A partir de 1º de junho o Ministério do Trabalho e Emprego já receberá as declarações
Área do Cliente
Notícia
Política Econômica no susto: o padrão do Governo Federal?
Diante da dificuldade de cortar gastos, o governo apela para aumentos de impostos feitos no susto
O governo federal parece ter desenvolvido um padrão: diante da dificuldade de cortar gastos, apela para aumentos de impostos feitos no susto. Primeiro, vieram os decretos que elevaram o IOF sobre operações de crédito, câmbio e previdência, publicados sem aviso, em um domingo à noite e com efeitos praticamente imediatos.
Depois, a tentativa de contornar o desgaste político com uma medida provisória (MP) que aumenta tributos sobre fundos, sem qualquer discussão prévia e pouco mais de um ano após mudar boa parte da tributação sobre o setor. O método é sempre o mesmo: improviso, desejo arrecadatório, desrespeito institucional e desprezo pela previsibilidade que deveria orientar a política econômica.
O governo nunca teve um plano na política econômica. Começou com a chamada PEC da transição que não tem paternidade nem maternidade, mas que elevou os gastos consideravelmente no começo do governo.
Todos sabíamos que uma nova regra precisaria substituir o teto de gastos e após meses de estudos, o ministro da Fazenda apresentou um arcabouço que sempre foi alvo de críticas pelo seu foco absoluto no aumento de impostos. A partir daí foram sustos, seguidos de improvisos. Alterações nas metas resultado de médio prazo e várias tentativas de aumentos de impostos.
No caso do IOF, o governo tentou mexer em uma estrutura que vinha sendo gradualmente racionalizada. O Brasil havia assumido o compromisso, junto à OCDE, de padronizar e reduzir a alíquota do imposto sobre operações cambiais até 2029.
Mas, num movimento repentino, decidiu subir o tributo como forma de reforçar o caixa em meio à frustração de receitas e ao risco de descumprimento da meta fiscal de 2025. A reação do Congresso foi dura: o Legislativo sustou os decretos. E com razão. Não se trata apenas do mérito — questionável — do aumento, mas da forma de implementá-lo.
A escolha pelo decreto presidencial, instrumento que dispensa debate legislativo, sinaliza uma postura autoritária. Em vez de dialogar com o Parlamento e construir soluções sustentáveis para o equilíbrio fiscal, o governo tenta surpreender o mercado e a sociedade com decisões unilaterais. Não funcionou.
Não bastasse o tropeço com o IOF, o Executivo recorreu, dias depois, a uma medida provisória para incrementar a taxação sobre fundos de investimentos, títulos de renda fixa, empresas de apostas, bancos e fintechs.
Com exceção das fintechs, todos os outros tinham sido alvos de pelo menos uma tentativa de aumento de impostos nos últimos meses. Tudo indica que a máxima atribuída a Einstein continuará verdadeira – o resultado desta tentativa terá o mesmo resultado da anterior – falhará.
A insistência em resolver o desequilíbrio fiscal com aumento de impostos escancara outro problema: a recusa em discutir o lado da despesa. Desde o início do governo, pouco ou nada foi feito para conter o crescimento de gastos obrigatórios, rever subsídios ineficientes ou melhorar a qualidade do gasto público.
O novo arcabouço fiscal criou um teto móvel para as despesas, que cresce à medida que a arrecadação sobe. O incentivo perverso de aumento constante de impostos, apontado desde a primeira proposta do governo, se concretizou. E mesmo assim nem nessa frente há um plano claro, mas improviso no aumento da arrecadação.
O impacto disso não é apenas econômico. Aumentos tributários repentinos afetam a confiança, geram insegurança jurídica e dificultam o planejamento de empresas e investidores. Quando decisões relevantes são tomadas sem aviso, por decreto ou MP, mesmo depois dos assuntos já terem sido alvos de discussão no Legislativo, o recado que se passa é o de um país pouco confiável — o oposto do que se espera de uma economia que quer atrair capital e aumentar a poupança interna.
Além disso, impor mais impostos sem mostrar esforço real de ajuste nas contas públicas compromete a narrativa de responsabilidade fiscal que o governo tenta sustentar. Não se faz política econômica no susto. As taxas de retornos que cobramos para financiar um governo assim com certeza serão mais altas do que no passado.
Notícias Técnicas
Publicação do manual e do Swagger marca o início da preparação tecnológica para implementação do Split Payment da CBS e do IBS
A Receita Federal esclarece que os saldos credores de PIS/Pasep e Cofins serão preservados na transição para a CBS e poderão ser compensados ou ressarcidos via PER/DCOMP Web, com procedimentos simplificados
Estímulo à autorregularização alcança mais de 29 mil empresas, com divergências de R$ 4,9 bilhões
Ministério do Trabalho e Emprego emite novo comunicado sobre irregularidades no FGTS Digital e esclarece que desatenção a notificações pode bloquear emissão de certidões e causar cobranças judiciais imediatas
Receita Federal recebeu mais de 44 milhões de declarações dentro do prazo; quem perdeu a data deve enviar o documento o quanto antes para evitar novos transtornos fiscais
Omissão de rendimentos, erros médicos e divergência de dados lideram retenção da Receita; declaração pode ser corrigida por meio de retificação
Com a proximidade das eleições, especialistas esclarecem o que pode ser restringido no ambiente de trabalho e quais direitos dos trabalhadores devem ser preservados
Desde 1º de junho de 2026, o prazo de Manifestação do Destinatário passou de 180 para 90 dias, contado da autorização da NF-e, conforme o Ajuste SINIEF nº 14/26 e a Nota Técnica 2020.001 v.1.60
A cada quatro anos, o país para quando o Brasil joga. Mas será que o trabalho também precisa parar? A CLT obriga empresas a liberarem os funcionários para os jogos da seleção ou isso não é feriado nacional?
Notícias Empresariais
A confiança é um pilar de equipes de alta performance, mas muitos gestores ainda a associam sobretudo a empatia, proximidade ou carisma
Uma reunião importante. Ao redor da mesa, pessoas formadas em épocas radicalmente diferentes
Crescer em receita não garante solidez e pode esconder fragilidades estruturais que comprometem o futuro do negócio
A FENACON lança a série MEI Sem Dúvidas para orientar microempreendedores individuais com conteúdo educativo acessível
Analistas apontam que empresas usam o discurso da inteligência artificial para justificar cortes e agradar investidores
Governança de dados, análise de risco e conformidade com a LGPD passaram a ser elementos centrais para o uso legítimo de imagens pelas empresas
Empresas com perda de 1% podem pedir crédito a partir de segunda
Uma economia que paga demais à gestão financeira em detrimento da inovação e da técnica tende a se tornar rentista, eficiente em otimizar o existente, mas incapaz de gerar relevância global
O mercado finalmente percebeu o que o burnout custa. Mas poucos sabem o que a saúde emocional organizacional produz — e o número é mais alto do que você imagina
Estudos e práticas adotadas por grandes empresas mostram que excesso de reuniões pode prejudicar produtividade, decisões e inovação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade