A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, nesta terça-feira (2.jun.2026), a Nota Técnica 2025.002-RTC – Versão 1.50, com atualizações na NFe e na NFCe
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Milhas: o benefício que milhares de pessoas já possuem, mas abrem mão
Enquanto pagam faturas cada vez mais altas no cartão de crédito, muitos consumidores deixam passar a chance de transformar seus gastos do dia a dia em viagens, experiências e economia real
O cartão de crédito virou protagonista da vida financeira do brasileiro. Ele está no mercado, no delivery, na passagem aérea, na assinatura de streaming e até no cafezinho de todo dia.
Só que, enquanto o uso cresce, um paradoxo também aumenta: milhões de pessoas pagam faturas altas todos os meses, mas não acumulam milhas – ou acumulam de forma tão desorganizada que não chegam a aproveitar de verdade.
Na prática, isso significa uma coisa bem simples: muita gente está deixando dinheiro na mesa. E o mais curioso é que, muitas vezes, isso não acontece por falta de oportunidade, e sim por falta de atenção, desconhecimento ou até preconceito com o tema.
Este conteúdo é um convite para olhar para os seus gastos de um jeito diferente: como um ativo que pode gerar retorno em forma de viagens, experiências e vantagens – em vez de ser apenas mais uma despesa no fim do mês.
O Brasil do cartão de crédito: muitos gastos, pouco benefício
Nos últimos anos, o cartão de crédito se consolidou como um dos principais meios de pagamento no país.
Ele é usado para:
- Parcelar compras do dia a dia
- Centralizar gastos e ter mais controle (pelo menos na teoria)
- Acumular benefícios, como cashback e milhas
Só que entre o discurso e a prática existe um abismo. Enquanto uma parte dos consumidores escolhe o cartão já pensando em retorno (cashback, pontos, milhas, benefícios em viagens), outra parcela simplesmente pega o primeiro cartão aprovado pelo banco, usa, paga a fatura e… acaba por aí.
Nesse grupo, está quem:
- Nunca se cadastrou em programa de fidelidade
- Nem sabe se o cartão gera pontos
- Já ouviu falar de milhas, mas acha confuso, “coisa de especialista”
- Acredita que milha “não vale nada” ou “expira rápido demais”
Resultado: o banco, a operadora ou o programa de fidelidade agradecem. Porque você está gerando receita para eles, mas não captura a contrapartida que poderia receber.
Afinal, o que são milhas – sem complicação
Apesar do nome remeter a distância (“milha” de voo), milhas nada mais são do que uma unidade de recompensa.
Funciona assim, de forma bem simples:
- Você usa o cartão de crédito para fazer compras.
- Essas compras geram pontos no programa do cartão (por exemplo, 1 ponto a cada US$ 1 ou a cada R$ X gastos).
- Esses pontos podem ser:
- Mantidos no programa do cartão, ou
- Transferidos para programas de milhagem das companhias aéreas.
- Nos programas de milhagem, esses pontos viram milhas.
- Com milhas, você pode:
- Emitir passagens aéreas
- Fazer upgrade de cabine (econômica para executiva, por exemplo, em alguns programas)
- Trocar por produtos e serviços em lojas parceiras
Em resumo: milhas são uma “moeda de recompensa” criada em cima do que você já gasta.
Você não precisa gastar mais – precisa apenas organizar melhor aquilo que já sai da sua conta todo mês.
Se é tão simples, por que tanta gente ignora as milhas?
Se milhas podem trazer benefícios tão concretos, por que a maioria continua usando o cartão como se fosse só um pedaço de plástico que parcelam compras?
Algumas razões se repetem:
1. Desconhecimento básico
Muitas pessoas sequer sabem que:
- O cartão atual gera pontos
- É possível transferir esses pontos para um programa de milhas
- Existem datas promocionais em que a transferência rende bônus (por exemplo, 80% ou 100% a mais)
Sem essa informação, o comportamento padrão é: “Pago a fatura e pronto”.
Os pontos acumulam, expiram, e a pessoa nunca chega a enxergar valor.
2. Percepção de que é “complicado demais”
Programas de milhagem criaram, ao longo do tempo, uma linguagem própria:
classe tarifária, tabela dinâmica, parceiros aéreos, janela de emissão etc.
Tudo isso pode afastar quem está começando. A sensação é: “não é pra mim”.
Quando um tema parece complexo, o cérebro tende a empurrar para depois – e esse “depois” muitas vezes nunca chega.
3. Foco no curto prazo: “não tenho tempo pra isso”
No dia a dia, quem já está sobrecarregado de trabalho, família e contas pensa:
- “Não vou ficar perdendo tempo com isso.”
- “Deixa pra lá, não tenho cabeça pra isso agora.”
O problema é que esse “tempo” que parece perdido seria investido em algo que pode literalmente virar dinheiro, viagens ou experiências.
4. Falta de clareza sobre o valor real das milhas
Talvez o maior ponto seja este: as pessoas não têm noção de quanto estão deixando de ganhar.
Se você não sabe quanto uma milha vale em reais, ou quanto poderia economizar numa passagem, tudo fica abstrato. E o que é abstrato, na prática, vira descartável.
O custo de oportunidade: quanto você está deixando na mesa?
Vamos a um exemplo simples, apenas para ilustrar o potencial dos seus gastos.
Imagine alguém que:
- Gasta, em média, R$ 5.000 por mês no cartão de crédito
- Ao longo de um ano, isso significa R$ 60.000 de gastos concentrados no cartão
Suponha que:
- O cartão gere aproximadamente o equivalente a 1 ponto por dólar gasto,
- Considerando uma cotação de exemplo apenas para cálculo, isso daria algo em torno de 1000 pontos por mês, dependendo do câmbio e da política do cartão.
- Ao longo do ano, algo na faixa de 12.000 pontos.
Em muitos programas, essa quantidade de pontos/milhas pode ser suficiente para:
- 1 passagem aérea nacional em períodos fora de alta temporada;
- Ou um bom abatimento no valor total de uma viagem;
- Ou ainda produtos e serviços que você compraria de qualquer jeito.
Agora, pense:
Se essa pessoa não acompanha os pontos, não se cadastra em programa e deixa tudo expirar, o que ela está fazendo?
- Continua pagando a fatura todo mês
- Continua gerando receita para o emissor do cartão
- E abre mão, na prática, de uma viagem que poderia ser feita com as mesmas compras
Isso é o custo de oportunidade das milhas: o valor que você deixa de capturar por não usar um benefício já disponível.
“Mas eu pago a fatura inteira, já não está bom?”
Pagar a fatura em dia é o básico para não se enrolar em juros explosivos – isso é saúde financeira.
Quando você usa o cartão de crédito, assume obrigações:
- Paga anuidade (em alguns casos)
- Gera receita para o banco e para a bandeira
- Se expõe ao risco de juros se atrasar
Se tudo isso já faz parte do jogo, faz sentido não pegar de volta uma parte dessa equação na forma de milhas?
Como começar a enxergar o potencial dos seus gastos em milhas
Foi pensando nesse cenário que nasceu o guia completo de milhas. O material mostra, de forma prática, como transformar a fatura do cartão em uma ferramenta de acúmulo inteligente, explicando desde a escolha do cartão ideal até estratégias para potencializar pontos, evitar erros comuns e aproveitar oportunidades que muita gente sequer sabe que existem.
Para quem já usa o cartão com frequência — especialmente em compras de maior valor —, continuar sem acumular milhas é como abrir mão de um benefício que já está ao alcance. No fim das contas, a pergunta que fica é direta: se o gasto já faz parte da sua rotina, por que não fazer ele trabalhar a seu favor?
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