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Consórcio ou financiamento: como escolher a melhor opção em 2026?
A principal diferença entre as modalidades é o custo: o consórcio não possui juros, apenas taxa de administração, enquanto o financiamento pode dobrar o valor do bem
Diante de um cenário de juros ainda elevados, muitos brasileiros têm buscado alternativas para viabilizar a compra do carro ou da casa própria. Entre as opções mais procuradas estão o consórcio e o financiamento. Embora ambas permitam a aquisição planejada de bens de alto valor, as modalidades funcionam de formas bem diferentes e a escolha pode impactar diretamente o custo final da compra.
A busca por opções mais flexíveis e com melhor custo-benefício é visto no crescimento do Sistema de Consórcios, que reforça essa tendência. Dados da assessoria econômica da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) mostram que, nos 11 primeiros meses de 2025, foram vendidas 4,78 milhões de cotas, volume 14,6% superior às 4,17 milhões comercializadas no mesmo período de 2024.
O número representa um novo recorde histórico do setor. Já os créditos comercializados somaram R$ 467 bilhões entre janeiro e novembro, alta de 31,9% em relação aos R$ 354,13 bilhões registrados no ano anterior.
Para Cléber Gomes, CEO e sócio-fundador da Maestria, empresa especializada em consórcio e produtos financeiros, o principal ponto de diferenciação entre consórcio e financiamento está no custo total da operação.
“No consórcio, o comprador não paga juros, apenas uma taxa de administração diluída nas parcelas. Já o financiamento envolve juros que, dependendo do prazo e do perfil do cliente, podem dobrar o valor final do bem“, explica.
Nessa modalidade, o participante integra um grupo de pessoas com o mesmo objetivo de compra. Todos contribuem mensalmente e, a cada mês, um ou mais integrantes são contemplados por sorteio ou lance, recebendo uma carta de crédito que possibilita a aquisição do bem.
“É uma forma de planejamento sem o endividamento. O consórcio é ideal para quem pode esperar o momento da contemplação ou para quem tem recursos para ofertar lances de forma estratégica e acelerar esse processo”, afirma Gomes.
Já o financiamento é mais indicado para quem precisa do bem de forma imediata e aceita pagar mais por isso. Nesse modelo, o comprador obtém o crédito junto a uma instituição financeira e inicia o pagamento das parcelas, que incluem juros e outras tarifas.
“O financiamento é uma solução de curto prazo, mas exige atenção ao comprometimento da renda. Um erro comum é analisar apenas o valor da parcela e não considerar o custo efetivo total da operação“, alerta o especialista.
Outro ponto de diferença entre as modalidades é a flexibilidade financeira. No consórcio, o consumidor pode ofertar lances, antecipar parcelas e usar a carta de crédito para negociar o valor do bem à vista, muitas vezes conseguindo descontos. No financiamento, essas possibilidades são mais restritas. “O consórcio oferece poder de compra e mais controle financeiro, especialmente para quem quer negociar com calma e fazer o dinheiro render. É uma forma mais consciente e sustentável de construir patrimônio“, conclui o CEO da Maestria.
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