O CCiF publicou nota técnica defendendo que a EC 132/2023 fortalece quatro cláusulas pétreas da Constituição, com mudanças que vão além da substituição dos tributos sobre o consumo
Área do Cliente
Notícia
Como a sucessão em negócios familiares pode virar risco silencioso para empresas
Deixar a sucessão para depois pode ser o fator que decide se a empresa vai durar ou virar apenas uma memória de família
Passar o comando de uma empresa privada para a próxima geração costuma ser o momento em que muitos fundadores imaginam finalmente respirar aliviados. É quando a aposentadoria parece viável e o futuro do negócio, teoricamente, fica garantido. Mas, na prática, esse “dia da transição” está cada vez mais distante. O medo de entregar a companhia a herdeiros despreparados está travando decisões e transformando a sucessão em um dos pontos mais frágeis dos negócios familiares.
Segundo uma pesquisa anual da Brown Brothers Harriman (BBH), feita com quase 500 empresas familiares e privadas, quase metade dos fundadores não confia plenamente na capacidade da próxima geração de assumir o controle. Para 50% dos entrevistados, os sucessores estão apenas “um pouco preparados” para lidar com finanças e operação. E 40% dizem que a nova geração não está pronta de forma alguma. O efeito é direto: menos de um quarto dos donos tem um plano formal de sucessão e 76% admitem não ter nada estruturado ou ainda estar “pensando nisso”.
Medo de conflito adia decisões essenciais
O problema não é só prático, é emocional. A pesquisa mostra que muitos líderes simplesmente evitam falar do tema. Apenas 38% dizem ser totalmente transparentes com a próxima geração sobre o futuro do patrimônio e da empresa. E esse silêncio tem motivos conhecidos de quem vive a rotina de negócios familiares: o receio de bagunçar a dinâmica da família, o medo de revelar intenções cedo demais e a insegurança sobre como cada herdeiro reagirá.
Há ainda um fator que gera desconforto em muitos fundadores: o temor de criar acomodação. Alguns evitam abrir o jogo porque acreditam que, ao saberem que a empresa será deles, os sucessores podem reduzir o esforço, perder fome de crescimento ou até desenvolver um senso de direito automático ao cargo. Outros receiam o efeito psicológico de uma herança grande demais, como se o excesso de conforto enfraquecesse a dedicação ao trabalho. Em resumo, muitos líderes preferem não nomear o futuro para não “estragar” o presente.
Sucessão sem plano é sucessão por acidente
Apesar das hesitações, quase dois terços dos entrevistados dizem que pretendem, sim, passar a empresa para os filhos ou familiares em algum momento. Outros 8% planejam deixar o comando com executivos ou colaboradores. O paradoxo é claro: a intenção existe, mas a formalização não acontece. E isso abre espaço para transições improvisadas, feitas sob pressão, doença, desgaste ou crise, em vez de planejamento.
Os motivos do adiamento se repetem: 46% citam o medo de conflitos familiares, muitos não enxergam um sucessor único e claro, e há também a resistência interna do próprio fundador em sair de cena. Questões tributárias aparecem como mais um freio, reforçando a sensação de que sucessão é um problema grande demais para ser enfrentado “agora”. Só que “agora” raramente melhora com o tempo.
No fim, a pesquisa revela algo incômodo para quem construiu negócios do zero: sucessão não falha por falta de herdeiros, mas por falta de preparo e conversa. Quando a próxima geração não é treinada em responsabilidade, decisão e visão de longo prazo, o fundador se vê preso ao comando por medo do vazio depois dele. A boa notícia é que esse risco é evitável. O aviso é simples: deixar a sucessão para depois pode ser o fator que decide se a empresa vai durar ou virar apenas uma memória de família.
Notícias Técnicas
Prestadores precisam separar despesas que geram créditos dos custos com salários antes de decidir pelo recolhimento dos novos tributos fora do DAS
Cada status representa uma situação diferente no processo de emissão da NF-e e exige procedimentos específicos do contribuinte
Diferenças identificadas em processos podem alterar valores provisionados e reforçam a importância da qualidade das informações para as áreas jurídica, contábil e financeira
Reforma Tributária: Como securitizadoras e factoring aproveitam perdas fiscais
Redução de 50% em IBS e CBS exige análise detalhada para não subestimar a tributação
Registro correto da jornada permite acompanhar créditos, débitos, compensações e prazos do banco de horas
Foi publicada, em 1º de outubro de 2026, a Nota Técnica 2026.010, versão 1.00, que traz adequações no leiaute do DANFE para permitir a apresentação das informações relacionadas aos novos tributos da Reforma Tributária
O IRPFM 2027 já deve entrar no planejamento de empresários e sócios que concentram sua renda em distribuição de lucros, investimentos e outras fontes.
Confira o passo a passo para adequar o sistema da sua empresa sem complicações
Notícias Empresariais
A comunicação ambígua sobre metas e produtividade pode gerar interpretações divergentes, conflitos e riscos trabalhistas
A qualidade do atendimento pode ter mais influência sobre a satisfação do cliente do que estratégias de fidelização
Sentir-se valorizado no trabalho envolve remuneração, mas também a forma como a empresa distribui oportunidades, considera contribuições e respeita limites
O fundador pode se afastar da gestão diária. Mas continua responsável por decidir como a empresa será acompanhada, financiada e preparada para o próximo ciclo
Saiba como empreendedores podem evitar falhas e prosperar
Contadores e consultores: reverter a crise financeira e mental do endividado
Análise da Artificial Analysis mostra diferenças entre os principais modelos de IA em inteligência, velocidade, custo, latência e contexto
Pesquisa do Sebrae mostra avanços no conhecimento dos microempreendedores e reforça a importância de buscar informações em fontes confiáveis
Empresas com limite de crédito aprovado podem contratar capital emergencial pelos aplicativos ou pelo internet banking das instituições financeiras.
Pix, internet banking e caixas eletrônicos estarão disponíveis
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade