Nota Técnica 2026.002 amplia adequações do Bilhete de Passagem Eletrônico à Reforma Tributária e traz novas exigências relacionadas ao IBS, CBS, antecipação de pagamento e devolução de tributos
Área do Cliente
Notícia
Cargos de liderança não são mais atrativos?
De acordo com outro levantamento, realizado em 2022 pela consultoria McKinsey, quase 31% dos jovens entre 18 e 34 anos deixariam de lado um cargo alto para poder ter mais flexibilidade e uma rotina “menos estressante”.
Perguntei ao meu avô, que em breve completará sua 92ª primavera, o que significava, nos tempos em que trabalhava, ser um líder. Ele, que passou a maior parte de sua carreira em fábricas e indústrias, com raízes fincadas em algumas delas, como manda o estereotipado manual do trabalho das gerações passadas, não teve a oportunidade de assumir uma posição de liderança, mas nem por isso deixou de lado o entusiasmo para responder à pergunta.
“O que a gente mais queria era ser o chefe, o encarregado. Era uma posição de respeito. Tinha que ter muito pulso, era um trabalho duro, mas todos nós queríamos ter esse trabalho. Naquela época, lá pelos anos 1950, 1960, não se recusava uma chance de crescer, de ganhar mais. Fazia muita diferença. As pessoas te olhavam diferente dentro da empresa e fora dela também. Eu estava satisfeito com o que eu fazia, com o que eu ganhava, construí toda minha vida, nunca faltou nada, mas eu encararia o desafio se tivesse a chance.”
De 1950 para cá, o conceito de liderança evoluiu. Década por década, características específicas determinavam o que se considerava ser um “bom líder”, partindo da capacidade de influenciar até a liderança empática e humanizada que marca as discussões nos dias atuais. Todavia, diferentemente do meu avô, a ambição por ser líder, hoje, não é igualmente compartilhada pelos profissionais mais jovens, principalmente os da geração do momento no mercado, a Z.
Segundo um estudo realizado por Gorick Ng, consultor de carreiras de Harvard, não mais do que 2% dos profissionais nascidos entre 1997 e 2012 almejam ocupar cargos de liderança. Pensamento natural de quem ainda dá os primeiros passos na carreira ou tendência que pode gerar dores de cabeça aos gestores?
De acordo com outro levantamento, realizado em 2022 pela consultoria McKinsey, quase 31% dos jovens entre 18 e 34 anos deixariam de lado um cargo alto para poder ter mais flexibilidade e uma rotina “menos estressante”. Entre os profissionais acima de 35 anos, a taxa foi de 14%. Embora a estatística não seja tão “extrema” quanto a trazida por Ng, ainda assim, inevitavelmente, chama atenção.
“Os jovens estão mais interessados em encontrar um trabalho que se alinhe com seus valores pessoais e que tenham uma causa, além de proporcionar equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Apesar de muitos jovens terem a ambição de crescer profissionalmente, a ideia de assumir um cargo de liderança, de alto nível, até pela questão da pressão, não é tão atrativa, inclusive pela visão que os mais novos têm de gerações anteriores”, explica Manoel Messias, Instrutor de GTD da Call Daniel.
Não quero mandar
Para a psicóloga Denise Assunção, que antes de atuar em clínica teve dez anos de experiência em departamento pessoal e em recrutamento & seleção, o desinteresse por cargos de liderança não é somente um fator geracional – embora haja grande peso – mas também um aspecto que se potencializou nos últimos anos, principalmente por conta da pandemia da Covid-19.
“Principalmente após a virada do século, começaram a crescer os movimentos para mudar algumas dinâmicas corporativas. As gerações que chegaram ao mercado passaram a deixar um pouco de lado aquela visão do ‘trabalho acima de tudo’, do trabalho como o maior definidor de quem somos. E a pandemia potencializou muito isso. Porque se antes crescer na carreira era um propósito universal, com o salário sendo o grande fio condutor da jornada profissional, hoje você pode simplesmente concentrar sua atenção e esforços em ter qualidade de vida e bem-estar”, explica.
Pesquisa recente do Future Forum, da Slack Technologies, traz contornos ainda maiores para justificar o desapego com cargos de comando. O estudo, que entrevistou 10 mil colaboradores nos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Japão, Austrália e Alemanha, identificou que a média liderança é a área empresarial mais suscetível à ter Burnout. 43% dos gestores intermediários se dizem esgotados, enquanto 37% dos líderes sêniores se encontram na mesma situação.
Denise esclarece que, mesmo com os debates e ações empresariais em torno da saúde mental, as lideranças são, muitas vezes, deixadas de lado. Ou seja, elas e o RH têm a responsabilidade no fomento de iniciativas de bem-estar emocional para os colaboradores em geral, mas nem sempre são igualmente impactadas por elas.
“Mesmo no mais saudável dos ambientes, alguma pressão sempre vai existir, por menor que ela seja. Todo colaborador precisa entregar resultado e isso, mais do que naturalmente, é a ‘pena de Anúbis’ da balança corporativa. O líder tem uma responsabilidade ainda maior nessa entrega e nem sempre ele está preparado para isso. Muitos líderes não são minimamente capacitados para lidar com situações difíceis e com o impacto que eles têm tanto nos números empresariais como também na vida dos colaboradores. Um comentário mal feito pode colocar em xeque sua carreira e reputação”, pontua a psicóloga.
Como tornar desejável um cargo de liderança?
Em artigo, Andréa Müssnich, coach, consultora e mentora de desenvolvimento de lideranças, destaca que as jornadas da liderança podem ir na contramão do equilíbrio entre vida profissional e pessoal tão buscada pelas novas gerações. Além disso, as redes sociais também contribuem para o aumento da pressão sentida.
“Com as redes sociais e a sociedade cada vez mais exigente, os jovens sentem-se sobrecarregados pela possibilidade de não corresponderem às expectativas, o que pode levar à falta de confiança em suas próprias habilidades”, elucida.
Mayra Oliveira, supervisora de pessoas e cultura na G2, corrobora que o aumento do interesse está diretamente relacionado com o desenvolvimento de habilidades. Há um cartilha de skills a ser seguida pelo líder moderno, que vai desde as habilidades técnicas até todo um conjunto de skills comportamentais, que envolve comunicação, empatia, capacidade de engajar, tomada de decisões, entre outras. Com a necessidade de preparo ainda maior, as vagas para liderança podem causar um afastamento.
“Para isso, é essencial adotar uma abordagem
flexível e inclusiva, oferecendo programas de desenvolvimento de liderança que se adaptem às suas preferências, como mentorias, rotações de emprego e projetos desafiadores. Esses elementos podem ajudá-los a adquirir habilidades gerenciais e a desenvolver seu potencial de liderança”, orienta.
Além disso, Mayra aconselha que as organizações busquem se adaptar às novas gerações. Em vez de se apegar a estereótipos para encontrar culpados, como reclamar do fato de que os jovens não têm o objetivo de passar anos no mesmo trabalho, é responsabilidade delas encontrar as melhores soluções para que talentos de todas as gerações queiram fazer parte do negócio e desempenhem da melhor forma possível enquanto assim o fizerem.
“Em suma, a preparar a Geração Z para se tornarem os líderes de amanhã dependerá de uma relação de via dupla, na qual os gestores experientes e que já percorreram o ‘caminho das pedras’ possam contribuir para a construção profissional destes novos profissionais, compartilhando conhecimentos, orientando esses jovens, e fornecendo insights valiosos sobre a carreira e o desenvolvimento profissional.”
Manoel Messias comenta que as novas gerações valorizam mais a colaboração e o trabalho em equipe do que a competição entre colegas. Por isso, e por suas crenças em relação ao quanto as empresas precisam melhorar suas políticas de diversidade e inclusão – além de oferecer possibilidades para que todos tenham possibilidades iguais de se destacar e crescer –, os cargos de liderança podem ser redesenhados para ser mais atrativos.
“Os cargos de liderança, hoje, precisam estar cheios de estresse e de sobrecarga? Os líderes mais antenados atuam de forma a ter mais qualidade em seu trabalho. Há treinamentos para isso. Esse é um líder atual. Os líderes que trabalham sob pressão e estresse estão ficando para trás. A nova geração, assumindo cargos de liderança – porque querendo ou não, isso vai acontecer – vai também conseguir atuar de forma diferente ao que se tem de referência do passado, trazendo uma nova remessa de líderes que fazem o negócio crescer e têm qualidade de vida”, finaliza.
Notícias Técnicas
Medida provisória permitia a movimentação da conta vinculada por trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e tiveram contrato de trabalho extinto ou suspenso em período determinado pela norma
Mudança acompanha novas regras tributárias para produtos da indústria química e petroquímica e exige revisão dos sistemas e parametrizações fiscais pelas empresas
Documento da RFB detalha procedimentos de escrituração para contribuintes sujeitos à redução linear de 10% dos incentivos e benefícios tributários federais do PIS/Pasep e da Cofins na EFD-Contribuições
Decisão reconhece que a Lei Kandir já era suficiente para permitir a cobrança antes da entrada em vigor da LC nº 190/2022
Entenda como a habitualidade das horas extras impacta o cálculo do décimo terceiro salário
Especialista aponta insegurança jurídica com a dispensa da noventena e a fixação anual de alíquotas para a nova contribuição
O atraso ou a falta de entrega das obrigações acessórias podem gerar diversas consequências negativas como multas, juros e restrições
Como alinhar operação, emissão e apuração para proteger o caixa da sua empresa e eliminar o risco de multas automáticas
A discussão sobre créditos de PIS/COFINS voltou ao centro após decisões do STJ. Para empresas no regime não cumulativo, o tema pode gerar oportunidades de recuperação tributária e impacto no caixa
Notícias Empresariais
Conflitos estão presentes em 85% das empresas familiares e impactam diretamente os relacionamentos e os processos de sucessão
Pesquisa mostra que desligamentos mal conduzidos afetam cultura organizacional, confiança na liderança e reputação empregadora
Segundo Clarissa Almeida, Head de RH da Yank Solutions, organizações que transformam informação em decisão ganham velocidade, eficiência e vantagem competitiva
Ecossistemas de inovação, programas de aceleração e ambientes colaborativos ampliam oportunidades para micro e pequenas empresas em todo o país
Confira indicações de leitura para empreendedores que desejam crescer com estratégia e propósito
Levantamento disseminado pela ANBIMA mostra como riscos digitais estão redefinindo governança, confiança e gestão no mercado financeiro
Mais da metade dos trabalhadores idosos estão na informalidade
Expediente de bancos em locais como shoppings e aeroportos durante jogos do Brasil na Copa serão informados caso a caso
Comunicação deixou de ser uma competência complementar e se tornou um dos fatores mais decisivos para crescimento profissional
Especialistas apontam que autoconhecimento, empatia e gestão das emoções podem ser aprendidos e aperfeiçoados ao longo da vida
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade