A Receita Federal informa aos contribuintes, desenvolvedores e usuários que os sistemas da EFD-Reinf passarão por manutenções programadas para a implantação do CNPJ Alfanumérico
Área do Cliente
Notícia
Política Econômica no susto: o padrão do Governo Federal?
Diante da dificuldade de cortar gastos, o governo apela para aumentos de impostos feitos no susto
O governo federal parece ter desenvolvido um padrão: diante da dificuldade de cortar gastos, apela para aumentos de impostos feitos no susto. Primeiro, vieram os decretos que elevaram o IOF sobre operações de crédito, câmbio e previdência, publicados sem aviso, em um domingo à noite e com efeitos praticamente imediatos.
Depois, a tentativa de contornar o desgaste político com uma medida provisória (MP) que aumenta tributos sobre fundos, sem qualquer discussão prévia e pouco mais de um ano após mudar boa parte da tributação sobre o setor. O método é sempre o mesmo: improviso, desejo arrecadatório, desrespeito institucional e desprezo pela previsibilidade que deveria orientar a política econômica.
O governo nunca teve um plano na política econômica. Começou com a chamada PEC da transição que não tem paternidade nem maternidade, mas que elevou os gastos consideravelmente no começo do governo.
Todos sabíamos que uma nova regra precisaria substituir o teto de gastos e após meses de estudos, o ministro da Fazenda apresentou um arcabouço que sempre foi alvo de críticas pelo seu foco absoluto no aumento de impostos. A partir daí foram sustos, seguidos de improvisos. Alterações nas metas resultado de médio prazo e várias tentativas de aumentos de impostos.
No caso do IOF, o governo tentou mexer em uma estrutura que vinha sendo gradualmente racionalizada. O Brasil havia assumido o compromisso, junto à OCDE, de padronizar e reduzir a alíquota do imposto sobre operações cambiais até 2029.
Mas, num movimento repentino, decidiu subir o tributo como forma de reforçar o caixa em meio à frustração de receitas e ao risco de descumprimento da meta fiscal de 2025. A reação do Congresso foi dura: o Legislativo sustou os decretos. E com razão. Não se trata apenas do mérito — questionável — do aumento, mas da forma de implementá-lo.
A escolha pelo decreto presidencial, instrumento que dispensa debate legislativo, sinaliza uma postura autoritária. Em vez de dialogar com o Parlamento e construir soluções sustentáveis para o equilíbrio fiscal, o governo tenta surpreender o mercado e a sociedade com decisões unilaterais. Não funcionou.
Não bastasse o tropeço com o IOF, o Executivo recorreu, dias depois, a uma medida provisória para incrementar a taxação sobre fundos de investimentos, títulos de renda fixa, empresas de apostas, bancos e fintechs.
Com exceção das fintechs, todos os outros tinham sido alvos de pelo menos uma tentativa de aumento de impostos nos últimos meses. Tudo indica que a máxima atribuída a Einstein continuará verdadeira – o resultado desta tentativa terá o mesmo resultado da anterior – falhará.
A insistência em resolver o desequilíbrio fiscal com aumento de impostos escancara outro problema: a recusa em discutir o lado da despesa. Desde o início do governo, pouco ou nada foi feito para conter o crescimento de gastos obrigatórios, rever subsídios ineficientes ou melhorar a qualidade do gasto público.
O novo arcabouço fiscal criou um teto móvel para as despesas, que cresce à medida que a arrecadação sobe. O incentivo perverso de aumento constante de impostos, apontado desde a primeira proposta do governo, se concretizou. E mesmo assim nem nessa frente há um plano claro, mas improviso no aumento da arrecadação.
O impacto disso não é apenas econômico. Aumentos tributários repentinos afetam a confiança, geram insegurança jurídica e dificultam o planejamento de empresas e investidores. Quando decisões relevantes são tomadas sem aviso, por decreto ou MP, mesmo depois dos assuntos já terem sido alvos de discussão no Legislativo, o recado que se passa é o de um país pouco confiável — o oposto do que se espera de uma economia que quer atrair capital e aumentar a poupança interna.
Além disso, impor mais impostos sem mostrar esforço real de ajuste nas contas públicas compromete a narrativa de responsabilidade fiscal que o governo tenta sustentar. Não se faz política econômica no susto. As taxas de retornos que cobramos para financiar um governo assim com certeza serão mais altas do que no passado.
Notícias Técnicas
Principais regras, obrigações acessórias e prazos de recolhimento do IRRF conforme a Lei nº 15.270/2025
Emissão será autorizada mesmo quando os DFes não contiverem todos os campos relativos à CBS e ao IBS
Portaria publicada no DOU institui o SIGES, define estruturas de governança e estabelece indicadores, planos de ação e acompanhamento anual
Nova obrigação da Reforma Tributária aproxima escrituração contábil da apuração tributária e exige revisão dos processos internos das empresas
Versão 1.01 modifica o cronograma de implementação dos campos relacionados ao IBS e à CBS no Conhecimento de Transporte Eletrônico
Empresas devem validar dados e parametrizar sistemas para CBS e IBS. Mais que emitir NF-e
Análise jurídica e contábil das consequências para bancos e folha de pagamento
Saiba como uma simples rotina de verificação cadastral previne o travamento de notas e garante o compliance da sua empresa
STF mantém validade da alteração das alíquotas do REINTEGRA pelo Poder Executivo, rejeitando recurso de empresa do setor de mineração contra mudanças no benefício fiscal.
Notícias Empresariais
A frase mais conhecida do universo do Homem-Aranha também deveria fazer parte do manual de todo empreendedor
O equilíbrio entre inteligência artificial e gestão humanizada tornou-se um diferencial competitivo, unindo eficiência tecnológica, confiança, empatia e liderança para gerar valor sustentável
Identifique dependências e otimize sua cadeia de suprimentos: proteção estratégica contra falhas
Decisão do Banco Central considera desaceleração da economia, inflação acima da meta e cenário de incertezas que influencia crédito e investimentos
Alterações envolvem a criação de um mecanismo de rastreamento e a ampliação do prazo para contestação do chamado ‘golpe do MED’
A maior barreira da transformação digital não está nos processos, mas na liderança
Especialistas defendem estabilidade das regras e alertam para os impactos da judicialização e de decisões divergentes no âmbito judicial
Iniciativa pioneira do Sebrae, em parceria com o CEIA/UFG, permitirá que produtos e serviços sejam encontrados por agentes de inteligência artificial
A comunicação é um fator estratégico para empresas, influenciando o desempenho de equipes, projetos e lideranças tanto quanto inovação, tecnologia e produtividade
O uso de dados na gestão de pessoas exige transparência e supervisão humana para evitar vieses, vigilância excessiva e decisões injustas sobre os profissionais
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade