O CCiF publicou nota técnica defendendo que a EC 132/2023 fortalece quatro cláusulas pétreas da Constituição, com mudanças que vão além da substituição dos tributos sobre o consumo
Área do Cliente
Notícia
Bem-estar redefine o sucesso na carreira
Pesquisa da Cia de Talentos mostra que saúde mental, equilíbrio e reconhecimento ganham força e pressionam o RH a rever cultura, gestão e proposta de valor ao colaborador
O conceito de sucesso profissional está mudando no Brasil — e o RH precisa prestar atenção. Em vez de associar carreira apenas a ascensão hierárquica, status e reconhecimento corporativo, os profissionais passaram a incluir bem-estar, saúde mental, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e estabilidade financeira entre os principais critérios para avaliar uma trajetória profissional.
A mudança aparece na 24ª edição da pesquisa Carreira dos Sonhos – perspectivas sobre o futuro do trabalho, conduzida pela Cia de Talentos, com 73.602 respondentes em todo o país, entre jovens, profissionais de média gestão e alta liderança. O levantamento aponta que o trabalho deixou de ocupar sozinho o centro da identidade das pessoas e passou a ser visto de forma mais instrumental: importante, sim, mas como parte de um projeto de vida mais amplo.
Para o RH, o sinal é claro. O que está em curso não é apenas uma mudança de comportamento individual, mas uma transformação estrutural na forma como os profissionais escolhem empregos, avaliam ambientes corporativos e decidem permanecer ou sair de uma organização.
Carreira deixa de ser sinônimo de status e passa a incluir qualidade de vida
Os dados mostram que o antigo modelo de carreira, baseado em dedicação intensa, reconhecimento formal e crescimento contínuo, já não responde sozinho às expectativas da força de trabalho. Entre os jovens, apenas 27% afirmam estar muito ou totalmente felizes com a carreira. O percentual sobe para 44% entre profissionais de média gestão e chega a 55% na alta liderança, o que ainda assim revela um cenário longe de consenso positivo em relação ao trabalho.
A leitura do estudo sugere que essa insatisfação não está restrita a uma geração específica. Há um reposicionamento coletivo em andamento. O sucesso profissional, antes centrado quase exclusivamente em promoção e prestígio, agora incorpora elementos mais humanos e sustentáveis.
Segundo Marisa Bussacos, professora no MBA Gestão de Pessoas da USP/Esalq, a transformação é profunda e atinge a própria lógica de construção das carreiras.
“Estamos assistindo a uma ressignificação profunda da carreira. O trabalho deixa de ser o eixo central da vida e passa a compor, em igual protagonismo, um conjunto mais amplo de dimensões que incluem projetos pessoais e bem-estar”, afirma.
Na prática, isso altera o tipo de pergunta que o profissional faz ao receber uma proposta. Salário e cargo continuam importantes, mas já não bastam. O candidato quer entender que tipo de rotina terá, qual será o impacto daquele trabalho em sua saúde emocional e se a empresa oferece condições reais para uma vida mais equilibrada.
Saúde mental e exaustão moldam a nova percepção sobre trabalho
A redefinição do sucesso também é uma resposta ao custo emocional do trabalho contemporâneo. A pesquisa indica que preocupação, cansaço e ansiedade são sentimentos recorrentes entre profissionais de diferentes faixas etárias e níveis hierárquicos, revelando que a pressão não está concentrada apenas na base das organizações.
Esse cenário reforça uma tendência já percebida por RHs e lideranças: o avanço de uma cultura profissional menos tolerante a ambientes tóxicos, jornadas sem limite e relações de trabalho marcadas por desgaste contínuo. O bem-estar deixou de ser pauta acessória e passou a integrar a tomada de decisão dos profissionais.
Nesse contexto, a busca por equilíbrio entre vida pessoal e trabalho ganha força como critério de permanência e atração de talentos. Em vez de aceitar qualquer custo em nome da progressão profissional, muitos trabalhadores passaram a estabelecer limites mais claros e a valorizar empresas que respeitam tempo, saúde e qualidade de vida.
Para a área de Recursos Humanos, isso significa que políticas de saúde mental, práticas de liderança mais humanizadas e uma cultura corporativa coerente deixaram de ser diferenciais reputacionais e passaram a compor a estratégia de negócio.
Mudança pressiona empresas a rever cultura e proposta de valor ao colaborador
A transformação na relação com o trabalho também pressiona as organizações a rever modelos de gestão. Se antes bastava oferecer remuneração competitiva e oportunidades de crescimento, agora isso precisa vir acompanhado de reconhecimento, clareza, respeito ao indivíduo e coerência entre discurso e prática.
A pesquisa mostra que a falta de reconhecimento segue entre os principais pontos de insatisfação no ambiente corporativo. O problema foi citado por 43% dos jovens, 41% dos profissionais de média gestão e 33% da alta liderança como o maior incômodo no trabalho.
O dado é especialmente relevante para o RH porque indica que o desconforto com o ambiente corporativo não está apenas ligado à carga de trabalho, mas também à experiência subjetiva do colaborador dentro da empresa. Sentir-se visto, valorizado e respeitado passou a ser parte essencial da construção de vínculos mais duradouros.
A tendência, segundo a leitura do estudo, é que o mercado de trabalho entre em uma fase de recalibração. Os profissionais seguem interessados em desenvolvimento, estabilidade e crescimento, mas demonstram menor disposição para sacrificar saúde, família e vida pessoal em nome disso.
O que muda para o RH na prática
Para as áreas de gestão de pessoas, a nova configuração exige revisão de estratégias em diferentes frentes. Employer branding, retenção, liderança, bem-estar e comunicação interna passam a ter peso ainda maior na experiência do colaborador. Mais do que criar ações pontuais, será necessário repensar a jornada de trabalho sob a lógica da sustentabilidade humana.
Isso inclui revisar metas, relações de confiança, estilos de liderança, práticas de reconhecimento e benefícios ligados à saúde física e emocional. Também exige escuta ativa para compreender o que diferentes perfis de profissionais entendem por sucesso, desenvolvimento e qualidade de vida.
A mensagem que emerge da pesquisa é objetiva: profissionais não estão necessariamente buscando trabalhar menos, mas trabalhar melhor. Querem carreiras viáveis, ambientes mais saudáveis e empresas capazes de compreender que desempenho sustentável depende, cada vez mais, de equilíbrio e sentido.
No centro dessa mudança, o RH deixa de ser apenas operador de políticas e assume papel decisivo na mediação entre expectativas humanas e estratégias organizacionais. Em um mercado cada vez mais atento à experiência de trabalho, entender essa transição pode ser determinante para atrair, engajar e reter talentos.
Notícias Técnicas
Prestadores precisam separar despesas que geram créditos dos custos com salários antes de decidir pelo recolhimento dos novos tributos fora do DAS
Cada status representa uma situação diferente no processo de emissão da NF-e e exige procedimentos específicos do contribuinte
Diferenças identificadas em processos podem alterar valores provisionados e reforçam a importância da qualidade das informações para as áreas jurídica, contábil e financeira
Reforma Tributária: Como securitizadoras e factoring aproveitam perdas fiscais
Redução de 50% em IBS e CBS exige análise detalhada para não subestimar a tributação
Registro correto da jornada permite acompanhar créditos, débitos, compensações e prazos do banco de horas
Foi publicada, em 1º de outubro de 2026, a Nota Técnica 2026.010, versão 1.00, que traz adequações no leiaute do DANFE para permitir a apresentação das informações relacionadas aos novos tributos da Reforma Tributária
O IRPFM 2027 já deve entrar no planejamento de empresários e sócios que concentram sua renda em distribuição de lucros, investimentos e outras fontes.
Confira o passo a passo para adequar o sistema da sua empresa sem complicações
Notícias Empresariais
A comunicação ambígua sobre metas e produtividade pode gerar interpretações divergentes, conflitos e riscos trabalhistas
A qualidade do atendimento pode ter mais influência sobre a satisfação do cliente do que estratégias de fidelização
Sentir-se valorizado no trabalho envolve remuneração, mas também a forma como a empresa distribui oportunidades, considera contribuições e respeita limites
O fundador pode se afastar da gestão diária. Mas continua responsável por decidir como a empresa será acompanhada, financiada e preparada para o próximo ciclo
Saiba como empreendedores podem evitar falhas e prosperar
Contadores e consultores: reverter a crise financeira e mental do endividado
Análise da Artificial Analysis mostra diferenças entre os principais modelos de IA em inteligência, velocidade, custo, latência e contexto
Pesquisa do Sebrae mostra avanços no conhecimento dos microempreendedores e reforça a importância de buscar informações em fontes confiáveis
Empresas com limite de crédito aprovado podem contratar capital emergencial pelos aplicativos ou pelo internet banking das instituições financeiras.
Pix, internet banking e caixas eletrônicos estarão disponíveis
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade