Ferramenta gratuita do Sebrae registra expressiva busca de pequenos negócios, com destaque para Empresas de Pequeno Porte
Área do Cliente
Notícia
O desligamento que custa caro: por que o RH precisa redesenhar a saída do executivo sênior
Executivos experientes não deveriam sair levando décadas de conhecimento: empresas que mantêm esses talentos orbitando ganham vantagem competitiva
Executivos experientes não deveriam sair levando décadas de conhecimento: empresas que mantêm esses talentos orbitando ganham vantagem competitiva e fortalecem uma cultura verdadeiramente multigeracional.
Em muitas organizações, o desligamento de um executivo sênior ainda é tratado como ponto final: encerra-se o crachá, bloqueiam-se acessos, faz-se um agradecimento formal e segue-se a vida. Só que esse processo traz custos para as empresas: a perda de memória institucional, do repertório de decisões, da rede de relacionamentos, da capacidade de negociação e, talvez o mais crítico, da oportunidade de construir uma cultura multigeracional consistente, sem etarismo disfarçado de “renovação”.
A provocação que trago é inspirada em um episódio do podcast CLT 4.0, em que o Dr. Sólon Cunha, um dos grandes nomes da advocacia no Brasil, entrevista Marcos Ferreira, cofundador da Silver Hub e do movimento Homens de Prata. Naquela conversa, eles criticam a “miopia” de tratar profissionais maduros como descartáveis e defendem que, ao desligar um executivo sênior, a empresa deveria criar meios para ele continuar conectado — “orbitando” em torno da organização — para que seu capital intelectual fique disponível quando necessário. Em vez de “encostar” quem sai, por que não estruturar formas para que esses profissionais continuem ao redor da empresa, orbitando (no sentido figurado, claro)? Não se trata de perpetuar cadeiras, mas de criar conexões inteligentes para que o capital intelectual permaneça acessível, com um novo tipo de vínculo, mais flexível e por projeto.
Quando observamos o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, com uma lista de habilidades cada vez mais híbridas — pensamento analítico, resiliência, liderança e influência social, aprendizagem contínua, letramento tecnológico, uso de dados e IA —, notamos claramente que boa parte dessas competências se fortalece com experiência: não por idade, mas por vivência real de transformação, crise, negociação e tomada de decisão sob pressão. E é por isso que a empresa que trata a senioridade como “prazo de validade” desperdiça vantagem competitiva.
Esse desperdício se agrava quando o desligamento é abrupto e mal desenhado. Há executivos que vivem o que o Dr. Sólon Cunha mencionou como “morte digital”: tudo estava no e-mail corporativo, nos acessos, nos contatos, nas ferramentas. De um dia para o outro, não há transição, nem orientação, nem preservação do que é pessoal — ou do que pode ser reaproveitado com ética. O resultado é ruptura — e ruptura raramente favorece colaboração futura.
É aqui que uma referência internacional ajuda a tirar o tema do campo do “discurso” e levá-lo para o campo do “método”. A certificação Certified Age Friendly Employer (CAFE), do Age-Friendly Institute (EUA) — representado no Brasil pela Maturi — avalia de forma estruturada se a empresa possui práticas consistentes para atrair, reter e desenvolver profissionais 50+. E vale notar: não é um selo sobre “boa intenção”, mas sobre políticas e rotinas verificáveis, com recertificação periódica. Em outras palavras: ser age-friendly é governança.
O modelo de avaliação do CAFE organiza boas práticas em dimensões que são, por si só, um roteiro para o RH: compromisso e políticas de força de trabalho; cultura e relações; planejamento e composição da força; retenção; recrutamento; práticas de gestão; treinamento e desenvolvimento; acomodações no trabalho; arranjos de jornada e flexibilidade; remuneração; saúde e bem-estar; benefícios de poupança e aposentadoria. Mesmo sem entrar em detalhes técnicos, a mensagem é clara: idade não é um “tema de recrutamento”; é um tema de arquitetura de gestão de pessoas.
Como isso conversa com a ideia de manter o executivo sênior orbitando? Conversa diretamente. Porque “órbita” não é improviso. Ela depende de práticas-chave que sustentam o vínculo pós-crachá e tornam a convivência multigeracional produtiva. Eis algumas que RHs podem implementar (começando pela alta liderança):
- Conselhos consultivos e comitês temporários
Nem todo sênior precisa ir para um conselho formal. Mas comitês consultivos por ciclo (ex.: “Comitê de Riscos”, “Comitê de Clientes”, “Comitê de Transformação”) capturam visão sistêmica e aceleram decisões — especialmente em temas que exigem leitura de contexto. - Mentoria intergeracional como política (e de mão dupla)
A convivência multigeracional funciona quando é desenhada. Programas que conectam jovens a executivos experientes — e também o inverso, com mentoria para fluência digital, novas linguagens e tendências — diminuem estereótipos e aumentam a confiança. Além de harmonia, ganha-se mais performance. - Preparação estruturada para longevidade profissional
Aqui está um ponto que muitas empresas ainda negligenciam: não basta “aproveitar depois que sai”. É preciso investir antes, com seriedade, em programas que apoiem a alta liderança a planejar sua longevidade produtiva: atualização contínua, construção de identidade profissional além do cargo, preparo para atuar em conselhos e comitês, fortalecimento de rede, letramento financeiro e tecnológico, desenho de novas formas de contribuição. Quando a organização oferece esse tipo de preparação, ela reduz o trauma na transição, evita rupturas e amplia as chances de colaboração futura — com maturidade e dignidade. A conversa sobre a inevitável transição deixa de ser um tabu e passa a ser estratégica para ambos os lados.
No fundo, a pergunta para o RH é: queremos que nossos executivos saiam levando décadas de experiência — ou queremos que continuem orbitando, conectados e engajados com o ecossistema? Empresas que escolhem a segunda opção não apenas evitam o etarismo: criam uma vantagem competitiva humana, sustentável e multigeracional.
Notícias Técnicas
A LC 236/26 promoveu alteração no CTN ao estabelecer novos parâmetros para a aplicação das penalidades tributárias e trouxe oportunidade
A 2ª edição do EQT do CFC de 2026 começa em 28 de setembro, com provas para qualificação técnica geral, peritos contábeis e atuação em auditoria de instituições reguladas pela CVM
A opção poderá ser formalizada até 31 de outubro de 2026 e valerá para o ano-calendário de 2027 e é uma novidade decorrente da Reforma Tributária sobre o Consumo
A Nota Técnica 2026.009 – Versão 1.00 amplia as situações em que os CFOPs 1.949 e 2.949 podem ser utilizados em notas fiscais de devolução ou retorno de mercadorias
O Confaz publicou o Despacho nº 42/2026, divulgando 13 novos Ajustes Sinief aprovados na 202ª Reunião Ordinária do órgão
Modelo começará gradualmente no segundo semestre de 2027, com operações entre empresas realizadas por transferências, boleto e Pix
Fim da MP do Desenrola 2.0 elevou novamente o limite, mas aposentados ainda não podem usar os 10% destinados aos cartões consignados
Prática comum em muitas famílias empresárias, a cessão de imóvel da holding para uso do sócio sem cobrança de aluguel agora pode gerar IBS e CBS com base no valor de mercado. Entenda o novo risco e como se proteger
Entenda as mudanças e o papel crucial do contador na transição fiscal
Notícias Empresariais
A palavra confiança voltou ao centro das conversas do varejo brasileiro. Juros altos, crédito mais seletivo, consumidor mais criterioso: nesse cenário, quem chega à mesa de negociação
Bom desempenho e aumento de responsabilidades nem sempre resultam em promoção, aumento salarial ou maior poder de decisão
Um profissional que mantém uma rotina ativa e saudável tende a ter melhores condições para desempenhar as suas atividades quando comparado a alguém que não possui os mesmos cuidados com a saúde
A falta de uma conta bancária própria para o CNPJ traz obstáculos de gestão e riscos jurídicos para o patrimônio dos sócios
A praticidade esconde empréstimo com juros; saiba comparar e economizar
O comunicador precisa lidar não apenas com aquilo que pretende transmitir, mas também com a maneira como sua mensagem será percebida
Levantamento do Sebrae revela recuo do nível de pequenos negócios com dívidas em aberto e proporção de empreendedores que obtiveram financiamento bancário é a mais alta da série histórica
Visão integral do negócio aumenta eficiência de todas as áreas e aprimora a experiência do cliente
Persistência costuma ser tratada como virtude no trabalho, mas continuar avançando nem sempre significa continuar na mesma direção
Dificuldades no trabalho não indicam necessariamente uma decisão ruim; também podem fornecer informações para ajustar estratégias e avançar
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade