Estão disponíveis a partir de 1º de novembro de 2026 evoluções nos emissores nacionais que permitem a alternância de perfis e o acesso por representação
Área do Cliente
Notícia
Dois terços das empresas que usam IA não controlam bem todos seus dados, diz pesquisa
Relatório de Ameaças a Dados 2026 mostra que só 34% das organizações sabem onde todos os seus dados estão, o que gera alto risco de segurança
À medida que a inteligência artificial transforma rapidamente os ambientes corporativos, surge uma brecha de segurança profundamente preocupante: as organizações estão acolhendo com entusiasmo sistemas automatizados em suas redes internas sem saber onde suas informações sensíveis estão armazenadas.
De acordo com o recém-divulgado Relatório de Ameaças a Dados 2026 da Thales, apenas 34% das organizações sabem onde todos os seus dados estão, criando o cenário para uma crise de segurança de grandes proporções à medida que a IA recebe carta branca para circular pelos sistemas corporativos.
A pesquisa abrangente, conduzida pela S&P Global 451 Research e encomendada pela Thales — líder global em tecnologia de cibersegurança —, destaca um descompasso preocupante entre a rápida adoção da IA e o controle básico dos dados.
Em mercados essenciais, incluindo os setores automotivo, de energia, financeiro e de varejo, as empresas afirmam que o ritmo acelerado da transformação impulsionada pela IA se tornou seu maior desafio de segurança.
À medida que as companhias incorporam ativamente a IA a seus pipelines de desenvolvimento, análises e fluxos de atendimento ao cliente, esses sistemas automatizados estão recebendo amplo acesso aos dados corporativos, frequentemente com menos controles do que os aplicados a trabalhadores humanos.
Como consequência, 61% das organizações agora citam explicitamente a IA como seu principal risco à segurança de dados.
O relatório surge após uma semana em que um segundo ensaio viral sobre as consequências graves de uma IA excessivamente autônoma abalou os mercados. O ensaio da Citrini Research sobre um cenário infernal em 2028 de “PIB fantasma”, no qual a deflação radical provocada pela IA resultaria em 10% de desemprego e uma correção de mais de 30% nas ações, veio logo depois da previsão do executivo de IA Matt Shumer de que “algo grande” estava acontecendo na IA e a força de trabalho não estava preparada.
Embora economistas e até executivos do setor tenham alertado que isso era exagerado, as ações de software em grande parte continuaram sua trajetória de queda.
O cerne do problema identificado no relatório da Thales se alinha, ao menos em parte, a esses temores. Não se trata necessariamente da ameaça de uma IA descontrolada e maliciosa criada por agentes externos, mas sim do nível sem precedentes de acesso interno concedido a esses sistemas à medida que deixam de ser meras ferramentas externas para se tornarem membros altamente confiáveis dentro das empresas.
As organizações estão incorporando a IA com entusiasmo às rotinas diárias, mas, ao fazê-lo, concedem a esses sistemas automatizados amplo acesso a vastos volumes de dados corporativos, frequentemente operando com menos controles de segurança do que os tradicionalmente aplicados a funcionários humanos em um ambiente corporativo padrão.
Sébastien Cano, vice-presidente sênior de produtos de cibersegurança da Thales, destacou essa mudança alarmante nos ambientes corporativos. “O risco interno já não envolve apenas pessoas. Envolve também sistemas automatizados nos quais se confiou rápido demais”, explicou Cano.
Ele alertou que, quando medidas básicas de segurança como governança de identidade, políticas de acesso ou criptografia são frágeis, “a IA pode ampliar essas fragilidades nos ambientes corporativos muito mais rapidamente do que qualquer ser humano jamais conseguiria”.
A pesquisa foi global e teve 3.120 participantes entre profissionais de segurança e gestão de TI, excluindo empresas com menos de US$ 100 milhões de receita anual.
Eles relataram lacunas crescentes na visibilidade dos dados em infraestruturas de nuvem, com apenas 39% das empresas tendo capacidade de proteger plenamente os dados e quase metade (47%) de todos os dados sensíveis em nuvem permanecendo totalmente sem criptografia.
Como esses sistemas de IA ingerem e processam continuamente informações em amplos ambientes de nuvem e SaaS (Software as a Service), torna-se extremamente difícil aplicar o “acesso de menor privilégio” — a prática de conceder apenas os direitos de acesso estritamente necessários a um sistema.
Se as credenciais de uma máquina forem comprometidas por um agente malicioso, a exposição de dados resultante pode ser devastadora.
Os invasores já estão explorando exatamente essas vulnerabilidades. O roubo de credenciais é agora a principal técnica de ataque contra a infraestrutura de gestão em nuvem, citada por 67% das organizações que sofreram ataques em nuvem.
Ao mesmo tempo, 50% das organizações classificam a gestão de segredos como um dos principais desafios de segurança de aplicações, ilustrando a enorme e crescente dificuldade de governar identidades de máquinas, tokens e chaves de API em larga escala.
Deepfakes, desinformação e erro humano
Enquanto as empresas lutam para controlar seus próprios sistemas internos de IA, agentes mal-intencionados estão usando a mesma tecnologia para lançar ataques externos cada vez mais sofisticados.
Quase 60% das empresas relatam ter enfrentado incidentes impulsionados por deepfakes, e 48% sofreram danos reputacionais ligados a campanhas de desinformação ou de falsificação de identidade geradas por IA.
Além disso, o erro humano continua contribuindo para 28% das violações de dados; ao acrescentar automação rápida à equação, pequenos erros cotidianos podem agora ganhar escala e se espalhar mais do que nunca.
Apesar dessas ameaças automatizadas em escalada, os investimentos em segurança têm dificuldade para acompanhar o ritmo do acesso impulsionado pela IA. Apenas 30% das empresas pesquisadas possuem orçamentos dedicados à segurança de IA.
A maioria das organizações (53%) ainda depende de orçamentos e programas de segurança tradicionais, concebidos principalmente para usuários humanos e defesas baseadas em perímetro.
Especialistas do setor enfatizam que uma mudança fundamental de paradigma é urgentemente necessária.
“À medida que a IA se torna profundamente integrada às operações corporativas, visibilidade e proteção contínuas de dados deixam de ser opcionais”, afirmou Eric Hanselman, analista-chefe da S&P Global 451 Research.
Para que as empresas inovem com segurança e evitem que a IA se torne sua mais nova e perigosa ameaça interna, é preciso repensar de forma estrutural identidade, criptografia e visibilidade de dados como a base central de sua infraestrutura de segurança.
Notícias Técnicas
Valores vencidos devem ser acompanhados nas contas a receber, com avaliação do risco de recuperação e documentação das tentativas de cobrança
Escrituração segregada, movimentação financeira e apuração tributária precisam permitir a identificação das operações de cada incorporação
Depois do prazo de entrega, contribuinte pode corrigir informações, mas deve manter a opção entre desconto simplificado e deduções legais
Procedimentos incluem verificar declarações pendentes, organizar o patrimônio e cumprir exigências durante o inventário e a transferência dos bens aos herdeiros
Cálculo deve considerar parcelas salariais além do valor fixo; primeira parcela precisa ser paga até 30 de novembro
Saldos credores poderão ser utilizados após a extinção das contribuições, mas dependem de registro na escrituração fiscal e do cumprimento das regras legais
Transição prevê dois dias de descanso remunerado e redução gradual da carga horária, sem corte salarial; sindicatos e empregadores também devem revisar acordos coletivos
A Nota Técnica 2026.008 cria novos campos na NF-e para identificar o valor líquido dos produtos, sem a inclusão dos tributos
A proposta de alíquota de referência de 11,3% para a CBS, calculada pelo TCU, surpreendeu empresas e especialistas, que trabalhavam com estimativas próximas de 9%
Notícias Empresariais
A pressa para abrir um negócio pode levar a decisões precipitadas. Sem planejamento, escolhas sobre localização, fornecedores e custos podem gerar prejuízos e comprometer o início da operação
A regra 70/20/10 coloca ousadia no orçamento sem perder o controle. Desde que o 10% não seja o primeiro a passar por corte
Vender bem não garante dinheiro disponível para pagar as contas. Para evitar esse problema, o pequeno empreendedor precisa acompanhar as entradas e saídas de recursos
Apoio financeiro está em estruturação; critérios definitivos, documentos e calendário de acesso ainda serão divulgados
Definir o escopo do trabalho, as condições de pagamento e as regras para alterações e cancelamentos ajuda a reduzir dúvidas e disputas entre contratantes e prestadores
Mensalidade mais barata nem sempre representa economia. Empresários precisam antes conferir taxas de transferência, serviços incluídos, pendências fiscais e condições contratuais
Débitos ainda estão visíveis e só serão oficialmente extintos em 1º de janeiro de 2027; entenda
Com a abertura de novos mercados, pequenas empresas precisam considerar variação cambial, custos de operação e prazos de pagamento para aproveitar oportunidades sem comprometer a rentabilidade
Com dívida pública perto de 83% do PIB, juros ainda em dois dígitos e incertezas sobre tributação e mercado de trabalho, empresas entram em 2027 sem clareza sobre alguns dos fatores que mais influenciam investimento, contratações e expansão
Decreto limita a espera ao telefone a 20 segundos na maioria das ligações, proíbe menus com mais de cinco etapas e passa a valer para fintechs
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade