Ferramenta disponibiliza lista de devedores contumazes e orientações para acompanhamento e regularização fiscal
Área do Cliente
Notícia
A governança na transformação digital de empresas familiares
Nos últimos anos, poucas expressões ganharam tanta visibilidade no mundo corporativo quanto a transformação digital e seu impacto na produtividade
Nos últimos anos, poucas expressões ganharam tanta visibilidade no mundo corporativo quanto a “transformação digital” e seu impacto na produtividade. O termo está presente em apresentações estratégicas, relatórios institucionais, reuniões de conselho e discursos de executivos. O problema é que, por conta de tanta repetição, o conceito se perdeu em profundidade e passou a ser utilizado de forma mais superficial.
Em diversas organizações — especialmente nas empresas familiares — qualquer melhoria tecnológica que envolva ganho de produtividade passou a receber esse rótulo. Um profissional automatiza uma tarefa com um pequeno robô e a empresa conclui que iniciou sua transformação digital.
Em outro departamento, cria-se uma planilha mais sofisticada e novamente traz a sensação de avanço tecnológico. Em outra frente, um chatbot é apresentado como protagonista para responder perguntas simples, enquanto a companhia volta a anunciar sua transformação digital e supostos ganhos de produtividade.
Essas iniciativas podem trazer benefícios reais. Elas podem simplificar rotinas, reduzir tempo de execução de algumas atividades e gerar ganhos operacionais.
No entanto, é importante reconhecer que melhorias pontuais não representam, por si só, uma transformação digital. A verdadeira transformação digital não se resume a uma adoção de ferramentas e sim pela forma de como empresa e o seu corpo diretivo pensam, decidem e evoluem.
A tecnologia costuma ser tratada de maneira prática e imediata, onde novas ferramentas são adotadas quando, de fato, chegam para agregar na busca da solução de um problema pontual ou tornar um processo mais eficiente.
Entretanto, o ambiente empresarial mudou de maneira profunda nas últimas décadas. A tecnologia deixou de ser apenas um recurso operacional e passou a influenciar diretamente o modelo de negócio, os processos decisórios e a relação das empresas com clientes, fornecedores e colaboradores.
Diante desse cenário, discutir transformação digital exige um nível maior de reflexão. Não se trata simplesmente de instalar novos sistemas, automatizar tarefas ou contratar soluções tecnológicas prontas, onde o ponto central está na mentalidade que orienta a organização.
Empresas que realmente contam com a governança como ferramenta de apoio às decisões e que aportam os recursos necessários para avançar na transformação da visão digital passam a operar de maneira mais eficiente.
As decisões passam a ser apoiadas na construção de dados consistentes e na interpretação desses dados, processos tradicionais são substituídos por novas soluções com maior rapidez. O erro deixa de ser apenas um problema e passa a ser fonte de aprendizado.
Nesse ambiente, a tecnologia deixa de atuar apenas como suporte e passa a integrar o próprio pensamento estratégico da organização.
Tal mudança de mentalidade assume em alguns momentos protagonismo especial para a governança de empresas familiares, já que uma das grandes virtudes desse tipo de organização é a visão de longo prazo.
Diferentemente de empresas pressionadas por resultados imediatos, muitas companhias familiares conseguem planejar suas decisões olhando décadas à frente.
Quando aplicada à inovação, essa característica pode representar uma vantagem competitiva relevante. Em muitos casos, a tecnologia passa a ser incorporada apenas quando a pressão competitiva se torna inevitável e é nesse ponto que a governança assume um papel decisivo.
Em empresas familiares, governança não existe apenas para organizar sucessões ou administrar conflitos entre sócios. Sua função também é garantir que o negócio continue relevante ao longo do tempo. Isso inclui promover discussões estratégicas e questionar práticas que já não respondem as novas realidades do mercado.
Companhias que adotam a tecnologia de forma pontual geralmente continuam operando com a mesma lógica de sempre. Os processos permanecem praticamente inalterados, as decisões seguem altamente centralizadas e os dados disponíveis raramente são utilizados para orientar a estratégia do negócio.
Em contrapartida, empresas que desenvolvem mentalidade digital passam a funcionar de outra maneira, pois a tecnologia deixa de ser apenas um recurso operacional e passa a ser vista como instrumento permanente de evolução. A digitalização, nesse caso, torna-se parte da própria cultura organizacional.
O fato é que a transformação digital não pode ser tradada de maneira isolada apenas como projeto da área de tecnologia, porque dificilmente produzirá impacto estratégico relevante. A responsabilidade sobre o tema deve ser compartilhada por toda a liderança da companhia, a começar pela alta cúpula.
Nesse processo, o conselho de administração pode desempenhar papel importante ao questionar de que forma a tecnologia está contribuindo para melhorar a eficiência, o relacionamento com os clientes e a qualidade das tomadas de decisões, sejam elas de curto, médio ou longo prazo. O conselho de família exerce influência significativa ao estimular a visão mais aberta a inovação entre os membros da família empresária.
Empresas familiares representam uma parcela significativa da atividade econômica no Brasil (superior a 80% das existentes). Nessas organizações, as decisões estratégicas refletem diretamente a visão da família controladora, de modo que, quando essa família compreende que a transformação digital envolve uma mudança de mentalidade, o ambiente corporativo passa a evoluir de forma mais consistente.
O resultado vai além da eficiência operacional: surge um ambiente de trabalho mais inteligente e mais preparado para lidar com desafios complexos. Empresas que compreendem essa dinâmica passam a investir não apenas em tecnologia, mas também no desenvolvimento das pessoas.
Esse tipo de cultura não surge de forma espontânea; por isso, precisa ser incentivada pelas lideranças e sustentada pelas estruturas de governança. Aqui, vale reforçar que a ideia central é a de que a transformação digital não começa com ferramentas, mas com mentalidade.
Uma planilha mais sofisticada pode ajudar a organizar informações. Um chatbot pode facilitar o atendimento ao cliente. Um robô pode automatizar tarefas repetitivas. Tudo isso tem valor, mas nenhuma dessas iniciativas representa, isoladamente, uma transformação estrutural.
A mudança real acontece quando a empresa passa a questionar continuamente como pode trabalhar melhor, tomar decisões mais inteligentes e gerar mais valor para seus clientes.
Esse tipo de reflexão precisa fazer parte da agenda da governança em conselhos de administração e conselhos de família, por exercerem papéis decisivos ao incentivarem esse debate. Em vez de perguntar apenas quais sistemas foram instalados recentemente, não seria mais útil levantar uma outra questão: a empresa está aprendendo a pensar de maneira digital?
A pergunta pode parecer simples, mas ela revela muito sobre o futuro do negócio. Empresas que tratam tecnologia apenas como ferramenta tendem a reagir às mudanças do mercado. Correm atrás das transformações que já ocorreram. Em contraste, organizações que desenvolvem mentalidade digital passam a antecipar tendências e identificar oportunidades antes de muitos concorrentes.
Para empresas familiares, essa diferença pode determinar a própria continuidade do negócio.
Muitas dessas companhias nasceram porque alguém percebeu uma oportunidade antes dos demais. O fundador não dispunha de tecnologia avançada, mas possuía uma mentalidade empreendedora: observava o mercado com atenção, tomava decisões rápidas e ajustava o rumo do negócio sempre que necessário.
De certa forma, a transformação digital resgata esse espírito original. Ela convida a companhia a voltar a pensar como empreendedor, agora de uma maneira diferente, utilizando os recursos tecnológicos disponíveis.
Quando a governança familiar compreende esse princípio, a tecnologia deixa de ser apenas um investimento operacional e passa a integrar a estratégia de longo prazo da organização.
No fim das contas, a questão central não é se a empresa possui sistemas modernos ou ferramentas digitais avançadas. A pergunta realmente decisiva é outra: a organização está disposta a aprender continuamente e adaptar sua forma de gestão às novas realidades do mercado?
Se a resposta for “sim”, a transformação digital já está em curso, e se for “não”, nenhum robô, planilha sofisticada ou chatbot serão suficientes para garantir o futuro da companhia.
Notícias Técnicas
Painel interativo amplia a transparência e apoia o acompanhamento dos benefícios tributários no Brasil
Pagamentos se encerram no dia 7 de julho. Para conferir a data de pagamento, o cidadão deve considerar o número final do cartão de benefício
Solução de consulta esclarece que valores pagos para custear alimentação e hospedagem em viagens a trabalho continuam isentos, desde que preservem sua natureza indenizatória
Versão 1.02a da Nota Técnica 2026.001 detalha regras operacionais do PAA, iniciativa que integra o processo de modernização da emissão da Nota Fiscal Eletrônica
Conheça as leis, tipos e pilares para garantir a segurança jurídica no RH
Falta de adequação aos novos campos de IBS e CBS pode levar à rejeição automática de notas fiscais a partir de agosto e comprometer o faturamento das empresas
PGFN e contribuintes divergem sobre registros contábeis e cumprimento do artigo 30 da Lei 12.973/2014, em casos que podem impactar a base tributável das empresas
Nova plataforma centraliza cadastros e empresas têm até 25 de julho para atualizar dados
Histórico de contribuição em sistemas diferentes abre possibilidade legal para recebimento de dois pagamentos. Entenda
Notícias Empresariais
Riscos financeiros, problemas de compliance e falhas operacionais muitas vezes começam fora da empresa. A diferença está em como as organizações monitoram sua cadeia de fornecimento
Levantamento com mais de 48 mil profissionais sugere que vulnerabilidades corporativas estão mais presentes em situações cotidianas do que em fraudes explícitas
Estudos apontam que ambientes com maior participação dos colaboradores podem contribuir para inovação, produtividade e retenção de talentos
Ato assinado pela presidência do Senado estende o prazo da MP que instituiu o Novo Desenrola Brasil até o início de setembro. Sebrae tem página com orientações aos empreendedores
Por que sair do plano e executar é essencial para seu sucesso empresarial
Falta de estratégia para uso da tecnologia no ambiente jurídico abre brechas para problemas legais devido ao uso informal pelos profissionais, mostra pesquisa
É urgente incluir a longevidade nas agendas do setor corporativo, do poder público e das entidades de classe, diante do crescente desequilíbrio entre a criação e o encerramento de milhares de empresas a cada ano
Nova função do open finance reduz falhas e agiliza compras
Líderes monitoram lucro, produtividade e turnover. Mas existe um indicador que impacta todos eles simultaneamente e ainda não tem linha no dashboard
Falar sobre saúde mental no ambiente corporativo deixou de ser um assunto restrito ao setor de Recursos Humanos
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade