Versão 1.01 traz ajustes no Bilhete de Passagem Eletrônico para atender às exigências da Lei Complementar nº 214/2025 e aprimora regras de validação do documento fiscal
Área do Cliente
Notícia
A IA só gera valor quando vira estratégia e quando a liderança entende o humano por trás do algoritmo
As grandes consultorias têm razão ao dizer que o problema da IA não é técnico. Mas erram ao tratar o tema apenas como gestãoO desafio real é criar um ambiente emocional, simbólico e cultural
As grandes consultorias têm razão ao dizer que o problema da IA não é técnico. Mas erram ao tratar o tema apenas como gestão. O desafio real é criar um ambiente emocional, simbólico e cultural — e uma estratégia de negócio — que permita à inteligência humana e artificial coexistirem e impulsionar a competitividade.
O paradoxo da era inteligente
Segundo a Boston Consulting Group, apenas 5% das empresas no mundo — as chamadas future-built — estão realmente capturando valor da IA. As demais 95% permanecem presas em uma lógica de pilotos dispersos e iniciativas que morrem antes de amadurecer.
A Harvard Business Review chama isso de “armadilha da experimentação”: quando se confunde entusiasmo tecnológico com transformação organizacional. A Gartner, por sua vez, mostra que 66% dos CEOs acreditam que suas empresas não estão prontas para IA. E em meio a bilhões de dólares investidos, o retorno é quase nulo.
Esses estudos são valiosos e necessários. Mas ainda permanecem presos a uma leitura técnica e comportamental da liderança. O que eles não capturam — e o que proponho explorar — é a dimensão simbólica, emocional e inconsciente que permeia toda transformação tecnológica. É nessa camada invisível que a inteligência artificial encontra seu maior obstáculo: a inteligência emocional coletiva das organizações. E é justamente nela que mora o maior potencial para transformar o tsunami da IA em vantagem competitiva real.
IA: de ferramenta a estratégia de negócio
É hora de parar de tratar a IA como um projeto tecnológico e começar a tratá-la como o que realmente é — uma estratégia de negócio. A IA não é um departamento, um software ou uma tendência: é uma nova lógica de criação de valor. Quando incorporada à estratégia corporativa, ela redefine a forma como a empresa aprende, decide e compete.
Empresas que integram IA ao coração do negócio não apenas automatizam processos; elas ampliam sua capacidade de imaginar e agir. Elas passam a operar com um tipo de inteligência assistida — humana e algorítmica — capaz de antecipar movimentos de mercado, personalizar experiências e reinventar produtos. Tratar a IA como estratégia é, portanto, garantir que ela não seja uma moda, mas um motor permanente de competitividade.
O ambiente antes da tecnologia
Em minhas pesquisas sobre psicodinâmica da vida organizacional defendo que a IA não se instala em um sistema técnico — mas em um sistema vivo, repleto de vínculos, medos e defesas emocionais. Toda inovação, por mais racional que pareça, desperta fantasmas coletivos: medo da obsolescência, culpa por não compreender, inveja dos que dominam a tecnologia e ressentimento dos que se sentem substituídos.
A IA não ameaça apenas o trabalho — ela ameaça o sentido do trabalho. E quando o sentido entra em colapso, as organizações constroem mecanismos de defesa: negam a mudança, teatralizam a inovação ou terceirizam a responsabilidade para o “algoritmo”. É por isso que nenhuma transformação sólida se instala sem desafiar os acordos invisíveis que sustentavam o modelo anterior. Mas quando esse abalo é compreendido e conduzido com liderança, ele se transforma em energia de criação, não em resistência.
A liderança como função humana profunda
Os relatórios da HBR, Gartner e BCG falam em upskilling, AI-savviness e cultura de experimentação. Tudo isso é correto, mas insuficiente. Liderar a era da IA exige mais do que treinar cérebros — exige transformar vínculos humanos e alinhar tecnologia à estratégia.
A liderança, nesse novo contexto, deixa de ser apenas um papel e torna-se uma função emocional e estratégica do grupo: conter ansiedades, traduzir o desconhecido e reconfigurar o imaginário coletivo da empresa. O líder do futuro não será apenas um orquestrador de valor em IA — será um estrategista simbólico, capaz de fazer da IA não um risco, mas um eixo de vantagem competitiva. Seu papel não é resistir ao tsunami, mas aprender a direcionar sua força para o propósito e para a competitividade organizacional.
Da cultura técnica à cultura simbiótica
As empresas que de fato conseguirão “respirar IA” serão aquelas capazes de criar ambientes simbióticos, onde humanos e máquinas colaboram em vez de competir. Isso implica três movimentos simultâneos:
1. Transformar o espaço interno: abrir canais de diálogo, permitir que o medo seja nomeado e que o aprendizado seja coletivo.
2. Resignificar o poder: substituir o controle pela confiança e a obediência pela coautoria.
3. Humanizar a técnica: compreender que cada algoritmo é uma extensão da cultura que o criou — e, portanto, carrega também seus vieses, crenças e defesas.
Enquanto as grandes consultorias buscam receitas, o que proponho é um caminho simbólico e estratégico, em que o líder se torna intérprete do inconsciente organizacional e arquiteto da estratégia de IA como vantagem competitiva.
A IA, nesse sentido, não é uma revolução tecnológica — é um espelho emocional e estratégico que revela quem somos enquanto coletivo. E quando olhamos para esse espelho com coragem, descobrimos que a tecnologia não vem para nos substituir, mas para nos ampliar.
O futuro não é artificial — é estratégico e relacional
A verdadeira vantagem competitiva da próxima década não virá de quem adotar mais ferramentas, mas de quem fizer da IA o centro de sua estratégia de negócios, guiada por propósito, aprendizado contínuo e confiança. A empresa que entender isso primeiro não apenas sobreviverá ao tsunami — ela o transformará em corrente de impulso, inovação e vantagem sustentável. O futuro da IA não será das máquinas, mas das organizações inteligentes o bastante para unir emoção, estratégia e tecnologia em um mesmo fluxo criador.
BOX — A nova liderança para a era da IA, segundo Joaquim Santini:
· Transformar a IA em estratégia de negócio: conectá-la diretamente à geração de valor e competitividade.
· Interpretar o inconsciente organizacional: escutar medos e resistências antes de implementar tecnologia.
· Criar rituais de transição: simbolizar o fim do antigo e o nascimento do novo.
· Transformar culpa em curiosidade: substituir a negação pelo aprendizado coletivo.
· Construir coautoria entre humano e máquina: eliminar hierarquias entre quem decide e quem executa.
· Cultivar pensamento complexo: compreender a IA como fenômeno técnico, social, emocional e estratégico.
Notícias Técnicas
Atualização traz nova especificação técnica para o Evento Prévio de Emissão em Contingência, utilizado quando a NF-e não pode ser autorizada em tempo real
Guia completo para empresas e RH sobre como proceder em caso de recusa de advertência
Nova portaria do Ministério do Trabalho elimina a possibilidade de acordo individual para o trabalho em feriados no comércio e mantém regras atuais para os domingos
Técnicos do governo, do TCU e do Congresso ainda divergem sobre o alcance da atuação do Senado na definição da alíquota de referência do IVA brasileiro
Candidatos têm até as 16h (horário de Brasília) para se inscrever. Exame será realizado em 27 de setembro e, nesta edição, também aceita estudantes de Ciências Contábeis a partir do 5º semestre
Novas especificações técnicas promovem ajustes nos documentos fiscais eletrônicos e reforçam a adaptação dos sistemas ao novo modelo tributário
Solução de Consulta Cosit nº 113/2026 define regras para incidência de IR sobre ganho de capital, tributação de juros de mora e apuração do imposto em cessões realizadas com deságio
Descubra como a relação entre folha de pagamento e faturamento pode migrar seu negócio para alíquotas mais vantajosas
Antecedência e boa argumentação são fundamentais para o sucesso do reajuste contábil
Notícias Empresariais
A comunicação é um fator estratégico para empresas, influenciando o desempenho de equipes, projetos e lideranças tanto quanto inovação, tecnologia e produtividade
O uso de dados na gestão de pessoas exige transparência e supervisão humana para evitar vieses, vigilância excessiva e decisões injustas sobre os profissionais
Os novos modelos de liderança e escuta estão substituindo estruturas estritamente hierárquicas por ambientes com autonomia e segurança psicológica
Confiança e consistência são cruciais para atrair clientes e impulsionar negócios
Homens mostram que é possível transformar o trabalho em oportunidade de acompanhar de perto a infância dos filhos ou dividir a rotina da labuta, construindo memórias em família
Modelo deve começar em até duas semanas e enviará comunicados sobre vagas disponíveis, segundo Paulo Henrique Pereira, que comanda a pasta de empreendedorismo
Na América Latina, o prazo médio para pagamento é de 56 dias. No Brasil, chega a 66 dias, o mais elevado da região, ao lado da Argentina
É a quarta redução consecutiva da taxa básica de juros da economia
Embora a flexibilidade seja valorizada, profissionais também precisam definir princípios e limites inegociáveis para orientar decisões e preservar sua integridade
Promover profissionais sem preparo para liderar pode comprometer o desempenho, aumentar o desengajamento e resultar na perda de talentos
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade