Adequações da EFD–Contribuições decorrentes da transição para a CBS
Área do Cliente
Notícia
Quando o consumidor passou a ser cidadão
Amanhã, dia 15, é comemorado o Dia do Consumidor.
Amanhã, dia 15, é comemorado o Dia do Consumidor. O maior presente que poderia ser dado a esse personagem foi entregue antecipadamente, em 11 de março 1991, quando entrou em vigor o CDC, um momento histórico registrado nas páginas do Diário do Comércio.
Segunda-feira, 11 de março de 1991. As páginas do Diário do Comércio anunciam uma nova legislação que mudaria as relações comerciais. Daquela data em diante, passaria a vigorar o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
As notícias da época mostram que havia um certo receio entre os empresários. A indústria de alimentos pedia mais tempo para se adaptar. Agora as embalagens teriam de revelar a data de fabricação, prazo de validade e ingredientes usados na produção.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirmava que 80% dos produtos à venda não estavam adequados ao CDC, e que os supermercadistas estudavam devolver os itens para não serem multados. O receio de desabastecimento tomava conta do noticiário.
Para a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o risco não era de desabastecimento, mas de aparecerem oportunistas: “...além da figura do advogado de porta de cadeia, poderá surgir o de porta de loja, que induzirá o consumidor a denunciar determinados produtos e empresas em benefício de outras”, trazia notícia publicada pelo DC naquele 11 de março de 1991.
E, de fato, alguns exageros aconteceram. Agora respaldados por uma legislação específica, consumidores passaram a buscar as autoridades para fazer reclamações consideradas “exóticas”, segundo reportagem do DC publicada em 14 de março daquele ano.
“Estimulada pelo novo Código de Defesa do Consumidor, uma consumidora do Rio de Janeiro procurou o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), carregando um isopor, onde estava um frango, que ela suspeitava estar estragado, e exigia que fosse submetido a exame laboratorial…”
Um pouco abaixo, a mesma matéria descrevia um telefonema inusitado de outra consumidora para o mesmo instituto. “... queria que o Inmetro informasse qual a distância mínima que deve ser mantida entre a primeira fileira de poltronas de um cinema e a tela, para que pudesse checar…”

É evidente que situações como as descritas acima eram esporádicas. Por outro lado, também ficava claro que o setor produtivo não estava totalmente pronto para as exigências do CDC.
Em 12 de março de 1991, dia seguinte à entrada em vigor da nova legislação, a página 11 do Diário do Comércio traz que dos 23 produtos da Cesta Básica analisados pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), apenas seis estavam de acordo com o Código. A divergência entre o peso real e o informado na embalagem foi o principal problema encontrado.

Tempo para que as adequações fossem feitas existiu. Até que entrasse em vigor, os debates no Congresso sobre as novas regras para as relações de consumo duraram dois anos. A legislação foi aprovada pelo legislativo e sancionada pelo então presidente Fernando Collor em setembro de 1990, portanto, seis meses antes de começar a valer.
Durante esse longo processo, o DC também produziu matérias alertando sobre a necessidade de as empresas se prepararem para as novas exigências. A principal preocupação era com as pequenas empresas.
Uma entrevista com Marilena Lazzarini, à época presidente do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), publicada pelo Diário do Comércio em 27 de setembro de 1990, recomendava, em último caso, que os pequenos empresários deveriam “pressionar o governo para que este defina uma política para o setor”. Vale lembrar que a lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que garante tratamento diferenciado a esses empresários, só seria promulgada em 2006.
De volta a março de 1991, arestas precisaram ser aparadas. Enquanto a Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor distribuía em São Paulo 40 mil exemplares de um guia prático sobre o CDC, para orientar os consumidores sobre seus direitos, as entidades empresariais, como a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), organizavam palestras e cursos para capacitar os empresários sobre as novas normas.
A ACSP mostrava preocupação com possíveis abusos por parte dos consumidores e considerava excessivas as multas previstas no CDC. Mas, de maneira geral, via o Código como um avanço.
“... se bem utilizado, poderá ser um fator de conscientização do consumidor, fazendo com que ele passe a exigir das empresas melhores produtos. Vai haver, no médio prazo, melhoria da qualidade dos produtos e serviços”, previu Carlos Orcesi, do Instituto Jurídico da ACSP, em matéria publicada pelo Diário do Comércio em 11 de março de 1991.

De fato, desde aquela data, quando o CDC entrou em vigor, as relações comerciais foram refinadas. As empresas investiram em SAC, respondendo prontamente a eventuais reclamações de clientes. Embalagens passaram a fornecer cada vez mais informações, preços e promoções começaram a ser divulgados no comércio de maneira mais clara, evitando dupla interpretação.
A palavra de ordem, segundo a ACSP, era evitar problemas com o consumidor, agora fortalecido pela legislação e frequentemente retratado nas páginas do DC como um super consumidor, musculoso e trajado de herói.

Ao completar um ano de vigência, segundo matéria publicada no Diário do Comércio em 9 de março de 1992, o CDC já era considerado uma legislação de primeiro mundo. A capa daquela edição do jornal faz a chamada: “Código de Defesa do Consumidor completa um ano e já é modelo”. O texto que se segue informa que o governo da Holanda estava adotando o Código brasileiro como inspiração.
Muita coisa mudou nas relações comerciais nesses 33 anos desde que o consumidor ganhou garantias específicas. Os e-commerces, tão comuns hoje, não existiam. Propagandas e vendas por WhatsApp e Instagram, nem se imaginava a possibilidade. E a prova de que o CDC foi bem nascido é que, mesmo sem trazer a palavra internet em nenhum de seus artigos, ele se mantém como regra também para as comercializações on-line.
O que não significa que seja uma legislação engessada. O Código tem recebido inserções pontuais, sendo as mais recentes de 2021, com a inclusão dos parágrafos 9 e 10 em seu artigo 4º. Eles buscam prevenir o chamado superendividamento, colocando as empresas também como parte ativa no combate e solução desse problema.
Amanhã, dia 15 de março, é o Dia do Consumidor, comemorado mundialmente. Aqui no Brasil, entre promoções e congratulações pelo seu dia, o maior presente que o consumidor poderia ganhar foi entregue em 1991, uma legislação que o tornou, de fato, um cidadão.
Notícias Técnicas
A PGFN esclareceu que o perdão para MEIs abrange dívidas de INSS vencidas até 13/10/2026. A baixa será automática em janeiro de 2027
Ato Declaratório Executivo Cofis nº 17/2026 aprova atualizações nos esquemas XML e nas regras de validação. Confira as novidades e o cronograma de implantação
Atualização evolutiva incorpora mudanças previstas nas versões 3.2.3 e 3.2.4 do Guia Prático. Comunicado foi publicado no Portal Sped nesta quarta-feira (4)
Um mesmo lote pode reunir eventos aceitos e rejeitados. A conferência deve ser feita pelo resultado individual de cada evento
Empresas com Selo Confia ou Sintonia que receberem a comunicação devem cruzar os períodos e tributos apontados com as declarações, os pagamentos e as compensações já registrados
Com a redução da jornada, empresas podem resistir a aumentos acima da inflação e rever condições de planos de saúde durante negociações com sindicatos
Tomadores de serviços podem consultar os documentos pelo Portal Nacional da NFS-e e verificar se o imposto foi retido e quem ficou responsável pelo recolhimento
Regras incluem condomínios, locações e serviços fora das categorias mais citadas
Duas regras opostas explicam o erro e mostram como depurar a nota
Notícias Empresariais
Liderança não se mede apenas pelos resultados que você entrega, mas pelas pessoas que se tornam melhores, mais autônomas e mais preparadas depois de trabalhar com você
Relações profissionais construídas ao longo do tempo podem aumentar a visibilidade e facilitar o acesso a informações e oportunidades de trabalho
Planejar a sua empresa é imprescindível, por isso, fazer o Plano de Negócios é um passo fundamental para você avaliar a viabilidade do seu negócio
Data promocional movimenta o comércio, mas exige atenção ao planejamento tributário, ao controle de estoque, à emissão de notas fiscais e à gestão financeira
Levantamento mostra que decisões de compra B2B envolvem, em média, 13 participantes internos e nove influenciadores externos; cenário exige das empresas uma nova forma de construir e preservar relacionamentos
Instituições participam de testes no sistema de Justiça para cumprir decisões de cobrança
Com juros mantidos em 13,75%, especialistas recomendam reforçar o caixa, rever dívidas e adotar cautela nos investimentos nos próximos meses
Bolsa sobe 1,23% e interrompe sequência de seis perdas
A cultura organizacional ganha credibilidade quando os valores declarados ajudam a orientar decisões concretas. O desafio aparece quando a pressão por resultados torna certas incoerências aceitáveis
Por muito tempo, carreira significou uma linha relativamente previsível. Entrar no mercado, ganhar experiência, crescer, assumir mais responsabilidades e chegar à senioridade
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade