximos anos", avalia o CEO.
Aposta no híbrido
Diversas redes de franquias têm apostado em modelos híbridos para atender nova lógica de consumo da Geração Z. O Diário do Comércio levantou algumas iniciativas em andamento em segmentos distintos, como serviços, alimentação e saúde e bem estar.
Para otimizar o tempo no dia a dia urbano, a Lavô Street antecipa essa tendência com um formato que conecta serviço essencial a experiência e estilo de vida. O negócio integra lavanderia self-service e cafeteria, permitindo que o cliente aproveite o tempo de espera com café artesanal, wi-fi, socialização e coworking.
"Com a primeira unidade inaugurada no Itaim Bibi (SP) em 2025 e com cinco operações previstas até o fim de 2026, a expectativa é aumentar o faturamento da rede em 10% e fidelizar o público jovem urbano A e B+", aposta Angelo Max Donaton, CEO e fundador da Lavô.
Eduardo Córdova, CEO e cofundador da rede market4u, afirma que a Geração Z tem impulsionado formatos de consumo baseados em conveniência, autonomia e experiência digital, movimento refletido nos minimercados autônomos 24h da rede em condomínios residenciais e comerciais.
Já na Johnny Rockets, rede americana de hamburguerias ambientada na década de 50, são disponibilizados no cardápio hambúrgueres artesanais, batatas, shakes e pratos clássicos com uma experiência imersiva. Ao unir ambientação retrô e garçons dançarinos, a marca vem conquistando a Geração Z ao transformar cada visita em entretenimento e conexão - fatores cada vez mais valorizados pelo público jovem.
A Vassoura Quebrada, rede pioneira em restaurantes temáticos inspirada no universo de Harry Potter, tenta unir experiência imersiva e entretenimento. Com ambientes decorados por varinhas, vestes de bruxos, caldeirões e vassouras, e um cardápio inspirado em feitiços, poções e elixires, a marca pretende transformar a ida ao restaurante em uma vivência interativa em um mundo de fantasia e experiências compartilháveis.
Em busca de produtos mais naturais, experiências premium e consumo com propósito, a GenZ vem impulsionando também mercados como o de gelatos artesanais no Brasil. Fundada em 2012, a Cuor di Crema acompanha esse movimento ao apostar em receitas inspiradas nas tradicionais gelaterias italianas, com ingredientes 100% naturais, frutas in natura e sem adição de gordura, aromatizantes ou conservantes. Já a rede Academia Gaviões 24h aposta em conforto, praticidade e funcionamento 24 horas para acompanhar a rotina dinâmica e flexível do jovem consumidor atual.
Para não forçar
Huberto Damas, diretor de estratégia e transformação do Grupo Bittencourt, explica que as franquias vêm se adaptando às demandas da Geração Z pois estão entendendo que a nova geração não quer apenas consumir um produto ou serviço de forma funcional: ela busca conveniência, experiência, identificação com o espaço e soluções que façam sentido dentro da rotina urbana. "Mais do que vender produtos ou serviços, as marcas precisam criar vínculo e oferecer jornadas mais fluidas, personalizadas e coerentes com o dia a dia desse consumidor", afirma.
O especialista da consultoria especializada em franchising também destaca ainda que a transformação não exige que as empresas “pareçam jovens”, mas que entendam mudanças de comportamento que já impactam diferentes gerações. Para ele, o desafio do franchising é evoluir a experiência sem perder a essência do negócio, criando modelos replicáveis, rentáveis e capazes de gerar identificação real com o público.
E esta mudança geracional não passa apenas por linguagem, estética ou presença digital. Ela exige uma revisão mais profunda sobre a forma como os negócios criam valor para o seu momento. Afinal, a Geração Z cresceu com uma lógica de consumo mais imediata, conectada e seletiva.
"Para o franchising, isso significa repensar o ponto físico não apenas como local de transação, mas como espaço de permanência, relacionamento e construção de vínculo", diz. Essa adaptação também influencia os empreendedores da GenZ, que chegam ao mercado com visão menos engessada sobre formatos de negócio. "É nessa combinação que muitas redes começam a enxergar novas oportunidades de diferenciação e fidelização."
Para não 'forçar a mão, nem afugentar outras faixas etárias, o caminho é não tratar a Geração Z como um público que exige uma ruptura profunda, mas como um sinal de mudança de comportamento que também influencia outras gerações, afirma. Também não significa transformar a marca em algo exclusivamente jovem, nem adotar uma estética artificial para parecer atual.
O ponto central é entender quais comportamentos essa geração está pedindo e que atravessam para outras faixas etárias que não são apenas demandas da Gen Z. "São expectativas cada vez mais presentes no consumo urbano", explica. "A diferença é que essa geração explicita essas demandas com mais intensidade, e tende a rejeitar experiências que pareçam genéricas, performáticas ou desconectadas da realidade local."
Por isso, o cuidado das franquias deve estar em evoluir a experiência sem perder a essência do negócio, diz Damas. "Quando a marca parte de uma necessidade real do consumidor e melhora a jornada de forma natural, criando uma experiência mais útil, fluida e personalizada, sem descaracterizar o serviço principal, ela consegue se aproximar dos mais jovens sem afastar outros públicos."
O investimento em um negócio voltado à GenZ também tende a fazer mais sentido quando a marca já entende que existe uma mudança concreta no comportamento do consumidor, e consegue conectar essa mudança ao seu serviço principal; afinal, não se investe em relacionamento com esse público só porque é tendência; investe-se quando essa relação melhora a jornada, aumenta recorrência e fortalece o modelo de negócio, completa.
E, especificamente no franchising, essa decisão precisa ser mais cuidadosa pois qualquer inovação precisa ser replicável, rentável e coerente com a operação, já que o relacionamento com esse consumidor não pode depender apenas de unidades bem localizadas ou ações pontuais de marketing.
"Quando falamos da Geração Z, o ponto de atenção é que esse público tende a criar vínculo com marcas que fazem sentido na sua rotina, e não apenas com marcas que tentam parecer modernas", finaliza.
Notícias Técnicas
Novo padrão amplia as possibilidades de registro de empresas sem impactar os CNPJs já existentes, que permanecem válidos
Nota Técnica nº 2026.001 – Versão 1.02b adia para outubro de 2026 a implantação do PAA, que permitirá assinatura digital e transmissão de NF-e por empresas homologadas
Empresas do Lucro Real e Lucro Presumido precisam preencher novos campos da nota fiscal para garantir a autorização dos documentos
Profissional responde pelo registro das receitas e despesas no sistema da Justiça Eleitoral, acompanha os limites legais de gastos e auxilia candidatos e partidos no cumprimento das regras do TSE
Modelo com contribuições flexíveis busca atender profissionais com renda variável e ampliar a formalização previdenciária no Brasil
Tribunal entendeu que o tempo excedente ocorreu durante o deslocamento até o relógio de ponto e reforçou que a aplicação da justa causa depende da gravidade da conduta e da proporcionalidade da punição
Entenda a divisão por atividades e saiba como a escolha correta dos códigos determina a alíquota de impostos do seu negócio
O STJ manteve entendimento de que benefícios fiscais de ICMS só podem ser excluídos do IRPJ e da CSLL com comprovação imediata dos requisitos legais, conforme Tema Repetitivo 1.182
O CARF afastou a cobrança de tributos e multas de transportadora aérea ao concluir que mercadorias não desembarcadas no país não geram incidência de II, IPI, PIS e Cofins na importação
Notícias Empresariais
Reconhecer um bom trabalho é essencial para qualquer líder. Mas a forma como esse reconhecimento acontece pode incentivar o crescimento da equipe ou produzir exatamente o efeito contrário
Inteligência artificial, mudanças nas profissões e novas expectativas sobre carreira ampliam a demanda por habilidades humanas, equilíbrio emocional, fluência tecnológica e aprendizado permanente
O desaprendizado executivo é o maior desafio para líderes sêniores no mercado atual. À medida que acumulam experiência, executivos enfrentam a armadilha da competência e rotinas defensivas
Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) afirma que relatos de dívidas de milhares de reais e crises familiares ligadas a perdas nas apostas chegam aos departamentos de recursos humanos pelo País
Levantamento aponta avanço do uso de inteligência artificial no Brasil, mas especialistas alertam que resultados dependem de informações estruturadas
Especialistas alertam que separar as finanças da família e da empresa, profissionalizar a gestão e definir regras claras são medidas essenciais para garantir a longevidade do negócio
A inteligência artificial não diminuirá a vocação empreendedora brasileira. Mas a falta de preparo pode limitar sua trajetória. O futuro pertencerá a quem souber transformar tecnologia em produtividade
Levantamento encontrou mais de 500 anúncios em dois meses e meio
Conhecimento técnico abre portas, mas existe uma atitude que faz determinados profissionais continuarem sendo lembrados muito depois de uma reunião, um projeto ou até mesmo da troca de emprego
Mais do que discursos e compromissos institucionais, empresas são desafiadas a transformar decisões da alta gestão em mudanças concretas para colaboradores e comunidades
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade