A partir de 1º de junho o Ministério do Trabalho e Emprego já receberá as declarações
Área do Cliente
Notícia
Epidemia das holdings cresce e acende alerta entre especialistas
Prometidas como solução para sucessão e economia de impostos, as controladoras familiares podem virar dor de cabeça sem orientação adequada
Em meio a interesse e controvérsias, as holdings familiares, empresas criadas para concentrar o patrimônio de uma família, se multiplicaram nos últimos anos, impulsionadas por profissionais e escritórios que as apresentam como solução para reduzir impostos e facilitar a sucessão. Especialistas, porém, alertam que o entusiasmo em torno do tema tem levado muitas famílias a aderirem ao modelo sem planejamento, o que pode gerar prejuízos.
O advogado Alexandre Junqueira de Castro, especialista em Direito Empresarial do Barbosa Castro & Mendonça Advogados Associados (BCM), explica que o avanço das holdings tem dois lados. “De um lado, há uma conscientização positiva das pessoas sobre a importância de planejar a sucessão e organizar os tributos. De outro lado, há a massiva divulgação de inúmeros advogados em redes sociais, de que a constituição de holding seria solução ‘milagrosa’ para a sucessão e para a questão tributária, o que não é verdade”, comenta.
O termo “epidemia das holdings” tem sido usado por especialistas para descrever o aumento acelerado dessas estruturas jurídicas, muitas vezes criadas sem real necessidade. O advogado destaca que há casos em que o custo da manutenção e da formalização da empresa supera em muito qualquer benefício tributário. “Já vimos holdings constituídas para abrigar apenas um imóvel residencial de valor médio. Em uma situação assim, o proprietário pode acabar perdendo até a proteção legal do bem, prevista na Lei nº 8.009/90, caso possua dívidas”, exemplifica. Ao transferir o imóvel para o capital social da empresa, explica ele, o bem deixa de estar protegido como residência familiar. “As cotas da sociedade podem ser penhoradas, o que pode levar à perda do imóvel. É um erro comum de quem cria holding sem orientação adequada”, alerta.
A criação de uma holding pode, sim, trazer vantagens, mas somente quando há análise individualizada do patrimônio e da estrutura familiar. Castro destaca que é preciso avaliar a natureza dos bens, o perfil dos herdeiros e o grau de harmonia entre eles. “Mesmo que não haja consenso total, não pode haver uma discórdia insuperável, pois isso inviabiliza todo o planejamento no futuro”, diz. Além do contrato social, ele recomenda um bom acordo de sócios ou acionistas, que define regras de retirada, tomada de decisões e sucessão.
Nem sempre reduz impostos
Um dos principais mitos sobre as holdings é o de que elas sempre reduzem a carga tributária, mas o advogado pontua que isso não é uma verdade absoluta, pois depende do tipo de patrimônio. “Quem tem imóveis urbanos pode se beneficiar, pois as alíquotas para pessoas jurídicas costumam ser menores. Mas, em propriedades rurais, muitas vezes a tributação na pessoa física é mais vantajosa”, frisa.
A expectativa em torno da reforma tributária também levanta dúvidas. Para o especialista, o impacto tende a ser neutro ou até positivo para quem tem patrimônio imobiliário expressivo. “A tributação sobre compra, venda e aluguel de imóveis tende a aumentar para pessoas físicas. Nesse cenário, a holding pode ser um abrigo interessante”, observa.
Outro ponto importante destacado por Castro é o julgamento em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a possibilidade de isenção do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) na integralização de bens ao capital social das holdings. Até o momento, três ministros votaram a favor da medida, mas o processo foi suspenso após pedido de vista. Se a tese for confirmada, o entendimento pode representar um novo incentivo para a criação dessas empresas.
Desconfie de soluções prontas
Formar e manter uma holding exige investimento. “Além das despesas de constituição da empresa, como taxas de registro, honorários de advogado e honorários de contador, que atingem valores a partir de R$ 10 mil, dependendo do patrimônio envolvido, gasta-se de meio a três salários mínimos mensais de honorários da contabilidade responsável pelos lançamentos contábeis da sociedade”, explica o advogado.
O maior risco, de acordo com Castro, está nas promessas de resultados rápidos. Ele explica que os problemas de um planejamento mal estruturado costumam surgir apenas depois de algum tempo, em muitos casos após o fechamento de um exercício fiscal. O grande desafio está em desfazer esse tipo de arranjo, que pode se tornar inviável, seja pelo alto custo, seja por situações como o falecimento de um dos sócios.
Antes de decidir, o melhor caminho é buscar advogados e contadores com experiência comprovada na área. “As pessoas devem desconfiar de promessas milagrosas e resultados fora da realidade. Um bom planejamento patrimonial é feito sob medida, nunca com base em fórmulas prontas”, finaliza.
Notícias Técnicas
Publicação do manual e do Swagger marca o início da preparação tecnológica para implementação do Split Payment da CBS e do IBS
A Receita Federal esclarece que os saldos credores de PIS/Pasep e Cofins serão preservados na transição para a CBS e poderão ser compensados ou ressarcidos via PER/DCOMP Web, com procedimentos simplificados
Estímulo à autorregularização alcança mais de 29 mil empresas, com divergências de R$ 4,9 bilhões
Ministério do Trabalho e Emprego emite novo comunicado sobre irregularidades no FGTS Digital e esclarece que desatenção a notificações pode bloquear emissão de certidões e causar cobranças judiciais imediatas
Receita Federal recebeu mais de 44 milhões de declarações dentro do prazo; quem perdeu a data deve enviar o documento o quanto antes para evitar novos transtornos fiscais
Omissão de rendimentos, erros médicos e divergência de dados lideram retenção da Receita; declaração pode ser corrigida por meio de retificação
Com a proximidade das eleições, especialistas esclarecem o que pode ser restringido no ambiente de trabalho e quais direitos dos trabalhadores devem ser preservados
Desde 1º de junho de 2026, o prazo de Manifestação do Destinatário passou de 180 para 90 dias, contado da autorização da NF-e, conforme o Ajuste SINIEF nº 14/26 e a Nota Técnica 2020.001 v.1.60
A cada quatro anos, o país para quando o Brasil joga. Mas será que o trabalho também precisa parar? A CLT obriga empresas a liberarem os funcionários para os jogos da seleção ou isso não é feriado nacional?
Notícias Empresariais
A confiança é um pilar de equipes de alta performance, mas muitos gestores ainda a associam sobretudo a empatia, proximidade ou carisma
Uma reunião importante. Ao redor da mesa, pessoas formadas em épocas radicalmente diferentes
Crescer em receita não garante solidez e pode esconder fragilidades estruturais que comprometem o futuro do negócio
A FENACON lança a série MEI Sem Dúvidas para orientar microempreendedores individuais com conteúdo educativo acessível
Analistas apontam que empresas usam o discurso da inteligência artificial para justificar cortes e agradar investidores
Governança de dados, análise de risco e conformidade com a LGPD passaram a ser elementos centrais para o uso legítimo de imagens pelas empresas
Empresas com perda de 1% podem pedir crédito a partir de segunda
Uma economia que paga demais à gestão financeira em detrimento da inovação e da técnica tende a se tornar rentista, eficiente em otimizar o existente, mas incapaz de gerar relevância global
O mercado finalmente percebeu o que o burnout custa. Mas poucos sabem o que a saúde emocional organizacional produz — e o número é mais alto do que você imagina
Estudos e práticas adotadas por grandes empresas mostram que excesso de reuniões pode prejudicar produtividade, decisões e inovação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade