Contribuições poderão ser enviadas de 18 de junho a 8 de julho pela plataforma Brasil Participativo
Área do Cliente
Notícia
O futuro do trabalho será híbrido
Independente do formato escolhido e de seus manejos, certamente vingarão os modelos híbridos, aqueles mais maleáveis e adequados tanto às empresas quanto às pessoas, com flexibilidade laboral e benefícios mútuos
Com o avanço da vacinação, a volta aos escritórios já está acontecendo. Algumas um tanto aceleradas, outras mais graduais, mas a verdade é que, independentemente da velocidade, não estávamos preparados para esse retorno. Segundo dados da corretora It’sSeg, 62% das companhias pretendem voltar ainda este ano. Uma outra pesquisa, realizada pela McKinsey, complementa o cenário global e traz pistas: dos executivos entrevistados, nove em cada dez afirmaram que suas empresas serão espaços híbridos. Apesar disso, 68% deles não têm um plano de execução para fazer isso acontecer. Estamos, de novo, naquele mesmo cenário incerto – embora bem menos volátil -, de março passado.
Mal assimilamos o trabalho remoto e teremos, de novo, de reaprender a trabalhar em escritórios. Há novas tensões que precisam ser dissipadas, ajustes e alinhamentos relacionais que precisarão ser feitos. Entre os respondentes da pesquisa da Korn Ferry 58% afirmam que admitir ao chefe a preferência por continuar trabalhando de casa pode prejudicar as chances de ascensão profissional e 49% admitem que recusariam uma oferta de emprego se fossem obrigados a trabalhar presencialmente em tempo integral.
Nesse cenário, formas diferentes de trabalhar despontam como possibilidades. O remote first, marcado pelo trabalho remoto como prioridade, e o remote only, definido como único formato e aplicado principalmente por startups e pequenas empresas, são alguns dos exemplos. Saber exatamente qual funcionará para suas equipes é a descoberta da mina de ouro.
A era dos “sem mesa” vem aí
Híbrido e enxuto. Eis o futuro que se inicia a partir de agora. A redução já começa pelo número de escritórios. Não são raros os casos de grandes empresas que entregaram parte de suas sedes e concentraram suas operações. Já entre as de médio ou pequeno porte, o movimento é, muitas vezes, rumo ao coworking.
Entre as organizações que voltam aos endereços corporativos, há mudanças na logística. Saem as famosas estações fixas de trabalho e entram os espaços compartilhados. Aquela mesa para chamar de sua? Provavelmente não estará mais lá. Muitas empresas estão optando pela rotatividade de equipes, com agendamento prévio e, consequentemente, revezamento das famosas baias.
Uso de máscara, espaçamento entre os postos de trabalho e a própria flexibilização de horários serão imprescindíveis para garantir segurança física (e emocional) dentro dos escritórios. Caberá aos gestores entender, junto com suas equipes, qual a melhor forma de atuar presencialmente daqui para frente.
Um exemplo desse movimento é a C&A. Se antes da pandemia o escritório central da empresa era ocupado por 1.500 funcionários, hoje, a capacidade máxima permitida é de 700 funcionários – embora, atualmente, apenas 350 estações de trabalho estejam liberadas, garantindo maior distanciamento social. As mesas são rotativas e os funcionários devem reservá-las via agendamento por aplicativo. Por fim, os protocolos básicos: álcool em gel disponibilizado nos ambientes, tapete sanitizante na entrada e padrão hospitalar de higienização dos banheiros.
Independente do formato escolhido e de seus manejos, certamente vingarão os modelos híbridos, aqueles mais maleáveis e adequados tanto às empresas quanto às pessoas, com flexibilidade laboral e benefícios mútuos. E, por aqui, o Brasil parece já ter entendido essa ideia. Segundo a corretora It’sSeg, 82% dos empresários ouvidos em pesquisa afirmaram que seus funcionários irão trabalhar de forma híbrida, enquanto 16% voltarão totalmente presencial e 2% permanecerão totalmente em home office.
Por fim, mas não menos importante, fica outra lição do isolamento: precisaremos prezar pela saúde mental dos nossos times. A pesquisa “Saúde em Foco: como estão os trabalhadores brasileiros em época de pandemia?”, feita pela Vittude e pelo Opinion Box, revelou que 47% das companhias não adotaram nenhum procedimento de cuidado à saúde mental durante a pandemia. O dado tem impacto para empregadores e empregados, uma vez que as pessoas podem vir a retornar aos seus postos físicos mais estressados, ansiosos, desanimados e cansados.
É preciso que líderes, gestores e CEOs considerem essa preocupação ao planejarem o retorno aos escritórios. Olhar para a saúde mental de nossos funcionários é uma aposta ganha-ganha: quanto mais seguros, acolhidos e amparados estiverem nossas equipes, mais integradas, criativas e produtivas serão.
As culturas organizacionais foram submetidas, em março do ano passado, a uma mudança brusca e aquelas que conseguiram cruzar a tempestade se adaptaram, na medida do possível. Agora, com os pés fincados em um chão mais firme, é hora de reavaliar rotas antigas e traçar novos mapas. Se o objetivo final é manter o engajamento dos funcionários, presencial ou remotamente, só haverá uma direção: preservar o bem-estar na gestão do capital humano. E o modelo de trabalho híbrido, mais flexível e adaptado aos anseios dos profissionais, é uma excelente oportunidade de fazer isso acontecer.
Notícias Técnicas
Novos fatores de correção serão usados no cálculo de benefícios pagos em atraso e em revisões previdenciárias realizadas neste mês
Lote especial contempla 4 milhões de contribuintes, com crédito via Pix e regras para declaração automática de baixa complexidade fiscal
Entenda a Solução de Consulta da Receita que equipara distribuição de lucros com imóveis a venda tributável
No modelo tradicional do Simples Nacional, todos os tributos são unificados em uma única guia mensal, o DAS. Com a transição para o modelo de IVA Dual
Nova versão do manual traz URLs essenciais para testes de envio e consulta de lotes no ambiente de Produção Restrita
A Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção do Carf manteve a cobrança de IRPJ e CSLL contra uma fabricante de artigos ópticos, no processo nº 12448.729070/2013-04
Empresas beneficiárias da Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005) devem enviar ao MCTI, até 31 de agosto de cada ano, as informações exigidas para manter os incentivos fiscais
O Split Payment avançou na implementação da Reforma Tributária com a divulgação da documentação técnica. Com isso, instituições financeiras e empresas de tecnologia já podem iniciar a adaptação
Nova exigência sobre riscos psicossociais impulsiona mudanças na forma como o mercado criativo lida com pressão, produtividade e retenção de talentos
Notícias Empresariais
Toda empresa está a uma decisão de distância de um grande avanço ou de um prejuízo significativo. Contratações equivocadas, investimentos mal avaliados, parcerias desalinhadas
Cada vez mais jovens enxergam o empreendedorismo não como uma alternativa, mas como um objetivo de vida
Bolões, happy hours temáticos e ações de integração ganham espaço como ferramentas simples para aproximar equipes e reforçar conexões no ambiente de trabalho
Estudo aponta que IA pode aumentar vendas incrementais em até 12% sem elevar investimentos em mídia
À medida que a gestão das empresas migra para ecossistemas digitais, instituições financeiras descobrem que o maior risco não é perder uma transação, mas perder espaço na tomada de decisão
Novos livros discutem liderança, hiperprodutividade e autoconhecimento em um cenário marcado pela exaustão contemporânea
Modernização dos serviços públicos unifica documentos e permite que o cidadão inicie o atendimento de forma totalmente digital
Valor recebido da Receita Federal pode ser utilizado para quitar dívidas, fortalecer a reserva financeira e ampliar investimentos de forma planejada
O crescimento costuma ser tratado como uma consequência natural do sucesso empresarial
Para Elisa Mendoza, diretora de Recursos Humanos da MSD Brasil, empresas que desejam atrair, engajar e reter talentos precisam enxergar o bem-estar como parte da estratégia de negócios
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade