O CCiF publicou nota técnica defendendo que a EC 132/2023 fortalece quatro cláusulas pétreas da Constituição, com mudanças que vão além da substituição dos tributos sobre o consumo
Área do Cliente
Notícia
Entenda por que grandes empresas estão revisando o modelo ágil para 2026
A busca por resultado real e o avanço da IA estão transformando a forma de operar das empresas
Nos últimos anos, o chamado modelo ágil de trabalho deixou de ser um tema restrito às equipes de tecnologia e passou a ocupar espaço nas decisões estratégicas de empresas de diferentes setores. Em um cenário marcado por instabilidade econômica, aumento da complexidade organizacional e avanço acelerado da tecnologia, especialmente com a expansão da inteligência artificial generativa, muitas organizações perceberam que apenas adotar rituais e metodologias ágeis não garante resultados consistentes.
O debate atual não é mais sobre "usar ou não usar" agilidade, mas sobre como esse modelo sustenta desempenho real, cresce com responsabilidade e convive com a inteligência artificial. Para Alexandre Corsi Abdalla, CEO da PPM Education e especialista em transformação organizacional e governança ágil, o tema atravessa um momento decisivo. "A agilidade está deixando de ser um conjunto de métodos isolados para se tornar um modelo de operação integrado à estratégia, às métricas de valor e à tomada de decisão em ambientes complexos", afirma.
Desafios para escalar a agilidade
Relatórios internacionais reforçam essa mudança de perspectiva. O State of Agile Report aponta que mais de 70% das organizações relatam dificuldade em escalar o ágil além dos times, principalmente por falta de alinhamento com estratégia e governança corporativa.
A McKinsey indica que apenas 30% das transformações ágeis geram impacto financeiro sustentável quando não estão conectadas a objetivos estratégicos claros e métricas de valor. Já o Gartner destaca que, até 2026, mais de 80% das grandes empresas utilizarão IA generativa integrada aos seus fluxos de trabalho, exigindo novos modelos de controle, ética e governança. Esses dados revelam um padrão: iniciativas ágeis isoladas não sustentam transformação contínua.
Consolidação do modelo híbrido
Um dos movimentos mais evidentes é a consolidação da chamada agilidade híbrida. Na prática, isso significa combinar princípios ágeis, como ciclos curtos e feedback contínuo, com práticas mais estruturadas de planejamento, gestão de portfólio e definição de metas.
Muitas empresas passaram a utilizar, por exemplo, OKRs, sigla para Objectives and Key Results, ou Objetivos e Resultados-Chave, um sistema que conecta metas estratégicas a indicadores mensuráveis. Em vez de escolher um único método, as organizações buscam equilíbrio entre autonomia das equipes e previsibilidade de resultados.
"Para o ano de 2026, o modelo híbrido tende a se tornar padrão nas empresas mais maduras. A discussão deixa de ser qual metodologia adotar, mas, sim, como alinhar autonomia, controle e impacto de negócio", observa Alexandre Corsi Abdalla.
Mudança nas métricas de desempenho
Outro ponto de transformação está nas métricas. Durante anos, a velocidade de entrega, o número de ciclos de trabalho e a adesão a determinados métodos foram vistos como sinais de sucesso. Hoje, o foco migra para resultados concretos. Termos como ROI, sigla em inglês para Return on Investment ou Retorno sobre Investimento, e NPS, Net Promoter Score, indicador de satisfação e lealdade do cliente, ganham protagonismo.
De acordo com relatório do Scaled Agile Framework, organizações orientadas a valor têm até 50% mais chance de alcançar desempenho financeiro acima da média do mercado. "Equipes rápidas que não entregam valor estratégico são apenas equipes ocupadas", afirma o executivo.
IA e governança como novo eixo estratégico
A inteligência artificial também deixa de ser um recurso restrito ao desenvolvimento de software e passa a integrar o fluxo de trabalho como um todo. Estudos da consultoria Gartner e da Deloitte apontam que agentes de IA, muitas vezes chamados de "colegas digitais", já apoiam atividades como planejamento de tarefas, análise preditiva de riscos, testes automatizados e processos de auditoria contínua. Essa integração amplia a capacidade de análise, reduz erros operacionais e aumenta a previsibilidade em ambientes complexos.
Por fim, a governança ganha novo significado. Em vez de representar burocracia ou controle excessivo, passa a ser vista como estrutura que garante segurança e confiança. Conceitos como guardrails de IA, que funcionam como limites e diretrizes para o uso responsável da inteligência artificial, e SLAs, sigla para Service Level Agreements ou Acordos de Nível de Serviço, tornam-se elementos essenciais para escalar operações com responsabilidade. Segundo levantamento da Deloitte, empresas que adotam modelos claros de governança para IA registram até 40% menos incidentes operacionais e reputacionais.
O conjunto desses movimentos indica que a agilidade, nos próximos anos, será menos associada a métodos específicos e mais entendida como forma estruturada de gerir estratégia, tecnologia e pessoas. Em um ambiente empresarial cada vez mais complexo, a combinação entre autonomia, métricas de valor, uso responsável de tecnologia e governança consistente tende a definir quais organizações conseguirão crescer com sustentabilidade.
Notícias Técnicas
Prestadores precisam separar despesas que geram créditos dos custos com salários antes de decidir pelo recolhimento dos novos tributos fora do DAS
Cada status representa uma situação diferente no processo de emissão da NF-e e exige procedimentos específicos do contribuinte
Diferenças identificadas em processos podem alterar valores provisionados e reforçam a importância da qualidade das informações para as áreas jurídica, contábil e financeira
Reforma Tributária: Como securitizadoras e factoring aproveitam perdas fiscais
Redução de 50% em IBS e CBS exige análise detalhada para não subestimar a tributação
Registro correto da jornada permite acompanhar créditos, débitos, compensações e prazos do banco de horas
Foi publicada, em 1º de outubro de 2026, a Nota Técnica 2026.010, versão 1.00, que traz adequações no leiaute do DANFE para permitir a apresentação das informações relacionadas aos novos tributos da Reforma Tributária
O IRPFM 2027 já deve entrar no planejamento de empresários e sócios que concentram sua renda em distribuição de lucros, investimentos e outras fontes.
Confira o passo a passo para adequar o sistema da sua empresa sem complicações
Notícias Empresariais
A comunicação ambígua sobre metas e produtividade pode gerar interpretações divergentes, conflitos e riscos trabalhistas
A qualidade do atendimento pode ter mais influência sobre a satisfação do cliente do que estratégias de fidelização
Sentir-se valorizado no trabalho envolve remuneração, mas também a forma como a empresa distribui oportunidades, considera contribuições e respeita limites
O fundador pode se afastar da gestão diária. Mas continua responsável por decidir como a empresa será acompanhada, financiada e preparada para o próximo ciclo
Saiba como empreendedores podem evitar falhas e prosperar
Contadores e consultores: reverter a crise financeira e mental do endividado
Análise da Artificial Analysis mostra diferenças entre os principais modelos de IA em inteligência, velocidade, custo, latência e contexto
Pesquisa do Sebrae mostra avanços no conhecimento dos microempreendedores e reforça a importância de buscar informações em fontes confiáveis
Empresas com limite de crédito aprovado podem contratar capital emergencial pelos aplicativos ou pelo internet banking das instituições financeiras.
Pix, internet banking e caixas eletrônicos estarão disponíveis
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade