Estão disponíveis a partir de 1º de novembro de 2026 evoluções nos emissores nacionais que permitem a alternância de perfis e o acesso por representação
Área do Cliente
Notícia
Engajamento não é excesso: é equilíbrio ao longo da vida
Pesquisa internacional mostra que engajamento sustentável passa por equilíbrio entre trabalho, vida pessoal e propósito, e não pela lógica do excesso nas organizações
Durante muito tempo, falar de engajamento no trabalho foi quase sinônimo de entrega total. Longas jornadas, disponibilidade constante e a ideia de que o trabalho deveria ocupar o centro da vida eram vistas como sinais de comprometimento e até de sucesso. Hoje, essa lógica já não se sustenta. Não porque as pessoas deixaram de se importar com o trabalho, mas porque passaram a valorizar a própria vida de forma mais ampla.
Os dados mais recentes da pesquisa Pilares de Engajamento do Trabalhador, realizada pela Pluxee em parceria com o Ipsos, com quase 9 mil profissionais em 10 países, mostram com clareza esse movimento. No Brasil, 57% dos trabalhadores afirmam que a vida pessoal é mais importante do que o trabalho, e apenas 12% consideram o trabalho como o centro de suas vidas. Ainda assim, o engajamento segue alto — o que nos leva a uma constatação importante: o engajamento não desapareceu, ele mudou de forma.
Essa mudança tem menos a ver com desinteresse e mais com maturidade. As pessoas passaram a compreender que trabalham melhor quando conseguem integrar, e não colocar em disputa, as diferentes dimensões da vida. Engajamento, hoje, é sobre sustentabilidade emocional, propósito e autonomia, e não sobre performar no limite o tempo todo.
Quando olhamos para o contexto brasileiro, essa leitura fica ainda mais evidente. A pesquisa revela um país otimista, em que 85% das pessoas confiam no próprio futuro e 77% se dizem positivas, mas também pragmático. Embora 88% gostem de suas empresas, apenas 29% permaneceriam nelas indefinidamente se o interesse deixasse de existir. Não se trata de falta de lealdade, mas de uma relação mais consciente, baseada em troca real.
Esses são insights fundamentais para as lideranças e áreas de Recursos Humanos. O vínculo com a empresa continua forte, mas ele já não define a identidade do indivíduo. Globalmente, 71% afirmam que o trabalho é importante, mas não define quem são. No Brasil, essa percepção vem acompanhada de uma valorização ainda maior das conexões humanas: família, amigos, colegas e comunidade são elementos centrais de qualidade de vida para 62% dos trabalhadores, percentual acima da média de outros países emergentes.
Engajamento não tem uma única forma
Outro ponto que merece atenção é a ideia, ainda muito presente nas organizações, de que existe um único jeito “certo” de se engajar. A realidade mostra o contrário. As pessoas se relacionam com o trabalho de maneiras diferentes, de acordo com seus valores, prioridades e momentos de vida.
Há quem concentre grande parte da energia na carreira, quem busque equilíbrio, quem veja o trabalho sobretudo como meio de sustento e quem procure nele um canal para gerar impacto social. Durante muito tempo, o profissional que colocava o trabalho acima de tudo foi exaltado como modelo. Hoje, com a ampliação das discussões sobre saúde mental, bem-estar e produtividade sustentável, esse ideal começa a ser questionado.
Essa diversidade de perfis não é um problema a ser corrigido, mas um dado da realidade a ser compreendido. Ela reforça que não existe um modelo único de engajamento que funcione para todas as pessoas, em todos os momentos. Ignorar isso é insistir em expectativas padronizadas em um mundo cada vez mais diverso e humano.
O engajamento também muda ao longo da vida
Além disso, o engajamento não é estático. Ele acompanha os ciclos da vida. Em diferentes fases, as prioridades se reorganizam, seja por questões familiares, de saúde, financeiras ou de propósito. Esperar o mesmo nível de entrega, da mesma forma, ao longo de toda a trajetória profissional é desconsiderar a complexidade da experiência humana. Empresas que reconhecem essa dinâmica constroem relações mais sólidas e duradouras — não porque cobram menos, mas porque compreendem melhor.
Isso não significa que o trabalho perdeu relevância ou que o desempenho deixou de importar. Pelo contrário. Quase metade dos profissionais globalmente afirma dar o máximo de si, enquanto outros 34% adotam uma postura equilibrada, cumprindo expectativas e estabelecendo limites. No Brasil, o desengajamento afeta apenas uma minoria. O que mudou foi o entendimento de que engajar não é esgotar.
Antes de avançar em agendas mais amplas, como ESG, os trabalhadores esperam que o básico esteja garantido. Condições de trabalho justas, reconhecimento e cuidado real continuam sendo pilares inegociáveis. O salário segue como prioridade para mais da metade dos profissionais, mas benefícios alinhados às necessidades individuais, autonomia e um ambiente acolhedor fazem toda a diferença para sustentar o engajamento no longo prazo.
Talvez o ponto mais simbólico dessa transformação seja o valor do tempo. Tempo para si, para os outros, para viver. O tempo deixou de ser apenas um recurso produtivo e passou a ser um indicador de bem-estar. Empresas que reconhecem isso e constroem relações baseadas em reciprocidade tendem a ter profissionais mais conectados, mais saudáveis e, consequentemente, mais engajados.
No fim das contas, falar de engajamento hoje é falar de pessoas inteiras, não apenas de profissionais. É aceitar que o trabalho faz parte da vida, mas não precisa ser tudo. E é justamente esse equilíbrio que permite que o engajamento exista de forma mais honesta, humana e sustentável.
Notícias Técnicas
Valores vencidos devem ser acompanhados nas contas a receber, com avaliação do risco de recuperação e documentação das tentativas de cobrança
Escrituração segregada, movimentação financeira e apuração tributária precisam permitir a identificação das operações de cada incorporação
Depois do prazo de entrega, contribuinte pode corrigir informações, mas deve manter a opção entre desconto simplificado e deduções legais
Procedimentos incluem verificar declarações pendentes, organizar o patrimônio e cumprir exigências durante o inventário e a transferência dos bens aos herdeiros
Cálculo deve considerar parcelas salariais além do valor fixo; primeira parcela precisa ser paga até 30 de novembro
Saldos credores poderão ser utilizados após a extinção das contribuições, mas dependem de registro na escrituração fiscal e do cumprimento das regras legais
Transição prevê dois dias de descanso remunerado e redução gradual da carga horária, sem corte salarial; sindicatos e empregadores também devem revisar acordos coletivos
A Nota Técnica 2026.008 cria novos campos na NF-e para identificar o valor líquido dos produtos, sem a inclusão dos tributos
A proposta de alíquota de referência de 11,3% para a CBS, calculada pelo TCU, surpreendeu empresas e especialistas, que trabalhavam com estimativas próximas de 9%
Notícias Empresariais
A pressa para abrir um negócio pode levar a decisões precipitadas. Sem planejamento, escolhas sobre localização, fornecedores e custos podem gerar prejuízos e comprometer o início da operação
A regra 70/20/10 coloca ousadia no orçamento sem perder o controle. Desde que o 10% não seja o primeiro a passar por corte
Vender bem não garante dinheiro disponível para pagar as contas. Para evitar esse problema, o pequeno empreendedor precisa acompanhar as entradas e saídas de recursos
Apoio financeiro está em estruturação; critérios definitivos, documentos e calendário de acesso ainda serão divulgados
Definir o escopo do trabalho, as condições de pagamento e as regras para alterações e cancelamentos ajuda a reduzir dúvidas e disputas entre contratantes e prestadores
Mensalidade mais barata nem sempre representa economia. Empresários precisam antes conferir taxas de transferência, serviços incluídos, pendências fiscais e condições contratuais
Débitos ainda estão visíveis e só serão oficialmente extintos em 1º de janeiro de 2027; entenda
Com a abertura de novos mercados, pequenas empresas precisam considerar variação cambial, custos de operação e prazos de pagamento para aproveitar oportunidades sem comprometer a rentabilidade
Com dívida pública perto de 83% do PIB, juros ainda em dois dígitos e incertezas sobre tributação e mercado de trabalho, empresas entram em 2027 sem clareza sobre alguns dos fatores que mais influenciam investimento, contratações e expansão
Decreto limita a espera ao telefone a 20 segundos na maioria das ligações, proíbe menus com mais de cinco etapas e passa a valer para fintechs
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade