Estão disponíveis a partir de 1º de novembro de 2026 evoluções nos emissores nacionais que permitem a alternância de perfis e o acesso por representação
Área do Cliente
Notícia
Os custos de uma cultura desalinhada: você não vê, mas seu balanço sente
DRE mostra o desempenho financeiro e operacional de sua organização, mas não mostra o prejuízo causado pela forma que a liderança conduz pessoas e decide no dia a dia
Acompanhar margens, receita e crescimento com disciplina, revisar contratos, negociar com fornecedores e analisar indicadores semanalmente. Tudo isso é parte da rotina de qualquer empresa e a busca é sempre por rigor quando se trata de custos. Mas isso cobre apenas os gastos visíveis.
Existe uma camada de custos que raramente é considerada nas planilhas. Ela não aparece como uma linha clara no balanço ou é destacada e analisada nos relatórios, mas mesmo assim tem impacto direto – e muitas vezes profundo – sobre o resultado. São os custos invisíveis da gestão de pessoas, que nascem da falta, do desalinho ou da inadequação da cultura da organização.
Eles se manifestam na saída recorrente de talentos, nos conflitos abafados e retrabalho que ninguém contabiliza. Na energia que se esvai em alinhamentos intermináveis e decisões que se arrastam sem fim.
Esses custos não se encaixam numa única do balanço, e ficam difusos em várias delas. Por isso mesmo são praticamente invisíveis. O que não significa que são inevitáveis.
Rotatividade
A verba rescisória é a parte visível do custo da rotatividade. Mas a organização perde muito mais do que o balanço mostra. Ela perde o conhecimento de quem sai e sua produtividade cai. A liderança precisa despender energia para encontrar substituto que, ainda assim, terá que percorrer sua curva de aprendizado. Tempo, energia e produtividade perdidos, mas que não entram no balanço.
A Sociedade para Gestão de Recursos Humanos (SHRM, na sigla em inglês) estima que substituir um profissional pode custar entre 50% e 200% do seu salário anual, dependendo da posição. Em cargos estratégicos, o impacto costuma ser ainda maior.
E o ponto mais relevante nem sempre é o valor, mas a causa.
Levantamento da Gallup mostra que equipes com baixa qualidade de liderança apresentam rotatividade até 18% maior do que equipes bem geridas. Ou seja, parte importante desse custo invisível não é estrutural, e sim consequência direta de gestão. Por isso que, quando há repetidas saídas, o problema raramente é só o mercado e, muitas vezes, é a experiência criada pela liderança.
Decisões adiadas
Outro custo invisível é aquele da decisão que nunca chega. Isso mantém projetos em fase indefinida de discussão, com profissionais com baixo desempenho mantidos por tempo demais porque a conversa é desconfortável – para evitar conflitos.
A McKinsey & Co. aponta que empresas com maior velocidade e clareza decisória têm até 20% mais probabilidade de apresentar performance financeira superior à média do setor. O custo, aqui, se manifesta na baixa competitividade e na perda de oportunidades.
Adiar decisões para evitar conflitos é uma sinalização silenciosa da organização para o time, que aprende que o padrão é esperar e que problemas não precisam ser resolvidos, inclusive os de desempenho.
Ambiguidade
Quando as pessoas não sabem exatamente o que é prioridade, o que é critério de avaliação ou o que define um bom desempenho, elas compensam com esforço. Elas trabalham mais horas, participam de mais reuniões, produzem mais apresentações. Esse comportamento não é sustentável e leva a desmotivação e até a burn-out – com impacto direto sobre a produtividade.
Análise da Gallup indica que colaboradores que sabem claramente o que se espera deles apresentam níveis significativamente maiores de engajamento e performance. Já ambientes onde as expectativas são difusas registram mais estresse e retrabalho.
Por que continuam invisíveis?
Além de não serem uma linha do balanço, a gestão de pessoas ainda é tratada por muitos como tema subjetivo. Algo difícil de medir, difícil de conectar a resultado financeiro.
Na prática, quando analisamos organizações sob a lente de cultura e gestão, fica claro que esses custos não são eventos isolados. Rotatividade, decisões lentas, baixa clareza e conflitos recorrentes normalmente são sintomas de um sistema mal desenhado, desalinhado. Estruturas frágeis, incentivos desalinhados e rituais de gestão pouco consistentes produzem exatamente esse tipo de desperdício.
Empresas que conseguem reduzir esses custos tratam gestão como arquitetura organizacional. Fazem diagnóstico estruturado, definem indicadores claros e tomam decisões intencionais sobre comportamento esperado.
Como lidar com esses custos invisíveis
A questão é decidir superá-los, o que exige diligência, intencionalidade, disciplina e orientação adequada. Especialmente quando se trata de identificá-los, pois envolve repensar a cultura e a gestão de pessoas da organização e quebrar com o ‘somos e sempre fomos assim’.
Quanto mais cedo uma empresa se dedica a encarar esse problema, mais cedo pode corrigir o que hoje é um incômodo, mas pode custar sua viabilidade no longo prazo.
Ignorar esses fatores não os elimina. Apenas os torna mais caros.
Notícias Técnicas
Valores vencidos devem ser acompanhados nas contas a receber, com avaliação do risco de recuperação e documentação das tentativas de cobrança
Escrituração segregada, movimentação financeira e apuração tributária precisam permitir a identificação das operações de cada incorporação
Depois do prazo de entrega, contribuinte pode corrigir informações, mas deve manter a opção entre desconto simplificado e deduções legais
Procedimentos incluem verificar declarações pendentes, organizar o patrimônio e cumprir exigências durante o inventário e a transferência dos bens aos herdeiros
Cálculo deve considerar parcelas salariais além do valor fixo; primeira parcela precisa ser paga até 30 de novembro
Saldos credores poderão ser utilizados após a extinção das contribuições, mas dependem de registro na escrituração fiscal e do cumprimento das regras legais
Transição prevê dois dias de descanso remunerado e redução gradual da carga horária, sem corte salarial; sindicatos e empregadores também devem revisar acordos coletivos
A Nota Técnica 2026.008 cria novos campos na NF-e para identificar o valor líquido dos produtos, sem a inclusão dos tributos
A proposta de alíquota de referência de 11,3% para a CBS, calculada pelo TCU, surpreendeu empresas e especialistas, que trabalhavam com estimativas próximas de 9%
Notícias Empresariais
A pressa para abrir um negócio pode levar a decisões precipitadas. Sem planejamento, escolhas sobre localização, fornecedores e custos podem gerar prejuízos e comprometer o início da operação
A regra 70/20/10 coloca ousadia no orçamento sem perder o controle. Desde que o 10% não seja o primeiro a passar por corte
Vender bem não garante dinheiro disponível para pagar as contas. Para evitar esse problema, o pequeno empreendedor precisa acompanhar as entradas e saídas de recursos
Apoio financeiro está em estruturação; critérios definitivos, documentos e calendário de acesso ainda serão divulgados
Definir o escopo do trabalho, as condições de pagamento e as regras para alterações e cancelamentos ajuda a reduzir dúvidas e disputas entre contratantes e prestadores
Mensalidade mais barata nem sempre representa economia. Empresários precisam antes conferir taxas de transferência, serviços incluídos, pendências fiscais e condições contratuais
Débitos ainda estão visíveis e só serão oficialmente extintos em 1º de janeiro de 2027; entenda
Com a abertura de novos mercados, pequenas empresas precisam considerar variação cambial, custos de operação e prazos de pagamento para aproveitar oportunidades sem comprometer a rentabilidade
Com dívida pública perto de 83% do PIB, juros ainda em dois dígitos e incertezas sobre tributação e mercado de trabalho, empresas entram em 2027 sem clareza sobre alguns dos fatores que mais influenciam investimento, contratações e expansão
Decreto limita a espera ao telefone a 20 segundos na maioria das ligações, proíbe menus com mais de cinco etapas e passa a valer para fintechs
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade