A Receita Federal informa aos contribuintes, desenvolvedores e usuários que os sistemas da EFD-Reinf passarão por manutenções programadas para a implantação do CNPJ Alfanumérico
Área do Cliente
Notícia
O ESG como cláusula negocial em acordos coletivos: quais são os limites, riscos e oportunidades para empresas?
A incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança nas negociações coletivas ganha força no Brasil, exigindo preparo jurídico e estratégico por parte das empresas
A crescente relevância dos critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) no ambiente empresarial tem redesenhado o modo como as organizações estruturam suas estratégias, reportam suas práticas e se relacionam com stakeholders. O que começou como uma pressão de investidores e consumidores hoje penetra também nas relações de trabalho, alcançando as mesas de negociação coletiva.
Empresas precisam estar atentas: as pautas ESG já não são apenas uma escolha reputacional, mas um componente crescente das convenções coletivas.
Nos últimos anos, observa-se o surgimento de cláusulas que incorporam compromissos ESG nos acordos entre empresas e sindicatos. Entre os exemplos mais debatidos, estão metas de diversidade (gênero, raça, inclusão de pessoas com deficiência), a implementação de políticas claras de combate ao assédio moral e sexual, condições sustentáveis de trabalho (como ergonomia, transporte ecológico ou redução de impactos ambientais) e responsabilidades sociais em comunidades afetadas pela atividade econômica da empresa.
Esse movimento já se concretiza em setores como o bancário, cuja convenção coletiva nacional (Fenaban, 2022/2024) prevê cláusulas sobre diversidade e prevenção ao assédio. O mesmo ocorre na indústria do petróleo, onde acordos recentes da Petrobras com entidades sindicais incluem compromissos sociais e ambientais em suas diretrizes.
Porém, esse avanço exige cautela. Não é qualquer compromisso ESG que pode ser livremente negociado. Por exemplo, vincular metas de segurança do trabalho à remuneração variável ou à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) pode gerar conflitos legais, pois trata-se de uma obrigação legal inegociável.
Além disso, a ausência de indicadores objetivos ou mecanismos de monitoramento pode resultar em cláusulas ineficazes ou, pior, em judicializações desnecessárias.
O risco de “greenwashing sindical” também é real: empresas que assumem compromissos ESG genéricos, sem estrutura para cumpri-los, podem perder credibilidade — tanto interna quanto externamente. Outro risco é a criação de obrigações que extrapolem a competência da negociação coletiva, gerando nulidades ou exigências de difícil mensuração.
Aqui, o papel do departamento jurídico se revela fundamental. Longe de ser apenas um filtro de riscos, a assessoria jurídica pode (e deve) transformar a negociação de cláusulas ESG em uma vantagem estratégica. Isso inclui apoiar a definição de indicadores SMART (específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais), garantir a coerência com normas legais e regulatórias e construir cláusulas que respeitem a autonomia das partes sem renunciar à segurança jurídica.
O jurídico, em colaboração com comitês ESG e o setor de relações laborais, pode alinhar os interesses da empresa com as demandas sindicais, traduzindo isso em valor reputacional e diferenciação no mercado. Além disso, uma atuação proativa do jurídico auxilia na prevenção de conflitos e permite que a empresa se antecipe a exigências futuras, posicionando-se como referência em boas práticas.
O futuro aponta para uma tendência clara de aumento dessas cláusulas. Empresas que quiserem liderar esse movimento precisam começar agora: mapeando suas vulnerabilidades, estruturando indicadores confiáveis, capacitando suas lideranças e envolvendo seus colaboradores desde as fases iniciais de definição das estratégias ESG.
Em suma, ESG nos acordos coletivos não é moda passageira. É uma transformação estrutural das relações de trabalho. Empresas que entenderem isso cedo sairão na frente em reputação, gestão de riscos e valor social gerado, consolidando-se como protagonistas de um mercado mais ético, transparente e sustentável.
Notícias Técnicas
Principais regras, obrigações acessórias e prazos de recolhimento do IRRF conforme a Lei nº 15.270/2025
Emissão será autorizada mesmo quando os DFes não contiverem todos os campos relativos à CBS e ao IBS
Portaria publicada no DOU institui o SIGES, define estruturas de governança e estabelece indicadores, planos de ação e acompanhamento anual
Nova obrigação da Reforma Tributária aproxima escrituração contábil da apuração tributária e exige revisão dos processos internos das empresas
Versão 1.01 modifica o cronograma de implementação dos campos relacionados ao IBS e à CBS no Conhecimento de Transporte Eletrônico
Empresas devem validar dados e parametrizar sistemas para CBS e IBS. Mais que emitir NF-e
Análise jurídica e contábil das consequências para bancos e folha de pagamento
Saiba como uma simples rotina de verificação cadastral previne o travamento de notas e garante o compliance da sua empresa
STF mantém validade da alteração das alíquotas do REINTEGRA pelo Poder Executivo, rejeitando recurso de empresa do setor de mineração contra mudanças no benefício fiscal.
Notícias Empresariais
A frase mais conhecida do universo do Homem-Aranha também deveria fazer parte do manual de todo empreendedor
O equilíbrio entre inteligência artificial e gestão humanizada tornou-se um diferencial competitivo, unindo eficiência tecnológica, confiança, empatia e liderança para gerar valor sustentável
Identifique dependências e otimize sua cadeia de suprimentos: proteção estratégica contra falhas
Decisão do Banco Central considera desaceleração da economia, inflação acima da meta e cenário de incertezas que influencia crédito e investimentos
Alterações envolvem a criação de um mecanismo de rastreamento e a ampliação do prazo para contestação do chamado ‘golpe do MED’
A maior barreira da transformação digital não está nos processos, mas na liderança
Especialistas defendem estabilidade das regras e alertam para os impactos da judicialização e de decisões divergentes no âmbito judicial
Iniciativa pioneira do Sebrae, em parceria com o CEIA/UFG, permitirá que produtos e serviços sejam encontrados por agentes de inteligência artificial
A comunicação é um fator estratégico para empresas, influenciando o desempenho de equipes, projetos e lideranças tanto quanto inovação, tecnologia e produtividade
O uso de dados na gestão de pessoas exige transparência e supervisão humana para evitar vieses, vigilância excessiva e decisões injustas sobre os profissionais
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade