O CCiF publicou nota técnica defendendo que a EC 132/2023 fortalece quatro cláusulas pétreas da Constituição, com mudanças que vão além da substituição dos tributos sobre o consumo
Área do Cliente
Notícia
Selic vai cair em 2026. Como se preparar e onde investir com queda de juro
O mercado projeta uma queda de até 300 pontos-base na Selic até o fim de 2026; saiba como as principais casas de análise estão posicionando suas carteiras em ativos de risco e proteção contra a inflação
Após um período de juros restritivos, o cenário para o investidor brasileiro em 2026 será definido pelo início de um novo ciclo de afrouxamento monetário, prometendo ser um ano “promissor, mas turbulento”. A mediana do mercado é de que a Selic vá a 12,13% até o fim de 2026.
Essa mudança de rota, somada à expectativa de cortes de juros também nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed), cria o que os analistas chamam de uma “combinação poderosa para ativos de risco”, enquanto a renda fixa continua performando bem.
Nas projeções da XP Research e do BTG Pactual, o Banco Central deve iniciar os cortes na taxa Selic no primeiro trimestre de 2026, reduzindo-a dos atuais 15% para 12% até o fim do ano — uma queda total de 300 pontos-base.
Confira, abaixo, algumas estratégias para aproveitar este movimento.
Renda fixa
Apesar do início do ciclo de cortes, a Selic deve encerrar 2026 ainda em patamares restritivos (perto de 12%). Embora a queda da Selic comece a reduzir o retorno absoluto dos títulos pós-fixados, a head de Renda Fixa da XP, Camilla Dolle, ressalta que essa classe de ativos não deve ser abandonada já que os títulos atrelados ao CDI continuam valendo a pena.
Durante o evento Onde Investir 2026, Camilla explicou que o mercado não olha para a Selic de hoje, ele olha para a trajetória futura. “O movimento mais relevante já aconteceu na curva de juros. Quem esperou a Selic cair para se posicionar perdeu a melhor parte do movimento. A curva longa já fechou bastante, e isso favorece ativos prefixados e títulos atrelados à inflação com vencimentos mais longos.”
A XP Research reforça que a seleção de emissores permanece primordial e recomenda cautela com decisões que exponham o portfólio a riscos excessivos.
A dica é olhar para os títulos pós-fixados (CDI+) para manter a rentabilidade elevada com liquidez, e títulos IPCA+ para proteção contra a inflação, que deve girar em torno de 4,2% em 2026, segundo a XP, e 4,1%, segundo o BTG.
Ações: foco em ‘crescimento e previsibilidade’
O BTG Pactual destaca que o mercado de ações brasileiro teve um desempenho surpreendentemente forte em 2025, subindo 32% em reais e superando o S&P 500. Para 2026, o principal impulsionador será a queda das taxas de juros, especialmente nos primeiros meses do ano.
O estrategista-chefe da XP, Fernando Ferreira, mantém uma visão construtiva para a Bolsa brasileira. Ele aponta que “os cortes de juros no Brasil e nos EUA são historicamente positivos” para o mercado de ações.
Mas, quais ações? A recomendação da XP é focar em empresas com balanços sólidos e capacidade de repasse de custos. Segundo ele, os setores em destaque são Energia e Saneamento, recomendados pela previsibilidade de caixa em momentos de volatilidade política.
O BTG aponta o setor de aluguel de veículos leves (Localiza) como um grande beneficiário da queda dos juros, devido à redução dos custos de financiamento e menor taxa de desconto. XP e BTG também citam a Priner como uma escolha sólida devido ao momentum de lucros e novos contratos.
Na avaliação do BTG, o governo deve implementar medidas que vão injetar cerca de R$ 80,3 bilhões na economia em 2026, incluindo a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e subsídios à energia e gás, o que pode sustentar o consumo.
Fundos imobiliários
Com a queda dos juros, os fundos listados ganham fôlego. Marx Gonçalves, head de fundos listados da XP, vê um cenário otimista, especialmente para quem busca ganho de capital com o fechamento da curva de juros.
Para ele, a grande aposta são os Fundos de Fundos (FOFs), apontados como os “principais beneficiários” de um rali no mercado imobiliário, devido à sua maior sensibilidade às variações de mercado.
Para investidores mais conservadores, os fundos de recebíveis imobiliários (CRIs) com risco de crédito baixo a moderado continuam oferecendo rentabilidades atrativas e menor volatilidade.
Gastos do governo no radar
O principal desafio econômico permanece sendo os gastos do governo. O BTG estima que a relação dívida/PIB termine 2025 em 79%, com um déficit nominal de 8,5%. “É improvável que haja uma consolidação mais significativa antes de 2027”, aponta o relatório do BTG.
Se houver sinais de desequilíbrio nas contas públicas, a magnitude dos cortes da Selic pode ser menor do que o esperado.
Volatilidade das eleições
Além disso, a volatilidade deve aumentar a partir de abril de 2026, com as definições das candidaturas presidenciais. A disputa entre o presidente Lula e possíveis nomes da oposição, como o governador Tarcísio de Freitas ou o senador Flávio Bolsonaro, deve tornar os investidores mais cautelosos e as carteiras mais defensivas no segundo semestre.
A estratégia recomendada para navegar nesse período de transição é a manutenção da diversificação, evitando a concentração extrema em ativos de alta volatilidade.
“Os investidores estarão atentos principalmente à perspectiva da rota fiscal que o Brasil adotará após 2027”, alerta Ferreira, da XP.
Notícias Técnicas
Prestadores precisam separar despesas que geram créditos dos custos com salários antes de decidir pelo recolhimento dos novos tributos fora do DAS
Cada status representa uma situação diferente no processo de emissão da NF-e e exige procedimentos específicos do contribuinte
Diferenças identificadas em processos podem alterar valores provisionados e reforçam a importância da qualidade das informações para as áreas jurídica, contábil e financeira
Reforma Tributária: Como securitizadoras e factoring aproveitam perdas fiscais
Redução de 50% em IBS e CBS exige análise detalhada para não subestimar a tributação
Registro correto da jornada permite acompanhar créditos, débitos, compensações e prazos do banco de horas
Foi publicada, em 1º de outubro de 2026, a Nota Técnica 2026.010, versão 1.00, que traz adequações no leiaute do DANFE para permitir a apresentação das informações relacionadas aos novos tributos da Reforma Tributária
O IRPFM 2027 já deve entrar no planejamento de empresários e sócios que concentram sua renda em distribuição de lucros, investimentos e outras fontes.
Confira o passo a passo para adequar o sistema da sua empresa sem complicações
Notícias Empresariais
A comunicação ambígua sobre metas e produtividade pode gerar interpretações divergentes, conflitos e riscos trabalhistas
A qualidade do atendimento pode ter mais influência sobre a satisfação do cliente do que estratégias de fidelização
Sentir-se valorizado no trabalho envolve remuneração, mas também a forma como a empresa distribui oportunidades, considera contribuições e respeita limites
O fundador pode se afastar da gestão diária. Mas continua responsável por decidir como a empresa será acompanhada, financiada e preparada para o próximo ciclo
Saiba como empreendedores podem evitar falhas e prosperar
Contadores e consultores: reverter a crise financeira e mental do endividado
Análise da Artificial Analysis mostra diferenças entre os principais modelos de IA em inteligência, velocidade, custo, latência e contexto
Pesquisa do Sebrae mostra avanços no conhecimento dos microempreendedores e reforça a importância de buscar informações em fontes confiáveis
Empresas com limite de crédito aprovado podem contratar capital emergencial pelos aplicativos ou pelo internet banking das instituições financeiras.
Pix, internet banking e caixas eletrônicos estarão disponíveis
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade