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Pix é o meio de pagamento mais utilizado por 80% dos consumidores
Contas bancárias exclusivamente digitais (23%) superam as exclusivamente físicas (20%)
Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise revela um cenário de transformação acelerada no sistema de pagamento nacional. O estudo, que mapeia o comportamento de internautas nas 27 capitais brasileiras, aponta que o país vive a era da “agilidade com medo”: uma transição digital de alta velocidade impulsionada pelo Pix, mas que ainda mantém um pé no conservadorismo por necessidade de segurança financeira.
O Pix consolidou-se como o protagonista absoluto do mercado, sendo utilizado por 80% dos consumidores como principal meio de pagamento no dia a dia. Sua ascensão é marcada por um crescimento expressivo em todos os canais de consumo.
Quando avaliado os meios de pagamento mais utilizados por canais de compra, nas lojas físicas o Pix é utilizado principalmente por 41% dos consumidores, um aumento de 8 pontos percentuais em relação a 2025. Nas lojas online o uso do Pix é ainda maior, sendo prioridade para 55% dos entrevistados, com um aumento também de 8 pontos percentuais em relação ao ano passado. Nas contas de consumo como água, luz, telefone e internet vemos a maior predominância do Pix, sendo utilizado por 66% dos consumidores, um crescimento de 14% comparado com 2025.
A rapidez e praticidade são os maiores atrativos para o uso (69%), mas o ecossistema já evolui para funções mais complexas, como o Pix Parcelado, já utilizado por 38% dos usuários, e o agendamento de contas (36%), desafiando diretamente o território tradicional do cartão de crédito.
Ainda segundo o estudo, o Brasil apresenta um alto índice de bancarização, com 97% dos entrevistados possuindo conta bancária. O modelo híbrido domina (55%), e as contas exclusivamente digitais (23%) já superam as exclusivamente físicas (20%), com forte adesão do público jovem. Contudo, a digitalização total ainda encontra barreiras práticas e psicológicas. De acordo com os entrevistados, o fator determinante na escolha do pagamento é a segurança e o medo de golpes (43%), superando a busca por velocidade e praticidade (34%).
A pesquisa revela o pragmatismo e a busca por segurança na jornada de pagamento do consumidor: 92% dos consumidores mantêm sua autonomia financeira por meio de recursos de pagamento físicos, estando preparados para efetuar transações com cartão (68%) ou dinheiro (24%) mesmo diante de falhas tecnológicas, como a falta de bateria no celular.
O estudo também identificou um perfil de consumidor com medo no uso de tecnologias como o pagamento por aproximação. De acordo com o levantamento, 68% dos entrevistados temem sofrer golpes, apesar de a incidência real de fraudes ser de apenas 7%.
Para o futuro, os brasileiros apostam na continuidade da dominância do Pix (36%) e na integração de meios digitais como biometria e pagamentos via relógio (26%). Inclusive, 46% dos entrevistados já aceitariam o reconhecimento facial em estabelecimentos comerciais para economizar tempo no checkout.
Outra modalidade de pagamento que cresceu nos últimos anos é o QR Code. Oito em cada 10 consumidores (86%) já utilizaram QR Code na hora de pagar alguma compra ou conta. As principais razões destacadas para utilização são a rapidez (54%) é o fator número um. A eliminação de erros e a agilidade logística também pesam: 44% usam para evitar a digitação manual de chaves e 38% citam a ampla aceitação no comércio.
O crescimento esbarra em questões de confiança: 26% dos usuários têm baixa segurança na ferramenta. Há um empate entre a dificuldade técnica de uso (24%) e o medo de clonagem ou roubo de dados (24%), sugerindo que, para uma parcela da população, a interface ainda não é intuitiva ou segura o suficiente.
Para converter quem ainda não utiliza, o foco deve ser educativo: 47% afirmam que precisariam de mais informações sobre como a modalidade funciona. A segurança (37%) e o aumento da rede de aceitação comercial (26%) são os gatilhos necessários para a adesão desse grupo.
Pagamento por aproximação – Em relação ao pagamento por aproximação do cartão, 81% dos usuários de cartões ou carteiras digitais já utilizam a modalidade. O cartão físico ainda é o protagonista (73%), mas o celular já conquistou quase metade dos entrevistados (48%), consolidando o uso de carteiras digitais. A frequência de uso é variada: 37% utilizam “sempre”, enquanto a maioria (45%) adota o uso “às vezes”.
A rapidez e praticidade (64%) são os grandes motivos de uso, reforçados pelo benefício de não precisar digitar a senha (41%). Curiosamente, a segurança é citada como motivo de escolha por apenas 19%, indicando que o foco é quase exclusivamente a conveniência. Por outro lado, a falta de confiança (47%) e o medo de clonagem (28%) são os principais freios para quem ainda resiste à tecnologia.
A pesquisa mostra que existe um abismo entre o receio e a realidade: 68% têm medo de golpes, embora 89% nunca tenham sofrido qualquer fraude. A incidência real de vítimas é de apenas 7%. O levantamento aponta ainda que questões técnicas também pesam na hora de usar o cartão por aproximação: 27% dos não-usuários afirmam que a função não está habilitada em seus cartões.
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